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Nota de Falecimento: Nicolau Maués da Serra Freire

29/06/2015

É com pesar que a Sociedade Brasileira de Parasitologia, SBP, comunica o falecimento do Dr. Nicolau Maués da Serra Freire, ex-presidente da entidade.  Ele faleceu na madrugada de 25 de junho de 2015.

Cientistas desenvolvem medicamento de 1 dólar que combate malária

22/06/2015

150622 - Malária

Fonte: Região Noroeste

Nova substância avaliada em 1 dólar pode colaborar no tratamento contra a malária. O medicamento vem sendo testado em sangue humano e em ratos vivos nos laboratórios da Unidade de Dundee, na Escócia.

A equipe de cientistas revelou na edição desta semana da revista “Nature” que o plano é avançar para testes clínicos no corpo humano, a partir do ano que vem. O principal desafio é superar a resistência criada pelos parasitas aos atuais medicamentos disponíveis no mercado.

O baixo custo vai propiciar mais acesso por parte da população mais afetada pela doença transmitida por mosquitos, que mata todos os anos aproximadamente 600 mil pessoas. A maior parte delas na África.

Nem tudo é dengue!!!

22/06/2015
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Aplicativo de celular pode ser nova arma brasileira contra a dengue

Fonte: Diário da Manhã

“Nem tudo que brilha é ouro”. Com esta frase, fica evidente que são inúmeras as situações causais que desencadeiam sintomatologia similar. Não é diferente quanto se trata de doença. A dengue, doença da “moda” tão alardeada entre a população e os profissionais de medicina, também tem sido superdimensionada. Não quero com esta observação, relegar a segundo plano todos os esforços feitos e que devem ser aplicados no combate ao mosquito transmissor aedes aegypti, bem como o desenvolvimento de práticas de controle do vetor e de tratamento dos pacientes contaminados pelo arbovirus (grande família de vírus).

Contudo, cabem algumas ressalvas no tocante ao diagnóstico da doença. A dengue tem dentre seus sintomas, dores nas articulações, redução do número de plaquetas, febre, dores de cabeça, alterações na função hepática, dentre outros. Sintomas estes que conduzem a uma prática usual de utilização de soro, líquido em abundância e repouso do paciente, o que na maioria dos casos, promove melhora após alguns dias. Entretanto, em muitas situações, o diagnóstico médico não permite ter certeza quanto a ser dengue ou não. Com isto, suspeita-se que seja dengue, tendo em vista a sintomatologia e a semelhança com outros inúmeros casos da doença, o que nem sempre é confirmado, ou verdadeiro.

A medicina tem se pautado por exames laboratoriais, que nem sempre evidenciam os reais sintomas da doença, ou em alguns casos, nem mesmo confirmam o fato. Tenho evidências de casos que apresentam sintomatologia similar, oriundos de outros microorganismos, e que os pacientes foram considerados com suspeita de dengue, sem, no entanto, terem como vetor o mosquito Aedes Aegypti.

Vírus do varicela zoster, micoplasma, zika vírus, outros vírus da família do herpes causam distúrbios no corpo com sintomas similares às manifestações de dengue, o que tem conduzido a diagnósticos equivocados da doença, ampliando as estatísticas de dengue e desconsiderando as reais causas do problema, o que pode mascarar o tratamento e “cegar” as evidências médicas. Naturalmente, as técnicas empregadas para recuperação do paciente com suspeita dengue, acabam por favorecer a melhora do paciente, como repouso, beber muito líquido, soro. Entretanto a doença não era dengue.

Muitos microorganismos são transmitidos por saliva. A concentração de pessoas e os hábitos sociais, como ambientes confinados e cada vez menores, sem circulação adequada de ar, com temperaturas elevadas, utilização de ar condicionado sem manutenção, concentração de pessoas em várias repartições, práticas de beijos frequentes, conversas muito próximas, compartilhamento de objetos, copos, talheres, toalhas, permitem sua rápida proliferação e consequentes epidemias ou pandemias.

Cabe ao conjunto de profissionais da saúde, ações mais integradas no sentido de promover avanços nos diagnósticos das doenças, estando atentos à sintomatologia, utilizando os exames laboratoriais como complemento e confirmação dos casos, mas não apenas estes como evidência, o que tem sido prática comum na medicina. A “escravidão” laboratorial a que se submetem os profissionais, e a “submissão” ao setor farmacêutico, tem tirado o que há de melhor no ser humano, a sua capacidade de pensar e agir, seu espírito de investigação, a capacidade natural de evolução.

Os sintomas na maioria dos casos são anteriores aos exames laboratoriais, mas tem sido colocados em segundo plano, desmerecidos em muitos casos. O paciente pouco é ouvido, seus relatos não tem valor, suas dores, quando não confirmadas em exames, são meras “criações” da sua mente e o seu corpo é “loteado” entre os profissionais que se especializam em áreas distintas e particularizando o todo, perdendo a essência da integração, como se os órgãos funcionassem em sistemas isolados.

Um dos maiores desafios de nossos tempos é permitir o avanço da ciência de forma a controlar microorganismos patogênicos. A evolução de microorganismos, resistência à antibióticos e novas adaptações, tem conduzido a sociedade à vulnerabilidade na saúde e o descontrole dos mecanismos de vigilância. Por mais que possamos avançar na bioengenharia, adaptando microorganismos a nosso favor, devemos sempre nos lembrar de que vírus, bactérias, fungos, já existiam muito antes da presença do ser humano no planeta. Talvez, nossa maior derrota, enquanto espécie possa ser para indivíduos infinitamente menores do que nós, aqueles que não vemos. (Antônio Pasqualetto, prof. dr., engenheiro agrônomo –profpasqualetto@gmail.com)

Malária: Microsoft cria drone que caça mosquitos

18/06/2015

150618 - Drone

Fonte: Porto Canal

A Microsoft criou um drone que tem como objectivo caçar mosquitos e travar a malária e o dengue.

O “Projecto Premonição” da multinacional Microsoft quer erradicar epidemias como a malária e o dengue com um conjunto de drones. A empresa criada por Bill Gates quer patrocinar esta missão ao criar um exército de drones para combaterem os mosquitos que transmitem estas doenças.

A iniciativa foi apresentada na TechFair, em Washington, na semana passada, e o objectivo é fazer a captura e análise dos mosquitos portadores destas doenças mais eficiente e menos dispendiosa, de forma a prevenir a infecção das populações. A longo prazo, esta ideia pretende mesmo contribuir para a erradicação de epidemias.

A ciência contra a dengue: como anda o combate à doença nos laboratórios

18/06/2015

150618 - injeção

Fonte: Mundo Bit

A luta contra a dengue não tem que acontecer apenas dentro das casas, evitando a formação de criadouros do Aedes aegypti, mas também dentro dos laboratórios. Além da Fiocruz, no Rio, da francesa Sanofi Pasteur e do Instituto Butantã, que buscam uma vacina contra a doença, vários estudos movimentam pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp).

Uma das pesquisas da USP gira em torno da inversão sexual do mosquito. Tendo em vista que a fêmea do inseto é a responsável por transmitir o vírus, a ideia é produzir machos esterilizados geneticamente para controlar infestações. Outra investigação do Instituto de Ciências Biomédicas da USP é a indução gênica. Em outra palavras, os cientistas querem mudar o comportamento do sistema de defesa da fêmea para que ele possa reagir contra o vírus da dengue.

Desta forma, ela poderia morrer ou eliminar o agressor antes de transmiti-lo para os humanos. Quando pica, o mosquito precisa de 10 a 12 dias para a maturação dos ovos e só então se torna transmissora em potencial da doença. A ideia é trabalhar explorando este intervalo de tempo.

Outra linha de pesquisa do Instituto de Física de São Carlos da USP e da empresa DNApta Biotecnologia busca auxiliar aquelas pessoas que já estão infectadas. Por isto, eles desenvolveram um biossensor capaz de diagnosticar a dengue com maior rapidez e facilidade, além de menor custo dos que os exames laboratoriais existentes. Para isto, a tecnologia do aparelho é baseada na detecção elétrica de uma proteína que é secretada pelos quatro tipos de vírus da dengue e encontrado no sangue das pessoas com infecção primária e secundária do segundo até o novo dia após o início da doença.

Outro estudo em andamento na University of California em Davis, nos EUA, quer produzir repelentes mais potentes, utilizando o composto químico DEET. O princípio ativo é bastante utilizado em repelentes por afastar o inseto interferir no funcionamento de receptores sensoriais de suas antenas. A pesquisa é coordenada pelo brasileiro Walter Leal e descobriu exatamente como funciona o composto químico (algo desconhecido até então).

O estudo é uma esperança não apenas no combate à dengue, mas a doenças como malária, leishmaniose, esquistossomose, febre amarela ou qualquer outra doença transmitida por mosquistos, moscas e carrapatos. [Com informações da Agência Fapesp].

Butantan diz que prazo para vacina da dengue está mantido para 2016

15/06/2015

150615 - Butantan

Fonte: Portal Estadão

O Instituto Butantan informou por meio de nota que as exigências feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no processo para liberação da fase 3 da vacina contra dengue não vão alterar o cronograma do projeto. O instituto informou que o prazo estabelecido para produção da vacina para 2016 está mantido.

Há alguns dias, a Anvisa devolveu o pedido de autorização da fase 3, fazendo algumas exigências. Enquanto as solicitações da agência não forem atendidas, a liberação para nova etapa do estudo não pode ser concedida. A análise do pedido para início da fase 3 foi feita em caráter emergencial pela Anvisa, a pedido do próprio instituto. Nesse processo, a agência solicitou informações adicionais.

O Instituto não informou a natureza das informações solicitadas ou quando tais dados serão fornecidos para a Anvisa. Mas, em nota, observou que a solicitação de dados adicionais são comuns nesses processos. O instituto garantiu que o cronograma está sendo seguido à risca e que ainda em 2016 a vacina poderá ser entregue à população brasileira. Uma previsão diferente da que foi feita pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, na quarta­-feira.

Durante audiência pública, o ministro afirmou que, em um cenário otimista, a vacina do Butantan estará disponível somente em 2018. “Temos o maior interesse de que o produto esteja disponível rapidamente, mas temos de ser francos”, disse o ministro aos parlamentares.

Chioro justificou suas previsões em dois pontos. Ele lembrou ser necessária a conclusão da fase 3 da pesquisa, cujo início ainda não foi nem mesmo liberado, e a construção de uma área industrial somente para produção da vacina, quando todas as etapas já tiverem sido cumpridas. “Se tudo der certo, a construção da fábrica começará em agosto. Se tudo der certo, ela será concluída em julho do ano que vem.” Butantan diz que prazo para vacina da dengue está mantido para 2016.

Vírus ‘primo’ da dengue, zika já tem casos confirmados em oito Estados

15/06/2015

150615 - Zika Vírus

Fonte: Portal UOL

Identificado no país há cerca de um mês, o zika vírus, novo “primo” da dengue, já soma casos confirmados em ao menos oito Estados, segundo o Ministério da Saúde e secretarias estaduais.

Até o dia 3 de junho, foram confirmados casos de zika vírus na Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Alagoas, Pará, Roraima e Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (10), Maranhão também confirmou o primeiro registro da doença.

O ministério não informou o total de casos. Em contato com as secretarias estaduais, a reportagem identificou ao menos 34 registros já confirmados após exames.

O aumento rápido do número de casos indica que o zika, porém, já circulava no Brasil desde o ano passado, mas só agora passa a ser contabilizado entre os registros epidemiológicos. A suspeita é que o vírus tenha chegado ao país com turistas durante a Copa do Mundo.

“É uma doença que até então não era testada. No início, todo mundo ficou pensando que era uma dengue atípica”, diz a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, do comitê de saúde do viajante da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

Em nota, o ministério afirma que “está monitorando a circulação do vírus” e prepara um documento técnico com proposta de vigilância e orientações para todos os Estados e municípios.

O governo, no entanto, diz que não contabilizará mais casos por considerar a doença “benigna” -embora seja transmitida pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, a doença tem sintomas considerados mais leves e recuperação mais rápida, em até sete dias.

Descoberto pela primeira vez no mundo na Uganda no fim dos anos 1980, o zika vírus se caracteriza por manchas no corpo, coceira, febre baixa, além de dor de cabeça, dores musculares e nas articulações. Pacientes também podem apresentar vermelhidão nos olhos, sem, contudo, ter secreção ou coceira.

Apesar do recente aumento de casos, a expectativa é que a doença possa ter uma trégua nas próximas semanas devido à chegada do inverno, que torna o clima desfavorável ao mosquito transmissor -assim como ocorre com a dengue.

Boletim do Ministério da Saúde divulgado na quarta (10) aponta uma queda de 68% nos casos de dengue no mês de maio, em comparação a abril.

DENGUE

As recentes confirmações da nova doença deram origem a uma curiosidade: teriam alguns casos de zika sido confundidos com a dengue? “É possível. A grande dúvida é se temos muita dengue, dengue atípica ou zika”, afirma Hinrichsen, que reforça a necessidade de orientar os pacientes a procurarem assistência médica logo nos primeiros sintomas, já que a dengue é mais grave.

Além do mesmo vetor, o zika vírus tem outra característica parecida com a “prima”: parte dos pacientes contaminados não apresenta sinais da doença. A estimativa é que apenas 18% das pessoas que têm contato com o zika vírus apresentem sintomas, segundo informações do Ministério da Saúde.

A diferença principal, como lembra Hinrichsen, no entanto, é a letalidade: enquanto a zika tem recuperação rápida, a dengue, se não tratada adequadamente, pode se tornar grave e levar à morte. “Já a zika tem menos efeitos colaterais e compromete menos as plaquetas [células que coagulam o sangue]”, ressalta a infectologista.

Hoje, não há um remédio específico para o zika vírus. O tratamento é sintomático e baseado no uso de medicamentos para febre e dor, conforme a orientação médica. O uso de ácido acetilsalicílico e drogas anti-inflamatórias não é indicado, já que aumentam o risco de complicações.

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