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Vacina experimental contra zika evita microcefalia em cobaias

30/01/2019
Vacina experimental contra zika evita microcefalia em cobaias

Fonte: Diário da Saúde

Vacina sem ovos e sem refrigeração

Cientistas da Universidade Católica de Lovaina (Bélgica) afirmam ter desenvolvido uma nova vacina contra o vírus zika.

“Para isso, nós nos baseamos na vacina contra a febre amarela. O vírus da febre amarela está intimamente relacionado ao vírus zika e é transmitido pelo mesmo mosquito. A vacina é muito segura e oferece proteção vitalícia,” garante o professor Johan Neyts.

O principal benefício será evitar que o vírus cause microcefalia e outras condições graves em bebês.

“Nós substituímos um pedaço da informação genética da vacina contra a febre amarela com o código correspondente do vírus zika. Para projetar a vacina, nós usamos uma nova tecnologia que desenvolvemos anteriormente em nosso laboratório e que possibilita produzir a vacina em fermentadores, em vez de em ovos de galinha fertilizados.

“Outra vantagem importante é que a vacina permanece estável mesmo em altas temperaturas, o que faz muita diferença para uma vacina que também se destina a ser utilizada nos cantos mais remotos das áreas tropicais e subtropicais,” disse Neyts.

A vacina mostrou-se eficaz em camundongos prenhes. Os filhotes das mães vacinadas desenvolveram-se normalmente e o vírus também não foi encontrado em seus cérebros ou outros órgãos.

“Essa proteção completa é notável,” disse o Dr. Kai Dallmeier, membro da equipe: “Agora pretendemos desenvolver ainda mais a vacina, que poderá então ser usada para vacinar rápida e efetivamente a população em caso de um novo surto do vírus zika. Isso deve evitar muito sofrimento”.

Antes disso, porém, será necessário passar por todas as etapas de avaliação de segurança e, a seguir, de testes em humanos.

Qual a relação entre a infecção por Zika e a infertilidade masculina?

22/01/2019
zika

A questão do Zika vírus influenciando a infertilidade masculina foi levantada por estudiosos a partir de pesquisas em animais e seres humanos. Isso porque, a partir do momento em que se estabeleceu a relação entre Zika e microcefalia, a comunidade científica começou a investigar outras consequências dessa infecção. Nesse caminho, uma recente pesquisa brasileira apontou a infertilidade masculina como mais uma possível alteração.

Em resumo, foram selecionados 14 homens infectados pelo vírus em 2016. Cinco deles realizaram o espermograma e, em quatro, os resultados ficaram fora dos parâmetros de normalidade estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, o estudo pode sugerir a infertilidade masculina como mais essa alteração, até então, desconhecida. Entretanto, o mesmo ressalta a necessidade de que novas pesquisas sejam realizadas por inúmeras razões. Entre elas, a amostra pequena e a ausência de exames anteriores que complementariam informações ao trabalho.

Leia mais: Persistência do zika vírus em fluidos corporais: pensando além da viremia

“Não conseguimos provar, mas já existem estudos em animais que sugerem resultados semelhantes. Por isso achamos que o resultado é importante para que seja feito um estudo com um número maior de homens”, ressaltou a pesquisadora.

Um dos estudos realizados com animais foi feito pela Universidade de Washington (EUA): “nós já sabíamos que o zika é transmitido sexualmente, sendo que, na maior parte das transmissões sexuais, é o homem que infecta a mulher. Também há transmissão entre homens. O que não sabíamos era a consequência disso”, explicou Michael Diamond, um dos autores do estudo, publicado na revista Nature. No experimento, os ratos contaminados pelo zika se tornaram menos férteis e exibiram níveis mais baixos de testosterona. Além disso, sofreram redução significativa do testículo.

Por fim, diante dos pontos ressaltados dos trabalhos, é mandatário que mais estudos devam ser feitos para que se estabeleça um nexo de causalidade confiável e, assim, reforçar tanto a prevenção quanto o combate a disseminação desse vírus.

Whitebook: conheça as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

22/01/2019
Aedes aegypti

Definições: São doenças produzidas por um grupo de vírus denominados arbovírus, transmitidos pelos mosquitos do gênero Aedes. Abordamos aqui as viroses: Dengue, Zika e Chikungunya.

Fisiopatologia: Após entrada do vírus no hospedeiro através da picada do Aedes aegypti, ocorre viremia seguida de resposta inflamatória com produção de substâncias vasoativas e destruidoras de plaquetas; o aumento da permeabilidade vascular com extravasamento de líquidos do meio intravascular é importante mecanismo de instalação das formas graves e choque da dengue.

Apresentação Clínica

As três doenças podem ser difíceis de serem diferenciadas apenas pelo quadro clínico e exame físico, devido às similaridades de manifestações clínicas.

Dengue:
Pode cursar com 3 fases em sua apresentação:

  • Fase febril: Febre alta de duração de 2-7 dias, de início abrupto, associada a cefaleia, adinamia, mialgias, artralgias e dor retrorbitária. Podem haver náuseas, vômitos e diarreia. Pode ocorrer exantema de caráter maculopapular, atingindo face, tronco e membros, que não preserva palmas das mãos ou plantas dos pés, em geral no final da febre, podendo haver ou não prurido associado.
  • Fase crítica: Após a defervescência da febre, os pacientes entram na fase crítica, onde devem ser observados para surgimento de sinais de alarme da doença, que pode sugerir evolução para formas mais graves da doença.
  • Fase de recuperação: Relacionada à complicações da hiper-hidratação durante o tratamento (edema generalizado), débito urinário normalizado ou aumentado, rash cutâneo com ou sem prurido; pode haver infecções clínicas associadas.
  • Dengue clássica: Relato de febre entre dois e sete dias de duração, e duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantema, mialgia, artralgia, cefaleia, dor retrorbitaria, petéquias, prova do laço positiva, leucopenia. Também pode ser considerado caso suspeito toda criança com quadro febril agudo, usualmente entre dois e sete dias de duração, e sem foco de infecção aparente.
  • Dengue grave: Presença de choque circulatório (Síndrome do Choque da Dengue), hemorragias graves associadas ou não à hemoconcentração e/ou trombocitopenia (febre hemorrágica da dengue) e disfunção de órgãos (hepatites, miocardites, encefalites). Para avaliação da gravidade, vide tópico “Classificação e Gravidade”.
  • Dengue em crianças pequenas: Em crianças abaixo de 2 anos, os sinais e sintomas podem se manifestar por choro intenso, adinamia, irritabilidade, sonolência e recusa alimentar. Um alto índice de suspeição deve ser mantido para o diagnóstico. Questionar sobre sintomas neurológicos, diurese e comorbidades existentes.
  • Zika: Febre de baixa intensidade com rash maculopapular (pode persistir por 14 dias com duração média de 6 dias), artralgia (principalmente em pequenas articulações de mãos e pés), e conjuntivite não purulenta. Outras manifestações incluem: mialgia (dores articulares e dor lombar discreta), cefaleia, dor retrorbitária, astenia, náusea, vômitos, diarreia, prurido intenso. Existe uma relação conhecida de alguns casos que desenvolvem Síndrome de Guillain-Barré que deve ser pensado em todo paciente com fraqueza progressiva em dois ou mais membros, arreflexia e evolução no máximo em 4 semanas.
  • Chikungunya: Febre alta com duração de 3-5 dias; poliartralgia envolvendo múltiplas articulações de alta intensidade, podendo ter edema associado, principalmente de mãos e pés; rash maculopapular; cefaleia; mialgia; e sintomas gastrointestinais.
    • Ao exame físico: Sempre avaliar estado de consciência com escala de Glasgow, hidratação, estado hemodinâmico do paciente, sinais de doença respiratória, manifestações hemorrágicas espontâneas ou provocadas (prova do laço).
    • Prova do laço: Manter esfigmomanômetro insuflado no ponto médio entre os valores de pressão arterial máxima e mínima por 5 minutos (no adulto) ou 3 minutos (na criança). A prova é positiva caso, após o determinado tempo, o número de petéquias for de 20 ou mais (em adultos) ou 10 ou mais (em crianças) em um quadrado imaginário de 2,5 cm de lado no antebraço do paciente. Prova do laço positiva caracteriza pacientes no grupo B de risco (dengue com manifestações hemorrágicas).

Pearls & Pitfalls:

Diferenciando Dengue X Zika X Chikungunya
CaracterísticaDengueZikaChikungunya
Febre++++++++++
Exantema++++++++
Mialgia / Artralgia+++++++++
EdemaAusente+++++++
Dor retrorbital++++++++
Hemorragia++AusenteAusente
Hepatomegalia++Ausente+++
Leucopenia / Trombocitopenia+++Ausente+++

Abordagem Diagnóstica

O diagnóstico é suspeitado principalmente pela anamnese e exame físico, embora seja difícil a diferenciação entre as três viroses apenas com achados clínicos.Exames laboratoriais de rotina para Chikungunya e Zika: Para confirmação etiológica, se indicada: isolamento viral ou RT-PCR nos primeiros 5 dias; sorologia a partir de 5 dias. Não existem critérios para solicitação de outros exames complementares.

Exames laboratoriais de rotina para Dengue:

  • Tipo A: Nenhum exame indicado de rotina. Serão realizados a critério médico;
  • Tipo B: Hemograma completo. Outros exames a critério médico;
  • Tipos C e D (presença de sinais de alarme e/ou gravidade): Hemograma completo, albumina sérica e transaminases, radiografia de tórax (PA, perfil e incidência de Laurell), ultrassonografia de abdome. Solicitar glicemia, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria arterial e ecocardiograma conforme necessidade. Realizar hemograma para avaliação de hematócrito a cada 2 horas. Para confirmação diagnóstica, PCR ou NS1 (até 5 dias) ou sorologia (após 5 dias).

Confirmação etiológica do dengue: Em situações de epidemias, nem sempre será necessária a confirmação etiológica do caso. Para confirmação etiológica, usar detecção de antígenos virais (NS1, RT-PCR) nos primeiros cinco dias e sorologias a partir do sexto dia. Se a detecção de antígenos virais é positiva, o diagnóstico é confirmado; se é negativa, deve-se realizar sorologia IgM após o sexto dia para confirmação ou descarte.

Classificação e Gravidade

Dengue tipo A –Dengue sem sinais de alarme, sem condição especial, sem risco social e sem comorbidades.

Dengue tipo B –Dengue sem sinais de alarme, com condição especial, ou com risco social e com comorbidades ou sangramento espontâneo (petéquias) ou induzido (prova do laço positiva).

Dengue tipo C –Sinal de alarme presente e sinal de gravidade ausente.

Dengue tipo D (dengue grave) – Presença de sinais de gravidade: Choque evidenciado por taquicardia, extremidades frias, pulso fraco e filiforme, enchimento capilar lento (> 2 segundos), pressão arterial convergente (< 20 mmHg), taquipneia, oliguria, (< 1,5 mL/kg/h); hipotensão arterial; cianose; acúmulo de líquidos com insuficiência respiratória; sangramento grave; comprometimento grave de órgãos.

Sinais de alarme na dengue – Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); hipotensão postural e/ou lipotimia; hepatomegalia maior que 2 cm abaixo do rebordo costal; sangramento de mucosa; letargia e/ou irritabilidade; aumento progressivo do hematócrito.

Condições clínicas especiais e/ou risco social ou comorbidades:  –Lactentes ( < 2 anos), gestantes, adultos com idade> 65 anos, HAS, outras doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, DPOC, doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia falciforme), doença renal crônica, doença ácido péptica e doenças autoimunes.

Diagnóstico Diferencial

Diagnóstico diferencial com outras síndromes febris agudas:

  • Enteroviroses;
  • Influenza;
  • Hepatites virais;
  • Malária;
  • Febre tifoide;
  • Rubéola;
  • Sarampo;
  • Escarlatina;
  • Eritema infeccioso;
  • Exantema súbito;
  • Febre amarela;
  • Leptospirose;
  • Meningococcemia;
  • Síndrome do choque tóxico.

Acompanhamento

Acompanhamento ambulatorial: Pacientes com dengue tipo A, Zika ou Chikungunya sem sinais de gravidade. Fazer reavaliação clínica diária até 48 horas após término de febre.

Observação no setor de emergência: Pacientes com dengue tipo B, até reavaliação e resultados de exames laboratoriais (hematócrito). Pacientes com hematócrito normal: tratamento em regime ambulatorial com reavaliação clínica e laboratorial diária até 48 horas do término da febre, ou imediata em caso de sinais de alarme. Pacientes com hematócrito aumentando progressivamente ou com sinais de alarme: internação hospitalar.

Internação hospitalar: Pacientes com dengue tipo C; com recusa na ingestão de líquidos e alimentos; impossibilidade de seguimento ou retorno à unidade de saúde; comorbidades descompensadas como diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca e etc. ? até estabilização (no mínimo 48 horas).

Internação em CTI: Pacientes com dengue tipo D até estabilização (no mínimo 48 horas).

Critérios de alta hospitalar: Estabilização hemodinâmica por 48 horas, ausência de febre por 48 horas, melhora visível do quadro clínico, hematócrito normal e estável por 24 horas, plaquetas em elevação e acima de 50.000/mm3.

Abordagem Terapêutica

Pela dificuldade de diferenciação clínica das três infecções, o tratamento dos casos suspeitos seguem o protocolo de manejo da dengue, uma vez que essa infecção tem potencial de gravidade maior que as outras. O tratamento também é orientado de acordo com a classificação da dengue.

Orientações gerais: Repouso, uso de antitérmicos e analgésicos (Dipirona 20 mg/kg/dose VO até 6/6 horas ou Paracetamol 10 mg/kg/dose VO até 6/6 horas), evitar anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) pelo risco de sangramento aumentado.

Dengue tipo A (Incluído aqui Zika e Chikungunya): Orientar hidratação oral com 1/3 na forma de soro de reidratação oral e os outros 2/3 com líquidos caseiros, nas doses:

  • Crianças até 10 kg: 130 ml/kg/dia;
  • Crianças de 10-20 kg: 100 ml/kg/dia;
  • Crianças acima de 20 kg: 80 ml/kg/dia;
  • Acima de 13 anos: 60 ml/kg/dia;
  • Manter a hidratação até 24-48 horas do término da fase febril.

Dengue tipo B: Acompanhamento e observação no serviço de saúde até resultado de exame laboratorial; durante a espera, realizar hidratação oral conforme descrito para dengue tipo A.

Dengue tipo C: Realizar avaliação de sinais vitais, diurese e pressão arterial horária:

  • Fase de expansão: Reposição volêmica com 20 ml/kg de soro fisiológico EV nas primeiras duas horas. Se não houver melhora do hematócrito e das condições hemodinâmicas após expansão, repetir expansão até 3 vezes;
  • Fase de manutenção: Em casos de melhora clínica e laboratorial após expansão, fazer 25 mL/kg em 6 horas, seguido de 25 mL/kg em 8 horas, sendo 1/3 com soro fisiológico 0,9% e 2/3 com soro glicosado (hidratação em Y). Se não houver melhora, tratar como dengue D.

Se hematócrito em ascensão: Realizar expansores plasmáticos (Albumina 0,5-1 g/kg) ? solução de albumina a 5% (para cada 100 mL da solução, usar 25 mL de albumina a 20% e 75 mL de soro fisiológico 0,9%).

Em caso de hemorragias: Concentrado de hemácias (10-15 mL/kg).

Em caso de coagulopatias: Plasma fresco (10 ml/kg) e crioprecipitado (1 U para cada 10 kg).

Transfusão de plaquetas: Sangramento persistente não controlado, depois de corrigidos os fatores de coagulação e do choque, e com trombocitopenia e INR > 1,5. Fazer 1 U para cada 10 kg.

Hiper-hidratação: Se há queda de hematócrito e resolução do choque, com sinais de desconforto respiratório ou de insuficiência cardíaca, deve-se avaliar hiper-hidratação e reduzir a hidratação, usar diuréticos (Furosemida 0,5 mg/kg/dose EV 3 ou 4 vezes ao dia) e/ou inotrópicos (Dopamina 5-10 mcg/kg/min; Dobutamina 5-20 mcg/kg/min; Milrinona 0,5-0,8 mcg/kg/min).

Critérios de interrupção de tratamento com terapia hídrica parenteral: Quando houver término do extravasamento plasmático; normalização da pressão arterial, pulso, e da perfusão periférica; diminuição do hematócrito, na ausência de sangramento; diurese normalizada; resolução de sintomas abdominais.

Suporte ventilatório: Oferecer suporte ventilatório com O2 em todas as situações de choque, e avaliar via aérea invasiva nos quadros de insuficiência respiratória.

Monitorização hemodinâmica: Indicada em pacientes com critérios de choque.

Profilaxia

A principal medida de controle dessas arboviroses é o controle do vetor, desfazendo-se de recipientes que se transformem em reservatórios acumulando água.A presença de saneamento básico eficiente, com oferta de água de boa qualidade e destinação correta de lixo e dejetos humanos também é importante.Vacina: Já foi liberada para comercialização uma vacina que confere imunidade aos 4 sorotipos do dengue. No entanto, está indicada apenas para a faixa etária entre 9 e 45 anos, e está contra-indicada em gestantes e pacientes imunosuprimidos. Outras vacinas estão em fase final de aprovação e devem estar disponíveis em breve.

Unesp Bauru abre nove vagas para professor substituto por prazo determinado

08/01/2019

Vagas contemplam o período até o dia 25 de janeiro

Fonte: JCNET

A Faculdade de Ciências do Câmpus de Bauru da Unesp está com inscrições abertas para concurso para contratação de “Professor Substituto” até o dia 25 de janeiro

O concurso público de Provas e Títulos para contratação de Professor Substituto, por prazo determinado, em caráter emergencial, para atender excepcional interesse público, no ano letivo de 2019, em 12 horas semanais de trabalho, sob o regime jurídico da CLT e legislação complementar.

Uma vaga na área Ciências Biológicas, sub-área de conhecimento Morfologia e no conjunto de disciplinas: “Biologia Celular; Fisiologia Celular; Histologia Básica e Comparada”. Uma vaga na sub-área de conhecimento Botânica e no conjunto de disciplinas: “Biogeografia; Fisiologia Vegetal: Metabolismo; Fisiologia Vegetal: Desenvolvimento; Mediadores Químicos da Interação Planta/Animal”. Uma vaga na área de conhecimento Ecologia e no conjunto de disciplinas: “Ecologia de Campo; Estrutura de Organismos Aquáticos e Meio Ambiente; Ecologia de Ecossistemas; Biodiversidade de Insetos”. Uma vaga na área de conhecimento Evolução e Embriologia e no conjunto de disciplinas: “Evolução; História e Filosofia das Ciências Biológicas; Embriologia Comparada; Evolução da Diversidade Biológica”. Uma vaga na área de conhecimento Microbiologia e Parasitologia e no conjunto de disciplinas: “Microbiologia Básica; Farmacodinâmica e Toxicologia Ambiental; Parasitologia Geral e Humana; Microbiologia Ambiental”, vagas pertencentes ao Departamento de Ciências Bilógicas.

Para o Departamento de Educação Física as vagas são para o  conjunto de disciplinas: “Concepções Teórico Metodológicas no Ensino da Educação Física; Educação Física para Pessoas com Deficiência; Práticas Formativas para Pessoas com Deficiência; Capoeira; Práticas Formativas em Capoeira”. Uma vaga no conjunto de disciplinas: “Tecnologias da Informação e Comunicação, Mídias e Educação Física; Práticas Formativas em Tecnologias da Informação e Comunicação, Mídias e Educação Física; Estrutura e Funcionamento dos Serviços de Saúde; Fisiopatologia e Tratamento pelo Exercício: Distúrbios do Aparelho Locomotor II; Estágio Supervisionado em Fisiopatologia e Tratamento pelo Exercício: Distúrbios do Aparelho Locomotor II”.

Uma vaga para o Departamento de Física e em 24 horas semanais de trabalho, sob o regime jurídico da CLT e legislação complementar, na área Física, sub-área de conhecimento Física Geral e no conjunto de disciplinas: “Física I a IV; Laboratório de Física I a IV; Física Aplicada; Laboratório de Mecânica Aplicada; Física Geral”. Uma vaga com 12 horas na sub-área de conhecimento Física Geral e no conjunto de disciplinas: “Física I; Física II; Física III; Física IV; Laboratório de Física I; Laboratório de Física II; Laboratório de Física III; Laboratório de Física IV; Física Aplicada, Laboratório de Mecânica Aplicada, Física Geral”.

Os interessados podem se inscrever em: https://sistemas.fc.unesp.br/econcurso/

Menos mortes por malária em Moçambique com introdução de novo método de diagnóstico.

08/01/2019
Menos mortes por malária em Moçambique com introdução de novo método de diagnóstico


Fonte: Lifestyle
A diretora-nacional de Saúde Pública assinalou que o combate à malária foi marcado, em 2018, pela introdução do diagnóstico baseado na densidade parasitária.

Maria Benigna Matsinhe, citada pelo diário Notícias, afirmou que o número de casos de malária diagnosticados também baixou em 2018, atingindo 7,1 milhões contra 9,98 em 2017.

As províncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte, e Zambézia, no centro, foram as mais afetadas pela doença.

A diretora-nacional de Saúde Pública assinalou que o combate à malária foi marcado, em 2018, pela introdução do diagnóstico baseado na densidade parasitária, o que terá ajudado a diminuir o número de infeções.

No âmbito da nova abordagem, todo aquele que tiver 100 mil parasitas no sangue é considerado doente grave e deve ser internado e o que tiver abaixo dessa quantidade está sujeito ao regime ambulatório.

Nota de Falecimento: Vicente Amato Neto

21/12/2018

Morreu na cidade de São Paulo, no dia 11 de dezembro, o infectologista Vicente Amato
Neto, Professor Emérito da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Nascido em 24
de julho de 1927, em São Paulo, Amato Neto graduou-se em Medicina em 1951 na
FMUSP. Professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da
FMUSP, foi superintendente do Hospital das Clínicas da FMUSP, entre 1987 e 1992. O
médico também foi secretário de Estado da Saúde de São Paulo, entre 1992 e 1993. Sua
profícua produção intelectual na área tem como destaques a caracterização da forma
aguda e da transmissão transfusional da doença de Chagas, a caracterização clínica da
toxoplasmose adquirida, aspectos diagnósticos e terapêuticos das enteroparasitoses e as
imunizações.

Uso de radiação para impedir reprodução do Aedes aegypti é aposta do Recife no combate ao mosquito

19/12/2018
O laboratório funciona no Controle de Zoonoses (CVA) do Recife. Foto: Leo Malafaia/Esp.DP.
A estratégia faz parte do Plano de Enfrentamento às Arboviroses 2019 da capital pernambucana

O Recife será a primeira grande cidade do mundo a usar a física nuclear na luta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de 24 arboviroses, entre elas dengue, febre chikungunya e o zika vírus. Raios gama, tipo de radiação eletromagnética capaz de alterar organismos, serão usados para tornar os mosquitos machos incapazes de se reproduzir e, com isso, controlar a população do inseto na capital pernambucana. A aplicação da radiação será feita no Centro de Mosquitos Estéreis do Recife (Cemer), inaugurado na manhã desta terça-feira (18). A unidade faz parte do Plano de Enfrentamento às Arboviroses 2019, uma das estratégias utilizadas pela Prefeitura do Recife para o controle do vetor.

O estudo para o uso de radiação em mosquitos teve início em 2013, quando o número de casos de dengue no país aumentou quase 200%. Em 2016, após a epidemia da síndrome congênita do zika, um teste com machos estéreis de Aedes aegypti foi feito no arquipélago de Fernando de Noronha. A partir de março do próximo ano, populações dos mosquitos que receberam a radiação serão liberadas em dois bairros do Recife: Macaxeira e Mangabeira, na Zona Norte da cidade. “Até o surto de chikungunya, microcefalia e zika, o brasileiro convivia com a dengue como se fosse uma gripe. Tivemos que aprender a lidar com os novos desafios e, hoje, somos referência mundial no combate ao mosquito”, afirmou o prefeito do Recife, Geraldo Julio.

Por ter sido epicentro mundial dos casos de zika vírus em 2015, o Recife foi escolhido pela Agência Internacional de Energia Atômica, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), para ser o primeiro centro urbano do mundo a receber o laboratório de esterilização dos mosquitos. Enquanto o Brasil ficou com o projeto voltado para a área urbana, o México recebeu iniciativa semelhante, mas voltada para a zona rural. “A situação atual é de diminuição no número de casos e óbitos, mas não podemos baixar a guarda. Temos que continuar no combate, e novas tecnologias são fundamentais nesse sentido”, pontuou o secretário municipal de Saúde, Jailson Correia. Outra ação prometida pela Secretaria de Saúde do Recife para o próximo ano é aumentar o número de bairros – passando de 45 para 94 – com ovitrampas, equipamento que ajuda a monitorar mosquitos e eliminar ovos.

No laboratório recém-inaugurado, localizado no Controle de Zoonoses (CVA) do Recife e que conta com apoio científico da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Ministério da Saúde, as pupas – fase de desenvolvimento do mosquito – são irradiadas em larga escala por um equipamento de radiação, modificando o esperma dos insetos, deixando-os estéreis. A expectativa é produzir, por semana, 250 mil machos modificados. As fêmeas, únicas que transmitem doenças, usam o esperma no processo de liberação dos ovos. No entanto, no caso dos machos estéreis, não são geradas novas larvas do inseto. O acasalamento ocorre apenas uma vez ao longo da vida da fêmea do Aedes aegypti. Assim, o cruzamento com os machos modificados bloqueia a reprodução.

Com a liberação dos machos estéreis, é esperada a diminuição da densidade populacional do Aedes na cidade. Em laboratório, foi observada uma queda de 70% na viabilidade dos ovos com a inserção dos mosquitos que passaram pelo processo de radiação. Em campo, na experiência em Fernando de Noronha, a Fiocruz Pernambuco registrou uma redução de cerca de 30% de ovos viáveis. “Essa é uma solução capaz de ser reproduzida em qualquer lugar do mundo, e o Recife será a primeira grande cidade do mundo a exportar esse modelo”, ressaltou o presidente da Biofábrica Moscamed, Jair Virgínio, empresa que tem convênio de cooperação técnica com a Prefeitura do Recife para o projeto de combate ao mosquito.