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Brasil tem queda de até 60% nos casos de doenças do Aedes, mas dengue ainda atinge 193 mil pessoas

03/09/2018
Mosquito Aedes Aegypti é alvo de campanha em todo país para combater dengue, chikungunya e zika (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

 

O Brasil apresentou uma redução de 57% nos casos de zika, 60% nos de chikungunya e 5% nos de dengue até agosto deste ano em relação ao mesmo período de 2017. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Ministério da Saúde. Mesmo com uma queda no número de infecções, as três doenças somam 269 mil casos suspeitos e 117 mortes.

Zika, dengue e chikungunya são doenças causadas por vírus. Os micro-organismos de cada doença usam o mosquito Aedes aegypti como vetor. No caso da zika, a transmissão também ocorre de mãe para filho durante a gravidez, podendo causar problemas como a microcefalia. A dengue representa a maior parte dos casos atualmente no Brasil: 72% das suspeitas e 78% das mortes.

Nenhuma das três doenças tem uma vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em julho de 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a venda da primeira vacina contra a dengue, a Dengvaxia. No início deste ano, o próprio laboratório anunciou que o produto só deveria ser aplicado em quem já teve a doença para evitar riscos à saúde. A Organização Mundial da Saúde confirmou a recomendação.

Por isso, pelo menos por enquanto, existem saídas mecânicas de combate às doenças. Passar repelente, não deixar água parada, projetar versões transgênicas do mosquito.

A febre amarela também é considerada uma “doença do Aedes”, mas apenas quando está em sua versão urbana – não registrada no país desde 1942. A doença apresentou um surto novamente no ano passado e início deste ano, mas do tipo silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes.

Recorte por estado

Ao olhar para cada uma das regiões do Brasil, e depois por estado, é possível ver uma mudança na região onde ocorre o ciclo de transmissão das doenças. No caso da dengue, o Centro-Oeste registra o maior número de casos neste ano, seguida pelo Sudeste. O estado mais afetado é Goiás, com 60.804 casos – 31% de todo o país.

Em 2017, o cenário era um pouco diferente: a maior parte dos casos foi registrada no Nordeste, número puxado pelo Ceará, com 37.661 infecções suspeitas, e pela Bahia, com 8.266. Ano passado, no entanto, já era possível prever que o Goiás estava com um foco de dengue e já apresentava 55.415 casos.

No caso da chikungunya, o ano de 2017 atingiu o Nordeste: foram 137.033 suspeitas da doença até agosto, contra 9.108 em 2018 – uma queda de 93%. Neste ano, o foco está no Sudeste, com 41.115 casos neste mesmo período (59% do total do país), sendo que dois terços (29.619) estão no Rio de Janeiro.

O zika foi a surpresa de 2015. Em abril daquele ano, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) detectaram pela primeira vez o vírus em amostras de sangue e, em setembro do mesmo ano, médicos de Pernambuco e da Paraíba começaram a notar casos de microcefalia. Em março de 2016, o vírus já estava em todo o país. O Brasil teve 214 mil infecções naquele ano, uma taxa de 104,8 casos por 100 mil habitantes.

Neste ano, a situação é bem diferente: 6.685 suspeitas, uma taxa de 3,2 por 100 mil habitantes. O Nordeste é a segunda região mais atingida. Em primeiro lugar está o Sudeste e, assim como no caso da chikungunya, o Rio de Janeiro é o estado mais afetado.

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