Skip to content

Ministério da Saúde lança Plano de Eliminação da Malária no Brasil

13/11/2015
Conheça o ciclo da Doença de Chagas

Conheça o ciclo da Doença de Chagas

Fonte: Agência Brasil

Com o objetivo de combater a malária e acabar com a doença no país, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (10/11), o Plano de Eliminação da Malária no Brasil. A medida faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição aos Objetivos do Milênio. A meta é a redução de pelo menos 90% dos casos até 2030 e da eliminação de malária em pelo menos 35 países. Em 2014, o Brasil registrou o menor número de casos de malária nos últimos 35 anos (143.250 casos).

“O lançamento hoje do Plano de Eliminação e o reconhecimento que tivemos pela comunidade internacional nos últimos anos demostram o esforço do governo brasileiro em combater a malária. Isso prova que a doença não é negligenciada no país e que o Ministério da Saúde tem o compromisso, juntamente com estados e municípios, de continuar combatendo a doença”, ressaltou o secretario de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi. Ele enfatizou ainda que, apesar dos bons resultados, as ações precisam continuar para que o Brasil possa, no futuro, alcançar a meta da total eliminação da doença.

O lançamento do Plano ocorre durante encontro técnico, em Brasília, que reúne líderes e especialistas do país. Na ocasião, também foi apresentada a Estratégia Técnica Global da Organização Mundial de Saúde para a Malária 2016-2030 (GTS). Aprovada pela Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2015 e resultado da consulta de peritos em todo o mundo, o documento fornece orientação técnica e um quadro de ação e de investimentos para atingir as metas de eliminação de malária.

O Plano brasileiro faz parte da estratégia de atingir as metas estabelecidas pelas parcerias internacionais no âmbito dos Objetivos do Milênio. O documento fornece a orientação técnica necessária para os municípios, define estratégias diferenciadas para o diagnóstico, tratamento, controle vetorial, educação em saúde e mobilização social.

A OMS estima 214 milhões de casos e 438 mil mortes este ano, em todo o mundo, principalmente em crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas.  “Essas metas propunham uma redução de 75% entre os anos de 2000 a 2015. Em 2014, conseguimos reduzir em 76% o número de casos”, ressaltou a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Malária da SVS, Ana Carolina Santelli.

PRÊMIO INTERNACIONAL – O trabalho que vem sendo desenvolvido no Brasil é reconhecido internacionalmente. Na última quinta-feira (0/11), o Brasil recebeu o Malaria Champions of the Americas Award 2015, entregue ao Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde, na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), em Washington. Essa é a quarta vez que o país é premiado por seu esforço para reduzir os casos de malária.

O prêmio Malária Champions of the Americas Award reconhece organizações ou colaborações que usaram projetos inovadores para superar os desafios da malária nas Américas. O foco da premiação em 2015 foi os  programas de malária que contribuíram para a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Anteriormente, os estados do Acre e do Amazonas já haviam recebido o mesmo prêmio.

CASOS NO BRASIL – A área endêmica da doença no Brasil compreende a região amazônica brasileira, incluindo os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Esta região é responsável por 99% dos casos autóctones do país. Fora da região amazônica, mais de 80% dos casos registrados são importados dos estados pertencentes à área endêmica brasileira, de outros países amazônicos, do continente africano, ou do Paraguai. Desde 2000, tem havido uma redução de mais de 50% no número de casos de malária no Brasil.

Para definição do status de eliminação da doença, o Brasil utiliza metodologia da Organização Mundial da Saúde. Seguindo essa classificação, os municípios brasileiros foram divididos a partir da média da incidência parasitária de malária entre 2012 e 2014. Atualmente, o país apresenta um total de 5.113 municípios que se encontram em prevenção de reintrodução de casos de malária, 316 municípios em eliminação e 138 em controle. Para a malária tipo falciparum, 5.251 municípios estão em fase de prevenção de reintrodução de casos, 241 municípios em eliminação e 75 em controle.

Novo boletim da SBP

10/11/2015

150507 - SBP1

Confira as novidades da Sociedade Brasileira de Parasitologia, SBP, no novo boletim trimestral. O assunto principal é o fechamento da programação para o Congresso, em Salvador, BA, da SBP e da FLAP.

Também os aspectos logísticos em particular passagens e hospedagem, elaboração do livro com o programa oficial, contendo também os títulos dos temas livres e posters. Foram designados dois coordenadores para cada sessão de apresentações orais, sendo um membro da FLAP e o outro da SBP. Também foram designados alguns palestrantes, membros das comissões organizadoras e sócios da SBP para avaliar posters, na razão de 15 trabalhos por avaliador. Os melhores trabalhos em cada uma das quatro áreas receberão premiação a ser entregue durante a cerimônia de encerramento, no sábado ao meio dia.

Lembramos aos sócios do pagamento da anuidade. Os sócios quites podem fazer a inscrição para o Congresso da SBP-FLAP com desconto. Como habitual, teremos um stand durante o congresso, onde os sócios poderão comprovar a sua situação com a tesoureira e a secretária que habitualmente nos acompanha nos eventos, Sra. Jussara.

Confira aqui o boletim na íntegra

Zika vírus já foi registrado em 14 estados, segundo Ministério da Saúde

10/11/2015

151110 - Zika

Fonte: G1

O zika vírus, identificado pela primeira vez no país no final de abril, já foi confirmado em 14 estados brasileiros. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde na semana passada durante seminário organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegyti, o zika pertence à família dos vírus da dengue e da febre amarela. Os principais sintomas da doença são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. Apesar das semelhanças, o zika vírus é muito menos agressivo que o vírus da dengue: não há registro de mortes relacionadas à doença. A evolução é benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.

Segundo o Ministério da Saúde, como o zika não é uma doença de notificação compulsória, não existe uma estimativa do número total de casos já confirmados no país. Ocorrências já foram registradas em Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Paraná.

Chikungunya: 14,3 mil notificações

No seminário “Chikungunya, zika e dengue: desafios para o controle e a atenção à saúde”, da Fiocruz, o Ministério da Saúde também falou sobre a situação da chikungunya no Brasil. Até o início de outubro, houve casos de transmissão em 44 municípios de seis estados – Amazonas, Amapá, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Mato Grosso do Sul – além do Distrito Federal. Ao todo, foram 14.373 casos suspeitos de chikungunya notificados em todo o país.

Os primeiros casos de transmissão interna da febre chikungunya no Brasil foram confirmados em setembro de 2014. A infecção pelo vírus, que também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos.

Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dengue: recorde com 1,4 milhões de notificações

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, até o início de outubro, tinham sido registrados 1.485.397 casos prováveis de dengue no país em 2015.

Bem antes do fim do ano, este número já bateu o recorde registrado em 2013, quando o país teve 1.452.489 ocorrências da doença no ano todo. O número de mortes por dengue também já é o maior já registrado desde que a doença começou a ser monitorada em detalhes, em 1990: foram 761 óbitos até o início de outubro. O recorde anterior, registrado em 2013, era de 674 mortes. Este ano, a região com maior número de casos de dengue grave foi o Sudeste.

Representantes do DSA apresentaram 14 trabalhos em congresso internacional de parasitologia

06/11/2015

151106 - Congresso SBP

 Fonte: Site da UFLA

Um grupo composto por 14 estudantes e três professores do Departamento de Ciências da Saúde da UFLA (DSA) participou do XXIV Congresso Brasileiro de Parasitologia e do XXIII Congreso Latinoamericano de Parasitología (FLAP), realizados em Salvador (BA), de 27 a 31 de outubro.

Esse grupo foi responsável pela apresentação de 14 trabalhos na forma de pôster e uma apresentação oral. Entre os temas de pesquisa, estavam: leishmanioses, dengue, ancilostomose e esquistossomose. Além dos trabalhos, a participação levou alguns membros do grupo a estabelecerem parcerias com pesquisadores de outras instituições, como UFMG e UFTM.

Outro ponto, destacado pela coordenadora do curso de Medicina da UFLA, professora Joziana Barçante, foi a presença do professor David Pereira Neves: “Ele é um ícone da Parasitologia Humana. Escreveu vários livros que são referência para os cursos da área de Saúde, incluindo a Medicina. Um deles, ‘Parasitologia Dinânica’, é uma obra de referência para a área de saúde, e é de autoria do professor David, junto comigo e mais três autores”, afirmou.

Títulos dos trabalhos apresentados

  • Primeiro relato da espécieLutzomyia (pintomyia) fischeri no município de Lavras, Minas Gerais, Brasil
  • Primeiro registro de Lutzomyia longipalpis (Lutz, Neiva, 1912) (Diptera: Psychodidae:Phlebotominae) em uma área endêmica para leishmaniose visceral canina, no sul do estado de Minas Gerais, Brasil
  • Factors risk associated factors risk with bovine fasciolosisin the the river basin Sapucaí, Minas Gerais, Brazil
  • Fauna flebotômica do município de Lavras, MG: dados preliminares
  • Avaliação dos resultados obtidos a partir da realização dos exames de DPP® e ELISA em cães de uma área endêmica para leishmaniose visceral canina
  • Ocorrência deLutzomyia (Nyssomyia) whitmani em Lavras
  • Primeiro relato deLutzomyia longipalpis no município de Carrancas, Minas Gerais, Brasil
  • How does the temperature change influencesBiomphalaria glabrata infection rate with Angiostrongylus vasorum?
  • Monitoramento e controle avaliativo do vetor (Aedes aegypti) utilizando armadilhas do tipo ovitrampa
  • The chronology ofAngiostrongylus vasorum (Baillet, 1866), Kamensky, 1905 infection in Biomphalaria glabrata Say, 1818
  • Dexametasona favorece a ocorrência de apoptose em granulomas hepáticos de camundongos infectados peloSchistosoma mansoni
  • Ocorrência deLutzomyia (nyssomyia) whitmani (ANTUNES & COUTINHO, 1939) em uma área endêmica para leishmaniose tegumentar, no sul do estado de Minas Gerais, Brasil
  • Necator americanusantigens administration alters the number of leukocyte in blood of non – obese diabetic model

Médico premiado pela Unesco foca em novo tratamento para leishmaniose com Fiocruz

06/11/2015

151106 - Tratamento Unesco

Fonte: Bahia Notícias

“No mundo inteiro, não tem nenhuma vacina contra parasita, o que mostra que eles são muito sofisticados para a gente”. A afirmação do médico baiano Manoel Barral-Netto demonstra a importância da prevenção e criação de tratamentos mais eficazes para doenças parasitárias. Premiado pela Unesco na categoria Pesquisas em Ciência da Vida por seus trabalhos sobre leishmaniose e malária, o especialista declarou ao Bahia Notícias que um dos focos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o próximo ano é o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para a leishmaniose, doença que tem a Bahia como estado com maior número de casos. “A Fiocruz nacionalmente está finalizando uma proposta que vamos começar ainda no próximo ano de fazer várias abordagens terapêuticas para leishmaniose.

Esse assunto vai ser atacado de forma muito objetiva, tentando melhorar rapidamente. A vacina não vai ser rápido, então tem que ter um tratamento mais eficiente. Esse vai ser o nosso foco principal como instituição para diminuir o problema da leishmaniose”, disse. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), até o momento, a Bahia registrou 503 casos de leishmaniose visceral – que afeta principalmente órgãos internos – e 1684 casos de leishmaniose tegumentar – que tem feridas na pele como principal sintoma – em 2015.

Sobre suas pesquisas premiadas pela organização da ONU, o também professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) informou que a leishmaniose é estudada por aqui, enquanto os estudos sobre malária são realizados em parceria com outros estados, já que não são encontrados casos autóctones, ou seja, com origem local. “As pesquisas de leishmaniose foram feitas integralmente na Bahia. A Bahia é o estado que mais tem caso das leishmanioses em geral. O grupo da Fiocruz faz visitas mensais à área endêmica, dá suporte aos pacientes”, explicou.

“No caso da malária, não é um grupo tão grande, até porque não existe transmissão de malária na Bahia há muitos anos. Esses estudos são feitos em colaboração com um grupo que trabalha na Amazônia, são estudos mais caros. A gente foca basicamente em questões da patogênese”. Segundo Barral-Netto, um dos principais focos da pesquisa sobre malária é a coinfecção com outras doenças, que pode levar o paciente à morte. “Estamos estudando que isso [coinfecção] parece estar diretamente envolvido na morte por plasmodium vivax. Ele cria uma complicação em cima de algo que já existe, o que leva à morte das pessoas”. Apesar de não haver nenhuma proposta do grupo para novos tratamentos relacionados à malária, a análise também contribui para a compreensão da enfermidade.

Confira a programação preliminar do XXIV Congresso Brasileiro de Parasitologia

26/10/2015

151021 - Congresso Bahia

Nesta semana a Sociedade Brasileira de Parasitologia, SBP, realiza o XXIV Congresso Brasileiro de Parasitologia e XXIII Congresso Latino Americano de Parasitologia (FLAP)  em Salvador/BA. A abertura oficial será amanhã, dia 27 às 20h, no Bahia Othon Palace Hotel . Clique aqui e confira a programação preliminar do Congresso.

Encontro de pesquisa em Parasitologia recebe trabalhos até o dia 31

26/10/2015

151026 - Congresso SBP

Fonte:  UFMG

As inscrições de trabalhos para apresentação na 6ª edição do Encontro de Pesquisa em Parasitologia foram prorrogadas até 31 de outubro. O evento será realizado nos dias 19 e 20 de novembro, no Centro de Atividades das Ciências Naturais (CAD 1).

Alunos de graduação, pós-graduação e profissionais da área de Biologia podem se inscrever como ouvintes e submeter resumos. Promovido pelo Programa de Pós Graduação em Parasitologia do ICB, o evento discutirá a aplicação social do conhecimento produzido nas pesquisas acadêmicas.

A programação será distribuída em quatro eixos temáticos: Sistemática e biologia de parasitos e vetores, Imunoparasitologia e diagnóstico, Ecoepidemiologia e controle de parasitos e vetores e Genética e bioquímica de parasitos e vetores.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-2962, pelo e-mail enc-par@icb.ufmg.br ou na página do evento no Facebook.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 61 outros seguidores