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Pesquisadores descobrem forma de transmissão da zika entre mosquitos

27/12/2017

171227 - Tela Jornal nacional

Fonte: G1/JN

Descoberta é de cientistas da Fiocruz e do Instituto Pasteur, da França. Doença no Brasil chegou a registrar mais de 214 mil casos, em 2016.

Pesquisadores da Fiocruz e do Instituto Pasteur, da França, descobriram outra forma de transmissão do vírus da zika entre mosquitos.

A descoberta dos pesquisadores pode ajudar a entender porque o vírus da zika se espalhou tão rapidamente quando os primeiros casos começaram a surgir no Brasil, em 2015.

Já se sabia que o vírus da zika pode ser transmitido sexualmente entre humanos. A nova constatação é que a transmissão também pode acontecer por contato sexual entre os mosquitos.

“Isso aumenta muito a capacidade do vírus se manter na natureza, fora de epidemias, mesmo sem a presença de pessoas infectadas, o vírus vai circulando silenciosamente na natureza entre mosquitos”, diz o pesquisador Ricardo Lourenço.

Os testes foram feitos nos laboratórios da Fiocruz. Técnicos coletaram ovos dos mosquitos no Rio e em Goiânia. Já na fase adulta, machos e fêmeas que não estavam contaminados foram separados em gaiolas. Os pesquisadores infectaram os mosquitos em laboratório com o vírus da zika, e em seguida fizeram os cruzamentos.

Primeiro das fêmeas infectadas com machos virgens. E depois dos machos contaminados com as fêmeas sem o vírus. A transmissão foi constatada nas duas situações.

A descoberta dos pesquisadores da Fiocruz e do Instituto Pasteur, da França, foi publicada numa importante revista científica internacional.

No auge da doença no Brasil, foram registrados mais de 214 mil casos, em 2016. Uma ameaça principalmente para as gestantes, por causa do risco de microcefalia nos bebês. Embora os números tenham despencado em 2017, a descoberta reforça o alerta já conhecido.

O verão está aí e o mosquito Aedes Aegypti só precisa de água limpa e parada para se reproduzir.

“Nós temos que fazer dentro da nossa casa o combate ao mosquito, não deixando água parada. Não deixando que este mosquito consiga deixar esse vírus na natureza, porque sem o mosquito o vírus pode até desaparecer”, explica o pesquisador.

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