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OMS volta atrás e alerta que Zika vírus continua se espalhando

03/05/2016

160503 - OMS

Fonte: Minha Vida

Depois de declarar que o vírus está em fase descendente em alguns locais, Organização afirma que ele continua em alta pelo mundo.

A Organização Mundial da Saúde, em seu relatório semanal sobre o Zika vírus divulgado quinta-feira (28), afirmou que é cedo para declarar uma queda na incidência da doença no mundo. O documento coloca em outro contexto a declaração da subdiretora da OMS Marie-Paule Kieny, feita esta segunda-feira (25).

Apesar de a epidemia estar em fase descendente no Brasil, Colômbia e Cabo Verde, ainda continua se disseminando geograficamente para áreas em que o mosquito Aedes aegypti circula. Portanto, a vigilância ainda precisa ser mantida e ainda não há uma previsão de queda generalizada do surto.

Além do zika: pesquisadores estudam novas sequelas da malária em fetos de mulheres grávidas

03/05/2016

160503 - Mosquito Dengue

Fonte: R7 Notícia

Transmitida também por mosquito, a malária é doença já conhecida no Brasil e que, como o zika vírus, costuma ter influências no desenvolvimento do feto. Há anos pesquisadores têm tentado desvendar com detalhes as sequelas deixadas pela doença tanto nas mães quanto nos bebês.

Com este objetivo, a Universidade de Melbourne, Austrália, tem realizado estudos em conjunto com a Universidade de São Paulo e o Instituto Butantan para detectar todas as reações provocadas pela infecção em mulheres grávidas.

O médico Stephen John Rogerson, professor do Departamento de Medicina da Universidade, compôs a comitiva que veio ao Brasil em abril para acompanhar alguns trabalhos do Butantan. A data de 25 de abril lembra o Dia Mundial de Luta contra a Malária.

Ele explicou ao R7 que as sequelas deixadas nos bebês pela malária, transmitida por 54 variações do mosquito Anopheles, têm diferença em relação à zika.

– A diferença é que a malária não afeta especificamente o desenvolvimento do cérebro do bebê. Há um efeito geral no desenvolvimento do bebê, que pode nascer prematuro, menor do que o normal. Poderá até haver efeitos no cérebro, mas na zika este é o maior problema e na malária não.

Transmitida pelo protozoário Plasmodium, a forma mais grave da doença é a malária cerebral, que prejudica o sistema cognitivo e comportamental da pessoa, afetando sua memória, a atenção e podendo gerar transtorno de ansiedade, devido a substâncias produzidas pelo próprio organismo do infectado, na busca da imunização.

Mas as anomalias no desenvolvimento dos fetos, também afetados, têm sido a maior preocupação de Rogerson. Ele se interessou por trabalhos realizados por pesquisadores da Universidade de São Paulo na região do Acre, onde ainda ocorrem epidemias.

Segundo Rogerson, a prevenção ainda é o melhor caminho, já que a vacina, desenvolvida por cerca de 20 anos e introduzida há cerca de um ano pela Organização Mundial de Saúde, segundo ele, ainda precisa de maior eficácia.

– Esta vacina dá apenas cerca 30% de proteção, precisamos de uma vacina mais forte para fornecer à população.

A doença mata por ano mais de 500 mil crianças com menos de 5 anos no mundo, segundo a OMS. Na Austrália, Rogerson conta que ela já foi eliminada, mas em Papua-Nova Guiné, na Oceania, ainda há epidemias. A equipe do médico trabalha no local para tentar debelá-las.

– Nosso trabalho em Papua-Nova Guiné é o de tentar prevenir para que, principalmente, as mulheres grávidas não peguem a doença.

Países africanos, como Burkina Faso, Gabão, Gana, Malaui, Moçambique, Quênia e Tanzânia também ainda têm surtos da infecção. Na África subsaariana, por volta de 1.300 crianças morrem por dia em função da doença.

No Brasil, foram 143 mil casos de malária em 2015, com 26 mortes. O País está em um processo de redução da doença, dentro do Plano de Malária do Brasil. Em 2013, foram 177.767 casos, com 41 mortes, a maioria na região Amazônica.

Focos de água parada e transfusão de sangue infectado ou seringas contaminadas são causas da doença. Além da vigilância sanitária, uma das principais formas de prevenção ainda é o uso de repelentes, e principalmente muita atenção daqueles que estão em regiões epidêmicas. Os principais sintomas são febre, diarreia, vômitos, dor de cabeça, dor abdominal, falta de apetite e mal estar geral.

Estudo revela que a zika pode destruir células do cérebro

20/04/2016

160420 - sintomas da febre Zika

Fonte: Exame.com

São Paulo – Além de causar a microcefalia, a zika pode estar relacionada a um tipo específico de calcificação intracraniana, uma lesão cerebral que está por trás de distúrbios graves, como a esquizofrenia e o Mal de Parkinson. A descoberta foi feita por um grupo de neurologistas brasileiros e publicada no renomado British Medical Journal (BMJ).

A hipótese dos cientistas é que o vírus destrói as células cerebrais e forma lesões semelhantes a cicatrizes, que são calcificadas – essas são compostas de hidroxiapatia, o mesmo material que forma os ossos e os dentes dos seres humanos.

Para realizar essa pesquisa, os neurologistas analisaram os tipos de anomalias e lesões do cérebro dos primeiros casos de microcefalia associados com a zika no Brasil. “Nós identificamos anormalidades nesses bebês com microcefalia e as comparamos com os padrões observados em outras infecções congênitas”, conta Maria Aragão, uma das autoras do estudo, em entrevista a EXAME.com.

Primeiro, os cientistas observaram os tipos mais comuns de alterações cerebrais e onde elas estão localizadas no cérebro. Depois, eles compararam essas doenças com os padrões de outras infecções que podem determinar a microcefalia, como HIV, hepatite e toxoplasmose.

O estudo envolveu 23 bebês – 15 foram submetidos a tomografia computadorizada, um recém-nascido fez apenas ressonância magnética e sete fizeram ambos os exames.

Todos, exceto um, nasceram de mães que tiveram erupções cutâneas relacionadas com uma infecção pela zika durante a gravidez. “No entanto, a infecção pelo vírus pode ser assintomática em três de cada quatro pacientes infectados”, explica Aragão. Desse modo, provavelmente, todos os bebês com microcefalia também foram contaminados pela zika.

Os 23 bebês tinham as mesmas características clínicas e epidemiológicas e, por isso, outras doenças congênitas foram excluídas. Desses, seis testaram positivo para anticorpos relacionados com a zika. “Porém, por dedução, os outros 17 foram considerados também com infecção congênita relacionada à zika”, conta a neurologista.

A partir da análise de cada exame, os cientistas notaram que os 22 bebês que fizeram a tomografia computadorizada mostraram sinais de calcificação cerebral. Os médicos também observaram que o cerebelo não se desenvolveu completamente, o que pode explicar a perda no controle motor de muitas das crianças com microcefalia.

Além disso, os resultados mostraram malformações do desenvolvimento cortical, diminuição do volume do cérebro, e ventriculomegalia, uma condição em que as cavidades cerebrais são anormalmente alargadas.

Diagnóstico mais preciso

De acordo com Aragão, um dos principais objetivos da pesquisa foi observar a existência de um padrão radiológico da zika e da microcefalia. “Saber as especificidades das doenças pode apoiar o diagnóstico clínico dentro do contexto epidemiológico que o Brasil passa”.

Ela também explica que as calcificações podem ser encontradas em muitas infecções congênitas. Por isso, conhecer a forma e a localização dela no cérebro auxilia em um diagnóstico diferencial entre as doenças e a zika.

“As calcificações cerebrais na maioria dos bebês com presumível infecção pelo vírus zika foram predominantes na junção entre o córtex e a substância branca subcortical”, conta a neurologista. Geralmente, esse padrão não é encontrado em outras doenças congênitas.

Limitações

Como o estudo é baseado apenas na observação e na análise de exames, não é possível afirmar que a zika está totalmente relacionada com a calcificação. Afinal, não existe um teste disponível para confirmação definitiva da infecção pelo vírus.

“Na maioria dos casos, o diagnóstico é estabelecido por critérios clínicos, radiológicos e epidemiológicos, após a exclusão de outros males congênitos”, diz Aragão.

Além disso, a suposta infecção pela zika foi baseada exclusivamente em recordações das mães durante a gravidez. “Assim, elas podem não se lembrar do mês exato que tiveram a erupção cutânea e isso prejudica a análise”, finaliza a neurologista.

Após morte de militar, Sesap descarta surto de malária em Natal

20/04/2016

160420 - Sintomas de Malárias

Fonte: G1

A Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) descartou que o caso de malária que resultou na morte de um sargento da Marinha do Brasil neste sábado (16), em Natal, represente ameaça de surto da doença na cidade. De acordo com uma nota publicada pela secretaria, o militar já chegou na capital potiguar em estado grave.

O sargento Luciano Márcio de Macedo Teixeira, de 38 anos, foi internado na sexta-feira (15) na UTI do Hospital da Guarnição de Natal. O militar participou, no período de 24 de fevereiro a 16 deste mês, de uma missão em visitado os portos de Georgetown, São Tomé e Príncipe, Luanda e Jamestown, no continente africano, além dos portos de Maceió (AL) e Cabedelo (PB), no Brasil. Outros dois militares, que segundo a Marinha também estão doentes, foram internados em João Pessoa.

De acordo com a investigação da Sesap, uma investigação está sendo feita para para identificar aonde o militar foi infectado e realizando pesquisa no navio para saber se existem mosquitos transmissores da doença no navio.

“Não há motivo para gerar medo nas pessoas. Como não existe vacina para prevenir a doença, a orientação que nós damos é que aqueles que viajarem para o Norte do país ou para países da África, ao sentirem febre evitem se automedicar e procurem imediatamente um serviço de saúde. A malária pode ser fatal quando há demora na busca de atendimento”, orienta o técnico de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Gilmar Cordeiro.

Cientistas testam melatonina contra Doença de Chagas

15/04/2016

160415 - Doença de Chagas

Fonte: USP

O chamado hormônio do sono, a melatonina, possui várias ações. Entre elas, melhorar a resposta imune e diminuir inflamações. Com isso, o uso da melatonina na Doença de Chagas tem mostrado ação anti-inflamatória e protetora na fase crônica da infecção. Este é um dos mais recentes achados da equipe de pesquisadores do laboratório de parasitologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, liderada pelo professor José Clóvis do Prado Júnior.

Acreditam os especialistas que a melatonina também apresenta potencial antioxidante, pois foi observada uma diminuição do estresse oxidativo e controle do processo de morte celular. Os pesquisadores usam o hormônio sintético idêntico ao natural, que é produzido no cérebro humano pela glândula pineal, estrutura bem pequena localizada no centro do cérebro que secreta o hormônio durante a noite e o inibe pela manhã, com a luz do sol.

Há anos estudando os efeitos desse hormônio em animais infectados pelo parasita Trypanosoma cruzi, o grupo já havia demonstrado seu papel no potencial de resposta imune na fase aguda da doença. Os resultados dessa etapa de estudos mostraram que o hormônio induziu a redução da carga parasitária no sangue e nos tecidos infectados. Já o que observaram agora, mostra que a melatonina tem ação também na fase crônica da Doença de Chagas, algo considerado extremamente positivo, pois o único medicamento utilizado no Brasil, o Benzonidazol, “apresenta eficácia terapêutica limitada no tratamento de pacientes com infecção crônica”, lembra o professor Prado Júnior.

Tratando os animais na fase crônica da Doença de Chagas com melatonina, a equipe da FCFRP conseguiu confirmar “as ações antioxidantes deste hormônio, reduzindo o estresse oxidativo e inflamação”. E ainda, continua o professor, “demonstramos outra característica importante da molécula de melatonina: sua capacidade de regular o processo de apoptose (morte) celular”.

Infecção crônica

As informações inéditas foram alvo de publicações recentes em duas importantes revistas científicas internacionais, a Immunobiology e o Journal of Pineal Research. “Os mecanismos imunológicos envolvidos na infecção porTrypanosoma cruzi, seja na proteção ou no avanço da doença no organismo do hospedeiro ainda não estão completamente esclarecidos”, ressalta Vânia.

Os estudos foram conduzidos até o momento em experimentos com animais (ratos Wistar) infectados pelo parasita. Vânia conta que administraram doses de melatonina sintética dissolvida em água por via oral aos animais. A pesquisadora lembra que ainda não existem relatos científicos de uso de melatonina para tratar a Doença de Chagas em humanos. O que está provado, afirma Vânia, é que esse hormônio sintetizado possui ação de indução do sono, principalmente em transtornos ocasionados por mudanças bruscas no fuso horário (jet lag) e trabalhadores com jornada noturna.

“Outras evidências demonstram que a melatonina pode ser um agente terapêutico importante contra o câncer, hipertensão e doenças neurodegenerativas”, conta a pesquisadora, adiantando que ainda não existem avaliações adequadas quanto ao uso da melatonina para tratar tais doenças.

Mas o trabalho continua no laboratório de parasitologia da FCFRP. Um novo projeto, aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), já está em andamento e os pesquisadores avançam na compreensão “dos mecanismos celulares e moleculares que alteram a imunidade ao longo da vida e seus reflexos frente à Doença de Chagas”, estudo este conduzido pela doutoranda Rafaela Pravato Colato.

Outra proposta inédita dos pesquisadores vem sendo desenvolvida pela pós-doutoranda Vânia Brazão que tenta entender as alterações das funções imunológicas em animais idosos e chagásicos, em tratamento com melatonina. Vânia comenta que respostas como estas podem ser importantes na elaboração de futuros tratamentos com substâncias imuno-modulatórias no sentido de tornar o sistema imune do hospedeiro mais eficiente contra o parasita.

 

Remédio testado por cientistas tem resultado promissor contra zika vírus

15/04/2016

160415 - Remédio Zika Virus

Fonte: Ultimo Segundo

Medicamento é aprovado pela Anvisa e pode ser usado por grávidas; no entanto, produto ainda não foi divulgado pelos pesquisadores, que temem a automedicação da população

Não há ainda informação no estudo se o medicamento inibe a replicação do vírus da zika

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa estão testando medicamentos que possam inibir a destruição pelo vírus da zika das células neuronais em fetos. Pelo menos um medicamento, entre dez já testados, se mostrou promissor, informou o neurocientista Stevens Rehen. Esse remédio já é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem indicação para ser usado por grávidas.

Os pesquisadores esperam publicar nos próximos dois meses um estudo sobre a atuação do remédio, caso os efeitos iniciais sejam comprovados. Não há ainda informação se o medicamento inibe a replicação do vírus. Os pesquisadores estão analisando de suplementos a antivirais, mas preferem não informar os produtos para evitar automedicação da população.

O anúncio foi feito durante o lançamento de uma pesquisa, que será publicada nesta semana pela revista científica Science, sobre o efeito do zika em modelos que representam o cérebro de fetos no segundo mês de gestação. O trabalho mostrou a destruição de células neuronais e a redução do crescimento em 40%. “O resultado é equivalente ao que é observado nas crianças com microcefalia. Agora nós temos um bom modelo para testar possibilidades de tratamento”, afirmou Rehen, coautor da pesquisa. O estudo foi liderado pela professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Patrícia Garcez, especialista em microcefalia.

Os pesquisadores infectaram minicérebros, estruturas de menos de 2 milímetros obtidas a partir de células-tronco. Elas têm as camadas, os ventrículos e as características anatômicas observadas em um cérebro.

O minicérebro foi infectado com o vírus da zika no 35º dia de desenvolvimento – que seria equivalente ao feto no 2º mês de gestação – e teve a taxa de crescimento acompanhada pelo período de 11 dias. O resultado foi a redução do crescimento, comparado ao minicérebro não infectado. É nessa fase do desenvolvimento que começa a ser formado o córtex, área nobre do cérebro.

Rede

Essa pesquisa surgiu da formação de redes para o estudo de zika e microcefalia, criadas com base em edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj). O lançamento da rede ocorreu pouco antes do Carnaval.

“Desde o primeiro experimento à submissão à Science passaram-se 25 dias. Isso reflete o que é a comunidade científica brasileira”, afirmou Rehen. Por causa da crise financeira que afeta o Estado, porém, as verbas para a pesquisa (cerca de R$ 400 mil) ainda não foram liberadas. Os bolsistas também estão com pagamento atrasado. A previsão é de que o financiamento comece a ser liberado neste mês.

 

Microbiologia é tema de conferência magna do 50º CBPC

07/04/2016

160407 - 50 SBPC

Fonte: site do Congresso

Com uma grande experiência em microbiologia e doenças infecciosas, a médica norte-americana Robin Patel confirmou sua participação como palestrante de mais uma conferência magna no 50º Congresso da SBPC/ML.

A conferência da médica vai abordar métodos de diagnóstico em microbiologia.

Outros convidados também confirmados são Rafael Molina (Espanha) e Edward Ginns (EUA).

“O objetivo do meu trabalho é aplicar na prática clínica, o mais rápido possível, os resultados das pesquisas. Ao mesmo tempo, procuro utilizar no laboratório de pesquisa o que observo na clínica. Minha linha de investigação está focada em novas estratégias para a detecção e tratamento de infecções”, explica Patel.

Atualmente, a médica é a responsável pela Divisão de Microbiologia Clínica do Departamento de Medicina Laboratorial e Patologia da Clínica Mayo, na cidade de Rochester (EUA).

As conferências magnas são apresentadas em horário exclusivo, sem nenhuma outra atividade simultânea, para que todos os presentes ao congresso possam assistir. Haverá uma conferência magna em cada dia do 50º Congresso da SBPC/ML.

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