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Quase metade dos casos notificados de febre amarela foram descartados, diz ministério

15/05/2017

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Fonte: G1

Quase metade dos casos notificados aos órgãos de saúde foram descartados após análise laboratorial para febre amarela, de acordo com boletim divulgado pelo ministério da saúde nesta sexta-feira (12). Das 3.175 suspeitas de pacientes com a doença, 1.787 não tinham relação com a doença.

Os dados foram contabilizados até a última quarta-feira (10). Desde o início do surto, em dezembro do ano passado, 259 mortes foram confirmadas devido à febre amarela, em 116 municípios brasileiros. Outros 47 óbitos estão sob investigação, e 115 tiveram a relação com a doença descartada.

O número de casos confirmados, com comprovação laboratorial para o vírus da febre amarela, chegou a 756. Outros 622 registros ainda estão sendo investigados pelos órgãos de saúde.

De acordo com o ministério, o Brasil vive o maior surto de febre amarela das últimas décadas. Os estados mais afetados são Minas Gerais e Espírito Santo, com 488 e 234 casos confirmados, respectivamente.

Até então, o governo categoriza o surto como silvestre. Isso significa que os pacientes estão sendo infectados em regiões de mata e/ou rurais, com transmissão pelos mosquitos Sabethes e Haemagogus. A febre amarela também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti nas áreas urbanas, conhecido devido a dengue, à zika e à chikungunya, mas, de acordo com os órgão de saúde, a doença não chegou às cidades.

 
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Seminário ‘A febre amarela após 100 anos de Oswaldo Cruz’ acontece em 19/5

08/05/2017

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Fonte: Fiocruz

O Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) abriu inscrições para o seminário A febre amarela após 100 anos de Oswaldo Cruz: a utilização de biomodelos em pesquisas de combate à febre amarela, de Oswaldo Cruz aos nossos dias, evento que será realizado em 19 de maio de 2017, na Tenda da Ciência (campus Manguinhos). Interessados em participar devem preencher o formulário de inscrição disponível na internet.

Gratuito e aberto ao público, o evento contará com a presença de pesquisadores da Fiocruz, do Centro de Primatologia do RJ, da Secretaria de Saúde do RJ e do Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Serviço

Data do evento: 19 de maio de 2017
Local: Tenda da Ciência
Horário: das 8h30 às 16h30
Inscrições pela internet até 16 de maio

Novo chip para detectar vírus da dengue é desenvolvido

08/05/2017

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Fonte: Planeta Universitário

Estatísticas epidemiológicas de doenças transmitidas por mosquitos impressionam. Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em 2016 foram notificados cerca de 1,5 milhão de casos de dengue, 272 mil de febre chikungunya e 215 mil de febre Zika. Em 2015, foram 143 mil casos de malária. Estratégias de combate a essas epidemias incluem prevenção – por meio do combate às diversas espécies de mosquitos transmissores –, desenvolvimento de vacinas, vigilância epidemiológica com rápido diagnóstico dos doentes e tratamento clínico e ambulatorial.

No quesito da vigilância epidemiológica, grupos em universidades brasileiras pesquisam o desenvolvimento de biossensores de baixo custo para acelerar o diagnóstico. Um exemplo é o imunochip para detecção de doença da dengue que está em desenvolvimento no grupo BioPol dos Departamentos de Química e de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.

“No nosso sensor, a detecção da doença da dengue é indireta. O que se detecta não é o vírus, mas um antígeno característico da infecção. Essa detecção se dá através de anticorpos ancorados no biossensor, que detectam rapidamente a presença do antígeno no soro e, indiretamente, nos dá a resposta de infecção”, disse o doutorando em bioquímica Cleverton Pirich, um dos autores do estudo.

O imunochip é capaz de detectar a presença de moléculas do antígeno (NS1) para a dengue em soro sanguíneo, fornecendo um resultado positivo ou negativo de forma rápida. Resultados do trabalho foram publicados no periódico Biosensors and Bioelectronics.

O sensor é baseado na tecnologia das microbalanças de cristal de quartzo (MCQ). O termo microbalança se refere à capacidade desses dispositivos detectarem quantidades de uma molécula, a exemplo de uma proteína, na ordem de nanogramas (bilionésimos de grama).

Isso é possível devido a uma propriedade eletroquímica chamada efeito piezoelétrico. Piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica como resposta a uma pressão mecânica.

Os sensores piezoelétricos são dispositivos que usam o efeito piezoelétrico para medir pressão, aceleração, tensão ou força, convertendo-os em sinal elétrico.

Para validar os resultados e a eficiência do imunochip desenvolvido em Curitiba, Pirich e sua orientadora, a professora Maria Rita Sierakowski, contaram com a colaboração do professor Roberto Manuel Torresi, do Departamento de Química Fundamental do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo, quanto ao funcionamento e interpretação de resultados em uma microbalança com dissipação de energia (MCQ-D).

“A microbalança utiliza o efeito piezoelétrico reverso. No caso específico do novo imunochip, um sinal elétrico é aplicado ao cristal e a frequência desse sinal muda quando algumas moléculas de antígeno (NS1) para a dengue presentes em uma amostra se depositam sobre o cristal”, disse Torresi.

No laboratório coordenado pelo professor Torresi há uma das mais sofisticadas e precisas microbalanças de cristal de quartzo em operação no Brasil. O equipamento foi adquirido com apoio da FAPESP.

Assim como o imunochip, a microbalança MCQ-D também baseia sua operação na detecção utilizando efeito piezoelétrico reverso. Só que sua precisão é de outra ordem de grandeza, além de detectar também mudanças reológicas.

“A microbalança do nosso laboratório é muito mais sofisticada que outras existentes no país”, disse Torresi, que também assina o artigo publicado na Biosensors and Bioelectronics e coordena o Projeto Temático “Otimização das propriedades físico-químicas de materiais nanoestruturados e suas aplicações em reconhecimento molecular, catálise e conversão/armazenamento de energia“.

A microbalança do IQ (MCQ-D) e as do BioPol (MCQ, adquirida com apoio da Capes, e MCQ-D, com apoio da Finep) confirmaram a presença do antígeno NS1 para a doença da dengue em todas as amostras de soro que foram contaminadas por acréscimo desse antígeno, para as quais o imunochip havia sido produzido contendo o anticorpo NS1, resultando num resultado positivo de detecção.

Aplicações ambientais

“O imunochip foi desenvolvido para detectar moléculas do antígeno da doença da dengue em qualquer material em meio líquido. Mas o princípio pode ser aplicado na detecção de outras doenças, assim como em aplicações ambientais e saúde para detectar moléculas contaminantes presentes em água, alimentos e meio ambiente, por exemplo”, disse Sierakowski.

A base do imunochip é um cristal de quartzo importado, sobre a qual são depositados os demais componentes em finas camadas. A primeira, logo acima do cristal, é de ouro. Imediatamente acima está uma película de um polímero chamado polietilenimina.

Por fim, sobre o polímero é colocado um nanofilme de nanocristais de celulose, oriundo de tratamento químico de resíduos industriais de celulose bacteriana, preparado para reagir quimicamente na presença do antígeno da dengue. A reação química acarreta uma mudança de resposta dos nanocristais, que é refletida pela alteração dos seus padrões de frequência e de dissipação de energia.

É a mensuração precisa da mudança desses padrões de frequência e de dissipação de energia que indicará a presença ou não do antígeno para a doença da dengue e, por consequência, se o paciente de quem aquela amostra foi obtida está ou não infectado pelo vírus da dengue.

O processo pode parecer longo, mas, após o desenvolvimento do biossensor, a resposta é praticamente imediata. Pinga-se a amostra sobre o biossensor e se obtém o resultado com precisão. A presença do antígeno (NS1) para a dengue é determinada a partir de quantidades de 0,03 micrograma por mililitro.

“O mais importante para um paciente no diagnóstico não é saber quantas moléculas de antígeno há na amostra. O que interessa para ele é saber se está ou não infectado e, caso esteja, começar o mais rápido possível o tratamento correto. Visando somente um diagnóstico qualitativo, ou seja, com uma resposta positiva ou negativa, isso abre margem para o desenvolvimento de equipamentos mais simples, baratos e acessíveis que cumpram esse propósito”, disse Pirich.

“Como foi discutido e demonstrado em nosso trabalho, um imunochip desse, se desenvolvido e comercializado, poderá ser uma ferramenta de diagnóstico em tempo real, capaz de fornecer resultados em aproximadamente 15 minutos”, disse.

O artigo Piezoelectric immunochip coated with thin films of bacterial cellulose nanocrystals for dengue detection (doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.bios.2017.01.068), de Cleverton Luiz Pirich, Rilton Alves de Freitas, Roberto Manuel Torresi, Guilherme Fadel Picheth e Maria Rita Sierakowski, pode ser lido em:  www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0956566317300684.

Biologia molecular avança na guerra contra a resistente Leishmania

04/05/2017

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Fonte: Jornal da USP

Pesquisa da USP detecta proteínas que podem interferir na morte do parasita causador da leishmaniose

A metacaspase é uma proteína que está diretamente envolvida com a morte de parasitas do gênero Leishmania, causadores da leishmaniose. Em um laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, cientistas trabalham na tentativa de elucidar os mecanismos que regulam a atividade desta proteína. Os estudos vêm sendo realizados sob a supervisão da professora Beatriz Simonsen Stolf, do Departamento de Parasitologia do instituto.

“A leishmaniose é considerada uma doença negligenciada, portanto conta com poucos recursos para pesquisas, mas atinge aproximadamente 12 milhões de pessoas no mundo”, explica Beatriz. Ela é uma das autoras de um artigo sobre o tema veiculado recentemente no jornal Cell Death and Disease, da Nature. O texto resulta da dissertação de mestrado do biólogo Mauricio Scavassini Peña, Identificação de ligantes da metacaspase de Leishmania (L.) amazonensis pela técnica de “phage display”, orientada por Beatriz.

Segundo a pesquisadora, o tratamento da doença é tóxico e nem sempre eficiente. “Alguns parasitas conseguem sobreviver e prosseguem com o processo de infecção”, descreve a professora. Na tentativa de melhor entender a proteína os cientistas a produziram sinteticamente. “Produzimos a metacaspase de Leishmania amazonensis, uma das espécies que causa a leishmaniose no Brasil”, conta. A partir daí, por meio de técnicas moleculares, utilizaram uma biblioteca contendo sequências de proteínas sintéticas. “Essas bibliotecas são adquiridas junto a empresas de biologia molecular”, explica Beatriz, ressaltando que “foi usado cerca de 1 bilhão de sequências na busca de proteínas que se ligassem e pudessem controlar a metacaspase”. A expectativa dos pesquisadores era encontrar uma proteína que aumentasse a atividade da metacaspase, gerando maiores possibilidades de morte do parasita.

Proteína protetora

Nos experimentos com as moléculas sintéticas, nenhuma foi capaz de aumentar a atividade da metacaspase. Ao contrário, os cientistas localizaram uma proteína que atua como “fortalecedora”, ajudando na sobrevivência do parasita: a ISP3. Tal atividade protetora da proteína foi testada em laboratório. “Aquecemos uma amostra de Leishmania a 37 graus centígrados, que é a temperatura aproximada do corpo humano, e colocamos a ISP3. Foi quando constatamos que a metacaspase teve sua capacidade reduzida em relação à morte do parasita”, descreve a pesquisadora.

O objetivo dos cientistas agora, a partir dessas constatações, é produzir em laboratório a Leishmania sem a proteína ISP3. “Ou ao menos tentarmos bloquear a atividade desta proteína e aumentar a atividade da metacaspase. Isso aumentaria a possibilidade de morte do parasita”, afirma Beatriz.

De acordo com a pesquisadora, o conhecimento adquirido até o momento em relação a estas proteínas (metacaspase e ISP3) será uma base importante para novos estudos que visem à morte do parasita e à consequente cura para a leishmaniose. “Podemos estimar um prazo médio de dez anos para buscarmos inibidores para a ISP3. Além disso, ainda serão necessários vários estudos”, acredita Beatriz.

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Brasil tem 240 mortes confirmadas devido à febre amarela, diz ministério

04/05/2017

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Fonte: G1

Desde o início da epidemia de febre amarela, em dezembro do ano passado, até a última quinta-feira (27), o Brasil teve 392 suspeitas de mortes devido à doença, sendo que 240 delas foram confirmadas pelo Ministério da Saúde. O número de infecções com resultado laboratorial positivo para o vírus chega a 715, com mais de 3 mil notificações recebidas pelos órgãos de saúde e 1,5 mil casos descartados.

O atual surto de febre amarela, apesar de atingir regiões próximas de zonas urbanas de estados como Rio de Janeiro e São Paulo, ainda é classificado como silvestre pelo governo brasileiro. Ou seja: o mosquito Aedes aegypti, conhecido por transmitir a dengue, chikungunya e a zika, ainda não é transmissor do vírus da febre amarela. Os mosquitos responsáveis por essas infecções ocorridas em áreas de mata e rurais são o Haemagogus e Sabethes.

O mais recente boletim, o 38º divulgado pelo Ministério da Saúde desde que a doença voltou a causar preocupação, também traz um balanço da distribuição de vacinas: foram 23,6 milhões distribuídas nas regiões consideradas de risco para a disseminação da doença. (Veja se a sua cidade está na lista para receber as doses da vacina contra a febre amarela)

 

Estados

Minas Gerais é o estado mais afetado: registrou 165 mortes das 240 confirmadas pelo governo, 68,75% do total. Os mineiros são seguidos pelo Espírito Santo, com 61 mortes, cerca de 25%. São Paulo, Rio de Janeiro e Pará também tiveram mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde.

Com relação ao número de casos confirmados, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo também encabeçam a lista: são 479 e 203 registros, respectivamente. Em todo o país, seis estados têm casos confirmados em 123 municípios.

Fiocruz abre Programa de Pós-Graduação em Vigilância e Combate aos Vetores

24/04/2017

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De 15 a 26 de maio estão abertas as inscrições para o Programa de Pós-Graduação em Vigilância e Combate aos Vetores do Instituto Oswaldo Cruz – Fiocruz. Outras informações nos sites:

Nota de falecimento; Wilson Mayrink

24/04/2017

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É sempre com grande pesar que a Sociedade Brasileira de Parasitologia vem comunicar  o falecimento de Parasitologistas. O Professor Wilson Mayrink faleceu na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais) no dia 25 de janeiro de 2017. Parasitologista da chamada geração Amilcar Viana Martins, por mais de 50 anos, o Professor Mayrink dedicou sua vida ao estudo das leishmanioses. Foi Professor Titular, Coordenador e Orientador do Programa de Pós Graduação do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e Professor Emérito de Parasitologia da Universidade Federal de Minas Gerais.

O Professor José Otílio Leite Machado faleceu na cidade de Niterói (Rio de Janeiro) no dia 15 de abril. Ao longo dos 55 anos de vida profissional e acadêmica, o Professor Otílio Machado foi Professor Assistente, Titular e Emérito de Parasitologia da Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Rio de Janeiro e de  Faculdades de Medicina (Gama Filho, Petrópolis, Teresópolis e Campos) situadas no Rio de Janeiro e também Acadêmico Emérito da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

José Roberto Machado e Silva

Presidente da Sociedade Brasileira de Parasitologia