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Seminário em Florianópolis discutiu o aumento de casos de leishmaniose em SC

01/10/2015

151001 - Animais infextado

Fonte: Portal da Ilha

O aumento do número de animais infectados na Capital catarinense motivou a realização da primeira edição do Seminário Regional sobre Leishmaniose Visceral pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC). O evento será na próxima quarta-feira, 30, no hotel Cambirela, no Bairro Estreito.

Os primeiros casos foram registrados em 2010, quando quatro cães da localidade Canto dos Araçás, no Bairro Lagoa da Conceição, tiveram exames positivos para a doença. A leishmaniose visceral é uma doença transmitida ao homem pela fêmea do inseto conhecido como “mosquito palha” ou “birigui” que, ao picar, introduz na corrente sanguínea o protozoário Leishmania chagasi. No ambiente urbano, o cão é a principal fonte de infecção.

“No Brasil, o número de pessoas e de animais infectados com essa grave doença vem crescendo de forma preocupante, a despeito dos esforços e medidas sanitárias que têm sido realizadas”, destaca Renata Ríspoli Gatti, responsável pelo Programa de Controle das Leishmanioses na Gerência de Zoonoses da Dive/SC. O evento é dirigido aos profissionais de saúde da rede pública e privadados municípios de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, bem como a médicos veterinários que atuam em clínicas atendendo pequenos animais.

Os riscos da doença

Até o momento, Santa Catarina não possui em seu território registro de transmissão da doença em humanos, que apesar de grave, possui tratamento. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Os principais sintomas da doença, em humanos, são febre de longa duração, perda de peso, fraqueza, aumento do baço e fígado, diarreia e anemia. Se não tratada, a leishmaniose visceral humana pode levar a óbito em até 90% dos casos. No Brasil, em 2013, foram registrados 3.253 casos, com 231 mortes, conforme dados do Ministério da Saúde.

O tratamento dos cães não é uma medida recomendada pelo ministério e traz riscos para a saúde pública. Os cães quando tratados melhoram os sintomas temporariamente, mas continuam com o parasita na pele, servindo de fonte de infecção para novos insetos, aumentando o risco de transmissão da leishmaniose visceral para as pessoas. No cão, os sintomas são emagrecimento, descamação da pele, queda de pelos, desânimo, olhar triste, os olhos remelentos e crescimento exagerado das unhas.

A ação em Santa Catarina

No município de Florianópolis são realizadas desde 2010 ações previstas pelo Programa de Controle da Leishmaniose: busca ativa por cães com sintomas, adoção de medidas sanitárias ao cão e ao meio ambiente e ações de caráter educativo/informativo junto aos profissionais de saúde e à população.

“O aumento do número de casos na Ilha de Santa Catarina pode ser atribuído a fatores como a permanência de animais positivos nas localidades, o deslocamento de animais infectados para áreas com a presença do inseto e as condições ambientais favoráveis à sua proliferação”, avalia Renata Ríspoli Gatti, da Dive/SC.

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