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Boletim da Sociedade Brasileira de Parasitologia – Julho/2018

20/08/2018

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Boletim da Sociedade Brasileira de Parasitologia

Julho/2018

 

Dia Nacional da Ciência, do pesquisador e 70 anos da SBPC: “Domingo com ciência na Quinta”

Com a denominação de “Vamos conhecer quem são os parasitos”, a Sociedade Brasileira de Parasitologia participou do evento “Domingo com Ciência na Quinta”, realizado nos arredores do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro, no dia 08 de julho de 2018. A SBP contou com a participação de estudantes e docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que divulgaram a Parasitologia por meio de uma feira de Ciências para a comunidade representada por adultos adolescentes e crianças, que tiveram a oportunidade de conhecer os parasitos por meio de espécimes montados em microscópio, moldes preparados com biscuit, amostras mantidas em formol e jogos educativos. A data representou o Dia Nacional da Ciência, o Dia Nacional do Pesquisador, os 70 anos da fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e os 200 anos do Museu Nacional.

José Roberto Machado e Silva, Presidente da Sociedade Brasileira de Parasitologia

“Marcha pela Ciência”, Brasília, 12 de julho de 2018.

O evento “Marcha pela Ciência” foi realizado no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados no dia 12 de julho de 2018. Autoridades do CNPq, CAPES, FIOCRUZ e FINEP e outros, fizeram exposições; a seguir um breve resumo. O vice presidente do CNPq parabenizou a SBPC pelos 70 anos de atividade e pela organização da marcha da ciência. Salientou a necessidade de investimento em educação CT e inovação, com ampliação de bolsas de pesquisa, de pós-graduação para melhor formação de cientistas. Informou que o CNPq manteve o financiamento de projetos individuais (chamada universal), com 5 mil projetos na última chamada e que a chamada deste ano está em preparação. Salientou ainda que o Brasil é responsável por 50% da produção científica na América Latina, com formação de 14 mil doutores por ano, ocupando a 14º posição mundial da produção científica. Há um caminho de crescimento, porém isso depende de não cortar orçamento de CT e inovação para não comprometer as bolsas de estudantes de pos graduação. A presidente da Fiocruz salientou a comemoração do dia do cientista, no dia 8 de julho e elogiou a marcha da ciência, a qual ocorre em um momento fundamental, num momento de questionamento das políticas publicas. Salientou a necessidade de recuperar a esperança em mudanças democráticas concretas. Salientou também os desafios em saúde atuais como retorno do sarampo e surtos de febre amarela, por exemplo, os quais devem ser enfrentados com ciência de qualidade. O presidente da CAPES disse que a marcha para ciência vem num momento oportuno pois o orçamento de 2019 é preocupante, considerando que os sinais não são bons. Dessa forma a marcha pode ajudar a atacar os problemas orçamentários. A representante da associação dos estudantes de pos graduação salientou a necessidade de recomposição do ministério e do orçamento da CT, o investimento em tecnologia a partir dos recursos do pre-sal e a luta pela dignidade das universidades, responsáveis pela maior produção científica no pais. Declarou também que as bolsas precisam ser reajustadas e ampliadas para permitir pesquisas de qualidade. Além disso salientou que a discussão da saúde mental dos estudantes é prioritária. O presidente da FINEP iniciou o discurso com a pergunta do que nos traz hoje na reunião? Respondeu dizendo que é para comemorar os 70 anos da SBPC e para discutir os rumos da CT e inovação. Salientou que C e T não podem ser vistas como um problema de gasto de recursos, ou colocadas na vala comum das despesas do governo que precisam ser cortadas. Salientou que no mundo inteiro C e T é vista como solução, não problema. O que define o desenvolvimento econômico é C e T e sua transformação em valor por meio da inovação. O que nos reúne é a necessidade da percepção da sociedade em relação a C, T e inovação que devem estar no centro das políticas publicas e serem vistas como solução e não como problema financeiro. O representante da Embrapa, salientou que C e T está passando por descaso e que as escolhas para cortes necessários para economia não podem afetar educação, saúde e ciência. Salientou que a EMBRAPA vem sofrendo com os cortes e com burocracia para compra de equipamentos, os quais dificultam o trabalho do cientista. Ele ainda salientou a necessidade de desenvolver e transferir tecnologias. Nesse sentido o setor privado deve investir na ciência brasileira. Alguns deputados também discursaram a favor da recomposição do orçamento da C e T no mínimo aos patamares de 2013 e para revogar a emenda constitucional 95 que ameaça o desenvolvimento da C e T. Salientaram também a reunião de deputados para aprovação do plano decenal da ciência e tecnologia do país. Finalmente, a representante dos estudantes universitários salientou que a marcha é um o bom momento para defender a CT e inovação no país e para pensar num novo projeto diante da crise.

Rodrigo Gurgel, Representante da SBP no Distrito Federal.

Obituário. Luiz Augusto Magalhães (1932-2017)

Faleceu no dia 24 de dezembro de 2017 o Dr. Luiz Augusto Magalhães, professor aposentado do Departamento de Biologia Animal do Instituto de Biologia e Professor Emérito da Unicamp. Era casado em segundas núpcias com a Profa. Dra. Eliana Maria Zanotti Magalhães. Luiz Magalhães foi um dos primeiros professores a ocupar o campus Barão Geraldo, em Campinas, na década de 1960. Convidado por Zeferino Vaz, que conhecera na Universidade de Brasília, para criar o Departamento de Biologia Animal (Zoologia, Parasitologia, Ecologia) defendeu a primeira tese de doutoramento da universidade, intitulada Aspectos parasitológicos, imunológicos e epidemiológicos da esquistossomose mansonica em Bananal, São Paulo, Brasil. Nascido no Rio de Janeiro em 6 de setembro de 1932 era filho do também médico Adelino Magalhães e de Nair Fernandes Magalhães. Adelino destacou-se como literato, pioneiro do movimento modernista no Brasil. Luiz Magalhães graduou-se na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi médico sanitarista da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, onde dirigiu a Seção de Esquistossomose. Mudou-se para Campinas deixando um cargo seguro na refinaria da Petrobrás em Duque de Caxias, e também as atividades de pesquisa na Seção de Esquistossomose do Instituto Oswaldo Cruz em Manguinhos, onde trabalhou com Wladimir Lobato Paraense de 1962 a 1966. Magalhães, como era conhecido, coordenou disciplinas e ministrou aulas de graduação e pós-graduação para os cursos de medicina, biologia, enfermagem, farmácia e engenharia, na Unicamp, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, na Universidade de São Paulo e na Universidad Austral de Chile. Foi um dos melhores exemplos do verdadeiro professor-pesquisador, dedicado ao extremo, competente em tudo o que fez e um líder nato. Seu currículo inclui 82 artigos publicados e 48 resumos em anais de congressos. Orientou 7 dissertações de mestrado e 6 teses de doutorado. Em 1977 foi agraciado com a medalha de ouro da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e em 1978, recebeu o Prêmio Gehard Domagk de viagem à Alemanha conferida pela Bayer ao melhor trabalho publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Magalhães foi um dos coordenadores do Programa PREMEN (OEA-MEC-UNICAMP) de formação de mestres em Ensino de Ciências na América e membro do Core Group of the Program for Education in Science, Technology and Society da Penn State University (USA). Foi homenageado pela Statistika Consultoria e pelo Congresso Paulista de Parasitologia (2014), que instituiu o prêmio Luiz Augusto Magalhães. Mas foi no campo da parasitologia que deixou sua marca, especialmente no estudo das parasitoses transmitidas por moluscos e na formação de uma geração de pesquisadores que hoje trabalham em instituições de ensino e pesquisa em todo o Brasil.

Fernando Dias de Ávila Pires, Florianópolis, março de 2018 (o professor Avila Pires é Sócio Honorário da SBP).

Lançamento do livro “Imagens, Micróbios e Espelhos” Editora Fiocruz.

Foi lançado o livro “Imagens, Micróbios e Espelhos: os sistemas imune e nervoso e nossa relação com o ambiente”, de autoria de Claudio Tadeu Daniel-Ribeiro e Yuri Chaves Martins. Mais informações em https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/imagens-microbios-e-espelhos-os-sistemas-imune-e-nervoso-e-nossa-relacao-com-o-ambiente

Próximos Eventos na área

– 14o. International Congress of Parasitology (ICOPA), 19 a 24 de agosto de 2018, Daegu, Korea. Informações: http://www.icopa2018.org

– 54o.Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2 a 5 de setembro de 2018, Olinda, Pernambuco. Informações: medtrop2018@bureaudeeventos.com.br.

XXXIII Reunião Anual de Pesquisa Aplicada em doença de Chagas e XXI Reunião de pesquisa aplicada em leishmanioses, 2 a 5 de setembro de 2018, Olinda, PE. Informações: medtrop2018@bureaudeeventos.com.br.

– XXVI Congresso Brasileiro de Parasitologia, 2019, Belo Horizonte, MG.

– 67o Annual Meeting of the American Society of Tropical Medicine and Hygiene, 28 de outubro a 1 de novembro de 2018, New Orleans, EUA. Informações: http://www.astmh.org/annual-meeting

Revista de Patologia Tropical / Journal of Tropical Pathology

Está sendo distribuído o 2o. fascículo de 2018 e sua versão on line encontra-se no site http:// http://www.revistas.ufg.br desde 20 de julho de 2018. Todos os sócios quites recebem também a versão impressa.

Notícias da tesouraria. Atualize sua anuidade!!

O valor da anuidade de 2018 é de R$150,00 para os sócios na categoria profissional, de R$112,50 para aqueles na categoria Pós-Graduação e de R$75,00 para os estudantes de Graduação. A quitação pode ser feita por meio de transferência ou depósito bancário no Banco do Brasil, agência 0643-2, conta corrente 45458-3. O comprovante deverá ser enviado para o E-mail veronicasbp@gmail.com. Dúvidas serão resolvidas por Amália Verônica, tesoureira da SBP. Contato: (31) 99821.3330.

Contatos com a Sociedade Brasileira de Parasitologia

Portal: www.parasitologia.org.br. Endereço: Dr. Alverne P. Barbosa, IPTSP, UFG,            Rua 235 esq. com 1ª Avenida, Setor Universitário, 74605-050 Goiânia-GO.

Telefone: (62)3209.6114 ou 6109. E-mail: alverne.sbp@hotmail.com

Diretoria 2017-2019, eleita na Assembléia Geral no XXV Congresso Brasileiro de Parasitologia

  • Presidente: José Roberto Machado e Silva, Rio de Janeiro;
  • Vice-presidente: José Mauro Peralta, Rio de Janeiro;
  • Secretário-Geral: Alverne Passos Barbosa, Goiânia;
  • Secretário: Marcos André Vannier dos Santos, Rio de Janeiro;
  • Primeira Tesoureira: Amália Verônica M. Silva, Belo Horizonte;
  • Segunda Tesoureira: Renata Heisler Neves, Rio de Janeiro.

Especialistas alertam para epidemias de Zika e Chikungunya no verão

20/08/2018

Mosquito Aedes aegypti

Fonte: Agência Brasil

A poucos meses do início do verão, especialistas alertam que o Brasil pode voltar a sofrer com epidemias de Zika e Chikungunya. Apesar da redução da incidência de casos este ano, as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti podem voltar a ter força a partir de dezembro ou janeiro de 2019, quando já terá passado o período da primeira onda de surto em alguns estados.

O pesquisador colaborador da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco Carlos Brito, disse que o país se dedicou mais nos últimos dois anos no estudo dos impactos do Zika, devido ao surto e a perplexidade causada pelos casos de microcefalia nos bebês. Ressaltou, no entanto, que mesmo assim o país continua despreparado para atender novos casos das arboviroses, principalmente de Chikungunya.

“Na verdade, deixou-se um pouco de lado a Chikungunya que, para mim, é a mais grave das arboviroses. E as pessoas geralmente nem têm ciência da gravidade, nem estão preparadas para conduzir a Chikungunya. É uma doença que na fase aguda não só leva a casos graves, inclusive fatais, mas deixa um contingente de pacientes crônicos, que estão padecendo há quase dois anos com dores, afastamento das atividades habituais de trabalho, lazer, vida social”, explicou Brito à Agência Brasil.

O pesquisador disse que a incidência das doenças vai variar de região para região. Aqueles estados onde muitas pessoas já foram infectadas no início do surto em 2016, como no Nordeste, poderão ficar imunes por mais um tempo. No entanto, muitos municípios ainda têm a probabilidade de enfrentar novos surtos, como o Rio de Janeiro, que recentemente registrou vários casos. (link1 )

“No Brasil tudo toma uma dimensão muito grande, porque é um país de dimensão continental. Então, não estamos preparados, nem os profissionais de saúde foram treinados, nem estamos tendo a dimensão da intensidade da doença, nem as instituições estão atentas para uma epidemia de grandes proporções em um estado como São Paulo, com 40 milhões de habitantes, ou no Rio de Janeiro, com 20 milhões de habitantes”, alertou Brito.

Redução

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na sexta-feira (17), de janeiro até 28 de julho deste ano foram registrados 63.395 casos prováveis de febre Chikungunya. O resultado é menos da metade do número de casos reportados no mesmo período do ano passado, de 173.450. Em 2016, foram 278 mil casos.

Mais da metade, 61% dos casos reportados neste ano, estão concentrados na Região Sudeste. Em seguida, aparece o Centro-Oeste (21%), o Nordeste (13%), Norte (7%) e Sul (0,35%).

Nos primeiros sete meses de 2018, foram confirmadas 16 mortes por Chikungunya. No mesmo período do ano passado, 183 pessoas morreram pela arbovirose. A redução no número de óbitos foi de 91,2%. Já para o Zika, em todo o país foram registrados 6.371 casos prováveis e duas mortes até o fim de julho. No ano passado, o vírus tinha infectado mais de 15 mil pessoas no mesmo período. A maior incidência de Zika este ano também está no Sudeste (39%), seguida da Região Nordeste (26%).

Apesar da redução da incidência, o pesquisador Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, também alerta que, depois do período de seca em que há baixa circulação dos vírus, essas arboviroses podem voltar a qualquer momento, assim como já ocorreu com a dengue e com a febre amarela.

“Não estamos tendo uma epidemia. Estamos tendo casos esporádicos. Mas ainda é um problema que pode voltar, sim. As arboviroses são assim mesmo, dengue, Zika. Todas elas têm momentos em que desaparecem, depois voltam. O vírus está aí, está no Brasil, e ainda é uma ameaça. Ele pode voltar agora, inclusive, neste verão. O risco está aí”, disse à Agência Brasil.

Figueiredo disse que permanece o desafio de diagnosticar com precisão o Zika em tempo de prevenir suas consequências. Apesar dos avanços nas pesquisas nos últimos anos, ainda não foi desenvolvida uma forma de detecção rápida do vírus Zika que possa ser disponibilizada em todo o país, disse o pesquisador.

“A dificuldade continua. A gente descobriu algumas coisas que podem ajudar o diagnóstico, mas o problema não está resolvido ainda. O mais eficaz é você encontrar o vírus, isolar é mais complicado. Ou você encontrar o genoma do vírus ou alguma proteína do vírus na fase aguda seria muito útil, aí você pode detectar na mulher, se estiver grávida inclusive”, explicou.

Os pesquisadores apontam que o ideal para prevenir o impacto de novos surtos seria desenvolver uma vacina. Contudo, eles lamentam que essa solução ainda está longe de ser concretizada. Enquanto isso, o foco ainda está no controle do mosquito transmissor dos vírus. “As pessoas devem ficar atentas e controlar o vetor nas suas casas e, assim, evitar a transmissão. É a única [solução] que nós temos nesse momento”, disse Figueiredo.

O pesquisador Carlos Brito defende que o Estado deve investir em melhorias de qualidade de vida da população e em infraestrutura de saneamento para controlar as epidemias causadas pelas arboviroses.

Controle permanente

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a destinação de recursos para controle do mosquito vetor e outras ações de vigilância são permanentes e passaram de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Para este ano, o orçamento previsto é de R$ 1,9 bilhão.

Além da mobilização nacional para combater o mosquito, a pasta ressaltou que, desde novembro de 2015, quando foi declarado o estado de emergência por causa do Zika, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias.

Aberto concurso para vaga docente para o departamento de Parasitologia /ICB/ UFMG (Área de conhecimento: Helmintologia)

13/08/2018

UFMG

A Reitora da Universidade Federal de Minas Gerais, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, com base na Constituição da República Federativa do Brasil, na Lei 8.112/90 e suas alterações, na Lei 12.772/2012 e suas alterações, nos termos do Decreto 6.944/2009 e suas alterações, do Decreto 7.485/2011 e suas alterações, e na Resolução Complementar 02/2013 do Conselho Universitário, resolve tornar público que, consoante o prazo abaixo especificado, serão recebidas inscrições de candidatos ao Concurso Público de Provas e Títulos para provimento efetivo de vaga(s) da Carreira de Magistério Superior, na CLASSE A, com a denominação de PROFESSOR ADJUNTO A, Nível 1, lotada(s) Nº 150, segunda-feira, 6 de agosto de 2018 3 ISSN 1677-7069 87.
Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil.
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico
http:// www. in. gov. br/autenticidade. html , pelo código 05302018080600087 nesta Universidade e destinada(s) ao DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA do INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS, de acordo com a discriminação disponível neste link

 

Vacina contra a dengue avança e fase de testes em adultos voluntários é concluída, diz UFMG

13/08/2018

Aedes aegypti transmite febre amarela, dengue, zika e chikungunya no Brasil. (Foto: Pixabay/Divulgação)

Fonte: G1

A universidade faz parte dos estudos coordenados pelo Instituto Butantan. Já outras duas pesquisas contra a doença, realizadas também pela UFMG, sofrem com cortes de verbas.

Todos os voluntários adultos e aqueles na faixa etária entre sete e 18 anos já participaram dos testes da vacina contra a dengue que está sendo desenvolvida por vários centros de pesquisa no país, entre eles a Universidade Federal de Minas Gerais. A pesquisa, que começou há 20 anos, é coordenada pelo Instituto Butantan em São Paulo. Esta é a última fase da pesquisa.

“A expectativa é que o estudo vá até 2022. A partir do cálculo de eficácia, o licenciamento pode ser requisitado e daí a gente calcula um prazo de dois a três anos para a vacina chegar até o Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse o professor Helton Santiago, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG.

O teste da vacina é feito em 17 mil voluntários em 13 cidades nas cinco regiões do país. Em Minas Gerais, são 1,2 mil participantes, todos de Belo Horizonte, da área do posto de saúde do bairro Jardim Montanhês, na Região Noroeste. Os testes ainda estão sendo feitos em crianças menores de seis anos.

A verba destinada pelo governo federal já foi repassada. Parte da pesquisa também é financiada pelo governo de São Paulo e pela iniciativa internacional através do National Institutes of Health, dos Estados Unidos.

“Por enquanto a pesquisa continua e está tudo correndo de acordo com o cronograma. O desenvolvimento da vacina é muito estratégico para o país porque a dengue continua sendo um problema grave de saúde pública. Com a vacina, a expectativa é de gerar uma grande economia no tratamento da doença no SUS”, disse o professor Santiago.

Pesquisador Flávio Guimarães da Fonseca em laboratório da Universidade Federal de Minas Gerais. (Foto: Flávia Cristini/ G1)

Pesquisador Flávio Guimarães da Fonseca em laboratório da Universidade Federal de Minas Gerais. (Foto: Flávia Cristini/ G1)

Porém, outras duas pesquisas envolvendo vacinas contra a dengue na UFMG sofrem com o corte nos investimentos em ciência e tecnologia. Uma delas, contra o vírus tipo 3, já concluiu os testes em camundongos e tinha a expectativa de começar em primatas. Mas o estudo está paralisado por falta de verba.

“A gente começou a ser atingido (pelos cortes) muito próximo de iniciar testes em primatas não humanos. Perdemos de 80 a 90% dos recursos públicos da pesquisa. Está parada”, disse pesquisador Flávio Guimarães da Fonseca, que coordena o desenvolvimento da vacina. O estudo começou em meados de 2006, e a vacina utiliza o mesmo componente viral que resultou na erradicação da varíola.

Rodolfo Giunchetti coordena estudo de vacina contra Aedes aegypti.  (Foto: Júlia Duarte/UFMG/Divulgação)

Rodolfo Giunchetti coordena estudo de vacina contra Aedes aegypti. (Foto: Júlia Duarte/UFMG/Divulgação)

Outra pesquisa que enfrenta problemas em financiamento é a que desenvolve uma vacina que pode ser a primeira do mundo a combater o mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

O estudo começou há quatro anos. Os resultados indicam que a vacina pode induzir a produção de anticorpos que interferem no ciclo vital do mosquito, danificando seus sistema reprodutivo e até mesmo levando-o a morte. Ela não protege contra as doenças, mas promete eliminar o vetor.

Segundo o professor Rodolfo Giunchetti, coordenador da pesquisa, nove formulações diferentes, que podem ser produzidas pela indústria, apresentaram efeito contra o Aedes aegypti. E apesar da liberação de mais uma parcela de recursos federais para o estudo, há o temor de evasão de cientistas para o exterior por causa dos cortes. “O pior é que estamos perdendo massa crítica para o exterior ou as pessoas com doutorado tem mudado a área de atuação para sobreviver. No meu grupo de pesquisa ainda não teve evasão, mas é apenas uma questão de tempo”, disse ele.

Mortes

Entre 31 de dezembro de 2017 e 14 de julho de 2018, o Brasil teve 95 mortes confirmadas por dengue (80), chikungunya (13) e zika (2). Os dados são de boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado no dia 7 de agosto. As três doenças são transmitidas pelo Aedes aegypti.

Em relação aos dados referentes ao mês de junho, há um aumento de 19,7% no número de mortos divulgados pelo Ministério da Saúde. Até o dia 9, o país tinha confirmado 62 mortes por dengue e 9 por chikungunya. Não houve confirmação de morte por zika no período.

Biolarvicidas podem ser alternativa no combate à malária

10/08/2018

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Fonte: Jornal da USP

Numa vila entre Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul (Acre), tanques de peixes são foco de criação de larvas de Anopheles, mosquito que transmite os parasitos causadores da malária: Plasmodium vivax e o Plasmodium falciparum. No próximo mês de setembro, pesquisadores da USP começam os testes de controle da doença com o uso de biolarvicidas, substâncias capazes de matar larvas de mosquitos sem causar danos ao meio ambiente. Os trabalhos estão sendo realizados pelo pós-doutorando Pablo Fontoura, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. A ideia do projeto é criar alternativas para o controle da doença na região.

O biolarvicida será aplicado em 150 tanques localizados na Vila Assis Brasil, em Cruzeiro do Sul. No local, moram 1.204 pessoas. Em 2017, a malária atingiu muitos moradores, sendo que alguns tiveram a doença mais de uma vez: foram registrados no local 1.221 casos.

O município de Cruzeiro do Sul tem 78.507 habitantes e é o campeão brasileiro de malária em números absolutos: ano passado foram 24.529 casos. Já a vizinha, Mâncio Lima, também é campeã, mas em termos proporcionais: com uma população de cerca de 18 mil pessoas, registrou 9.290 casos da doença em 2017.

A pesquisa de Fontoura integra o Projeto Temático: Bases científicas para a eliminação da malária residual na Amazônia brasileira, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), coordenado pelo professor Marcelo Urbano Ferreira, do departamento de Parasitologia do ICB. Além da aplicação de biolarvicidas, o projeto também envolve, em Mâncio Lima, a realização de um inquérito a cada seis meses, durante cinco anos, com entrevistas e coleta de sangue de pessoas com e sem a doença para determinar a prevalência de malária da região.

 

Coleta de larvas e mosquitos em 150 tanques

 

Desde o ano passado, Fontoura e sua equipe acompanham diariamente 150 tanques de criação de peixes e coletam amostras de larvas e de mosquitos capturados em armadilhas próximas a essas fontes de água. O material é encaminhado ao ICB, em São Paulo, para análise molecular e identificação das espécies do vetor da malária. “A maioria dos mosquitos capturados é de Anopheles, transmissor da doença, mas também coletamos outros mosquitos, como o Culex [pernilongo]. O biolarvicida mata todos eles”, informa o pesquisador. Ele conta com a ajuda dos técnicos Francismar Ribeiro da Silva, Marcílio da Silva Ferreira e Anderson Sarah da Costa.

Fontoura ainda conversa com as pessoas que moram nas proximidades dos tanques e aplica um questionário mensal. A equipe também verifica qual é a vegetação ao redor do tanque, se a borda está limpa, medem o Ph da água e avaliam a condutibilidade, fatores que influenciam na proliferação dos vetores. O pesquisador também verifica se os moradores estão fazendo uso de algum produto na água. Segundo ele, há relatos de pessoas que usaram óleo nos tanques, mas além de não eliminar as larvas, a prática pode matar peixes e polui as águas.

Na Vila Assis Brasil, muitos tanques estão ao redor de áreas naturais de alagado de buritizal. “Uma das perguntas da pesquisa é saber o quanto esses tanques artificiais contribuem para a densidade dos vetores, e qual é a proporção de larvas e mosquitos vindas desses ambientes naturais. Por estimativas conseguimos fazer isso seguindo esses tanques”, conta o pesquisador.

Projeto piloto
O projeto piloto foi realizado em uma outra cidade da região, Rodrigues Alves, em 25 tanques de piscicultura. Os pesquisadores testaram os melhores biolarvicidas para o estudo de intervenção e os resultados foram positivos. “A partir de setembro vamos tratar os tanques na Vila Assis Brasil e analisar os impactos que esse tratamento vai trazer na redução da malária e no diagnóstico das pessoas. Serão dois anos de estudo”, informa. Os biolarvicidas são de uso comercial e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Santitária (Anvisa).

Este projeto é baseado em uma iniciativa semelhante, desenvolvida na Tanzânia, na África, pela pesquisadora Marcia Castro, da Universidade de Harvard e uma das participantes do Projeto Temático. “Na Tanzânia, os biolarvicidas foram aplicados inclusive em áreas urbanas e ajudaram a reduzir os casos da doença. A população foi treinada e educada para ela mesma aplicar o produto na água”, comenta Fontoura.

Municipalização da saúde

De acordo com o professor Marcelo Urbano Ferreira, essa região do Vale do Juruá, onde Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul estão localizadas, sofreu muito com a municipalização do serviço de combate à malária, que vem ocorrendo ao longo dos últimos anos. “Deixou de ser uma incumbência do Estado e foi transferido para os municípios. Mas eles receberam essa incumbência sem receber os recursos e os insumos para isso”, aponta.

Segundo o professor, a municipalização atrapalha a logística de distribuição de insumos, como aqueles utilizados no diagnóstico laboratorial. “Em Mâncio Lima, eles receberam os veículos para auxiliar no trabalho de combate à doença, mas não há dinheiro para manutenção, gasolina, peças. E muitos funcionários, que antes eram do Estado, passaram a ter seus salários pagos pelo município”, conta. “Algo semelhante ocorreu em Acrelândia, em 2013, quando ocorreu a municipalização do serviço na cidade naquele ano.”

Fomento e colaboradores

Além da Fapesp, o projeto tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Saúde do Brasil e do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIAID/NIH) dos Estados Unidos.

Participam os pesquisadores Paulo Ribolla, do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp); José Bento Pereira Lima e Simone Ladeia-Andrade, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ); João Marcelo P. Alves, do ICB/USP; Carlos E. Cavasini, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp); Marcia C. Castro, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos; e de Gabriela Gomes, da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra.

Concurso UFMG: Universidade divulga mais dois editais! Remuneração chega a R$ 9,5 mil!

10/08/2018

UFMG

Fonte: Gran Cursos Online

Atenção concurseiros! Mais dois editais foram publicados pela  Universidade Federal de Minas Gerais (concurso UFMG). São duas novas vagas para professores adjuntos e auxiliares. Uma para a área de Helmintologia, destinada ao Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas e outra para Patologia Clínica destinada ao Departamento de Propedêutica Complementar da Faculdade de Medicina.

No dia 31 de julho a UFMG já havia lançado seis editais com 10 vagas para professores adjuntos, auxiliares e assistentes com lotação nos Departamentos de Pediatria, Clínica Médica, Medicina Preventiva e Social da faculdade de medicina e no Departamento de Engenharia de Estruturas da Escola de Engenharia. As remunerações variam de R$ 3.377,45 a R$ 9.585,67.

Para todos os cargos, as principais atribuição são: Atividades pertinentes à pesquisa, ensino no nível superior e extensão que, indissociáveis, visem à aprendizagem, à produção do conhecimento, à ampliação e transmissão do saber e da cultura e atividades inerentes ao exercício de direção, assessoramento, chefia, coordenação e assistência na própria instituição, além de outras previstas na legislação vigente.

As inscrições já podem ser feitas no site da UFMG. A taxa varia de R$ 100,35 a R$  215,99 dependendo do cargo.

Confira as especificações de cada cargo dos Editais UFMG:

Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas – Professor Adjunto

Número de vaga: 01 (uma)
Área de conhecimento: Helmintologia
Regime de trabalho: 40 (quarenta) horas semanais, em tempo integral, com dedicação exclusiva.
Titulação: Doutorado em Parasitologia ou áreas afins.
Perfil desejado do candidato: Professor e pesquisador com produção científica na área de Helmintologia, com perfil independente e capacidade de implantar e liderar um grupo de pesquisa e atuar nas disciplinas de Graduação do Departamento e da Pós-graduação em Parasitologia.
Inscrições: de 6 de agosto a 6 de outubro
Tipos de prova: Prova de Títulos, Prova Escrita com caráter eliminatório e Apresentação de Seminário.

Departamento de Propedêutica Complementar da Faculdade de Medicina – Professor Auxiliar

Número de vaga: 01 (uma)
Área de conhecimento: Patologia Clínica
Regime de trabalho: 40 (quarenta) horas semanais, em tempo integral
Titulação: Graduação em Medicina, para atender à Lei nº 12.842/2013, e Residência Médica em Patologia Clínica ou Medicina Laboratorial..
Perfil desejado do candidato: Capacidade de se comunicar bem, experiência em patologia clínica/medicina laboratorial e capacidade para atuar no ensino, extensão e pesquisa.
Inscrições: de 6 de agosto a 6 de setembro
Tipos de prova: Prova de Títulos, Prova Escrita e Prova Didática.

Departamento de Medicina Preventiva e Social – Professor Auxiliar

Número de vaga(s): 01 (uma)
Área de conhecimento: Saúde Coletiva
Regime de trabalho: 40 (quarenta) horas semanais, em tempo integral.
Titulação: Residência médica ou título de especialista reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina
Perfil desejado do candidato: Graduação em Medicina reconhecida pelo MEC e residência médica reconhecida pelo MEC ou título de especialista reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina conforme artigo 17 da Lei nº 3268/57 e capacidade de atuar na área de saúde coletiva.
Inscrições: de 31 de julho a 31 de agosto
Tipos de prova: Prova de Títulos, Prova Escrita com caráter eliminatório e Prova Didática.

Detalhes dos Editais UFMG:

  • Concurso:  Universidade Federal de Minas Gerais (Edital UFMG)
  • Banca organizadora: comissão própria
  • Cargos: professor
  • Escolaridade: superior
  • Número de vagas: 12
  • Remuneração: Rde R$ 3.377,45 a R$ 9.585,67.
  • Inscrições: depende do departamento
  • Taxa de inscrição:de R$ 100,35 a R$  215,99
  • Data da prova objetiva:de 30 (trinta) a 90 (noventa) dias, contados a partir da data de encerramento das inscrições.

XXIX Prêmio Jovem Cientista

16/07/2018

Fonte: Biologia na Rede

Estão abertas as inscrições para o XXIX Prêmio Jovem Cientista com o tema: “Inovações para Conservação da Natureza e Transformação Social”. A premiação consiste em mais de R$ 1,2 milhão, entre valores em espécie, computadores portáteis, troféus, diplomas e bolsas de estudo do CNPq (Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado).

As inscrições vão até 31 de julho. Todas as informações sobre o Prêmio: categorias, linhas de pesquisa e regulamento podem ser encontrados no site: https://goo.gl/9XwdSs.