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Sensor detecta dengue antes dos primeiros sintomas da doença

09/02/2015

150209 - Sensor Dengue

Fonte: Agência Fapesp

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e da empresa DNApta Biotecnologia, de São José do Rio Preto (SP), desenvolveram um biossensor capaz de detectar dengue antes de surgirem os primeiros sintomas da doença.

O dispositivo, criado durante um projeto de mestrado da estudante Alessandra Figueiredo e de um pós-doutorado realizado por Nirton Cristi Silva Vieira com Bolsa da FAPESP, foi desenvolvido no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do IFSC-USP, coordenado pelo professor Valtencir Zucolotto, e no âmbito do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (INEO) – um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) financiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) — pelo professor Francisco Guimarães. E foi descrito em um artigo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

“O biossensor é capaz de diagnosticar dengue com maior rapidez, menor custo e facilidade do que os testes laboratoriais existentes hoje”, disse Vieira, pós-doutorando no IFSC-USP e um dos autores do projeto, à Agência FAPESP.

A tecnologia do biossensor é baseada na detecção elétrica da proteína não-estrutural 1 NS1. Esse tipo de proteína é secretada pelos quatro tipos de vírus da dengue (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4) e encontrado em concentrações detectáveis no sangue de pessoas tanto com infecção primária (que contraíram a doença pela primeira vez) quanto secundária (a partir da segunda vez), do segundo até o nono dia após o início da doença. Por isso, é considerada um excelente biomarcador de infecção pelo vírus da dengue, de acordo com Vieira.

“A vantagem de utilizar a proteína NS1 para detectar dengue é que é possível diagnosticar a doença mais precocemente, já no segundo ou terceiro dia após a infecção, uma vez que os sintomas da dengue só começam a aparecer, em média, a partir do sexto dia após a picada do mosquito”, disse o pesquisador.

Uma das formas usadas para detectar a proteína NS1 do vírus da dengue é por meio de anticorpos como a imunoglobulina G (IgG), obtidos por meio da fusão de linfócitos B provenientes do baço de animais imunizados com células de mieloma (linhagem tumoral de linfócitos B) ou extraídas do sangue de mamíferos inoculados com NS1.

O problema, contudo, é que o custo desse processo de fusão de linfócitos B é muito alto. Já a quantidade de anticorpos obtida por meio do sangue de mamíferos inoculados com NS1 é muito pequena, ressalvou Vieira. “O rendimento desse processo é muito baixo”, disse.

A fim de aumentar a produção de anticorpos da proteína NS1, a empresa DNApta Biotecnologia desenvolveu uma técnica na qual são produzidas em bactérias Escherichia coli (E. Coli) proteínas recombinantes (feitas artificialmente, a partir de genes clonados) de NS1 dos quatro tipos de vírus da dengue, que são inoculadas em galinhas poedeiras.

Com isso, ela consegue obter, da gema dos ovos das galinhas inoculadas com proteínas recombinantes NS1, grandes quantidades de imunoglobulina do tipo IgY – alternativa à imunoglobulina IgG, obtida a partir do sangue de mamíferos.

“As galinhas são grandes produtoras de anticorpos. Conseguimos obter uma quantidade muito grande de IgY da gema do ovo de poedeiras inoculadas com NS1”, contou Sérgio Moraes Aoki, diretor científico da DNApta.

A empresa forneceu proteínas recombinantes de dengue NS1 e imunoglobulina IgY da gema de ovo para os pesquisadores do IFSC-USP desenvolverem o biossensor de dengue e divide com a Agência USP de Inovação a patente do dispositivo.

“Foi a primeira vez que se utilizou imunoglobulina IgY de galinha como elemento de reconhecimento biológico em um biossensor voltado ao reconhecimento da proteína NS1”, disse Aoki.

Composição do sensor

O biossensor desenvolvido pelo grupo de pesquisadores é composto por um eletrodo de ouro em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) com uma amostra de imunoglobulina IgY imobilizada sobre ele e um eletrodo de referência com potencial elétrico constante.

Ao entrar em contato com a proteína NS1, o potencial elétrico do eletrodo com a imunoglobulina IgY imobilizada muda em relação ao do eletrodo de referência, em razão da ligação da proteína com o anticorpo, produzindo um sinal elétrico.

Um software “lê” esse sinal elétrico e indica em, no máximo, 30 minutos o resultado da análise, que pode ser acessado em tempo real pelo celular ou notebook.

“Quanto maior for a concentração da proteína NS1 em contato com o eletrodo com a imunoglobulina IgY imobilizada, maior também será a diferença do potencial elétrico”, explicou Vieira.

A fim de avaliar a eficácia do biossensor, os pesquisadores realizaram testes com amostras da proteína NS1 em concentrações que variaram de 0,01 a 10 microgramas por mililitro (μg.mL) – a faixa limite de concentração de NS1 encontrada no sangue de pacientes diagnosticados com dengue.

Os resultados dos testes indicaram que o dispositivo foi capaz de detectar a presença da proteína NS1 em uma concentração mínima de 0,09 μg.mL.

“A média de concentração da proteína NS1 no sangue de pessoas infectadas pelo vírus da dengue é de 2 microgramas por mililitro. O biossensor conseguiu detectar concentrações muito menores do que essa”, disse Vieira.

Os pesquisadores obtiveram a aprovação inicial do comitê de ética da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para realizar, nos próximos meses, após aprovação final, testes do biossensor diretamente em amostras de sangue de pessoas infectadas com o vírus da dengue.

“Já chegamos a desenvolver um protótipo do sensor”, disse Vieira. “A vantagem é que a imunoglobulina IgY obtida de gema de ovo usada nele é muito barata em comparação com outros anticorpos. Por isso, o dispositivo poderia ser produzido em larga escala.”

Novos biossensores

Além do biossensor para dengue, desenvolvido em parceria com o grupo de pesquisadores do IFSC-USP, a empresa DNApta pretende desenvolver por meio do projeto “Desenvolvimento de biossensores eletroquímicos para detecção da proteína NS1 do vírus da dengue” , realizado com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP, novos biossensores para detecção da proteína NS1 do vírus da dengue baseados em outras plataformas tecnológicas.

“Agora, nossa ideia é desenvolver biossensores eletroquímicos com imunoglobulina IgY obtida da gema de ovo de galinhas poedeiras inoculadas com a proteína NS1 em eletrodos de carbono”, contou Aoki.

A meta da empresa é desenvolver dispositivos portáteis de detecção de dengue semelhantes aos medidores de glicemia utilizados pelos diabéticos, que possam ser acoplados a dispositivos de comunicação móveis, como um aparelho de celular ou um notebook, e transmitir os dados, em tempo real, para uma central. Desse modo, poderá ser feito um monitoramento epidemiológico da doença, indicou Aoki.

“Pretendemos estender essa ideia para detectar outras doenças, além da dengue”, disse Aoki.

De acordo com os pesquisadores, os testes de diagnóstico de dengue mais empregados hoje não são eficazes para detectar a doença principalmente nos primeiros dias de infecção, quando os sintomas são comumente confundidos com outras doenças infecciosas.

O hemograma, o teste de velocidade de hemossedimentação (VHS) e a contagem de plaquetas, por exemplo, são insuficientes para confirmar o diagnóstico de dengue.

Já os exames mais comuns realizados nos postos de saúde, baseados na detecção sorológica de anticorpos do tipo IgG e IgM, só podem ser realizados a partir do sexto dia da infecção, uma vez que o corpo humano produz anticorpos específicos que combatem a NS1 após o quinto dia de infecção.

Por outro lado, os métodos moleculares para detectar dengue baseados na detecção da proteína NS1 já existentes no mercado, como o ELISA e o de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR), ainda são caros, feitos em muitas etapas e requerem pessoas treinadas para realizá-los, apontam os pesquisadores.

“Estimamos que o tipo de teste de dengue que estamos desenvolvendo terá algumas vantagens em relação aos testes convencionais da doença realizados hoje”, afirmou Aoki.

Resultados da pesquisa foram descritos no artigo Electrical detection of dengue biomarker using egg yolk immunoglobulin as the biological recognition element (doi: 10.1038/srep07865), de Figueiredo e outros, que pode ser lido, na revista Scientific Reports, em http://www.nature.com/srep/2015/150119/srep07865/full/srep07865.html

Crise hídrica pode aumentar em 57% os casos de dengue, diz Chioro

09/02/2015

150209 - Cris Hídrica

Fonte: Região Noroeste

O número de casos de dengue nas quatro primeiras semanas do ano aumentou 57,2% entre 2014 e 2015, saltando de 26.017 para 40.916 em todo o Brasil. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, coloca, entre os motivos do aumento, a crise hídrica, que faz com que muitas pessoas estoquem água em casa.

“É inquestionável que a crise hídrica e a seca apresentam uma situação de risco maior para a proliferação do Aedes aegypt, na medida em que as pessoas tendem a armazenar água sem proteção. Não há problema em fazer armazenamento, mas qualquer processo de armazenamento de água deve respeitar a proteção,pois a água limpa parada, mesmo que seja de chuva, de bica, vai aumentar o risco de proliferação das larvas. O acondicionamento correto, tapar esses recipientes, é fundamental”, avaliou o ministro.

Chioro disse que o governo vai fazer um estudo para ver a relação entre a falta de água e o número de casos de dengue e vai alertar para que a população guarde água com segurança. O ministro ressaltou que há uma grande preocupação com a doença, pois o aumento aconteceu em período anterior aos meses de maior incidência, que são março e abril.

“Aumentou o número de casos de dengue em um período que não era para aumentar”, disse o ministro.

Ele destaca que cada lugar tem um motivo diferente para o aumento da ocorrência do mosquito e que cada família deve estar atenta aos pontos de acúmulo de água em suas casas.

Segundo Chioro, uma das situações mais preocupantes é a do município de Cruzeiro do Sul, no Acre. A cidade, que tem cerca de 80 mil habitantes, teve apenas sete casos em janeiro do ano passado, enquanto em janeiro de 2015 teve 2.305 casos.

Com esta “explosão” da doença no Acre, o estado ficou com a maior incidência, com 338,3 pessoas doentes para cada 100 mil habitantes. Goiás veio em seguida com 97,9, por 100 mil. Mato Grosso do Sul ficou em terceiro, com 42,9,

A boa notícia é que os casos graves da doença cairam 71%, de 49 para 14 no primeiro mês de 2014 para 2015. As mortes também caíram no mesmo período, de 37 para 6. Para o diretor do Departamento de Dengue e Chikungunya do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, esses números apontam uma melhora no sistema de saúde para tratar os pacientes.

Segundo Chioro, certamente o número de pacientes com dengue é subnotificado, pois muitas vezes os sintomas são leves e, por isso, o paciente não procura atendimento médico.

O Ministério da Saúde está promovendo hoje (7) o Dia D contra dengue e chikungunya, doença transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, com sintomas parecidos, mas que provoca maiores dores nas articulações e diferentemente da dengue, não tem a forma hemorrágica.

Nas primeiras quatro semanas de 2014 foram contabilizados 23 casos de chikungunya, sendo 22 na Bahia e um em Goiás. Ano passado foram registradas as primeiras transmissões da doença no país. Ao todo, em 2014 foram 2.847 casos. O Ministério da Saúde está acompanhando pacientes em Oiapoque, no Acre, onde houve a maior concentração da doença, para avaliar a evolução dos casos mais graves.

UFSCar oferece diversos cursos pela Escola de Microscopia

05/02/2015

150205 - Microscopia

Em continuidade à “Escola de Microscopia” do Laboratório de Caracterização Estrutural do DEMa/UFSCar, temos a satisfação de informar as datas dos próximos cursos a serem oferecidos no primeiro semestre de 2015:

Introdução à Microscopia Eletrônica de Transmissão e Microanálise
– Data de realização: 22, 23 e 24 de abril de 2015

– Data limite para as inscrições: 08/04/2015

Introdução à Microscopia Eletrônica de Varredura e Microanálise

– Data de realização: 20, 21 e 22 de maio de 2015

– Data limite para as inscrições: 06/05/2015

As inscrições podem ser realizadas pelo site:  http://www.lce.dema.ufscar.br/cursos

Evento sobre cinetoplastídeos será realizado em Campinas

05/02/2015

150205 - cinetoplastídeosEstão abertas as inscrições para a Sao Paulo School of Advanced Science on Neglected Diseases Drug Discovery – focus on Kinetoplastids (SPSAS-ND3). O evento será realizado entre 14 e 24 de junho no campus do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

A escola, organizada pelo Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), contemplará aspectos multidisciplinares do processo de descoberta de fármacos aplicados à doença de Chagas, à leishmaniose e à tripanossomíase africana humana, causadas por cinetoplastídeos, uma classe de protozoários.

A SPSAS-ND3 abordará desde conceitos básicos da ciência de descoberta de fármacos até as investigações de ponta desenvolvidas na área. Os grandes temas da programação incluem: high throughput screening (HTS) e high content screening (HCS); biologia estrutural e screening virtual; análises de dados de triagens; química medicinal; otimização de leads; absorção, distribuição, metabolismo e excreção (Adme) in vitro e in vivo; e modelos animais para estudos de farmacocinética e estudos de eficácia.

Haverá atividades práticas e teóricas, ministradas por um grupo de pesquisadores de classe mundial. Dentre os professores do curso, estarão presentes especialistas em descoberta de drogas e em parasitologia e profissionais da comunidade acadêmica e da Pharma.

As inscrições para a SPSAS-ND3 são gratuitas e devem ser feitas até 5 de fevereiro. Para alunos que não tenham bolsa FAPESP, além da inscrição, todas as despesas (alimentação, transporte e hospedagem) são custeadas pelo evento. Mais informações no site do evento:

http://pages.cnpem.br/drugdiscovery-kinetoplastids/

Congresso Brasileiro de Análises Clínicas será em junho

05/02/2015

150205 - SBACCelebraremos o 42º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas e o 3º Núcleo de Gestão Laboratorial, que acontecerá de 21 a 24 de Junho de 2015 no Riocentro na Barra da Tijuca, a extensão natural do Rio de Janeiro, com suas belas praias, excelentes hotéis para que todos fiquem bem instalados perto do local do congresso, com transporte farto e adequado e com todas as programações sociais também aglutinadas neste mesmo local.

Simultaneamente realizaremos o 1º Congresso de Qualidade Laboratorial para Países de Língua Portuguesa que será realizado de modo Bienal e Itinerante.

A frequência dos conteúdos programados nesse evento, representa um valor acrescentado para os diversos países participantes.

Empenharemos em levar informações importantes sobre métodos e tecnologia em evidência no mercado mundial objetivando informar e preparar o profissional da área para melhor enfrentar os novos desafios da atividade.

Daremos atenção ao Núcleo de Gestão em Laboratório, entendendo que na atualidade o novo mercado necessita ter foco em pessoas, pois o valor das empresas está em reter talentos, qualificar e motivar. Por isso toda a programação vai á busca da inovação do laboratório, buscando sua sustentabilidade, e avaliando as necessidades e oportunidades do mercado, onde serão discutidos assuntos atuais como Tributação, Como calcular o custo de exames, Transporte de Material Biológico, Lei 13.003 (Contratualização e índice de reajuste pela ANS), entendendo que se faz necessário avançar pela luta e sobrevivência dos pequenos e médios laboratórios, que continuam assistindo a comunidade com qualidade.

A programação Científica foi minuciosamente planejada e elaborada. Os palestrantes nacionais e do exterior foram convidados, atendendo aos critérios estabelecidos para que possamos superar as expectativas dos participantes.

A nossa programação social continuará sendo inovadora, alegre e rica no seu amplo conceito cultural e social.

Ministério da Saúde informa sobre dificuldade em distribuição de vacinas

03/02/2015

Fonte: Conexão Tocantins

O Ministério da Saúde notificou todos os estados brasileiros informando das dificuldades na distribuição regular de algumas vacinas como BCG, HIB, Dupla adulto, Tríplice Viral, Tetraviral e também do Soro Antirrábico Humano distribuídos.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que não há no estoque de Palmas a vacina BCG, mas já foi informada pelo Governo do Estado, responsável pela distribuição das vacinas para os municípios, que está prevista para a esta segunda-feira, 02, a distribuição da BCG e Febre Amarela pelo Ministério. É válido lembrar que a quantidade enviada será apenas parcial, não sendo a mesma feita regularmente.

A Semus informa que está sendo feito o cadastro de todas as crianças recém-nascidas para que assim que as novas doses das vacinas chegarem, uma equipe irá até as residências para que as mesmas sejam vacinadas.

Ministério explica dificuldades

Segundo explicou o Ministério da Saúde, o quantitativo entregue de BCG e Febre Amarela pelo laboratório no mês de dezembro encontra-se em análise pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Ainda de acordo com o Ministério, no caso da HIB houve descumprimento do cronograma das entregas pelo laboratório produtor nacional e que está sendo feito compra internacional emergencial, no entanto não há previsão de entregas.

Já em relação às vacinas Dupla adulto, Tríplice Viral e Tetraviral, todas encontram-se em processo de desembargo alfandegário e liberação do termo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Tão logo isso ocorra, serão encaminhadas aos estados.

No caso do Soro Antirrábico Humano houve atraso no cronograma de entrega e a distribuição neste mês de janeiro foi reduzida. Após receberem novas entregas dos demais laboratórios e realizados os testes do INCQS, o mesmo será liberado. (Secom Palmas)

Lei define Dia Nacional da Vigilância Sanitária

03/02/2015

Fonte: Portal Brasil

A Vigilância Sanitária ganhou um dia especial de comemorações: 5 de agosto. A data foi definida pela Lei 13.098, de 27 de janeiro de 2015, publicada nessa quarta-feira (28) no Diário Oficial da União.

A norma prevê que o dia seja marcado por atividades que promovam a conscientização da população, proporcionando esclarecimentos sobre temas relacionados à vigilância sanitária para estudantes, profissionais de saúde e demais cidadãos.

De acordo com a Lei, essas ações devem envolver o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema de Vigilância Sanitária, em todas as esferas de governo, além de estabelecimentos de ensino.

Sanitarista

O Dia Nacional da Vigilância Sanitária coincide com a data do nascimento de Oswaldo Cruz, maior nome da história da vigilância sanitária no Brasil.

Oswaldo Cruz nasceu no dia 5 de agosto de 1872, em São Luís de Paraitinga (SP). Aos 15 anos, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Antes de concluir o curso, já publicara dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico. Em 1896, especializou-se em Bacteriologia no Instituto Pasteur, em Paris. Na época, o local reunia grandes nomes da ciência.

Ao voltar da Europa, Oswaldo Cruz encontrou o Porto de Santos assolado por violenta epidemia de peste bubônica, e logo se engajou no combate à doença. Em 1903, ele foi nomeado Diretor Geral de Saúde Pública, cargo que corresponde, atualmente, ao de Ministro da Saúde. À época, deflagrou memoráveis campanhas de saneamento. Em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

Ao combater a febre amarela, no mesmo período, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes.

No entanto, Oswaldo Cruz tinha uma teoria diferente: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular, a Revolta da Vacina.

Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Assim, o País reconheceu o valor do sanitarista. Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do Brasil. Sofrendo de crise de insuficiência renal, morreu a 11 de fevereiro de 1917, com 44 anos.

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