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Teste Rápido de dengue, zika e chikununya recebe aval da Anvisa

16/05/2019

Teste exibe o resultado em 15 minutos e pode identificar se a infecção está no início ou se já se instalou há mais tempo

Fonte: EBC

Uma nova tecnologia para teste rápido de dengue, zika echikununya, desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio Manguinhos, da Fiocruz, já recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O teste exibe o resultado em 15 minutos e pode identificar se a infecção está no início ou se já se instalou há mais tempo.

O gerente da área de desenvolvimento tecnológico em diagnóstico de Bio Manguinhos, Antônio Ferreira, informou que o desenvolvimento do teste durou cerca de um ano e meio. 

O resultado foi um dispositivo mais preciso na identificação da dengue e da zika e o primeiro teste rápido para diagnosticar a chikungunya.

TRABALHOS. INSCRIÇÕES PRORROGADAS

29/04/2019

A organização do MEDTROP-PARASITO 2019 decidiu prorrogar as inscrições de trabalhos até o dia 30 de maio de 2019 e liberar o número de resumos a serem submetidos por autor. Cada autor(a) poderá submeter quantos trabalhos desejar.  

Maiores informações: https://www.medtrop-parasito2019.com.br/

Chikungunya pode avançar para as matas, o que dificultaria sua eliminação

29/04/2019

Fonte: ASDB

Cientistas mostram que o vírus pode ser transmitido por mosquitos silvestres. Caso isso ocorra, será difícil se livrar dessa infecção que causa fortes dores

O chikungunya pode se estender das cidades para as matas brasileiras, o que complicaria muito a eliminação da doença no país. O alerta é de cientistas dos institutos Oswaldo Cruz e Pasteur, na França, em um artigo publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases.

Na pesquisa, os cientistas constataram que mosquitos silvestres como o Haemagogus leucocelaenus e a Aedes terrens, comuns em regiões silvestres na América do Sul, são capazes de transmitir o vírus de três a sete dias após terem sido infectados com ele. Isso significaria um alto potencial de disseminação para macacos e populações que vivem perto de matas.

Hoje, o chikungunya é transmitido no Brasil pelo mosquito Aedes aegypti, que vive em ambientes urbanos. A doença provoca febre e fortes dores nas articulações, que podem se tornar crônicas.

Funciona assim: o mosquito Aedes aegypti se infecta com chikungunya chupando o sangue de uma pessoa doente. Aí, transmite o vírus ao picar outro indivíduo. Mas a lógica muda quando mosquitos silvestres entram em cena. Primeiro porque combater esses vetores na mata é complicado demais.

Segundo porque, se os insetos começarem a passar essa doença para macacos, estabelece-se um segundo ciclo de transmissão, que independe de seres humanos. É o que acontece com a febre amarela (falaremos mais disso a seguir).

Segundo o chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço de Oliveira, o avanço para áreas silvestres torna o vírus mais difícil de ser enfrentado. No futuro, isso levaria ao aumento no número de casos. “Esse cenário apresentaria um grave problema de saúde pública”, afirma.

Para os cientistas, é necessário começar, quanto antes, o monitoramento de regiões em áreas de mata. “É fundamental incorporar o chikungunya em uma rotina de vigilância no ambiente silvestre”, diz Lourenço.

Isso inclui a verificação de mosquitos e de macacos para avaliar se a transmissão já está ocorrendo próxima a florestas e, se não, monitorar a possibilidade.

O que a febre amarela ensina sobre o chikungunya

Com a febre amarela, o percurso do vírus foi da cidade para as florestas. Trazida para as Américas, a doença primeiro circulou em áreas urbanas, provocando epidemias. A alta incidência dessa infecção, então, possibilitou que ela avançasse para as matas. Mas, com as campanhas de combate ao Aedes aegypti no passado, os casos urbanos – disseminados por esse mosquito em polos urbanos – desapareceram.

Nas regiões de floresta ou próximas a ela, a vacinação se tornou uma forma essencial de prevenir os casos de febre amarela. Com os surtos recentes, as autoridades pediram para que mesmo moradores de grandes cidades tomassem a injeção justamente para evitar que a doença voltasse às regiões urbanas.

Os cientistas lembram, no entanto, que ainda não foi descoberta uma vacina para o chikungunya. Para prevenir a migração do vírus para as matas, os cientistas querem mais estudos. Os mosquitos silvestres, explicam, não se desenvolvem bem em laboratório, justamente por serem selvagens. E também não ficou comprovado que macacos conseguem hospedar o vírus.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, no Rio de Janeiro, estado com o maior número de casos do país, o registro é duas vezes maior do que o de dengue. As 6,7 mil ocorrências em 2019 representam uma alta de 14% diante das 5,8 mil em 2018. Altos índices de notificações também foram observados em Tocantins, no Pará e no Acre.

Casos de malária no Brasil têm queda de 38%

28/04/2019

Fonte: Agência Brasil

Entre janeiro e março deste ano, o Brasil notificou 31.872 novos casos de malária. No mesmo período do ano passado, foram registrados 51.076 casos – uma redução de 38%. Em todo o ano de 2018, o país contabilizou 194.271 casos da doença. No Dia Mundial da Malária, lembrado hoje (25), o Ministério da Saúde lançou a campanha Brasil Sem Malária, com foco na região amazônica, que concentra mais de 99% dos casos.

Populações das capitais dos nove estados que compõem a região amazônica – Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Mato Grosso, Roraima, Rondônia, Tocantins e Maranhão -, além de regiões de mata, assentamentos rurais, garimpos, periferias e áreas indígenas são o público-alvo da campanha informativa.

Já na região extra-amazônica, Bahia e Espírito Santo são considerados áreas receptivas e enfrentam, segundo a pasta, grandes desafios para conter surtos.

Casos de malária no Brasil

Casos de malária no Brasil – Divulgação/Ministério da Saúde

Para 2019, os principais desafios citados pelo governo federal são manter a continuidade das ações de vigilância, melhorando a oportunidade de diagnóstico e tratamento; resposta rápida a surtos; mobilização social; e fortalecimento dos níveis locais. Em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a pasta tenta intensificar ações integradas de prevenção à malária com a atenção primária nos estados e municípios.

Doença

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito gênero Anopheles. O paciente com malária não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa – é preciso que haja a participação do vetor.

Entre os principais sintomas estão febre alta, calafrios, tremores, sudorese ou dor de cabeça. Algumas pessoas, antes de apresentarem esses sintomas, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. A malária tem cura, mas se não for diagnosticada e tratada em tempo oportuno, pode evoluir para formas graves.

Prevenção

Algumas medidas de prevenção incluem o uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas; o uso de roupas compridas que protejam pernas e braços; a instalação de telas em portas e janelas; o uso de repelentes; evitar exposição em horários de maior atividade do mosquito; borrifação intradomiciliar com inseticida de efeito residual; e drenagem de áreas alagadas consideradas de risco para a transmissão da doença.

Médico brasileiro conta como ajudou a desenvolver vacina contra malária

28/04/2019

Fonte: R7

O médico Victor Nussenzweig falou sobre o trabalho da esposa, Ruth, que morreu no ano passado. A nova vacina deve prevenir 45% dos casos da doença. Para assistir ao conteúdo na íntegra, acesse PlayPlus.com

Veja o Vídeo aqui

Dengue avança, e país já registra 320 mil casos

18/04/2019
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Números da dengue em São Paulo

Fonte: Folha de São Paulo

Em novo avanço da dengue, o país já soma ao menos 322 mil casos da doença, de acordo com novo balanço do Ministério da Saúde. Já a incidência atual de dengue, parâmetro que considera o volume de casos pela população, é de 154,5 casos por 100 mil habitantes, tida como moderada.

Os dados, que contabilizam atendimentos até 30 de março, representam um aumento de 40% no total de registros em duas semanas –para comparação, em 16 de março, haviam 229 mil casos.

Já em relação ao mesmo período do último ano, o crescimento é de 303% —o que indica que, após quase três anos com casos em queda, há uma retomada de um crescimento na transmissão da doença em diferentes regiões do país.

Atualmente, a região com maior número de casos da dengue é o Sudeste, com 213 mil casos ou 66% dos registros; seguido do Centro-Oeste, com 56 mil casos.

As mesmas regiões também concentram as maiores incidências. Neste sentido, o Centro-Oeste aparece 349 casos a cada 100 mil habitantes, enquanto o Sudeste apresenta 243 casos a cada 100 mil habitantes.
Entre os estados, seis apresentam incidências acima do padrão de 300 casos, um dos parâmetros observados por especialistas para apontar a possibilidade de epidemias —embora não o único.

As maiores taxas ficam no Tocantins, com 687 casos a cada 100 mil habitantes, e Mato Grosso do Sul, com 519 casos/100 mil habitantes. Em seguida, estão Goiás (479 casos por 100 mil habitantes), Acre (468 casos por 100 mil habitantes), Minas Gerais (388 casos por 100 mil habitantes) e Espírito Santo (304 casos por 100 mil habitantes).

Em São Paulo, foram registrados até agora ao menos 115 mil casos de dengue, com incidência de 254 casos a cada 100 mil habitantes, de acordo com o ministério. No mesmo período de 2018, foram 4.647 casos.

“Temos uma faixa importante que vai de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo como a principal região de transmissão de dengue”, afirmou nesta segunda o coordenador do programa de dengue do ministério, Rodrigo Said, em evento para atualização do manejo clínico da doença.

Segundo ele, o aumento de casos está relacionado à maior circulação no país do subtipo 2 do vírus da dengue –entre quatro possíveis. Dados de análises feitas na rede de saúde mostram que 84% dos casos analisados eram do subtipo 2.

Nos últimos anos, o subtipo predominante foi o 1, seguido do 4 em algumas regiões. Frequente em análises no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, o tipo 2 circulou com maior força pela última vez em 2008, o que indica a possibilidade de haver pessoas suscetíveis ao vírus atualmente em circulação. 

Apesar do avanço nos registros, o total de casos de dengue neste ano ainda é menor em comparação ao último em que houve epidemia —caso de 2016, quando houve 802 mil casos entre janeiro e 30 de março. No mesmo ano, no entanto, o país registrou recorde de casos de dengue.

O balanço aponta ainda que, entre janeiro e março, foram registradas 86 mortes pela doença, contra 51 no mesmo período do ano passado. O total de casos em investigação não foi divulgado.

AEDES COM BACTÉRIA

Em meio ao aumento de casos, o Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (15) a ampliação dos testes com mosquitos Aedes aegypti contaminados pela bactéria Wolbachia. O projeto é conduzido pela Fiocruz, em parceria com a pasta.

Trata-se de um microrganismo presente em cerca de 60% dos insetos na natureza, mas ausente no Aedes aegypti. Inserida artificialmente em ovos do mosquito, ela acaba por reduzir a capacidade do Aedes de transmitir o vírus da zika, chikungunya e febre amarela.

Soltos na natureza, os mosquitos com a Wolbachia se reproduzem e geram Aedes com as mesmas características, o que traz a tendência de que essa população de mosquitos seja predominante e que as epidemias de doenças como a dengue sejam menos frequentes.

As primeiras liberações no país de mosquitos contendo Aedes com Wolbachia ocorreram em 2015 no RJ, nos bairros de Jurujuba, em Niterói, e Tubiacanga, na Ilha do Governador. Em 2016 e 2017, a ação foi ampliada para toda a cidade de Niterói e para o Rio de Janeiro. 

Agora, os testes passarão agora a serem realizados em outras três cidades: Belo Horizonte (MG), Petrolina (PE) e Campo Grande (MS), cidade do atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A pasta, porém, afirma que a escolha por Campo Grande ocorreu devido ao fato da cidade enfrentar uma epidemia de dengue neste ano.

Segundo o ministério, essa é a última etapa de testes antes da incorporação do método no SUS. O valor a ser investido é de R$ 22 milhões. A nova fase terá início no segundo semestre e terá duração de três anos.

De acordo com a pasta, o método é seguro para as pessoas e para o ambiente, pois a Wolbachia vive apenas dentro das células dos insetos.

Experiência exitosa em Gurupi será apresentada em congresso da região Norte e Nordeste das Secretarias de Saúde

18/04/2019
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Fonte: Surgiu

Nos dias 29, 30 de abril e 1º de maio acontece em Fortaleza (CE) o 7º Congresso Norte e Nordeste das Secretarias Municipais de Saúde. O evento é considerado com um dos principais cenários de debates dos gestores da saúde. O congresso dedica um espaço para apresentação de experiências exitosas de cada Estado e a boa notícia é que a Secretaria Municipal de Saúde de Gurupi foi um dos três municípios selecionados no Tocantins para apresentar o trabalho realizado na cidade.

O trabalho escrito por Gurupi tem o tema “Avaliação em médio prazo do uso de coleiras impregnadas com inseticida deltametrina a 4% em cães, no controle da leishmaniose visceral canina e humana”, que tem como autor principal: Francisco Vieira da Costa e colaboradores Dunai Donato Rodrigues Brito, Ronaldo Valdares Veras Junior e Henrique Alencar Araújo, todos servidores do Centro de Controle de Zoonoses.

O autor, Francisco Vieira, destacou no projeto inscrito que Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença crônica progressiva, em que o cão é considerado um dos principais reservatórios da doença, sendo o principal alvo nas estratégias de controle. A transmissão para humanos se dá através da picada de fêmeas de insetos e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição.

Conforme os autores do projeto, a Leishmaniose Visceral em Gurupi a partir de 2013 registrou números significativos de casos confirmados em humanos comparados em anos anteriores: 2012: 01; 2013: 12, e para manter o controle foi adotada a distribuição de coleiras impregnadas com deltametrina a 4% para cães com diagnóstico negativo de Leishmaniose Visceral Canina (LVC).

“A avaliação foi realizada pelo Centro de Controle de Zoonose de Gurupi-TO no período 2013 a dezembro de 2018. O CCZ também implantou os testes TR DPP BIO MANGUINHOS em cães do município a partir de junho de 2013 com a intenção de detectar a população canina infectada. A partir de junho de 2014 até dezembro de 2015 foi incrementada a distribuição de coleiras impregnadas com deltametrina a 4% doadas pelo Ministério da Saúde para animais com resultado negativo no teste TR DPP. Nesse período foram encoleirados 9.869 cães. Nos anos de 2016, 2017 e 2018 continuou-se a avaliação do número de cães positivos através do teste TR DPP e exame enzimaimunoensaio para confirmação do resultado definitivo, sendo considerados positivos apenas os cães cujo resultado se confirma nos dois exames”, explica o coordenador do CCZ de Gurupi, Henrique Alencar.

Os autores destacam que durante o ápice do projeto de encoleiramento de cães com coleiras impregnadas com inseticida deltametrina a 4%, no exercício de 2015, houve uma considerável redução nos casos confirmados de Leishmaniose Visceral  em humanos bem como no índice de infecção canina, sendo, 04 casos confirmados em humanos e 14,7% a percentagem de positivi

Satisfeito com a seleção, o secretário municipal de Saúde, Gutierres Torquato, destaca que o uso das coleiras é uma ferramenta indispensável no controle da Leishmaniose Visceral, canina e humana, vez que durante a execução do projeto registrou-se uma diminuição considerável no número de casos confirmados. “Estamos satisfeitos por nosso município ter sido selecionado para representar o Tocantins, e sabemos que esse trabalho servirá de modelo para as demais cidades do país”, ressalta.