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Projeto da Fundação de Medicina Tropical busca a eliminação da malária

06/06/2016

CMM

Fonte: A Crítica – Amazonas

CNPq aprovou projeto da FMT que estuda meios de eliminar dois tipos da doença que mais mata no mundo. A previsão para o início do projeto é 2017, quando deve ser liberado o investimento federal.

O projeto de pesquisa da Fundação de Medicina Tropical (FMT), que tem como meta eliminar dois tipos de malária – falciparum, a que mais mata, e a vivax, a mais agressiva – foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e será executado em parceria com instituições como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam).

A diretora-presidente da FMT, Graça Alecrim, informou que a previsão para o início do projeto é 2017, quando deve ser liberado o investimento federal destinado ao trabalho de pesquisa. “Assim vamos conseguir criar o Instituto Nacional de Ciência da Eliminação da Malária (Instituto Elimina) que irá desenvolver todo o processo de pesquisa. A nossa finalidade é eliminar a malária”, reforçou.

Pioneirismo

O Instituto Elimina será criado no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), que é considerado um importante programa brasileiro de fomento à pesquisa.

“Já há outros INCTs trabalhando a questão da malária, mas o projeto da FMT é o primeiro com foco na ciência da eliminação da doença. É muito relevante que este projeto ocorra aqui na Amazônia, coordenado por uma instituição que tem reconhecida experiência e já deu contribuições importantíssimas ao enfrentamento desta endemia. A despeito dos avanços em termos de diagnóstico e tratamento, a malária ainda representa um desafio para a saúde pública mundial”, comentou Graça Alecrim.

Custos e parcerias

A diretora informou que o valor do financiamento previsto para o projeto é estimado em R$ 10 milhões. “Tão logo os recursos comecem a ser liberados, daremos início às atividades”, disse.

O projeto será executado com parcerias nacionais e internacionais que atuam diretamente com pesquisas destinadas à malária. “Vale lembrar que o Ministério da Saúde informou que 99,9% dos casos de malária fazem parte da Amazônia Legal. Temos pesquisas destinadas só ao tratamento da malária, mas precisamos ir mais fundo e buscar meios de eliminar o contágio e, com essa pesquisa, vamos conseguir”, reforçou.

Apesar da relevância da pesquisa, não há previsão de quanto tempo deve durar o projeto, pois tudo dependerá do repasse dos recursos federais, explicou Graça Alecrim. Segundo a FMT, a parceria vai envolver instituições do mundo todo e mais de 100 pesquisadores, entre brasileiros e estrangeiros

O Instituto Elimina será coordenado pelo pesquisador Marcus Lacerda, diretor de Ensino e Pesquisa da Fundação de Medicina Tropical (FMT) e também pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Amazônia). Do projeto, farão parte 102 pesquisadores (74% deles brasileiros e 26% estrangeiros), de 40 instituições distribuídas por várias partes do mundo, entre elas o Instituto Pasteur, da França, Universidade de Ottawa, do Canadá, Universidade de Ciências e Humanidades, do Peru, Universidade Johns Hopkins e Institutos Nacionais de Saúde (INH), ambos dos Estados Unidos.

Além dos grupos de pesquisa, uma parte da missão do Elimina é contribuir para a educação, treinamento e reforço das capacidades locais, principalmente na Amazônia Brasileira, onde a FMT está inserida.

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