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Estudo mostra que eliminar o vírus zika nas cidades pode não zerar o risco

07/11/2018

160119 - Mosquito na mão

Fonte: Exame Brasil

Cientistas descobriram que o vírus zika pode sobreviver em matas, mesmo depois de erradicado nas cidades, e reinfectar humanos

São Paulo — Responsável por uma grave epidemia no Brasil em meados de 2015, o vírus da zika volta a ser alvo de preocupações na área de saúde pública. Pesquisadores brasileiros sugerem que o vírus pode ter um ciclo silvestre, estando presente em macacos que vivem em regiões próximas às cidades. A descoberta põe a comunidade em alerta porque indica que o vírus poderia resistir no ambiente silvestre mesmo estando controlado nos centros urbanos.

Até agora, acreditava-se que o zika circulava somente em humanos desde que se instalou nas Américas – o vírus tem origem africana, e acredita-se que chegou ao Brasil em 2013 –, mantendo um ciclo de vida semelhante ao do vírus da dengue. Porém, as novas descobertas indicam que o vírus pode ter um ciclo mais parecido ao da febre amarela, o que sugere que as medidas de combate deverão ser mais trabalhosas. O estudo foi publicado na última terça-feira (30)  no periódico Scientific Reports, do grupo Nature, e conduzido pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) em parceria com outros centros de pesquisa.

Embora este seja um dos primeiros passos no estabelecimento de um ciclo de transmissão entre primatas não humanos no Novo Mundo e mosquitos arbóreos, as implicações são enormes, pois é impossível erradicar esse ciclo de transmissão”, disse Nikos Vasilakis, professor no Centro de Doenças Tropicais da Universidade do Texas e um dos autores do estudo, em entrevista à Agência FAPESP.

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