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Ministério da Saúde levanta informações sobre implantação do Conecta SUS

18/07/2017

170718 - Conecta SUS

Fonte: Goiás Agora

“De todos os sistemas de informação que conheço no Brasil no combate ao Aedes, o de Goiás é o mais completo”. A fala é do coordenador do Programa de Controle de Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins, e define a impressão que o gestor teve ao conhecer o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) no monitoramento e controle do mosquito Aedes aegypti. O coordenador esteve reunido com equipe técnica da SES no ultimo sábado, dia 15, no Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde Zilda Arns Neumann (Conecta SUS), com o objetivo de conhecer o sistema de Informação usado pela SES e para desenvolver parcerias entre o Estado e o Ministério.

Por meio do trabalho desenvolvido no Conecta SUS, o Governo de Goiás conseguiu diminuir em mais da metade o número de casos de dengue no Estado, em 2017, em relação ao ano passado. Segundo Divino, o tecnologia usada por Goiás no monitoramento da dengue e das doenças transmitidas pelo vetor é completa por contemplar informações epidemiológicas, entomológicas e de georreferenciadas. “É uma referência e um modelo a ser seguido”, diz.

O representante do Ministério da Saúde conheceu o sistema que utilizado pela SES desde agosto de 2016, para o monitoramento dos focos de Aedes aegypti e das ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya no Estado. O modelo é pioneiro e conseguiu reduzir para 0,5% o índice de infestação do Aedes no território goiano, percentual abaixo da taxa de 0,9%. “Em todos os municípios chegamos a índices considerados aceitáveis pelo Ministério da Saúde”, destaca o secretário Leonardo Vilela.

O sistema foi desenvolvido pela Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) e pela coordenação de TI do Conecta SUS, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar (CBM-GO), e tem como fundamento o georreferenciamento, a localização exata dos imóveis.

O Sistema Integrado de Monitoramento do Aedes Zero (SIMAZ) foi baseado em software open source (código aberto), ou seja, sem custos de aquisição. Isso significa economia, já que outros sistemas com a mesma finalidade têm um elevado custo de aquisição e manutenção. Outro ponto positivo é a possibilidade de desenvolvimento e ampliação de funcionalidades, relatórios personalizados, auditoria e acesso direto à base de dados, controle de acesso e segurança da informação.

O SIMAZ possibilita uma visão macro dos municípios, fornecendo informações como, por exemplo, regiões com maior nível de infestação. Com um simples clique, também é possível ter acesso aos dados por quadra.

Por meio do SIMAZ são acompanhados os seguintes indicadores: número de imóveis visitados; número de imóveis trabalhados; número de imóveis fechados; número de imóveis com foco; número de imóveis com visitas recusadas; número de imóveis com visitas recuperadas; além das porcentagens de imóveis trabalhados, fechados, com foco e visitas recusadas.

Pós-doutorado em Parasitologia na USP com Bolsa da FAPESP

12/07/2017

Pós-doutorado em Parasitologia com Bolsa da FAPESP

Uma posição de pós-doutor está disponível no Laboratório de Bioquímica e Imunologia de Artrópodes do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP). O prazo de inscrição vai até o dia 20 de julho de 2017.

A bolsa está vinculada ao Projeto Temático “Caracterização molecular das interações entre carrapatos, riquétsias e hospedeiros vertebrados”, coordenado pela professora Andréa Cristina Fogaça.

O objetivo principal da pesquisa é identificar os efetores do sistema de secreção do tipo IV (T4SS) de Rickettsia rickettsii, bactéria causadora da febre maculosa brasileira.

Os candidatos interessados devem ter concluído o doutorado há menos de sete anos e não devem ter vínculo empregatício. A posição requer experiência prévia em Biologia Molecular e Bioquímica atestada pela dissertação de mestrado e/ou tese e doutorado ou ainda por publicações científicas.

Para a escolha do candidato, será considerada a sua experiência prática em técnicas bioquímicas e de biologia molecular e celular, tais como: clonagem, expressão recombinante de proteínas, imunoprecipitação, cultura celular, PCR quantitativo, western blot e espectrometria de massas. Também é desejável que o candidato tenha experiência na manipulação de animais de biotério.

Durante o processo seletivo, o candidato apresentará um seminário sobre um dos seus projetos de pesquisa já finalizados e será entrevistado presencialmente ou via Skype.

Inscrições para o e-mail deafog@usp.br, com os seguintes documentos (em formato PDF): Currículo Lattes atualizado, carta de interesse e duas cartas de recomendação emitidas por profissionais da área de atuação do candidato.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em fapesp.br/oportunidades.

Droga contra a malária protege fetos da zika

12/07/2017

Zika

Fonte: O Estadão

Cientistas americanos usaram medicamento em camundongos gestantes e conseguiram impedir que vírus cruzasse placenta

Em estudos realizados com camundongos gestantes, cientistas da Universidade Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos, mostraram que uma droga utilizada contra a malária é capaz de proteger os fetos da infecção pelo vírus da zika. Os pesquisadores verificaram que a droga interfere no processo pelo qual o vírus manipula uma barreira natural do organismo e consegue infectar o bebê.

De acordo com a autora principal do estudo, Indira Mysorekar, a droga já tem uso aprovado em mulheres grávidas, o que poderá acelerar o processo de testes clínicos para uso em humanos.  O estudo foi publicado nesta segunda-feira, 10, na revista científica The Journal of Experimental Medicine.

“Descobrimos que hidroxicloroquina, uma droga para a malária, bloqueia com eficiência a transmissão viral para o feto. Essa droga já é utilizada em mulheres grávidas para tratar a malária. Nós sugerimos que seja feita uma avaliação em primatas e em mulheres para reduzir o risco de infecção por zika nos fetos em desenvolvimento”, disse Indira.

Estudos anteriores já haviam mostrado que o feto em desenvolvimento é especialmente vulnerável aos danos causados pela infecção por zika e que o organismo humano mobiliza robustas defesas para impedir que o vírus chegue a ele. No processo de infecção, a placenta é a última linha de defesa do feto.

Diversos grupos de cientistas já mostraram que o processo conhecido como autofagia – a rota de ‘reciclagem’ das células, usada para eliminar organelas indesejadas e micróbios invasores – é uma parte importante da barreira placentária contra a infecção. No entanto, as pesquisas também mostraram que o vírus da zika não apenas consegue invadir a placenta, como consegue se multiplicar em seu interior.

Para realizar o novo estudo, os cientistas infectaram células de placentas humanas com o zika e constataram que a exposição ao vírus ativa genes ligados ao processo de autofagia. Entretanto, ao tratar as células com drogas que estimulam o processo de autofagia, o número de células infectadas como o zika aumentou.

As drogas que suprimem a autofagia, por outro lado, promoveram uma redução das células da placenta infectadas como vírus. Assim, os cientistas concluíram que o vírus se multiplica e se espalha com mais eficiência quando a barreira placentária é fortalecida.

“Aparentemente, o vírus da zika tira vantagem do processo de autofagia na placenta para manter sua sobrevivência e para infectar mais céulas placentárias”, explicou Bin Cao, pós-doutorando do grupo de Indira que também participou do estudo.

No experimento, os cientistas utilizaram um grupo de camundongos normais e outro grupo cuja autofagia havia sido interrompida por baixos níveis de uma proteína essencial para o processo.

Cinco dias após a infecção, as mães com pouca resposta autofágica tinham a mesma quantidade de vírus na corrente sanguínea que os camundongos com resposta normal. No entanto, entre os animais com autofagia fraca, os cientistas encontraram 10 vezes menos vírus na placenta – que havia sofrido menos danos – e no cérebro dos fetos.

Como se sabia que a hidroxicloroquina suprime a resposta autofágica, os cientistas imaginaram que a droga poderia também proteger os fetos da zika. Para testar a hipótese, eles repetiram o experimento utilizando apenas camundongos com resposta autofágica normal. No nono dia da gravidez, as mães foram infectadas como vírus da zika e então receberam uma dose de hidroxicloroquina ou de placebo pelos cinco dias subsequentes.

Seguindo o tratamento, os cientistas descobriram uma quantidade consideravelmente menor de vírus nas placentas dos fetos cujas mães haviam recebido hidroxicloroquina. Além disso, essas placentas apresentaram menos danos e os fetos tinham peso normal.

Tanto as mães tratadas como as não tratadas tinham a mesma quantidade de vírus na corrente sanguínea, indicando que a hidroxicloroquina foi capaz de proteger os fetos mesmo quando o vírus estava circulando pelo organismo da mãe.

Embora a hidroxicloroquina venha sendo utilizada com segurança em mulheres grávidas por curtos períodos, os cientistas alertam que será preciso realizar novos estudos antes que a droga possa ser aplicada em mulheres para a prevenção dos efeitos da infecção por zika. Para ser eficaz, é possível que a droga precise ser utilizada por toda o período de gestação e a segurança da hidroxicloroquina a longo prazo é desconhecida.

“Nós recomendamos cautela, mas apesar disso sentimos que nosso estudo fornece novos caminhos para intervenções terapêuticas factíveis. Nosso estudo sugere que uma intervenção terapêutica contra o zika com base na autofagia pode ser útil para mulheres grávidas infectadas pelo vírus”, disse Indira.

Pós-doutorado em Infecção vertical pelo vírus Zika com Bolsa da FAPESP

06/07/2017

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O Projeto Temático “Infecção vertical pelo vírus Zika e suas repercussões na área materno-infantil” da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), coordenado por  Saulo Duarte Passos, dispõe de vaga de pós-doutorado. O prazo de inscrição termina no dia 10 de julho de 2017. O bolsista integrará equipe de pesquisa com contribuições no contexto da epidemia por Zika vírus em uma coorte de gestantes e crianças de até três anos da macrorregião de Jundiaí, São Paulo.


Os candidatos devem possuir doutorado em Virologia ou em áreas correlatas, produção científica compatível com a posição e perfil de liderança para acompanhamento de rotina laboratorial e diagnóstico molecular.

O projeto também recomenda experiência em biologia molecular, sorologia, virologia, análise estatística, arboviroses, bem como em outros campos da virologia.

Inscrições pelo e-mail adm.projetozika@hufmj.com.br.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.819,30 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em fapesp.br/oportunidades.

Feira apresenta soluções para combate a causas e consequências da Zika

06/07/2017

Fonte: Correio Bahia

Evento acontece entre 08 e 10 de agosto, iniciativa é uma parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com organismos nacionais e internacionais

O que pode ser feito para combater as causas e os efeitos da zika e outras arboviroses, como dengue e chikungunya? Soluções industriais e de serviços serão apresentadas para o público na etapa Nordeste da Feira de Soluções para a Saúde Zika, promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com patrocínio e apoio de diversos órgãos, entre eles a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Senai Cimatec e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O evento acontece entre os dias 08 e 10 de agosto na Sede do Senai CIMATEC e é aberto para a participação do público. A entrada é gratuita. As primeiras soluções já estão disponíveis para conhecimento do público através do site http://www.feirazika.unb.br. O cadastro de outras iniciativas pode ser realizado gratuitamente no mesmo endereço até o dia 14 de julho.
Cooperação
“Nós pretendemos mostrar o conjunto de soluções desenvolvidas pela sociedade, serviços e indústria farmacêutica”, resumiu Wagner Martins, coordenador de Gestão e Integração Estratégica (CGIE) da Fiocruz. As iniciativas, segundo Martins, vão desde a captura do mosquito até o tratamento das consequências trazidas pela microcefalia.
Parte das iniciativas a serem apresentadas na Feira Zika Nordeste foram desenvolvidas na Bahia.  O Centro de Integração para de Dados e Conhecimento para a Saúde (Cidacs), organismo de pesquisa ligado ao Instituo Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia) vai apresentar, entre outros estudos, a “Plataforma de vigilância de longo prazo para a zika de microcefalia no âmbito do SUS”. Trata-se de um projeto de 30 anos que através no cruzamento de bancos de dados que ver o impacto que a zika teve no desenvolvimento de crianças nascidas a partir do ano 2000, analisando indicadores de educação, saúde, impacto em outras infecções.
Já o Senai Cimatec vai apresentar uma armadilha de plástico que mata as larvas do mosquito Aedes Aegypti e dispositivos tecnológicos para ajudar no desenvolvimento motor e cognitivo de crianças com microcefalia.
A Bahia Farma vai mostrar testes rápidos de zika, dengue e chikungunya, que já estão disponíveis em toda a rede pública de saúde do Estado. O primeiro exame sorológico para detecção do vírus da zika também foi desenvolvido na Bahia e distribuídos para todo o Brasil. A Bahia também vai apresentar a aplicativo Caça Mosquito, que tem o objetivo de mapear focos do Aedes Aegypti utilizando GPS do aparelho celular. Das iniciativas vindas de fora, chama a atenção a inscrita pelo Movimento de Ação e Inovação Social (MAIS), do Rio de Janeiro. São brinquedos feitos a base de bacias, papelão e tecido que ajudam no desenvolvimento de crianças com microcefalia.Outra de caráter inovador é o Programa Mães Produtivas AMAR, inscrita pela Aliança de Mães e Famílias Raras, de Pernambuco, que buscar capacitar profissionalmente mães de crianças com doenças raras em atividades que as permitam conciliar o trabalho com o cuidado com os filhos. 
Importância
O secretário de saúde do Estado da Bahia, Fábio Villas Boas, destacou que houve uma mudança do perfil epidemiológico das doenças transmitidas pelos mosquitos, principalmente pelos Aedes Aegypti. Ele citou a aparição no Brasil de doenças que não existiam por aqui como a chikungunya, em 2014, e a zika em 2015.
“Não sabemos como será o comportamento dessas doenças no futuro.  Temos que nos preparar para a introdução de outros vírus que possam introduzir no Brasil pelo mosquito e também eventualmente a longo prazo para novas doenças transmitidas por mosquitos e mutações o que o levem para caminhos impensáveis”, ressaltou, apontando para a importância de ambientes propícios à inovação como a Feira Zika. 
Sequência
A Feira Soluções para Saúde Zika vai acontecer ainda nas outras quatro regiões do país (Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste). O conjunto de soluções cadastradas no site do evento vai gerar um grande banco de dados público. 

USP oferece mestrado profissional em entomologia em saúde pública

28/06/2017

Fonte: Jornal da USP

A Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP está com processo seletivo aberto para ingresso no Programa de Pós-Graduação em Entomologia em Saúde Pública – Mestrado Profissional em 2018.

O programa objetiva oferecer condições aos estudantes para a aquisição de conhecimentos sobre a identificação taxonômica, bioecologia e controle de artrópodes de interesse em saúde pública, bem como sobre o papel desses organismos na epidemiologia das doenças em que participam, para atuarem como lideranças e multiplicadores do conhecimento junto às instituições de ensino ou nos serviços de controle de vetores.

O curso apresenta duas linhas de pesquisa científico-tecnológicas:

  • Taxonomia e Bioecologia de artrópodes de interesse em saúde pública:  tem como objetivo aprimorar conhecimento sobre identificação das espécies com uma abordagem integrativa usando caracteres da morfologia, morfometria e técnicas moleculares; distribuição espacial das espécies, biodiversidade, ecologia de populações, infecção por patógenos e estudos da capacidade e competência vetorial. Principais grupos de interesse entre vetores: insetos – Culicidae (malária, arboviroses, filarioses), Phlebotominae (leishmanioses tegumentar e visceral) e Triatominae (doença de Chagas), e carrapatos (febre maculosa, Lyme-simile e erlichiose).
  • Epidemiologia e Controle das doenças veiculadas por artrópodes: o objetivo é desenvolver estudos sobre a análise de morbi-mortalidade de doenças veiculadas por artrópodes; análise da distribuição espacial dos casos e dos vetores; vigilância entomológica e manejo integrado de vetores.

As inscrições devem ser realizadas de 10 de julho a 18 de agosto. Mais informações sobre o processo seletivo devem ser consultadas no edital e na página do programa.

Com informações da Assessoria de Comunicação da FSP

Tecnologia de combate à dengue ajuda a controlar doenças ligadas a chuvas

28/06/2017

Resultado de imagem para Tecnologia de combate à dengue ajuda a controlar doenças ligadas a chuvas

Fonte: Folha de São Paulo

As enxurradas do fim de maio no Nordeste, que registrou quase o dobro de volume de chuva da média histórica e deixou mais de mil famílias desabrigadas em Alagoas, trazem a preocupação com as doenças causadas pelas enchentes, como leptospirose e hepatite A.

Em uma iniciativa inovadora, a Prefeitura de Marechal Deodoro, cidade histórica da região metropolitana de Maceió fortemente atingida pela tragédia, e a Secretaria de Saúde do município desenvolveram uma ferramenta de prevenção, monitoramento e combate a essas enfermidades para disseminar a cerca de 2.000 famílias atingidas o cuidado com a saúde.

O uso da tecnologia faz parte de um pacote de ações que já vêm sendo realizadas pela secretaria, por meio do envio de mensagens SMS aos números cadastrados no sistema, desenvolvido pela catarinense Tá.Na.Hora Saúde Digital, especialista em tecnologia e impacto social, que já utiliza o software para monitorar gestantes e combater dengue e zika.

Para o prefeito Cláudio Filho, iniciativas como essa são sempre bem vindas em Marechal Deodoro. “As tecnologias estão presentes em tudo na nossa vida. Por que não utilizar em favor de situações especiais em que a população precisa de um amparo maior? A saúde não pode nunca estar em segundo plano.”

O sistema chega em boa hora, pois o Estado já registrou cinco mortes por leptospirose, uma das doenças monitoradas. “Por enquanto, não houve casos em Marechal Deodoro, mas nossa sistema já identificou vários casos prováveis”, afirma Michael Kapps, cofundador da Tá.Na.Hora e finalista do Prêmio Empreendedor Social de Futuro 2016.

Além da leptospirose, a ferramenta utiliza inteligência artificial para monitorar a população e levar informações por mensagens de texto sobre os perigos de hepatite A, febre tifoide, dentre outras comuns após enchentes.

“A população, por sua vez, deve responder as perguntas e não pagará pelo envio. Daí em diante, havendo indícios de anormalidades, as enfermeiras nas unidades de saúde receberão alertas por e-mail, SMS e também no sistema de monitoramento para que possam entrar em contato ou enviar um agente de saúde até a residência”, explica Kapps.

Aérton Lessa, secretário Municipal de Saúde, ressalta a acessibilidade e a praticidade. “Qualquer cidadão em contato com as enchentes pode receber as mensagens em seu aparelho celular”, explica. Para fazer o cadastro, gratuito, é necessário enviar ao número 28403 a palavra “enchente”.

“Estamos dando mais condições de trabalho aos nossos agentes e mais comodidade à população graças à tecnologia que também nos propicia um alcance maior”, diz Lessa.

Para Kapps, foi gratificante montar uma força-tarefa para disponibilizar o serviço. “Devido à gravidade da situação, corremos contra o tempo e montamos o robô em apenas alguns dias”, relata. “Acho que esse trabalho é apenas o começo. Outras áreas no Brasil enfrentam os mesmos problemas com doenças de origem hídricas.”

Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2017/06/1895581-tecnologia-de-combate-a-dengue-ajuda-a-controlar-doencas-ligadas-a-chuvas.shtml ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.