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Larvicida biológico contra o mosquito da dengue

13/07/2015

150320 - Saiba Dengue

Fonte: Jornal do Commercio

Pesquisa feita em parceria pelo Jardim Botânico do Recife (JBR) e Laboratório de Ecologia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com plantas da família Piperaceae pode resultar num larvicida biológico para eliminar as larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Os pesquisadores estão estudando o potencial tóxico de espécies que ocorrem em abundância na reserva florestal. Artigo com primeiros resultados será publicado ainda este mês em revista científica internacional.

O pesquisador do JBR Marcelo Agra explica que o estudo se propõe a avaliar o potencial alelopático das Piperaceae (processo pelo qual a planta libera substâncias químicas, alterando o desenvolvimento de outra espécie), a toxidade e o potencial larvicida. Para o Jardim Botânico, interessa especialmente a pressão que essas plantas – conhecidas, popularmente, como erva de rato – exercem sobre outras espécies nativas. “Queremos saber se elas inibem a germinação e desenvolvimento de outros vegetais para tentar entender o que ocorre na mata”, informa.

Os primeiros resultados indicaram que a piper, como chama Afonso, está afetando outras espécies plantadas no Jardim Botânico, que deixam de crescer por causa dos compostos liberados. O potencial de toxidade também se mostrou elevado e pesquisadores começam a se preparar para avaliar a eficiência das Piperaceae no combate às larvas do Aedes aegypti. O pesquisador lembra que já existe um larvicida biológico, criado pelo laboratório Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz. “Mas ele é feito a partir de uma bactária, a Bacillus thuringiensis israelensiso (BTI).”

A parceira de Afonso Agra nessa pesquisa, a chefe do Laboratório de Ecologia Química da UFPE, Daniela Ferraz Navarro, já percorreu um longo caminho em busca de um inimigo mortal para o Aedes. Agora, está estudando plantas variadas da família Piperaceae para verificar a atividade larvicida e a deterrência de oviposição (impedir as fêmeas de pôr larvas). “O Jardim Botânico fornece as amostras e nós fazemos a identificação química do óleo e os testes biológicos”, explica.

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