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Médico premiado pela Unesco foca em novo tratamento para leishmaniose com Fiocruz

06/11/2015

151106 - Tratamento Unesco

Fonte: Bahia Notícias

“No mundo inteiro, não tem nenhuma vacina contra parasita, o que mostra que eles são muito sofisticados para a gente”. A afirmação do médico baiano Manoel Barral-Netto demonstra a importância da prevenção e criação de tratamentos mais eficazes para doenças parasitárias. Premiado pela Unesco na categoria Pesquisas em Ciência da Vida por seus trabalhos sobre leishmaniose e malária, o especialista declarou ao Bahia Notícias que um dos focos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para o próximo ano é o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para a leishmaniose, doença que tem a Bahia como estado com maior número de casos. “A Fiocruz nacionalmente está finalizando uma proposta que vamos começar ainda no próximo ano de fazer várias abordagens terapêuticas para leishmaniose.

Esse assunto vai ser atacado de forma muito objetiva, tentando melhorar rapidamente. A vacina não vai ser rápido, então tem que ter um tratamento mais eficiente. Esse vai ser o nosso foco principal como instituição para diminuir o problema da leishmaniose”, disse. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), até o momento, a Bahia registrou 503 casos de leishmaniose visceral – que afeta principalmente órgãos internos – e 1684 casos de leishmaniose tegumentar – que tem feridas na pele como principal sintoma – em 2015.

Sobre suas pesquisas premiadas pela organização da ONU, o também professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) informou que a leishmaniose é estudada por aqui, enquanto os estudos sobre malária são realizados em parceria com outros estados, já que não são encontrados casos autóctones, ou seja, com origem local. “As pesquisas de leishmaniose foram feitas integralmente na Bahia. A Bahia é o estado que mais tem caso das leishmanioses em geral. O grupo da Fiocruz faz visitas mensais à área endêmica, dá suporte aos pacientes”, explicou.

“No caso da malária, não é um grupo tão grande, até porque não existe transmissão de malária na Bahia há muitos anos. Esses estudos são feitos em colaboração com um grupo que trabalha na Amazônia, são estudos mais caros. A gente foca basicamente em questões da patogênese”. Segundo Barral-Netto, um dos principais focos da pesquisa sobre malária é a coinfecção com outras doenças, que pode levar o paciente à morte. “Estamos estudando que isso [coinfecção] parece estar diretamente envolvido na morte por plasmodium vivax. Ele cria uma complicação em cima de algo que já existe, o que leva à morte das pessoas”. Apesar de não haver nenhuma proposta do grupo para novos tratamentos relacionados à malária, a análise também contribui para a compreensão da enfermidade.

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