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OMS adota programa para erradicar malária em 15 anos

25/05/2015

150525 - Mosquito A organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta quinta-feira (21), a adoção de um programa para erradicar a malária nos próximos 15 anos.

A doença ainda mata 600 mil pessoas por ano.

Reunidos na Assembleia Anual da Saúde (a instância decisória da organização), em Genebra, os diplomatas aprovaram na quarta-feira à noite um plano para reduzir em 40% os casos de malária até 2020 e, em 90%, até 2030, informou a OMS.

O programa também prevê a erradicação completa da doença em pelo menos 35 novos países nesse intervalo. O custo do projeto é de pelo menos 100 milhões de dólares.

O responsável pelo programa mundial contra malária da OMS, Pedro Alondo, disse à AFP que esses objetivos são “ambiciosos, mas realizáveis”, e que vão “nos levar para muito perto da erradicação”.

“Trata-se da estratégia mais ambiciosa, e ao mesmo tempo realista, que o mundo já adotou desde meados do século XX”, avaliou.

A cada ano, cerca de 200 milhões de pessoas contraem malária, e pelo menos 600 mil morrem. Crianças com menos de cinco anos representam 75% de todos os óbitos e, destes, 90% são registrados na África.

Segundo números divulgados recentemente pela OMS, entre 2000 e 2013 houve uma queda de 47% no índice de mortalidade.

Apesar do avanço, Alonso reconheceu que ainda há muito a fazer, já que, por exemplo, 50% dos lares na África não têm mosquiteiros, essenciais para ajudar na proteção dos mosquitos transmissores.

Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical será em junho

21/05/2015

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O 51 ° Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical se realizará em Fortaleza de 14 a 17 de junho de 2015, no segundo maior Centro de Eventos da América Latina. Outras informações no site do evento: http://medtrop2015.com.br/

Espera-se pelo menos 2500 pessoas, para apresentar e discutir os mais variados aspectos da Medicina Tropical, desde o ensino, passando pela pesquisa de pontos importantes, até a assistência. A maior característica do congresso será congraçar, irmãmente, os mais variados tipos de profissionais que atuam nesta área. Serão de todos os cantos do Brasil e também do mundo, o que contribuirá para aumentar seus conhecimentos e poderá ser uma oportunidade ímpar, para você apresentar suas idéias e resultados.

Aproveite as belezas, a hospitalidade e o clima do Ceará, para ganhar energias e exercer com melhor desempenho suas atividades, desde as científicas até as de simplesmente descansar, ou dançar forró ou praticar esportes, até os radicais, aproveitando o mar, o vento, as trilhas da nossa região.

Portanto, una a ciência à qualidade de vida estando presente ao evento.

Levy Gasparian, no Sul do Rio, tem índice zero de dengue

21/05/2015

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Fonte: G1

Para atingir o índice zero de dengue os agentes de combate fazem o trabalho de vistorias nas casas todos os dias.

“Vem trabalhando o ano inteiro sobre a dengue. A gente tem trabalho nas escolas, com os professores, alunos… Ajudar a gente a olhar porque a gente é uma equipe. A gente não trabalha sozinho e eles [a população em geral] têm ajudado muito a gente”, explicou Mauro da Silva, coordenador de combate à dengue.

E a ajuda dos moradores é mesmo fundamental, afinal 90% dos focos do mosquito estão dentro das casas. A Raquel não descuida do quintal. Ela tem várias plantas e por isso deixa tudo bem limpo e sem água acumulada.

“Quando eu vejo que tem alguma coisa diferente, eu vou lá, tiro. Todo cuidado eu tenho com o meu quintal. Pra mim e pra todo mundo em casa né”, contou a manicure Raquel Vieira Reis.

Tire suas dúvidas sobre o vírus Zika

18/05/2015

150518 - Virus Zika Estrutura

 Fonte: Diário da Saúde

Na semana passada foram confirmados os primeiros casos do vírus Zika no Brasil.

Veja a seguir todas as informações sobre o novo vírus, carregado pelo mesmo portador da dengue e da chikungunya.

  1. Como é a febre causada pelo vírus Zika?

É uma doença viral autolimitada, via de regra de evolução benigna, caracterizada pelo quadro clínico de febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações e erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos, além de dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

  1. Qual a distribuição dessa doença?

O vírus Zika é um arbovírus do gênero Flavivírus, família Flaviviridae. Este vírus foi isolado pela primeira vez em 1947, a partir de amostras de macaco Rhesus utilizados como sentinelas para detecção de febre amarela, na floresta Zika em Uganda. Por este motivo a denominação do vírus. Ele é endêmico no leste e oeste do continente Africano e há registro de circulação esporádica na África Ásia e Oceania. Casos importados de vírus Zika foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália.

Nas Américas, o vírus Zika somente havia sido identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, a 3.500 km do continente, no início de 2014.

  1. Como é transmitida a febre Zika?

A principal via de transmissão é vetorial, por meio da picada do pernilongoAedes aegypti. Após um período de incubação (período entre a picada do mosquito e o início de sintomas) de cerca de aproximadamente 4 dias, o paciente poderá apresentar os primeiros sinais e sintomas.

  1. Quais são os principais sinais e sintomas?

A febre pelo vírus Zika é uma doença pouco conhecida e sua descrição está embasada em um número limitado de relatos de casos e investigações de surtos.

Com base nessas publicações, os sintomas incluem exantema maculopapular de início agudo (erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos) e podem incluir febre, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia ou artrite, mialgia, cefaleia e dor nas costas. Com menor frequência, há relatos também de edema, dor de garganta, tosse, vômitos e hematospermia (sangue no esperma).

Segundo a literatura, apenas 18% das pessoas apresentarão manifestações clínicas da doença.

  1. Qual o prognóstico?

Segundo os relatos disponíveis, não há registro de óbitos por esta doença. A doença é considerada benigna e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 2 a 7 dias.

A possibilidade da contaminação simultânea por outros vírus – transmitidos pelo mesmo vetor – pode agravar o quadro, com indícios de danos neurológicos que ainda estão sendo pesquisados.

  1. Há tratamento ou vacina contra o vírus Zika?

O tratamento é sintomático e baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) para febre e dor, conforme orientação médica. Não está indicado o uso de ácido acetilssalicílico e drogas anti-inflamatórias devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas, como ocorre com a dengue. Orienta-se procurar o serviço de saúde para orientação adequada. Não há vacina contra o vírus Zika.

  1. Quais as medidas de prevenção e controle?

As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou droga antiviral. Dessa forma, o controle está centrado na redução da densidade vetorial, como manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes podem ser aplicados na pele exposta ou nas roupas.

Controle do mosquito da dengue motiva 12 estudos

18/05/2015

150518 - Vacina contra Dengue

Fonte: Estado de Minas

São Paulo, 16 – A infestação sem precedentes do mosquito Aedes aegypti, que provoca a maior epidemia de dengue do País, acendeu a luz amarela em laboratórios de pesquisas que correm atrás de soluções para uma política de controle integrado da principal praga alada doméstica brasileira.

Além da Fiocruz, no Rio, da francesa Sanofi Pasteur, e do Instituto Butantã, que buscam a vacina salvadora, pelo menos outros 12 estudos movimentam cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp) em torno do inseto e sua peste. Investiga-se dos hábitos das fêmeas transmissoras dos vírus à genética de machos estéreis – e até uma inversão sexual do bicho.

“A inversão sexual do mosquito favorece a produtividade de uma biofábrica de machos estéreis”, diz Margareth Capurro Guimarães, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que já produz mosquitos esterilizados geneticamente para controlar infestações. Nas centenas de alas médicas lotadas por suspeitas de dengue, todo mundo sabe que é a fêmea do mosquito rajadinho a vilã no leva e traz dos vírus.

Essa é a parte da pesquisa que a professora da USP chama de “supressão da espécie”, uma vez que, segundo ela, atualmente é “impossível” se pensar em erradicação do mosquito. Para bombar os resultados da produção de espécimes machos estéreis, 50% dos ovos produzem fêmeas, a pesquisadora faz microinjeções em pulpas do Aedes para mudar-lhes o gênero.

A professora lembra ainda que há, no laboratório, uma outra investigação em curso, em fase final de testes. É a da indução gênica, ou seja, aquela que tenta mudar o comportamento do sistema de defesa da fêmea Aedes para que ela reaja contra o vírus da dengue, morrendo ou eliminando o agressor antes da transmissão pela saliva na próxima vítima. Quando pica, para que o sangue a ajude na maturação dos ovos, ela precisa de um tempo de 10 a 12 dias para que, então, se torne transmissora potencial do vírus. É aí que funcionaria a indução gênica planejada pela professora da USP.

Erradicado

Depois de ter atravessado o século 20 transmitindo também a febre amarela e de ter sido erradicado no Brasil por uma década, entre 1958 e 1967, o famigerado vetor se especializou em espalhar pelo menos quatro tipos de vírus de dengue. Caçado de casa em casa, vaso por vaso, por moradores e agentes de saúde que perseguem ovos e larvas, o inseto tem as entranhas olhadas com lupa também por cientistas que lá esperam ver proteção humana via alterações celulares.

No Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas da USP, chefiado pelo professor Luiz Carlos de Souza Ferreira, buscam-se novas estratégias vacinais. No Instituto de Ciências Biomédicas, outra equipe estuda a dengue no hospedeiro. Boa parte do caminho já foi percorrido, explica o pesquisador Jaime Henrique Amorim

Ele já conseguiu provocar reação dos linfócitos T, estruturas do sistema imunológico que matam células infectadas por vírus, em camundongos. “Esse é um avanço que permite abrir porta para uma vacina com proteção não só de anticorpos”, explica o cientista. A pesquisa dele está integrada ao estudo da vacina tetravalente do Butantã.

Ministério só vai confirmar Zika após análise do Evandro Chagas

14/05/2015

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Em nota emitida à imprensa nesta quarta-feira (13/05), o Ministério da Saúde informou que só pode confirmar a cincrulação de Zika vírus no Brasil após análise e ratificação do Instituto Evandro Chagas (PA), laboratório de referência no País para arbovírus (vírus transmitidos por mosquitos). Material também foi enviado ao Centro de Controle de Doenças do Estados Unidos (CDC), para avaliação. A presença do novo vírus transmitido pelo mosquito da dengue foi anunciada no dia 29 de março pelos pesquisadores do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Gúbio Soares e Sílvia Sardi.

No dia 9 de maio, uma nota técnica do Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs) do ministério foi encaminhada aos Estados admitindo não ser possível atribuir a um único vírus os episódios de síndrome exantemática (com manchas vermelhas) ocorridos no Nordeste.

Tanto no comunicado técnico quanto no voltado à mídia , o ministério pede que as equipes de saúde se mantenham atentas aos casos suspeitos de dengue, com classificação de risco, monitoramento e hidratação. E que no caso do Zika vírus, apenas 18% dos casos apresentam sintomas.

Na nota à imprensa, afirma que o ” Zika Vírus tem evolução benigna, caracterizada por febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores em articulação) e exantema maculo-papular (erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas”. E lembra que é transmitido pela  picada do  Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue. “Por esse motivo, as medidas de prevenção e controle são as mesmas já adotadas para a dengue e chikungunya”, destaca.

Leia a nota na íntegra em http://u.saude.gov.br/ri1wufga

USP oferece curso gratuito sobre erradicação da malária

14/05/2015

150514 - USP

Estão abertas, até o dia 31 de maio, as inscrições para o curso Escola São Paulo de Ciência Avançada para a Erradicação da Malária, organizado pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. O evento visa inserir os estudantes brasileiros em redes internacionais de pesquisa, e conta com a presença de 16 palestrantes brasileiros e estrangeiros participando de mesas redondas, oficinas, palestras, visitas a laboratórios e atividades práticas.

O curso será ministrado em inglês e oferece 100 vagas, metade delas destinadas a alunos brasileiros, e será voltado principalmente a alunos de graduação, pós-graduação e pós-doutorandos. Como o curso é registrado como uma disciplina do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Relação Patógeno-Hospedeiro da USP, os alunos que formalizarem sua matrícula nessa disciplina receberão quatro créditos.

O evento será realizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP (Avenida Doutor Arnaldo, 715, Cerqueira César, São Paulo), e todos os participantes receberão hospedagem e transporte gratuitos.

As inscrições também são gratuitas e podem ser feitas neste link. O resultado da seleção será divulgado até o dia 30 de junho. Maiores detalhes do programa podem ser consultados no site do curso.

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