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Vacinas do zika têm duração aprovada, afirmam especialistas

15/12/2017

Fonte: Correio Braziliense

170515 - Vacina amarelaPara ser considerada protetiva, além de evitar o contágio de um vírus, uma vacina precisa ter durabilidade. A fim de avaliar esse quesito importante, pesquisadores norte-americanos testaram três fórmulas desenvolvidas para gerar proteção em humanos contra o zika vírus. Em testes com macacos, duas das fórmulas analisadas conseguiram manter as cobaias livres da doença por um ano. Os autores do estudo acreditam que os resultados, publicados na última edição da revista Science Translational Medicine, poderão auxiliar na criação de abordagens mais eficientes.

Estudos anteriores haviam mostrado a eficácia dessas fórmulas logo após a aplicação. “Uma vacina eficaz do vírus zika exigirá proteção duradoura, a longo prazo. Várias candidatas a esse papel demonstraram eficácia protetora em primatas não humanos, mas esses estudos geralmente envolveram observações pouco depois de a vacinação ter ocorrido, no pico da imunidade”, explica ao Correio Dan Barouch, professor de medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo atual.
Os cientistas analisaram três tipos de vacina: uma de vírus inativado purificado (PIV, em inglês), outra com base em vetores de adenovírus (Ad) e uma terceira fórmula feita com DNA. Em experimentos anteriores, todas geraram proteção eficaz em camundongos e macacos logo após a aplicação. Na nova pesquisa, macacos receberam as fórmulas e foram acompanhados ao longo de um ano.
Todas as cobaias que receberam a fórmula de vetor de adenovírus permaneceram protegidas no período. Duas aplicações da vacina de vírus inativado purificado protegeram completamente 75% dos primatas — os 25% restantes experimentaram crises temporárias de viremia (presença do vírus no sangue). Já a vacina de DNA não conseguiu proteger os animais durante os 12 meses: 71% dos primatas ficaram suscetíveis à ação do vírus. “Essas duas alternativas proporcionaram uma proteção robusta ao zika em macacos rhesus, garantida por pelo menos um ano. Já a vacina de DNA, que foi eficaz em estudos de curto prazo, não conseguiu proteger os animais da mesma forma, se mostrando menos promissora”, destaca o autor.

Anticorpos monitorados

Os pesquisadores destacam que os resultados foram animadores e que os detalhes identificados no estudo, como a quantidade de anticorpos contabilizada ao longo de um ano, podem ajudar no desenvolvimento de melhores vacinas. “O próximo passo do nosso trabalho será completar os ensaios clínicos de fase 1, em humanos, com as vacinas de adenovírus e de vírus inativado purificado. Queremos saber mais sobre os mecanismos relacionados a essa proteção duradoura para poder utilizá-la em estudos futuros”, adianta Barouch.
Werciley Júnior, infectologista e chefe da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, destaca que o foco na durabilidade das vacinas é de extrema importância para a área terapêutica. “Além de gerar a imunidade, nós temos que saber a duração dessa proteção. Em relação ao zika, os pesquisadores têm pensado que uma va cina para essa enfermidade teria uma aplicação muito semelhante à vacina da dengue, que começou a ser usada agora. Nesta, são necessárias três aplicações durante um ano para que se mantenha o valor protetivo”, explica.
Júnior também destaca que os cientistas americanos abordaram estratégias de proteção que são muito exploradas na área de desenvolvimento de vacinas. “São técnicas avançadas, que tentam gerar uma fórmula totalmente eficaz. E por meio da contagem de anticorpos, é possível ir aprimorando essas fórmulas. Acredito que esses autores estão bastante adiantados, pois já realizam testes com macacos, um próximo passo seria o teste com humanos, em grupos pequenos, mas claro que isso ainda rende alguns anos de pesquisa para termos resultados”, destaca.

Cientistas bloqueiam acesso de vírus da zika a células humanas em estudo experimental

13/12/2017

Fonte: G1

170905 - MosquitoCientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, conseguiram bloquear o acesso do vírus da zika a células humanas em experimento em laboratório. O estudo foi publicado nesta terça-feira (12) na “Cell Reports”.

Pesquisadores desenvolveram uma substância que impediu que o vírus tenha acesso a proteínas de células humanas. É por meio dessas proteínas que eles invadem nosso organismo e se replicam.

Ao testarem os efeitos da substância em células infectadas por zika, cientistas observaram uma redução de 99% nos efeitos da infecção.

Depois, quando testaram o tratamento 24 horas após o registro da infecção inicial, a eficácia do composto diminuiu, mas ainda se manteve alta, em torno de 80%.

Apesar de ter sido usado para conter o zika, cientistas acreditam que o bloqueio poderá ser usado em toda a família dos flavivírus – como são cientificamente chamados os vírus da dengue, zika, febre amarela e do Nilo – transmitidos por mosquitos como Aedes aegypti, Haemagogus eSabethes.

Como funciona o bloqueio

Os vírus conseguem se reproduzir no corpo humano se utilizando de uma estrutura das células envolvida no metabolismo. Conhecida como complexo de OST (sigla para “oligosacchararytrasnferease”), a estrutura adiciona moléculas de açúcar a proteínas.

Para testar se a ausência de OST impedia que a doença se instaurasse, cientistas primeiramente modificaram geneticamente uma célula para que ela não apresentasse a OST. Depois do procedimento, eles comprovaram que os flavívirus não conseguiram infectar as células humanas pela ausência da estrutura.

O segundo passo foi desenvolver uma droga capaz de simular o bloqueio da OST — já que, como ela é importante no metabolismo, não é possível bloqueá-la totalmente.

Cientistas, então, encontraram uma droga, chamada de “NGI-1”, que tem uma ação parcial sobre a OST quando usada em baixas concentrações.

Em testes, eles descobriram que, mesmo uma ação parcial, já conseguia bloquear o acesso de vírus ao organismo. Pesquisadores acreditam que droga poderá ser usada para impedir a infecção pelo zika e outros vírus sem prejudicar o funcionamento normal das células.

Proteínas que interagem com o RNA de Dengue vírus e sua expressão em pacientes com Dengue Clássica e Síndrome do Choque de Dengue

13/12/2017

Fonte: UFSC

ufsc

 

Com a popularização de técnicas capazes de gerar dados em larga escala, é cada vez mais comum a existência dedados não analisados disponíveis em bancos de dados. O transcriptoma é uma forma de analisar a expressão gênica global em uma amostra. Essa técnica é amplamente utilizada para analisar os genes diferencialmente transcritos durante uma infecção. O vírus da Dengue (DV) pertence à família Flaviviridae e infecta por volta de 390 milhões de pessoas a cada ano. A replicação de DV é restringida pelos interferons do tipo um (IFN-I), mas os mecanismos que levam a essa inibição da replicação viral não são totalmente entendidos. Combinando proteômica quantitativa e precipitação de RNA definimos 64 proteínas que interagem com DV 1 e 4 UTR’s em células HEK tratadas com IFN-I. Nesse trabalho exploramos a expressão desses genes em transcriptomas de sangue total de pacientes Vietnamitas (GSE25001) e Tailandeses (GSE51808) disponíveis no Gene Expression Omnibus (GEO). Os pacientes foram estratificados de acordo com os sintomas que apresentavam, sendo eles: febre da dengue clássica (DF), dengue hemorrágica (DSS), convalescentes e controle saudável (HC). Desses genes selecionamos as proteínas ITLN1, NME1-NME2, TRUB1 ePSME1 para estudar seu perfil de expressão em resposta a infecção e sua função pela literatura, e escolhemos a SHMT1 e LSMA14A para um estudo em células A549. SHMT1 (serinametiltransferase 1) é uma enzima responsável por transformar serina e tetrahidrofolato em glicina e 5,10-metilenotetrahidrofolato no citoplasma. LSMA14A foi mostrada ser um sensor para infecções por vírus com genoma de RNA ou DNA.ITLN1, NME1-NME2, PSME1, SHMT1 E LSM14A são diferencialmente expressas entre HC e as duas condições infectadas (DF e DSS) enquanto TRUB1 apresentou diferença somente entre DSS e HC. ITLN1, NME1-NME2 e TRUB1 parecem estar suprimidos durante a infecção. A seguir testamos se a infecção por DV-4 era suficiente para induzir a expressão de SHMT1 e LSM14A in vitro. LSM14A, mas não SHMT1, foi induzido nessas condições. Em resumo, foram encontradas 25 proteínas que interagem com DV-4 no estado antiviral, dessas somente LSM14A foi induzida quando testada em células A549.

 

 

 

 

MEDTROP 2018 divulga linha do tempo

08/12/2017

A organização do MEDTROP 2018, 54º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical divulga a linha do tempo dos trabalhos científicos:

Linha do tempo Medtrop 061217.jpg

UFES realiza processo seletivo para professor substituto

08/12/2017

Fonte: PCI Concursos

 

be4806d8a4b1a4e25abba559f68ceea0A Universidade Federal do Espírito Santo – UFES – promove as inscrições do Processo Seletivo com 19 vagas para Professor Substituto que atuarão nos Departamentos de Economia, Gemologia, Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Informática, Engenharia Mecânica, Matemática Aplicada, Computação e Eletrônica, Prótese Dentária, Ciências Sociais, Psicologia Social e Desenvolvimento, Medicina Veterinária, Química e Física, Desenho Industrial e Teorias do Ensino e Práticas Educacionais.

São oportunidades nas áreas de: Economia Geral (1); Consentimentos Minerários/ Requisitos Ambientais para Atividades Mineradoras/ Tópicos Especiais em Responsabilidade Jurídica nos Crimes Ambientais/ Tópicos Especiais em Justiça e Ética Ambiental (1); Geotecnia/ Geotécnica e Tecnologia (1); Engenharia Ambiental e Ciências Biológicas (1); Programação Básica de Computadores, Programação Aplicada de computadores, Programação II e Programação III (1); Engenharia Mecânica/ Térmica e Fluidos (1); Engenharia Mecânica/ Sistemas Mecânicos (1); Cálculo e Álgebra Linear (1); Linguagens de Programação (1); Periodontia (1); Ciências Sociais (1); Psicologia/ Psicologia do Trabalho e Social (1); Parasitologia; Parasitologia Veterinária; Patologia Geral; Patologia Especial (1); Física (1); Ciências Exatas e da Terra, Química, Física- Química, Química Analítica e Instrumentação Analítica (1); Desenho Industrial/Programação Visual (2); Artes/ Fotografia/ Comunicação Visual/ Programação Visual (1); e Educação/Educação do Campo (1), em jornada de 40h semanais e remuneração que pode variar de R$ 3.552,08 a R$ 5.742,14.

As inscrições devem ser realizadas presencialmente entre os dias 11 e 13 de dezembro de 2017, no Departamento detentor da vaga que fica em um dos endereços discriminados abaixo:

  • Avenida Fernando Ferrari, nº 514, Campus Universitário Goiabeiras -Vitória/ES, no horário das 11h30 às 13h e das 15h às 17h;
  • Rodovia BR 101 Norte, KM 60, Bairro Litorâneo, São Mateus – ES, no horário das 10h às 12h e das 13h às 16h30;
  • Avenida Marechal Campos, nº 1468 – Maruípe, Vitória-ES, no horário das 9h às 12h;
  • Alto Universitário, s/nº, Guararema, Alegre – ES, no horário de 08h às 11h e de 13h às 16h.

Este Processo Seletivo é válido por um ano e pode ser prorrogado por igual período. Mais informações podem ser obtidas no edital que está disponível em nosso site.

Análise de citações da produção científica brasileira sobre dengue em acesso livre

28/11/2017

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Fonte: Arca/Fiocruz

O projeto propõe o levantamento e categorização do acesso dos periódicos utilizados pelos autores da área de saúde nos artigos de periódicos publicados sobre dengue.

A dengue é considerada uma doença negligenciada, de acordo com a Organização Mundial de Saúde(OMS), é uma doença endêmica no Brasil, e é apontada como um dos principais problemas de saúde no mundo. Parte-se do pressuposto que o acesso à produção científica sobre o tema é importante para a área da saúde e, conseqüentemente, sua disponibilização em acesso livre torna-se de relevância para a sociedade.

Visando mapear as citações utilizadas pelos autores em sua produção científica, será realizada análise de citação de resultado de busca sobre o tema. A plataforma utilizada para a obtenção dos dados é o Portal da Scientific Electronic Library Online( SciELO).

O projeto visa dar visibilidade às fontes de acesso livre utilizadas pelos autores sobre a dengue no país, tendo assim uma visão inicial do fluxo de informação entre o autor e as fontes que utiliza para a produção de seus artigos, principalmente no que diz respeito à área da saúde.

Outras informações: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/23364

Drones ajudam a combater malária na Tanzânia

28/11/2017

Fonte: Sapotek

Globalmente, a doença infeta mais de 200 milhões de pessoas por ano e é responsável por matar aproximadamente 500 mil pessoas por ano.

Transmitida por mosquitos, a malária manifesta-se através de sintomas como febre e dores de cabeça, que em casos graves podem progredir para coma ou morte e encontra-se disseminada em regiões tropicais e subtropicais ao longo de uma larga faixa em redor do equador, englobando grande parte da África subsariana, Ásia e América.

Organização Mundial de Saúde (OMS) tem levado a cabo várias campanhas em larga escala em toda a África Subsariana para combater esta doença, interrompendo o seu ciclo de transmissão.

Milhões de redes mosquiteiras, que ajudam a manter os mosquitos afastados, foram distribuídas pelas comunidades, assim como inseticida para vaporizar o interior das casas. Em algumas áreas de Zanzibar, estas medidas de prevenção provocaram uma diminuição da prevalência da doença de 40% para 1%.

tek malaria

Agora, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, em parceria com o Programa de Eliminação da Malária de Zanzibar está a complementar estes métodos de prevenção com o uso de drones para capturar imagens de grandes áreas de águas paradas, usadas pelos mosquitos para se reproduzirem. O objetivo é criar mapas precisos de potenciais habitats para que possam ser tratados com larvicidas.

Em 20 minutos, um único drone pesquisa uma área de 30 hectares, podendo a imagem ser processada e analisada na mesma tarde.

Para além disso, os investigadores planeiam incorporar as imagens dos drones em smartphones para ajudar as equipas de pulverização de larvicida e ser possível um melhor acompanhamento dos progressos.

As populações também têm sido envolvidas no processo de forma a minimizar efeitos negativos do uso de drones como a invasão da privacidade.