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Governo cria Rede Nacional de Especialistas em Zika

24/05/2016

160524 - Zika Vacina

Fonte: Agência Brasil

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (23) no Diário Oficial da União institui a Rede Nacional de Especialistas em Zika e doenças correlatas (Renezika).

De acordo com o texto, os principais objetivos são repassar à pasta informações de pesquisas relacionadas ao vírus, contribuir para a formulação e o aperfeiçoamento de protocolos, além de desenvolver estudos sobre o vírus e doenças correlatas.

A publicação destaca que a rede será formada por uma Secretaria Executiva e por membros especialistas no assunto. Os representantes, titulares e suplentes, segundo o texto, devem ser indicados no prazo de 20 dias.

“A Secretaria Executiva da Renezika poderá convidar para integrar a rede entidades ou pessoas do setor público e privado, que atuem profissionalmente em atividades relacionadas à matéria, sempre que entenda necessária a colaboração para o pleno alcance dos seus objetivos”, informa a portaria.

Segundo o texto, caberá aos integrantes da rede promover a integração das atividades de vigilância, prevenção e atenção à saúde, contribuir na produção de análises epidemiológicas e desenvolvimento de projetos de pesquisa prioritários para o SUS, além de assessorar o Ministério da Saúde na priorização de temas de pesquisa para a realização de chamadas públicas, bem como na avaliação de projetos de pesquisa.

Zika no Brasil

O primeiro caso de zika no Brasil foi anunciado no dia 7 de maio. O reconhecimento oficial das autoridades de saúde brasileiras, no entanto, foi feito apenas no dia 14, após o Instituto Evandro Chagas, uma das entidades de referência na área, ter analisado as amostras e confirmado o resultado. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e inicialmente tida como uma enfermidade leve, foi tratada como emergência internacional meses mais tarde diante das primeiras evidências de sua ligação com o aumento de casos de microcefalia no país.

 

Fiocruz identifica Aedes naturalmente infectado pelo zika vírus

24/05/2016

160524 - Copo Aedes aegypti e zika

Fonte: EM

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) encontraram pela primeira vez no Brasil exemplares do Aedes aegypti naturalmente infectados com o zika – uma “identificação inédita”, que reforça que esse mosquito é a principal via de transmissão do vírus no país, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira.

O estudo foi realizado com mosquitos coletados em três bairros da cidade do Rio de Janeiro com casos notificados de zika.

Durante 10 meses, os pesquisadores examinaram 1.500 mosquitos de diversas espécies, e encontraram a presença do vírus em três conjuntos de Aedes aegypti. Entre os mosquitos capturados, nenhuma outra espécie estava infectada.

Até o momento, só se conhecia um grupo de mosquitos “naturalmente infectados” pelo zika vírus em todo o continente americano, o Aedes albopictus, segundo uma publicação recente do Ministério da Saúde do México.

O chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, Ricardo Lourenço, líder do estudo, explicou que para determinar que a transmissão de uma doença é feita por um tipo de inseto, é necessário identificar primeiro o aparecimento desta espécie naturalmente infectada sobre o terreno e depois provar que esse vetor é capaz de transmitir o vírus.

“Nosso Laboratório constatou cientificamente essas duas questões, que são fundamentais para se compreender a transmissão do vírus, estimar o risco de propagação da doença e orientar as ações de controle”, disse o pesquisador.

Para Ricardo Lourenço, fatores como o comportamento, a distribuição e a densidade populacional do Aedes nas regiões brasileiras podem ter contribuído para a rápida propagação do Zika.

Cientistas suspeitam que o vírus está estreitamente relacionado com os 1.384 bebês que nasceram com microcefalia e os 59 que morreram devido a esta malformação congênita no país, segundo o último boletim do Ministério da Saúde.

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que um possível vínculo entre o vírus zika e o surto de casos de microcefalia deveria ser estudada, já que representa uma “emergência de saúde pública de alcance internacional”.

Nesta segunda-feira, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que a epidemia de zika na América Latina é resultado do abandono das políticas de combate aos mosquitos dos anos 70 e da falta de acesso a serviços de planejamento familiar no continente.

A Fiocruz desenvolve atualmente uma vacina contra o vírus, que também pode causar problemas neurológicos como a síndrome de Guillain-Barré, que provoca paralisia e pode levar à morte do paciente.

Pós-Doutorado em Parasitologia com Bolsa da FAPESP

20/05/2016
Pós-doutorado em Parasitologia com Bolsa da FAPESP

Pós-doutorado em Parasitologia com Bolsa da FAPESP

Fonte: Rede Notícia

Uma oportunidade de Pós-Doutorado com bolsa da FAPESP está disponível, até o dia 20 de maio, junto ao Projeto Temático “Regulando os trans-reguladores: Investigando o caminho molecular da PRMT7 como um regulador epigenético da virulência em Leishmania“.

O projeto é realizado em colaboração por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP) e do Departamento de Biologia da University of York, no Reino Unido.

O bolsista selecionado atuará no laboratório brasileiro, no subprojeto “O impacto da metilação mediada por PRMT7 durante o desenvolvimento de promastigotas para amastigota e a virulência do parasito”, mas também passará períodos no laboratório britânico.

Para concorrer à vaga é preciso ter Ph.D. em Parasitologia, Bioquímica, Genética, Biologia Molecular ou áreas afins. Candidatos com experiência comprovada em Parasitologia Molecular e Microbiologia terão preferência no processo seletivo.

Também é necessária experiência anterior com manuseio de camundongos e procedimentos de infecção in vivo e in vitro, além de excelentes habilidades de comunicação oral e escrita, senso de trabalho em equipe e fluência em inglês.

Os documentos solicitados para inscrição são uma carta de intenções, uma versão resumida do Curriculum Vitae (com lista de publicações e experiências profissionais anteriores) e duas cartas de recomendação. Os arquivos devem ser encaminhados para a coordenadora do projeto no Brasil, Angela K. Cruz (akcruz@fmrp.usp.br), com o assunto “PostDoc_LeishmaniaVirulence”.

Os candidatos que cumprirem os requisitos estabelecidos serão contatados e entrevistados pessoalmente ou via Skype.

A oportunidade está publicada no endereço fapesp.br/oportunidades/1104.

O selecionado receberá bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica da bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um auxílio-instalação.

Mais informações sobre a bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades.

 

 

Pesquisadores brasileiros testam remédio contra dengue, zika e chikungunya

20/05/2016

160520 - Frasco de dengue

Fonte: Extra Online

Um grupo de pesquisadores brasileiros afirma ter descoberto um medicamento antiviral capaz de combater dengue, zika e chikungunya. A fórmula, composta por três substâncias já conhecidas e presentes em alimentos, vitaminas e remédios com diferentes funções, contém quercetina, um componente encontrado em frutas e verduras, além de um anti-histamínico (antialérgico). O terceiro componente antiviral permanece sob sigilo.

Para os estudos de fase 1 e 2, que avaliam segurança e toxicidade da formulação, o grupo vai solicitar isenção à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dada a natureza já conhecida dos componentes. Agora, os cientistas buscam um laboratório farmacêutico para a última etapa da pesquisa, na qual o produto será testado em 300 pessoas.

— A patente da fórmula foi registrada em setembro no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). São substâncias já conhecidas na literatura médica e registradas na Anvisa, para outras finalidades e separadamente. A quercetina já é usada, mas em concentrações baixas, em alimentos, vitaminas e medicações. Mudando a concentração, altera-se a indicação — explica o farmacêutico Milton Ferreira Filho, pesquisador da Fiocruz e especialista em farmacocinética e planejamento de novos fármacos.

O grupo independente, formado por farmacêuticos, químicos, biólogo e médico, chegou à formula analisando estudos já publicados.

— Pesquisa realizada na Malásia comprovou que a quercetina atuava como inibidor do vírus da dengue. Mas esse estudo parou por ali. Trabalhamos revisando dados publicados e conseguimos montar um quebra-cabeça — diz Milton, garantindo que a quercetina é livre de contraindicações e efeitos colaterais.

A fórmula, nomeada de D6501, atua em diferentes frentes, inibindo a replicação do vírus nas células e estimulando as defesas do organismo. Já o componente anti-histamínico atuaria comprimindo os vasos sanguíneos, evitando quadros hemorrágicos.

— Associamos duas substâncias que potencializam a ação da quercetina, um flavonoide encontrado em pequenas concentrações em vários vegetais — explica o biólogo virologista Ivan Neves Junior, pesquisador da Fiocruz.

Combate aos sintomas

Os vírus dependem das células do organismo para se replicarem. Segundo Ivan, a quercetina é capaz de reduzir a entrada do vírus nas células, porque age interferindo na ligação entre o vírus e a membrana da célula. Para os vírus que ainda assim conseguem penetrar na célula, a quercetina interfere novamente atuando em uma enzima responsável pela replicação do vírus. E, se ainda assim, ele conseguir se reproduzir dentro da célula, a quercetina atua na fase final de amadurecimento do vírus. Sem conseguir maturar, o novo vírus será incapaz de infectar novas células. O ciclo do vírus termina em poucos dias.

O novo medicamento atuaria também nos sintomas das viroses, inibindo a produção de substâncias que vão causar dores, febre e hipersensibilidade vascular, responsável por hemorragias.

— Algumas pessoas têm o sistema imunológico tão eficaz que, quando o organismo identifica um vírus invasor, as células de defesa o combatem rapidamente, sem tempo de desencadear os processos inflamatórios, que geram os sintomas da doença. É por isso que algumas pessoas têm dengue sem apresentar sintomas. O antiviral que desenvolvemos estimula essa resposta imunológica e reduz drasticamente os riscos de a doença agravar e evoluir para quadro hemorrágico — afirma Ivan, acrescentando que, em diferentes concentrações, a formulação poderia evitar a dengue.

Uso contínuo poderia proteger o organismo

Consultor médico da pesquisa e um dos pioneiros no transplante de fígado no país, o cirurgião William Abrão Saad afirma que, em casos de surtos ou epidemias, o D6501 poderia ser usado diariamente, para proteger o organismo:

— Esse antiviral deixa o organismo em alerta. Ao ser sensibilizado por um vírus invasor, o sistema imunológico dispara uma resposta eficaz. A pessoa pode até apresentar os sintomas da doença, mas os riscos de um agravamento são muito baixos.

Segundo Saad, essa ação vale para dengue, chikungunya, zika e outros vírus, inclusive o da gripe H1N1.

— Acreditamos que, no caso de gestantes, o antiviral poderia evitar que o feto seja atingido. Mas para afirmarmos isso com certeza, precisamos fazer a fase 3 da pesquisa.

A Anvisa informou que a quercetina tem registro no órgão como substância estabilizadora de formulações, sem função terapêutica descrita.

Nas negociações com a indústria farmacêutica, o grupo de pesquisadores tenta garantir que o antiviral chegue ao mercado com um preço acessível.

— Os três componentes da fórmula existem em território nacional e não são caros — diz Milton.

O custo estimado da fase 3 da pesquisa é R$ 1,5 milhão. Essa etapa duraria seis meses. A partir daí, a indústria pode entrar com pedido de aprovação na Anvisa.

O grupo de pesquisadores

Milton Ferreira Filho – farmacêutico, especialista em farmacocinética e planejamento de novos fármacos, com 13 depósitos de patentes. Pesquisador da Fiocruz.
Ivan Neves Junior – biólogo virologista, doutor em doenças infecciosas pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.
Fabio Teixeira da Silva – farmacêutico, doutor em Química pela UFRJ e especialista em Química de produtos naturais.
José Luiz Brandão Paiva – farmacêutico industrial, atua em desenvolvimento de processos e elaboração de projetos.
Odílio Souza Lino – administrador e gestor do projeto. É gerente de projetos em laboratório do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz.
William Abrão Saad – médico e professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP.

VIII Congresso SPP debaterá pesquisa e inovação na Parasitologia

13/05/2016

160513 - Congresso Paulista

Fonte: site do evento

É com imensa satisfação que convidamos a todos para participarem do VIII Congresso da Sociedade Paulista de Parasitologia, que será promovido em parceria com a Universidade de Franca, nos dias 23 a 25 de Setembro de 2016.

A diretoria da SPP, juntamente com a comissão científica, está trabalhando na organização de um evento de alto nível científico cuja temática será ¨Pesquisa e Inovação na Parasitologia¨, abordando temas relevantes e atuais relacionados às doenças parasitárias sob a ótica da saúde pública, apresentando novos cenários em relação ao controle, diagnóstico e tratamento das principais parasitoses humanas e de animais vigentes no Estado de São Paulo e, num contexto mais amplo, no país.

Prepararem-se! Venham participar deste evento, que possui o objetivo de oferecer análises e discussões profícuas a respeito da parasitologia no contexto atual do país. Não percam a oportunidade de fazer parte deste grupo.

Sejam bem vindos!

Dra. Lizandra Guidi Magalhães

Presidente do VIII Congresso da Sociedade Paulista de Parasitologia.

Cientistas descobrem como vírus da zika se comporta no cérebro de bebês

13/05/2016

160513 - cabeça do bebe

Fonte: G1

Cientistas descobriram como é o comportamento do vírus da zika no cérebro dos bebês durante a gestação. A pesquisa pioneira foi feita por um consórcio brasileiro das universidades federais do Rio, Campinas, Pará e ainda dos institutos D’Or, Evandro Chagas e Fiocruz, como mostrou o Jornal Nacional nesta terça-feira (10).

Pela primeira vez os cientistas brasileiros descobriram como o vírus da doença age dentro da célula nervosa em formação. O estudo em laboratório mostrou o roteiro traçado pelo vírus da zika.

Ele entra na célula e passa a se reproduzir muito. Depois, a célula ativa um sistema de defesa, ficando paralisada e não se desenvolve mais. Em seguida ela morre.

Em consequência disso, o número de neurônios é muito menor no feto infectado. Os cientistas encontraram alteração em 500 genes e proteínas dentro das células atacadas pelo vírus da zika, o que provoca a má formação do cérebro.

“É um vírus muito agressivo, ele mata as células em 12 dias. Ele usa todo mecanismo da célula, dessa fábrica celular para produção do vírus para se auto replicar, se auto reproduzir”, explica a neurocientista Patricia Garcez.

Ao entender o que o vírus faz nas células e as características, os cientistas podem impedir a evolução dele e, assim, agir mais rapidamente, encontrando soluções entre os medicamentos já existentes aqueles que podem ser mais eficazes contra a Zika, ou ainda ajudar a criar remédios novos a partir dessas informações.

Estas descobertas, no entando, não tiram a obrigação de cada um no combate ao mosquito causador da zika, dengue e chikungunya. “Que as não pessoas fiquem esperando um medicamento e deixem de se proteger, não. Acho que a prevenção nesse caso, com certeza, é a nossa maior arma contra o mosquito. Contra o vírus da zika a gente precisa se proteger contra mosquitos”, conclui Garcez.

Microcefalia: medicamento contra malária pode proteger bebês do Zika vírus

10/05/2016

150914 - Mosquito tela branca

Fonte: Minha Vida

Apesar de o Zika vírus ser uma doença que causa sintomas mais amenos do que a dengue e a febre chikungunya, ele tem sido considerado o mais perigoso devido aos danos que causa ao cérebro dos bebês quando contraído durante a gravidez. Estudos já mostram que o vírus tem preferência pelas células-tronco neurais, aquelas que formarão as células do cérebro e sistema nervoso da criança.

No entanto, um novo estudo traz uma boa notícia: o medicamento cloroquina, já usado atualmente no tratamento da malária, entre outras doenças, pode proteger o cérebro dos fetos contra a infecção pelo Zika vírus. A pesquisa, feita em laboratório por cientistas dos Institutos de Biologia e de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D’or de Pesquisa, mostrou que esse medicamento é capaz de proteger até 95% das neurosferas (estruturas celulares usadas para reproduzir o cérebro em formação).

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores infectaram as neurosferas com o Zika vírus e depois as trataram por cinco dias com cloroquina em diversas concentrações. No entanto, uma amostra de neurosferas não foi tratada, justamente para comparar o efeito da medicação. Nos grupos tratados, houve uma redução de células infectadas entre 65 e 95%.

A ideia é usar o medicamento em mulheres grávidas, para impedir que seus fetos sejam infectados pelo Zika vírus. O medicamento não é contraindicado na gravidez. No entanto, é preciso fazer a pesquisa com humanos, para verificar se o tratamento é realmente eficaz e em que quantidade o remédio pode ser usado para essa finalidade.

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