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Nota de Falecimento: Nilcéa Freire

08/01/2020

Nota de pesar

A Sociedade Brasileira de Parasitologia, com profundo pesar e consternação, informa o falecimento de Nilcéa Freire, no dia 29 de dezembro na cidade do Rio de Janeiro. Nilcéa nasceu nessa cidade, em 13 de setembro de 1952. Em 1972, ingressou no curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da (então) Universidade do Estado da Guanabara (UEG). Em virtude de sua atuação contra a ditadura militar, exilou-se no México, onde viveu de 1975 a 1977. De volta ao Brasil, continuou os estudos na UERJ, onde formou-se em 1978 e fez residência médica nos dois anos seguintes. Logo após, foi contratada como Professora Auxiliar de Parasitologia da UERJ. Parasitologista de formação, Nilcéa sempre foi voltada às populações desassistidas e incentivava fortemente a inserção de alunos de graduação em atividades fora da sala de aula. Assim, no final da década de 70,  participou de inquérito parasitológico em uma comunidade carente no bairro de Jacarepaguá (RJ) e na década seguinte, sobre esquistossomose no município de Sumidouro (RJ), em parceria com pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz. Em 1984, realizou estágio de pesquisa no Museu Nacional de História Natural de Paris, sobre a marcação de papilas argentofílicas em cercárias de Schistosoma mansoni. No ano seguinte, iniciou o mestrado em Zoologia no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1987, concluiu o mestrado, defendendo dissertação intitulada “Manutenção do vínculo de transmissão entre roedores e humanos do parasito Schistosoma mansoni”, sob a orientação do Dr. Luís Rey. Nilcéa participou de congressos de Parasitologia e Simpósio Nacional e Internacional sobre esquistossomose e reuniões da Sociedade Brasileira Para ao Progresso da Ciência. 

Como atividades de gestão, Nilcéa foi assessora da Sub-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (SR-2), até 1991; diretora de Planejamento e Orçamento (Diplan), de 1992 a 1995; e Vice-reitora na gestão do reitor Antônio Celso Alves Pereira, de 1996 a 1999 e primeira mulher a ocupar o cargo de Reitora de uma universidade pública no Estado do Rio de Janeiro (2000 – 2003). Durante sua gestão presidiu o Conselho Estadual de Educação (2001) e, em 2003, implantou o projeto pioneiro de cotas para estudantes de escolas públicas e afrodescendentes, que acabou se estendendo para as demais instituições de ensino superior públicas no País. Em 2004, Nilcéa assumiu a chefia da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). Em 2006, uma das metas do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM) foi alcançada, com a aprovação, em 7 de agosto, da lei para coibir e prevenir a violência doméstica contra as mulheres, conhecida como Lei Maria da Penha. 

Nilcéa Freire deixa dois filhos e três netas. 

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