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Faperj divulga resultados de pesquisas sobre o Zika vírus

06/12/2016

Resultado de imagem para Faperj logoFonte: Jornal do Brasil

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) reúne, nesta terça-feira (6), a comunidade científica para divulgar e avaliar os resultados das pesquisas realizadas no âmbito da Rede Zika, programa criado no início do ano em decorrência da situação emergencial causada pela epidemia da doença.

No evento Resultados e Avanços da Rede de Pesquisas em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro, os integrantes das seis redes de pesquisas apoiadas pela Faperj apresentam as descobertas obtidas ao longo do primeiro ano de trabalho e prestam contas públicas dos avanços científicos e tecnológicos decorrentes do programa.

O evento terá a presença de cientistas coordenadores, vice-coordenadores e demais pesquisadores integrantes das redes de pesquisas. Criado em fevereiro deste ano para atender a necessidade do país de buscar respostas para a epidemia de zika, o programa Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro – 2015 apoia seis redes de pesquisa em arboviroses, que envolvem 325 pesquisadores de importantes centros de ciência e tecnologia sediados em território fluminense.

Presidente da Faperj, Augusto C. Raupp destaca que o trabalho conjunto de várias universidades permitiu a relevante contribuição do Estado do Rio para o avanço das pesquisas sobre zika no Brasil.

– Como instituição de fomento, a Faperj formou as redes de pesquisadores, integrando os grupos em um trabalho conjunto. Agora, temos que avaliar nossas conquistas para seguirmos em frente neste último ano de trabalho previsto pelo edital, cujo prazo é de dois anos – explicou Raupp.

Diretor Científico da Fundação, Jerson Lima Silva lembrou que o Brasil responde por 15% dos artigos publicados sobre zika no mundo, sendo que 5% destes trabalhos se devem aos pesquisadores do Rio de Janeiro. Em se tratando apenas do desempenho nacional, o Estado do Rio produziu aproximadamente 35% dos artigos publicados sobre a zika.

– Neste primeiro ano de trabalho, a Rede Zika teve importância fundamental para os resultados obtidos na ciência e tecnologia, contribuindo com descobertas relevantes para o acúmulo de conhecimento e busca de tratamento da doença – disse Lima.

Durante o evento, cada grupo terá 40 minutos para apresentar os resultados da pesquisa. Em seguida, o Comitê Avaliador terá 20 minutos para perguntas e discussões sobre o tema exposto.

Entre as pesquisas desenvolvidas pelas redes, o estudo de casos de microcefalia em recém-nascidos e síndromes neurológicas associadas à infecção pelo vírus, a busca por um diagnóstico sorológico precoce do zika vírus, o desenvolvimento de ações mais eficientes de controle do vetor e a criação de métodos terapêuticos para tratar a doença.

Sobre o programa

A Faperj lançou, em 18 de dezembro do ano passado, um edital específico para apoiar o estudo das arboviroses. Por meio da chamada pública Pesquisa em Zika, Chikungunya e Dengue no Estado do Rio de Janeiro – 2015, a Fundação selecionou propostas de pesquisas com o objetivo de buscar respostas emergenciais para os problemas causados pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Os projetos selecionados foram anunciados em março deste ano. O prazo estipulado pelo edital para o desenvolvimento de pesquisas é de dois anos.

As seis redes apoiadas pela Faperj mobilizam pesquisadores de importantes centros de pesquisa e tecnologia do estado, entre eles a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e instituições privadas, como a Universidade Severino Sombra (USS) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). Além do Rio de Janeiro, os pesquisadores contam com o apoio intelectual de profissionais do Nordeste, já que em alguns grupos de pesquisa foram incluídos pesquisadores desta região do país.

 

STF deve decidir sobre aborto para grávidas com zika nesta quarta

06/12/2016
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Fonte: UOL Notícias

O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para a próxima quarta-feira (7) o julgamento da ADI (Corte em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade) que descriminaliza o aborto para mulheres infectadas pelo vírus da zika. A questão foi levada à Corte pela Anadep (Associação Nacional dos Defensores Públicos), que questiona as políticas públicas do governo federal na assistência a crianças com microcefalia e outras lesões neurológicas causadas pelo vírus.

No começo de setembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF parecer favorável à autorização do aborto para gestantes com o vírus da zika, que pode causar microcefalia nos bebês.

“A continuidade forçada de gestação em que há certeza de infecção pelo vírus da zika representa, no atual contexto de desenvolvimento científico, risco certo à saúde psíquica da mulher. Ocorre violação do direito fundamental à saúde mental e à garantia constitucional de vida livre de tortura e agravos severos evitáveis”, escreveu Janot no parecer.

Um estudo publicado na revista The New England Journal of Medicine mostra que, desde que Organização Mundial de Saúde decretou a epidemia do zika como emergência internacional, houve aumento de pedidos de aborto por mulheres latino-americanas a um grupo internacional que fornece pílulas abortivas e orienta mulheres de países onde a interrupção da gravidez é proibida.

Turma do STF não viu crime em aborto

Na semana passada, uma decisão da 1ª Turma do STF criou uma nova jurisprudência e não viu crime na prática de aborto realizada durante o primeiro trimestre de gestação – independentemente do motivo que leve a mulher a interromper a gravidez. No caso, três dos cinco ministros votaram pela descriminalização.

Apesar de a decisão valer apenas para um caso, o entendimento pode embasar decisões feitas por juízes de outras instâncias em todo o país e foi vista por analistas como uma tendência dos ministros em relação ao caso do vírus da zika, que irá a plenário e será julgado pelos 11 ministros do Supremo.

Anencefalia

Em 2012, o STF julgou uma ação levada pela CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde) sobre aborto em caso de anencefalia do feto. Por maioria dos votos, a Corte decidiu que a mulher pode interromper a gestação em caso de fetos anencéfalos.

Em setembro, quando foi questionada sobre semelhanças entre as ações sobre anencefalia e microcefalia, a ministra Cármen Lúcia disse que a discussão é muito diferente. “É outra coisa. É completamente diferente. Acho que é mais delicado até por causa do momento que estamos vivendo, em que aconteceu isso e que a sociedade quer participar”, disse.

Pesquisa descobre que vírus da zika é transmitido por agulha e feridas

17/11/2016

Fonte: iBahia

A pesquisa foi apresentada na terça-feira, dia 15, na reunião anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos

Embora a forma mais comum de transmissão do vírus da zika seja pela picada de um Aedes aegypti infectado, cientistas acreditam agora que o vírus possa sobreviver por pelo menos oito horas em superfícies duras não porosas, como agulhas.

Segundo os pesquisadores, o vírus pode ser transmitido se um indivíduo é furado com uma agulha infectada ou se tem um corte aberto e entra em contato com o vírus vivo. A pesquisa foi apresentada na terça-feira, dia 15, na reunião anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos (AAPS, na sigla em inglês), em Denver, nos Estados Unidos.

Apesar de a grande maioria dos casos até hoje não estar associada a infecção de zika nesses contextos, houve pelo menos um caso documentado de vírus da zika adquirido dentro de um laboratório de coleta de sangue, diz a pesquisa. Quando o vírus está fora de um ser vivo, mas ainda em contato com sangue — numa pia suja de sangue, por exemplo —, ele pode sobreviver por até mais de oito horas e é mais difícil de se matar.

DESINFETANTES SÃO EFICAZES

O estudo analisou soluções de álcool isopropílico, lixívia diluída, amônio quaternário/álcool, ácido peracético e soluções de pH 4 ou pH 10, que são comumente usados em ambientes clínicos, laboratoriais e industriais.

Os resultados do estudo mostraram que quando o vírus estava em um ambiente sem sangue, todos estes métodos de inativar o zika foram amplamente eficazes — exceto pH 4 e pH 10. No entanto, em ambientes onde o vírus foi associado com sangue, os resultados foram bem diferentes. Neste caso, nem o alvejante nem o ácido peracético se mostraram eficazes para matar o vírus.

— O vírus da zika pode sobreviver em superfícies duras, não porosas durante oito horas, possivelmente mais tempo quando o ambiente contém sangue, o que é mais provável de ocorrer no mundo real — disse o principal pesquisador do estudo, Steve Zhou, diretor de virologia e biologia molecular dos Laboratórios Microbac.

— A boa notícia é que descobrimos que os desinfetantes, como álcool isopropílico e amônia quaternária, geralmente são eficazes para matar o vírus neste tipo de ambiente (com sangue) e podem fazê-lo em cerca de 15 segundos — completa ele.

A próxima etapa da pesquisa será um estudo aprofundado sobre quanto tempo o zika sobrevive em superfícies duras não porosas no calor e como melhor inativar o vírus.

Estudo que liga microcefalia e vírus do gado preocupa OMS

17/11/2016

160503 - OMS

Fonte: Folha Nobre

A OMS (Organização Mundial da Saúde) abriu investigação sobre os resultados preliminares da pesquisa conduzida no Brasil que indica a possibilidade de a epidemia de microcefalia no Nordeste estar relacionada não apenas ao zika, mas também a um vírus que até então se imaginava afetar somente o gado. Os dados iniciais do trabalho, revelados ontem pelo Estado, já são considerados internamente pela OMS como “novas pistas” sobre o impacto da doença.

Pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio) e do Ipesq (Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto) encontraram em amostras de fetos com microcefalia provocada por zika traços do BVDV. Conhecido há mais de 50 anos por afetar rebanhos, como o gado, o vírus causa diarreia, problemas respiratórios, más-formações e abortos nos animais. “Fomos informados sobre esses resultados preliminares”, informou a OMS, em um comunicado enviado ao Estado. “Estamos levando a sério a questão, ainda que tenhamos muitas perguntas sobre as descobertas que ainda não foram respondidas.”

A OMS promete avançar no assunto, diante do que parece ser uma pista importante. “Estamos trabalhando com especialistas relevantes e com autoridades para encontrar respostas”, disse a agência de saúde da Organização das Nações Unidas.

No Brasil

Pesquisadores brasileiros se mostram igualmente cuidadosos. Eles alertam para o fato de que serão necessários estudos complementares, antes de fazer qualquer afirmação categórica sobre a relação entre o zika, o BVDV e a microcefalia no Nordeste. Ontem, resultados de novos exames trouxeram um pouco mais de segurança à equipe. Uma outra técnica de diagnóstico foi empregada e os resultados também foram positivos para o BVDV.

Para o grupo, no entanto, isso não basta. Maior certeza sobre a relação zika, BVDV e microcefalia somente será possível quando não apenas traços, mas o vírus inteiro for encontrado em amostras analisadas. “Além disso, é preciso verificar não apenas a presença do vírus, mas o seu papel no ataque das células do embrião infectado”, afirmou um integrante da equipe.

Pesquisadores estimam que nos próximos dias devam chegar a novas conclusões. No entanto, eles precisam de recursos para que a pesquisa siga em frente. Todos os recursos usados até o momento neste trabalho foram obtidos com outras linhas de estudo. Não houve nenhum financiamento específico para a pesquisa com zika.

O Ministério da Saúde, que recebeu o pedido de aporte de verbas, informou ontem que o assunto está sendo tratado como prioridade e uma liberação deverá ocorrer em breve. A fonte dos recursos, no entanto, ainda não foi definida.

A ideia de pesquisar uma eventual relação entre o BVDV e o surto de microcefalia no Nordeste não foi à toa. Além de os dois vírus pertencerem à mesma família (Flaviviridae), o BVDV provoca em embriões de gado infectados más-formações que se assemelham às que são constatadas em bebês com síndrome causada pela zika: microcefalia e artrogripose (problema que atinge as articulações).

Na OMS, em Genebra, grupos de especialistas nos últimos meses reforçaram as suspeitas de que microcefalia poderia estar associada a mais de um vírus, além do zika. Testes relacionados com vários cenários chegaram a ser feitos, incluindo com suspeitas de uso de fertilizantes. Até o momento, porém, nenhuma resposta convincente foi descoberta.

Emergência Internacional

Em uma reunião realizada no mês passado, a OMS reforçou a necessidade de se criar um plano de trabalho até 2017 para permitir que a pesquisa no setor seja incrementada, justamente para cruzar informações e realizar estudos sobre o impacto de outras doenças e vírus combinados com o zika vírus. Um dos obstáculos, porém, tem sido a falta de recursos e de doadores, que têm sido pouco solidários.

A esperança agora da diretora-geral da OMS, Margaret Chan, é de mobilizar governos e especialistas para que respostas comecem a ser encontradas. Esse foi, segundo a OMS, um dos motivos que levaram a entidade a declarar o zika, e não apenas a microcefalia, como emergência internacional.

Livro aborda parasitologia de forma lúdica e didática 

14/11/2016
convite-livroPedro Linardi lança seu terceiro livro “Fábulas parasitológicas – Lições Éticas e Bem-Humoradas para o Estudo de Parasitos”, que ocorrerá no dia 24/11/2016, às 16,30 horas, no Saguão do Auditório Nobre do Centro de Atividades Didáticas de Ciências naturais (CAD 1 UFMG) – Instituto de Ciências Biológicas (ICB) – Campus UFMG.

Trata-se de uma forma mais atraente e divertida de ensinar e aprender Parasitologia, bem como de pessoas leigas reciclarem os seus conhecimentos.

Fiocruz promove o 2º Seminário sobre dengue, zika e chikungunya

14/11/2016

Fonte: Fiocruz

Estão abertas as inscrições para o 2º Seminário Dengue, Chikungunya e Zika – Desafios na Atenção à Saúde na Chikungunya. No encontro promovido pela Fiocruz, serão debatidos temas como Situação epidemiológica da chikungunya nas Américas, no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro; Tríplice epidemia: o desafio na atenção à saúde; e Avanços e lacunas no diagnóstico laboratorial das arboviroses. O seminário será realizado nos dias 1 e 2/12, no auditório térreo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no Campus Manguinhos.

O evento é uma iniciativa da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e tem como objetivo discutir uma proposta para capacitação de profissionais da área de saúde na abordagem da dengue, zika e chikungunya, além de realizar uma ampla discussão sobre o assunto.

Clique aqui para se inscrever e conferir a programação.

Manifesto da SBP contra o contingenciamento do CNPq

08/11/2016
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A Sociedade Brasileira de Parasitologia (SBP) vem a público manifestar grande preocupação com a recente notícia de um possível contingenciamento de recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulgada como nota de protesto pelos membros dos Comitês Assessores. A redução do orçamento do órgão, que já impactou negativamente outros Programas, como as bolsas de iniciação científica, destinadas a estudantes de graduação e os Editais Universais, uma vez aplicado às bolsas de Produtividade em Pesquisa, poderia resultar em um efeito devastador para o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (CT&I) brasileira. Conforme reforçado na nota, os pesquisadores contemplados com esta bolsa são sistematicamente avaliados, possuindo altos níveis de produtividade acadêmica e científica de reconhecimento no Brasil. Deve ser destacado também que a concessão destas bolsas permitiu consolidar grupos de pesquisas, a formação de pessoal qualificado na âmbito da Pós-Graduação e estímulo para a inserção de estudantes de graduação ou pré-universitários na pesquisa, fundamentais alicerces para o avanço no desenvolvimento científico e tecnológico do país. Também contribuiu para dar maior visibilidade à ciência brasileira, em especial a Parasitologia, cuja produção está entre as primeiras colocações mundiais. Portanto, nesse momento que a CT&I brasileira está diante de medidas que podem resultar em estagnação dos avanços alcançados ao longo do tempo, a preservação das bolsas de Produtividade em Pesquisa se torna um fator fundamental, que assegura investimento nessa área. Por estes motivos, a SBP vem se associar as demais entidades científicas e solicitar às autoridades competentes a manutenção das bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq, visando atender ao protagonismo da ciência brasileira no cenário mundial e não comprometermos mais o futuro de nosso País.

José Roberto Machado e Silva

Presidente da Sociedade Brasileira de Parasitologia