Pular para o conteúdo

Letalidade por febre amarela superior a 40% acende sinal vermelho no governo federal

25/01/2018

Vacinação contra febre amarela Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

Fonte: O Globo

O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde registra uma letalidade de 40,8% da febre amarela no país. Foram 130 casos confirmados dos quais 53 evoluíram para morte, no monitoramento atual da pasta, cujo período é de julho do ano passado até 23 de janeiro. Nesta quarta-feira, equipes técnicas do Ministério da Saúde se reuniram para traçar estratégias de diminuição dos óbitos.

— Vamos intensificar o monitoramento da letalidade. Temos um guia de diagnóstico e manejo clínico do paciente com febre amarela, lançado no ano passado, exatamente em função da situação. Estamos trabalhando, divulgando e fazendo as devidas capacitações para melhorar o manejo da febre amarela — afirma Márcio Garcia, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.

O grande desafio, segundo ele, é fomentar o diagnóstico rápido nas unidades de saúde para abreviar o início do tratamento. Garcia evitou, entretanto, apontar que há falhas na assistência, restringindo-se a declarar que agilizar o atendimento é uma busca constante do ministério. Ele disse que a tendência, de agora em diante, é de diminuição da letalidade, na medida em que mais casos forem confirmados.

— Isso é um cálculo matemático. A partir do momento em que mais casos entram, a letalidade vai diminuir, isso é normal. Mas,

Segundo os dados oficiais da pasta, a maior letalidade está em Minas Gerais, onde houve 24 mortes entre 50 casos confirmados — praticamente 50%. No Rio, a taxa é de 38,8%, com 18 casos e sete mortes; em São Paulo, que registrou 21 mortes de 61 notificações, o índice chega a 34,4%. O DF teve um caso e uma morte, ou seja, a proporção é de 100%, mas que estatisticamente não é válido como comparação em relação às demais unidades da Federação.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antonio Nardi, atribui os óbitos em Minas Gerais à “resistência em tomar vacina” por parte das vítimas, lembrando que o estado informou ter atingido mais de 80% de cobertura vacinal após o surto do ano passado, quando fez inclusive vacinação de casa em casa.

— O óbito tem sido em paciente de zona rural, de uma família, vamos dizer, de cinco onde um só não havia se vacinado, porque falou: ‘eu não preciso, nunca tive, nunca desenvolvi a doença’ — disse Nardi.

Ele explicou que, apesar do número elevado de casos e mortes, Minas não entrou na estratégia de vacinação fracionada porque não tem necessidade de uma cobertura em grande escala e em pouco tempo, como Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. No Rio, a campanha com vacina fracionada começa nesta quinta-feira.

“POPULAÇÃO SÓ CORRE ATRÁS QUANDO ALGUÉM MORRE”

O presidente do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, pede “calma” e diz que vai ter “fila” se todos correrem aos postos ao mesmo tempo quando a campanha começar. Ele criticou a população por só procurar se imunizar em meio aos surtos:

— Há muito tempo se faz vacina de febre amarela. Infelizmente a população às vezes recusa (a vacina) ou não dá bola e só corre atrás quando morre alguém — disse, acrescentando:

— As equipes estão distribuindo senhas no limite de capacidade. Então é muita calma. Olhar o cartão de vacinação. Muitos dizem que não sabe onde está, que perdeu. Infelizmente as pessoas não dão valor a esse documento.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: