Skip to content

Butantã inicia teste de vacina da dengue com 1,2 mil voluntários

27/06/2016

160627 -Vacina Dengue Zika Injeção

Fonte: VEJA

O Instituto Butantã iniciou na última quinta-feira os testes da vacina contra dengue. Os primeiros voluntários são de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. As 1 200 pessoas selecionadas devem receber a vacina na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Toninho. Elas serão acompanhadas durante cinco anos. Na próxima semana, os testes serão iniciados em centros de pesquisas de Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

A cidade escolhida para os testes com a vacina no Estado de São Paulo tem altos índices de casos da doença. Rio Preto registrou 22 mil ocorrências de dengue em 2015 e, de janeiro a maio deste ano, outros 11.395, além de 4.284 em investigação. Doze pessoas morreram. Os efeitos da vacina nos pacientes serão avaliados por pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), com a colaboração da Secretaria Municipal de Saúde.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) esteve na cidade para acompanhar a iniciativa. Na solenidade, referiu-se ao início dos testes como um dia histórico. “Não temos no mundo uma vacina com grau de proteção elevado contra os quatro tipos de vírus. O Instituto Butantã já fez o teste pré-clínico e das fases um e dois e agora estamos na última fase”, disse.

Leia também:
Pesquisadores descobrem anticorpos que ‘neutralizam’ o zika
Chikungunya pode ser transmitida durante gravidez

Os testes em humanos são a última fase da pesquisa antes da aprovação da vacina para produção em larga escala visando a atender campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde. Ao todo, serão mobilizados 17 mil voluntários em 14 centros de pesquisas de 13 municípios brasileiros. Os ensaios clínicos desta fase foram iniciados em fevereiro deste ano pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.

Os voluntários, que nunca tiveram a doença, estão divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Os participantes serão acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção. Os testes também serão realizados em Porto Velho (RO), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

Vacina – A vacina do Butantã foi desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA) e tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose, produzida com vírus vivos, geneticamente atenuados. Nesta etapa da pesquisa, os estudos visam a comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, um terço receberá placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem o vírus. Nem a equipe médica, nem os voluntários saberão quem recebeu o placebo. O objetivo é a garantir a total isenção dos testes.

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e em São Paulo. O Butantã tem uma fábrica com capacidade para produzir 500 000 doses por ano, mas que pode ser ampliada para produção de até 12 milhões de doses por ano com algumas adaptações. O Instituto tem projeto para construir uma fábrica de larga escala, com capacidade de 60 milhões de doses ao ano.

Custo – O Brasil já tem uma vacina contra a dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas seu uso ainda depende da definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão interministerial do governo federal. A vacina da Sanofi Pasteur protege contra os quatro sorotipos da doença, mas exige três aplicações. A empresa francesa anunciou que o Ministério de Saúde da Costa Rica aprovou a vacina, também registrada no México, El Salvador e Filipinas.

Anticorpo da dengue é capaz de neutralizar zika, diz estudo

27/06/2016

160627 - Mosquito Dengue

Fonte: Exame

Dois novos estudos sobre os vírus da zika e da dengue mostram que a relação de familiaridade entre eles pode ser também de amor e ódio.

Por um lado, dois anticorpos específicos contra a dengue se mostraram capazes de, potencialmente, também neutralizar o zika, indicando a possibilidade de desenvolvimento de uma vacina capaz de proteger contra as duas doenças simultaneamente.

Por outro lado, viu-se que muitos dos outros anticorpos gerados nas pessoas infectadas com dengue acabam, na verdade, favorecendo a replicação do zika, o que traz novas pistas que podem indicar por que a epidemia de zika se espalhou tão rapidamente em um país que já vinha sofrendo com surtos de dengue.

Os trabalhos, publicados nesta quinta-feira, 23, nas revistas Nature e Nature Immunology por um mesmo grupo de pesquisadores franceses e ingleses, podem parecer contraditórios à primeira vista, mas na prática eles jogam luz sobre a complexa relação da família dos flavivírus, da qual fazem parte os dois vírus, e também na imunologia.

Na pesquisa da Nature, Félix Rey, do Instituto Pasteur, e colegas observaram que dois anticorpos específicos produzidos por pessoas que tiveram dengue são capazes de se ligar ao zika e neutralizá-lo, impedindo a infecção.

Para os pesquisadores, essa descoberta lança a possibilidade de se desenvolver uma vacina universal contra os dois vírus.

É uma capacidade muito específica desses dois anticorpos. Muitos dos outros gerados em pessoas infectadas com dengue parecem ter um efeito bem diferente, ao promover uma reação cruzada com o vírus da zika, aumentando sua capacidade de replicação.

É o que observaram em estudos in vitro Gavin Screaton, do Imperial College de Londres, e colegas no estudo publicado na Nature Immunology.

Essa era uma suspeita que pesquisadores brasileiros já tinham há muito tempo. Havia a expectativa de que infecções prévias por dengue poderiam estar ajudando na dispersão tão rápida do zika no País.

O imunologista Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã e um dos responsáveis pela vacina da dengue que está em teste, afirma que isso era esperado uma vez que também ocorre com os diferentes sorotipos da dengue.

“Pessoas que tiveram o tipo 1, por exemplo, e depois pegam o 3 têm a multiplicação dele muito facilitada. Já sabíamos que ocorre essa reação cruzada de anticorpos e sabíamos que isso poderia ocorrer para o zika”, explica.

Ele salienta, no entanto, que esse resultado de agora foi observado somente in vitro e ainda não oferece resposta para questões mais complexas.

“Não sabemos se ter mais vírus no corpo resulta em uma doença com sintomas mais graves ou mesmo na microcefalia, que é a nossa preocupação. Também poderia ser uma explicação para termos tido uma epidemia tão rápida, mas ainda é uma coisa que precisa ser comprovada”, diz.

Já o primeiro trabalho foi considerado “bastante inesperado” por Kalil. Ele conta que o colega Esper Kallas, também imunologista da Universidade de São Pauloque vem estudando o zika, investigou 300 anticorpos produzidos por pessoas que tiveram dengue e nenhum deles foi capaz de neutralizar o zika, apesar de se ligarem a ele.

“A pergunta é se existiria um anticorpo universal que neutralize os quatro sorotipos de dengue e o zika. Os pesquisadores propõem que seria possível pensar nisso com um fragmento de proteína desses dois anticorpos. “É o que todos gostaríamos de ver, mas ainda precisa de mais pesquisa”, afirma Kal

Pesquisadores do RJ testam medicamento que combate o Zika

21/06/2016

Uma importante descoberta feita por pesquisadores brasileiros pode ajudar no combate ao vírus da zika. É que um medicamento, já usado no tratamento de doenças como malária e lupus, pode também ser eficiente para proteger o cérebro de fetos contra a infecção do vírus, que tem se alastrado pelo mundo.

A pesquisa está sendo realizada pela equipe do Instituto de Biologia e pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e também pelo Instituto D’or. André Felício, neurologista e professor, explica como o medicamento atua para evitar a microcefalia.

Ouça aqui: 

Estudo aponta que saliva do mosquito pode aumentar severidade da dengue

21/06/2016

160621 - Mosquito no canudo vidro

Fonte: Bahia Notícia

Cientistas dos Estados Unidos e Bélgica afirmam que saliva do Aedes aegypti torna vasos sanguíneos mais permeáveis, acelerando o alastramento do vírus.  A pesquisa, que foi realizada com experimento em camundongos, aponta que a saliva pode ter um papel importante na gravidade da infecção por dengue, alastrando o vírus no corpo do paciente. No momento em que o mosquito inoculou o vírus nos camundongos, os cientistas descobriram que a presença da saliva enfraqueceu os vasos, tornando-os mais permeáveis, ajudando o vírus a se espalhar mais rapidamente, aumentando a severidade da doença. “Moléculas presentes na saliva do mosquito podem modificar e modular o processo de infecção”, disse a virologista Eva Harris, uma das autoras do estudo, da Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos). Segundo ela, a ação da saliva do mosquito já foi bem estudada em outras patologias virais, mas ainda não havia sido investigada na dengue. Segundo Eva, a versão que pode causar hemorragias, desenvolve-se especialmente em pacientes que têm uma infecção secundária – isto é, que são infectados pela segunda vez após já terem sido expostos a um dos três sorotipos. Esse fenômeno, chamado de “amplificação dependente de anticorpo”, ocorre quando os anticorpos “errados” acabam facilitando a infecção de células imunes. O resultado é um aumento da carga viral nos pacientes, podendo causar sintomas mais severos, incluindo a morte.

Finep lança edital contra o zika vírus em Pernambuco

15/06/2016

160615 - mosquito com folhaFonte: Portal Brasil

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lança, nesta quarta-feira (14), um edital, no valor de R$ 5,6 milhões, para micro e pequenas empresas do Estado de Pernambuco, para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e produtos que serão usados no combate ao zika vírus.

A chamada é em conjunto com a Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia de PE (Facepe), por meio do programa Pappe Integração. As propostas devem ser apresentadas entre os dias 17 de junho e 27 de julho.

As empresas interessadas poderão solicitar um montante compreendido entre o mínimo de R$ 100 mil e o máximo de R$ 300 mil reais, desembolsáveis em até 18 meses e destinados exclusivamente a despesas de custeio.

Pappe Integração

O Pappe Integração destina recursos de subvenção econômica, não reembolsáveis, aos projetos de desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos que auxiliem as empresas dessas regiões a ingressar numa estratégia econômica vencedora por meio da ocupação de novos mercados.

Ministério da Saúde avalia teste rápido da zika produzido na Bahia

15/06/2016

leishmaniose

Fonte: Governo da BA

Na manhã desta segunda-feira (13), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, visitou a capital baiana para conhecer o teste sorológico rápido de identificação do Zika Vírus, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (BahiaFarma), em parceria com o Senai-Cimatec. Acompanhado do vice-governador, João Leão, e do secretário estadual da Saúde (Sesab), Fábio Vilas-Boas, o ministro avaliou o produto e falou sobre as intenções do governo federal em utilizar a iniciativa nacionalmente, no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o ministro Ricardo Barros, assim que forem realizados todos os procedimentos, será efetuada, junto à BahiaFarma, compra de grande volume dos testes, que estarão disponíveis pelo SUS. “Nós vamos aguardar a negociação de preço, ver o volume que podemos comprar e vamos estabelecer a população em situação de risco que receberão prioridade. A população de risco será atendida em primeiro lugar. Desde já, é importante que tenhamos a capacidade de atender as mulheres em idade fértil e gestantes, por causa dos riscos de má formação congênita e microcefalia relacionados ao vírus. São iniciativas como essa que demonstram a qualidade do nosso corpo científico que desenvolvem tecnologia no Brasil”, destacou o ministro.

O teste rápido permite detectar se o paciente está com a doença ou se já foi infectado há mais tempo pelo vírus. O exame utiliza uma pequena amostra de soro do paciente e fornece os resultados em até 20 minutos. O aparelho do exame é composto por dois dispositivos portáteis (7×2 cm cada). Um deles reage à imunoglobulina M (IgM) – das infecções de até duas semanas, e o outro à imunoglobulina G (IgG) – infecção com tempo superior a duas semanas. Já registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agora o teste passará por avaliação de qualidade.

Segundo o titular da Sesab, o processo de autorização do Ministério tem recebido prioridade e algumas etapas legais ainda precisam ser vencidas para a absorção do teste e incorporação pelo SUS. “Esse é um processo junto ao Ministério que já dura seis meses. Assim que for aprovado, temos condições de fornecer, de imediato, 100 mil testes rápidos. A nossa capacidade de produção é de até 500 mil unidades do exame, mensalmente, o que atende à demanda nacional. Ainda assim, solicitamos ao Ministério da Saúde recursos na ordem de R$ 7 milhões para investir na produção e ampliar ainda mais a nossa capacidade”, explicou Vilas-Boas.

Planos de saúde terão que cobrir testes para diagnóstico do zika vírus

09/06/2016

160609 - vacina injeção

Fonte: EBC

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamentou nesta segunda-feira(6) a cobertura obrigatória dos planos e saúde e a utilização de testes para diagnóstico de infecção por zika.

Passam a fazer parte do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde – de cobertura obrigatória pelos planos – os seguintes testes:
– PCR (técnica que pesquisa no sangue do paciente a presença de material genético do vírus);
– IGM (técnica que detecta anticorpos produzidos na fase aguda da doença);
– IGG (técnica que indica se houve uma infecção mais antiga pelo vírus).

A resolução, publicada no Diário Oficial da União,  entra em vigor 30 dias após sua publicação.

O Repórter Nacional destaca ainda:
– Comissão do Impeachment tenta fechar cronograma de votação;
–  Inflação deve encerrar o ano em 7,12%;
– Vendaval deixa um morto e 50 feridos na cidade paulista de Jarinu
– Francês preso na Ucrânia planejava 15 atentados durante Eurocopa