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Criação do principal vetor da malária na Amazônia, em laboratório, ajudará em pesquisas sobre o combate e controle da doença

30/06/2016

160630 - Dengue na bandeja

Fonte: Governo do Estados do Amazonas

O estudo contribui com a criação da espécie para o desenvolvimento de outras pesquisas científicas relacionadas à Malária na Fundação de Medicina Tropical

Para auxiliar no controle e combate da malária no Amazonas, uma pesquisa realizada com apoio do governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) pela estudante de Biomedicina, Suzan Vieira, sob a coordenação da doutoranda em Doenças Tropicais e Infecciosas, Rosa Santana, está desenvolvendo a criação da espécie Anopheles darlingi, principal vetor de malária na região amazônica, em laboratório para estudos de biologia, controle e combate da doença.

O estudo é desenvolvido na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD) no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) da Fapeam.

Segundo a coordenadora do Paic na instituição, Maria das Graças Barbosa Guerra, os resultados podem ajudar em ações de controle e combate da doença. “A partir do momento que se entende o que é o mosquito da malária, não se tem malária”, disse.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, não existem estudos específicos com a espécie que tem hábitos extremante silvestres, próprio do ambiente natural, o que acaba dificultando a colonização do animal no laboratório.

“Essa é uma espécie de grande interesse científico por ser o principal transmissor da doença, por isso existe a necessidade de ter a criação dentro do laboratório para que se possam realizar análises comportamentais, ciclo biológico e, principalmente, para analisarmos a interação do parasita hospedeiro”, explicou a pesquisadora.

A estudante de iniciação científica Suzan Vieira explicou que sempre é realizada a coleta em campo, onde são capturadas as fêmeas já copuladas para o laboratório. “Nós as alimentamos e aguardarmos os dias para que elas coloquem os ovos que, posteriormente, viram as larvas e depois as pupas e os adultos”, disse.

Rosa Santana disse que os adultos são utilizados em outras pesquisas nas quais, a partir da coleta de sangue do paciente com malária, são feitos circuitos artificiais simulando a temperatura do corpo humano para analisar a interação do mosquito com o Plasmodium, parasita da malária.

“Nós temos a necessidade de ter a criação dessa espécie por que muitos fatores precisam ser observados, além de vários fatores que precisam ser ajustados. A criação é mais com vistas experimentais. É um trabalho árduo, diário e delicado, pois a água precisa ser trocada a alimentação é regrada”, disse pesquisadora.

Estudo complementar

Marias das Graças Barbosa Guerra disse que outro projeto desenvolvido na instituição pelo pesquisador Henrique Silveira, no âmbito do Programa de Apoio a Pesquisa (Universal Amazonas) da Fapeam, intitulado ‘Resposta à infecção por Plasmodium em mosquitos do novo mundo’, está analisando  a resposta do mosquito a infecção pelo Plasmodium vivax e Plasmodium falciparum que são os causadores de malária na nossa região.

A pesquisadora disse que o mosquito também sofre ação por ser um hospedeiro definitivo. Segundo ela, é nele que é feita a reprodução assexuada do parasita.

“O que fazemos é infectar o mosquito com Plasmodium e ver as formas evolutivas do Plasmodium  no mosquito. Queremos saber o que acontece com o inseto: se ele desencadeia alguma resposta imunitária e, justamente, verificar o que acontece com o mosquito que ingeriu sangue”, disse Maria das Graças.

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