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Registros de malária aumentam em 2015 e superam 71 mil casos no AM

22/01/2016

160119 - Mosquito na mão

Fonte: G1

O número de casos de malária aumentou 7,64% no Amazonas, em 2015. O acréscimo resultou no registro de 71.890 casos da doença no ano passado, segundo um levantamento preliminar da Fundação em Vigilância e Saúde (FVS). Na capital, as ocorrências chegaram a 8.223, o que pode ter relação com as invasões de terras. Já nos municípios do interior, o maior registro de malária tem relação com a cheia dos rios.

Uma das regiões mais atingidas pela doença foi o Alto Juruá. Em Eirunepé, município a 1.160 km de Manaus, mais de 6,2 mil casos foram registrados. Em Ipixuna, distante 1.380 km, foram fichados mais que o dobro dos casos registrados em 2014, com 6.683 ocorrências em uma população de 26 mil pessoas.

Um total de 975 casos foram notificados no região do Rio Madeira, onde todos os municípios – Apuí, Borba, Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã – registraram diminuição da malária. A situação foi similar nas cidades próximas ao Rio Purus. No local, apenas Boca do Acre teve aumento da doença, com 12% a mais de casos que no ano passado.

Na capital do estado, a malária também avançou, somando mais de 8,8 mil notificações ao longo de 2015. O aumento foi de cerca de 32% em relação a 2014, que teve 5,5 mil casos. Segundo as autoridades sanitárinas, o crescimento se deve a ocupação de terras onde vivem o mosquito Anopheles, vetor da malária.

Já no interior do estado, segundo a FVS, o aumento da malária está relacionado à grande cheia registrada no ano passado, o que dificulta o combate ao mosquito transmissor na Zona Rural e aumenta a concentração de pessoas nas sedes dos municípios.

Conforme a Fundação, a meta para 2016 é diminuir os casos de malária em 20%. Segundo a chefe em exercício do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS, Mirna Barata, ações em 12 municípios, que concentram 66% dos casos da doença, devem ser mantidas. “Uma das estratégias que nós vamos utilizar e que já vínhamos utilizando é a compra de mosquiteiros impregnados de longa duração, bem como aquisição de outros equipamentos”, destacou.

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