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UFMT seleciona professores de Parasitologia

07/05/2015

150507 - UFMT1

A Pró-Reitoria Administrativa – PROAD da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas – SGP torna pública a abertura de inscrições para o Concurso Público destinado ao provimento de 48 (quarenta e oito) vagas ao cargo de Professor, integrante do Plano de Carreiras e Cargos do Magistério Superior, oriundas Banco de Professor-Equivalente, mediante as condições estabelecidas no presente Edital e seus Anexos descritos no item 1.1 (disponíveis no endereço eletrônico http://www.ufmt.br).

O concurso público compreenderá as seguintes fases:

  1. a) Prova Escrita, de caráter eliminatório e classificatório;
  2. b) Prova Didática, de caráter eliminatório e classificatório;
  3. c) Avaliação de Títulos, de caráter unicamente classificatório

As provas deste concurso público (Prova Escrita, Prova Didática e Avaliação de Títulos) serão realizadas na cidade de Cuiabá, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso, situado à Avenida Fernando Corrêa da Costa, 2367 – Boa Esperança (aos candidatos que concorrerem às vagas do campus de Cuiabá); na cidade de Rondonópolis, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso, situado na Rodovia Rondonópolis-Guiratinga, km 06 (MT-270) – Bairro Sagrada Família (aos candidatos que concorrerem às vagas do Campus Universitário de Rondonópolis), na cidade de Barra do Garças, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso, situado à Avenida Governador Jaime Campos, n.º 6.390 (aos candidatos que concorrerem às vagas do Campus do Araguaia). As provas para os candidatos que concorrerem às vagas do campus de Sinop, serão realizadas em Cuiabá e Sinop, da seguinte forma: os candidatos que concorrerem às vagas ofertadas pelo Instituto de Ciências da Saúde(ICS) realizarão as provas no Campus de Sinop; os candidatos que concorrerem às vagas ofertadas pelo Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais(ICAA) realizarão as provas no Campus de Cuiabá.

Outras informações: http://www.ufmt.br/ufmt/site/concurso/docente/Cuiaba

Infectologista explica dengue, febre chikungunya e zika vírus

04/05/2015

150504 - Febre zika

Fonte: Jornal do Commercio

Você conhece o Zika Vírus? Por ter sintomas muito parecidos, a doença pode ser facilmente confundida com dengue e febre chikungunya. Originária da África, o vírus foi detectado pela primeira vez na América Latina nesta quarta-feira (29) em moradores de Camaçari, na Bahia. Para orientar a população e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto, a infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Vera Magalhães explica que a transmissão das três doenças ocorre pela picada dos mosquitos Aedes aegypti.

Segundo a profissional, a dengue, febre chikungunya e Zika Vírus são clinicamente muito parecidos. “Zika Vírus possui um quadro muito parecido com o da dengue e da febre chikungunya, onde o paciente pode apresentar sintomas como febre, diarreia, dores e manchas no corpo. No entanto, a nova doença é considerada mais branda”, explica Vera, que ressalta ainda que o diferencial do Zika é a presença de uma coceira mais intensa na pele acompanhada de conjuntivite.

No caso da febre chikungunya, os sintomas incluem o início súbito de intensa artralgia e febre acima dos 39 graus. O vírus causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor nas articulações, especialmente dos pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pessoas de qualquer idade ou sexo podem ser afetadas pelo vírus, mas os sintomas tendem a ser mais intensos em crianças e idosos.

Já os sintomas da dengue são mais diversos, podendo ter dores de cabeça, febre alta, tonturas e dores das articulações, além de sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes. “Entre todas as doenças, a dengue é a mais perigosa e, se não tratada, pode levar ao agravamento do quadro”, explica a coordenadora do Programa de Controle da Dengue em Pernambuco, Claudenice Pontes.

A infectologista destaca que a dificuldade em distinguir as três doenças também é sentida pelos médicos. “Só com a realização de exames é possível identificar exatamente qual a doença do paciente. Sendo assim,  a orientação é que, ao apresentar qualquer sintoma atípico, as pessoas procurem o posto de saúde”, diz Vera. O resultado do exame sorológico, que tem segurança de 100% (diferentemente do teste rápido), é apresentado em cinco dias.

Apesar da Secretaria de Saúde do Estado ter divulgado que nenhum caso confirmado de chikungunya, rubéola, sarampo ou zika vírus foi registrado em Pernambuco, até o momento, a infectologista acredita que o vírus já pode ter chegado ao Estado. “Alguns casos não foram elucidados e é possível que seja o Zika Vírus ou chikungunya”, explica a professora.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (30), a Secretaria de Saúde do Estado (SES) informou que, das 102 notificações para chikungunya no Estado, 82 deram negativo e 18 continuam em investigação. Em relação ao zika vírus, ainda não há notificação protocolada por médicos. “Mesmo sem notificações, estamos monitorando e realizando exames para detectar todos os vírus que podem ser transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti”, explica a coordenadora do Programa de Controle da Dengue em Pernambuco, Claudenice Pontes.

NÚMEROS – Até o último dia 18 de abril, foram notificados 26.666 casos de dengue em Pernambuco e confirmados 5.153, em 174 municípios. Isso representa um aumento de 459,86% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram notificados 4.763 casos, confirmando 1.812 desses. Os municípios com o maior número de notificações são: Recife (6.633), Jaboatão dos Guararapes (1.387), Camaragibe (1.379) e Goiana (942), totalizando 10.341 casos (38,78% do total do Estado).

Cientistas anunciam primeira possível vacina para a malária com resultados positivos em humanos

04/05/2015

150504 - Febre Malária

Fonte: TV Ciência

Pela primeira vez existe uma vacina contra a malária que chega à fase III de um estudo clínico em crianças e demonstra resultados positivos em termos de eficácia e segurança. A vacina, denominada de RTS,S/AS01, foi testada em cerca de 16 mil crianças e bebés em África.

O ensaio clínico envolveu 15,459 participantes divididos em duas categorias de idade – crianças (entre 5-17 meses quando receberam a primeira dose da vacina) e bebés (com 6-12 semanas quando receberam a primeira dose da vacina) – de sete países da África Subsaariana, nomeadamente, Burquina Faso, Gabão, Gana, Quénia, Malawi, Moçambique e República da Tanzânia.

Os resultados da III fase de ensaio clínico à mais provável candidata a vacina contra a malária (RTS,S) estão publicados na edição de 24 de abril do jornal médico científico The Lancet e resulta de uma parceria público-privada que envolve onze centros de investigação e os vários sistemas de saúde nacionais dos países africanos envolvidos no estudo, a empresa farmacêutica GlaxoSmithKlein, a PATH Malaria Vaccine Initiative (MVI) e conta com o apoio financeiro da Fundação Bill e Melinda Gates.

Os resultados da III fase de ensaio clínico revelam que o esquema de vacinação primário da RTS,S (que implicou a administração de três doses de vacinas numa fase inicial) seguido de um reforço de vacina após 18 meses reduziu em 36% os casos de malária clinica em crianças entre os 5-17 meses e em 26% nos bebés entre os 6-12 semanas.

Os especialistas revelam que os resultados foram avaliados para o primeiro grupo após um período de acompanhamento de 48 meses e para o segundo grupo após um período de acompanhamento de 38 meses.

Os investigadores chegaram à conclusão que a vacina demonstrou maior eficácia após administração do reforço, já que sem reforço a eficácia da vacina diminuiu ao longo do tempo e apenas com a administração do esquema inicial de três doses reduziu os casos de malaria clinica em 28% em crianças e 18% nos bebés.

No que diz respeito às questões de segurança da vacina, verificou-se uma maior incidência de febre nos participantes que receberam o reforço da vacina RTS,S quando comparados com aqueles que receberam uma dose da vacina de controlo. E que algumas das crianças que apresentaram febre sofreram episódios de convulsão generalizada mas que recuperaram ao fim de sete dias.

Mais preocupante foram dois casos de meningite que surgiram nas crianças com idade mais avançada após a toma do reforço da vacina. Em comunicado, os membros da parceria público-privada indicam que «este pode ser um resultado ocasional, dado que a comparação foi feita entre os grupos para muitas doenças diferentes, e porque alguns destes casos aconteceram anos após a vacinação sem qualquer tipo de relação óbvia com a vacinação».

No entanto, asseguram, «esta ocorrência de meningite vai ser seguida com cuidado nos estudos de fase IV, se a RTS,S for licenciada».

Esta é a primeira vez que uma candidata a vacina da malária chega a uma fase tão avançada de ensaios clínicos. Kwaku Poku Asante, investigador principal no ensaio e responsável pelo Comité da Parceria de Ensaios Clínicos para a RTS,S afirmou, citado em comunicado, que: «finalmente vislumbramos uma vacina candidata que poderá ter um verdadeiro impacto numa doença terrível que afeta muitas crianças durante os primeiros anos de vida».

«O grande número de crianças afetadas com malária, às vezes várias vezes por ano, significa que esta vacina candidata, se for implantada corretamente, tem o potencial de prevenir milhões de caso de malária», afirmou.

Atualmente, a Agência Europeia do Medicamento (da sigla em inglês, EMA) está a rever a aplicação regulatória da RTS,S e caso venha a dar um parecer positivo em conjunto com uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (prevista no final de 2015) poderão ser lançadas as bases de licenciamento da vacina junto das Autoridades Nacionais Reguladoras nos países na África Subsaariana.

Caso a vacina venha a ser licenciada, o objetivo é que seja introduzida nos programas de vacinação dos países africanos, principalmente os da região da África Subsaariana onde a malária mata cerca de 1300 crianças por dia.

A que se deve a explosão de casos de dengue no Brasil?

27/04/2015

150427 - Dengue

Fonte: Exame

 A cada minuto, três pessoas são diagnosticadas com dengue no Brasil. Apesar de chocante, a explosão do número de casos da doença nas últimas semanas não é novidade.

Desde a década de 80, quando a urbanização se intensificou no país, os brasileiros convivem com fases de avanço explosivo da doença. Nos últimos 10 anos, mais de 6 milhões de pessoas contraíram o vírus.

A expectativa é que, até o próximo ano, já esteja disponível no mercado uma vacina os quatro sorotipos de dengue. Mesmo assim, a erradicação da doença não deve vir tão cedo, segundo Amaury Dal Fabbro, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. “O Aedes aegypti se adaptou muito ao ambiente urbano”, afirmou em entrevista.

Para o especialista, não há apenas um culpado para a atual conjuntura. Governo e população têm sua parcela de culpa na expansão da doença. Veja trechos da entrevista que ele concedeu a EXAME.com por telefone.

EXAME.com – Quais as razões para o atual surto de dengue?

Amaury dal Fabbro – O que está acontecendo não é uma novidade. Essa é uma epidemia que se alastra por ondas. Uma hora ela está mais forte em um lugar, outra hora, em outro. Isso acontece de acordo com a presença do vetor e de pessoas que ainda não tiveram aquele sorotipo.

Quais as características do Brasil que favorecem tal recorrência de epidemias da doença?

Por um lado, as temperaturas mais elevadas devido ao aquecimento global têm contribuído para aumentar a população de Aedes aegypti. Paralelamente a isso, temos um processo de urbanização caótico. O terceiro problema é a circulação de pessoas. Quanto mais gente com o vírus circula, maior a probabilidade de você ter contato com vetores.

A crise da falta da água no estado de São Paulo ajuda a entender o cenário?

Pode ser, mas tenho minhas dúvidas. O Aedes aegypti não precisa destes novos reservatórios de água para se proliferar. Mesmo sem crise, já existem recipientes com água suficientes para a proliferação.

O mosquito Aedes aegypti está de fato mais resistente?

Não. O Aedes aegypti é o mesmo. O que existe é uma dificuldade logística para controlar o bicho. Imagine quantos milhões de possibilidades existem para a proliferação do mosquito em uma cidade como São Paulo. Ainda que todos os mosquitos fossem mais suscetíveis a um determinado inseticida, como você chegaria até eles?

Os programas de controle têm um grau de ineficiência reconhecido. Não há condições de estar todo momento na casa das pessoas. Segundo, cerca de 30% dos imóveis que os agentes tentam visitar estão fechados. Só estes já justificam uma manutenção do Aedes. Terceiro, a dificuldade de acesso aos locais. Qualquer inseticida mata o mosquito, o problema é de logística. Para resolvê-lo, precisaria colocar o Exército nas ruas.

Qual é a parcela de responsabilidade do governo?

Toda a sociedade tem culpa. As pessoas colocam culpa no governo e jogam lata de cerveja pela janela, que pode se tornar um criadouro de Aedes. Você tem uma coleta regular do lixo na cidade, mas atira o lixo pelo muro no terreno baldio. A gente tem que colocar na cabeça que este é um problema coletivo.

Nos últimos dias, o Exército começou a ajudar na fiscalização de residências na cidade de São Paulo. Esta medida chega tarde?

Você tem que ter um programa contínuo de controle de vetores, mas a dengue tem uma caraterística de epidemia explosiva, que acelera muito rápido. Quando chega nesta situação, é preciso mobilizar mais forças para dar conta do recado. É isso que ele está fazendo agora.

Na semana passada, o governo federal anunciou o repasse de 150 milhões de reais para os governos locais para lidar com o avanço da doença. Qual a maneira mais eficaz de usar este dinheiro?

Numa situação grave de dengue, você tem que cuidar dos infectados para que eles não tenham complicações.

O que pode ser feito para impedir novos surtos no futuro?

Tem que fazer atividade educativa exaustiva, fiscalização de estabelecimentos, controle de terrenos baldios e inspeção das casas para você mostrar ao morador onde está o problema.

É possível erradicar a dengue?

Não. Estamos chegando a uma situação hiperendêmica, em que a transmissão nunca mais voltará a zero. O único jeito da gente acabar com essa doença seria a vacina que deve sair no ano que vem. Mesmo assim, vai demorar muito. O Aedes aegypti se adaptou muito ao ambiente urbano e tem muita oportunidade de sobrevivência. É muito difícil acabar com ele e, portanto, com a dengue. O que precisamos fazer é tentar diminuir os vetores.

Primeira vacina contra malária tem resultados positivos

27/04/2015

150427 - Clclo da Malária

Fonte: A Crítica

A primeira vacina contra a malária chegou à fase final de testes e apresentou proteção parcial de até quatro anos em um terço das crianças imunizadas. Apesar da eficácia limitada, os resultados foram vistos com entusiasmo pelos pesquisadores, já que foi a única imunização até agora a ter sucesso em estudos clínicos avançados. Os dados finais foram publicados ontem (24) na revista científica The Lancet.

Se aprovada pelas agências reguladoras internacionais, a vacina poderá estar disponível em outubro. Atualmente, a malária mata 660 000 pessoas todo ano. Na África Subsaariana, região mais afetada pela doença, 1 300 crianças morrem diariamente — o equivalente a uma por minuto. No Brasil, o número de casos de malária tem diminuído, com 178 000 doentes e 41 mortes no ano passado.

De acordo com o estudo, no primeiro ano após a vacinação, os casos foram reduzidos em 50% naqueles que receberam as doses entre 5 e 17 meses de idade. Após 4 anos, contudo, a eficácia caiu para 36%, em comparação com as crianças que não foram imunizadas.

A pesquisa mostrou ainda que as doses sozinhas não apresentaram proteção significativa contra casos severos da doença. No entanto, quando complementadas com o reforço, houve uma redução de 32% nos episódios graves. Os bebês imunizados com menos de cinco meses de idade tiveram apenas 26% de proteção contra malária ao longo de três anos.

“Apesar da queda da eficácia ao longo do tempo, ainda há um claro beneficio da vacina” afirmou Brian Greenwood, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que participou do estudo.

Durante duas décadas, a vacina RTS,S/AS01 foi desenvolvida em parceria pelo laboratório GlaxoSmithKline e pela Fundação Bill & Melinda Gates. Para os especialistas, a imunização será uma das muitas armas contra a malária, assim como uso de mosquiteiros tratados com inseticida, testes rápidos de diagnóstico e medicamentos.

Aldo Rebelo pedirá liberação de testes com vacina contra dengue

22/04/2015

150422 - Mosquito

Fonte: A Tribuna

Em visita ao Instituto Butantã (IB) nesta sexta-feira, 17, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo (PCdoB), afirmou que pedirá ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) agilidade na aprovação do início da fase 3 dos testes clínicos para a vacina contra a dengue, que está sendo desenvolvida pelo instituto.

No dia 10 de abril, o IB fez o pedido formal para o início dessa fase dos ensaios clínicos, que envolve testes humanos em grande escala, com cerca de 17 mil voluntários. De acordo com o instituto – que afirma já ter as doses prontas para os testes – a rapidez na autorização para a próxima fase poderia antecipar em até dois anos o final dos estudos, permitindo a distribuição da vacina pelo SUS já em 2016.

“O Butantã pediu a liberação dos testes para essa vacina que será importantíssima para a população brasileira. Mas muitas vezes a Anvisa faz exigências que tornam o processo difícil”, disse Rebelo. Ele citou o caso das pesquisas do IB para desenvolvimento de uma vacina contra a chikungunya, em que a Anvisa exigiu um laboratório de nível de biossegurança classe 3, enquanto o Butantã solicitava a realização de estudos em um laboratório de classe 2. “Segundo os cientistas, não se trata de uma doença letal e não era preciso um laboratório de classe 3. A Anvisa precisa ter uma colaboração maior com o setor de pesquisa. Vou pedir explicações ao Ministro da Saúde. É preciso agilidade”, declarou.

Rebelo afirmou ainda que a presidente Dilma Rousseff pediu ao MCTI a preparação de um inventário completo identificando os obstáculos burocráticos e institucionais às atividades de pesquisa no Brasil. “O ministério está formando uma rede que envolve todas as secretarias e a comunidade científica. Com isso vamos buscar na fonte o conteúdo dos obstáculos que prejudicam o desenvolvimento da ciência no Brasil. Vamos precisar de 60 a 90 dias para reunir todo o material necessário para produzir um relatório. Onde houver necessidade de alterações constitucionais vamos negociar”, afirmou Rebelo.

O ministro citou, entre os principais obstáculos, problemas de regulação, burocratização para autorizações de pesquisas e patentes, além da excessiva complexidade do processo legislativo que descaracteriza o conteúdo final das novas leis relacionadas à área científica. “O inventário não deverá demorar, porque já percebemos que os problemas identificados pela comunidade científica são muito recorrentes”, disse ele.

De acordo com o diretor do Instituto Butantã, Jorge Kalil, ainda não há previsão para a aprovação dos testes. “Não tenho ideia de quando será aprovado. A dengue é nossa maior batalha, a epidemia está crescendo e nossa vacina é a melhor candidata. Temos toda a documentação para iniciar a fase 3 dos testes. Mas a Anvisa tem mesmo que tomar todas as precauções”, disse Kalil. Segundo ele, porém, entraves à produção científica são um problema generalizado no Brasil. “A área burocrática acha que sabe mais que todo mundo. O Brasil está cada vez mais restringindo a liberdade de ação de seus gestores. Nós só fazemos propostas sérias, com todas as precauções. Mas nem sempre as coisas têm o ritmo de prioridade que deveriam ter. O excesso de amarras burocráticas tiram a iniciativa e o empreendedorismo do gestor.”

Enquanto o IB aguarda a aprovação dos testes com a vacina contra a dengue, todas as áreas do instituto continuam refinando o trabalho já realizado, a fim de ter o produto mais avançado possível quando a Anvisa der o sinal verde. “Estamos prontos para começar. Enquanto isso, estamos estudando formas de aumentar a capacidade produtiva, porque não adianta ter uma vacina pronta e uma licença na gaveta: é preciso produzir em escala”, afirmou Kalil.

Cientistas australianos conseguem detectar malária com testes respiratórios

22/04/2015

150422 - Csiro

Fonte: Saúde Terra

Cientistas australianos descobriram que pessoas infectadas com a malária exalam uma maior quantidade de certos elementos químicos, o que pode facilitar o diagnóstico com testes respiratórios, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

A agência governamental CSIRO realizou uma pesquisa com voluntários infectados de forma controlada com a malária e detectou maiores níveis de quatro componentes de sulfureto. A quantidade da substância cresce de acordo com a gravidade da doença.

Esses elementos químicos não podem ser detectados pelo olfato humano, mas através dos instrumentos adequados é possível obter um diagnóstico mais rápido do que com o método habitual, baseado na análise sanguínea, indicou o CSIRO em comunicado.

“O interessante é que o aumento desses elementos apareceu em momentos muito iniciais da infecção, quando outros métodos não teriam encontrado a presença do parasita no corpo do infectado”, disse o chefe da pesquisa, Stephen Trowell.

Os cientistas confiam que a descoberta pode permitir o desenvolvimento de um sistema rápido e econômico de diagnóstico para a doença.

“Estamos trabalhando com outros colegas para desenvolver um tipo específico, sensível e barato de biossensores que possam ser utilizados em uma clínica ou em ar livre para detectar a malária com testes respiratórios”, acrescentou Trowell.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 200 milhões de casos de malária foram registrados em 2013. Mais de 500 mil pessoas morreram no mesmo ano em razão da doença.

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