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UFMG cria pastilha larvicida para eliminar Aedes aegypti em bueiros

06/02/2020
UFMG cria pastilha larvicida para eliminar Aedes aegypti em bueiros
A nova pastilha criada na UFMG reduz proliferação de larvas do mosquito da dengue em ambientes inóspitos, como bueiros e ralos.

Fonte: Socientifica

Pesquisadores do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) em parceria com o Campus de Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criaram uma solução barata capaz de eliminar larvas e ovos do mosquito Aedes aegypti, o transmissor de doenças como febre amarela, chikungunya e dengue.

Como já é sabido dos pesquisadores há bastante tempo, o Aedes aegypti é capaz de colocar suas larvas mesmo em águas extremamente sujas, como as de ralos e bueiros. E para esse tipo ambiente inóspito que se volta a nova tecnologia. Trata-se de um larvicida feito de uma pastilha de cerâmica tratada quimicamente e que foi desenvolvida pela equipe de pesquisadores coordenada pelo professor Dr. Jadson Belchior, do Departamento de Química. Em testes no campus de Saúde da UFMG, o larvicida reduziu em mais de 80% a população do mosquito transmissor daquelas graves enfermidades e também do zika vírus, o causador do surto de microcefalia em recém-nascidos em 2015.

Os estudos do grupo de cientistas tiveram início em 2018 e no final de 2019 chegou à versão final para os testes. Mas os resultados da eficácia do novo método foram aferidos em outro projeto de pesquisa da universidade. Desenvolvido pelo Departamento de Gestão Ambiental (DGA) em parceria com o Laboratório de Inovação e Empreendedorismo em Controle de Vetores (Lintec), o projeto Controle de Aedes na UFMG permitiu a verificação da eficácia da nova técnica e foi orientado pelo professor Álvaro Eduardo Eiras, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB).

Ativação em água

As pastilhas, que têm como suporte uma cerâmica, é previamente impregnada com moléculas nocivas às larvas do Aedes aegypti, mas em uma concentração que não faz mal ao ser humano. O produto larvicida é liberado de forma lenta e controlada, depois de entrar em contato com a água, por cerca de seis a sete semanas.

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