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Publicação da Fiocruz lidera ranking de melhor revista científica da AL

22/06/2017

Fiocruz vê risco controlado da dengue durante Copa do Mundo

Fonte: Istoé

A revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), alcançou a liderança na América Latina entre as revistas científicas avaliadas no ranking da Thomson Reuters, que avalia a relevância de publicações científicas em todo o mundo.

Com índice de 2.605, o periódico é o mais citado entre as publicações de países latino-americanos em 2016, superando a marca de seis mil referências publicadas em artigos científicos. Quando comparada com outras revistas do mundo, a publicação também é destaque na área de medicina tropical, com o quarto maior fator de impacto, e o sétimo lugar em número de citações.

De acordo com a editora-chefe da publicação, a pesquisadora Claude Pirmez, o resultado é histórico. “É o mais positivo já alcançado pela revista. Sem dúvida é resultado de uma rede de pessoas que se empenham no processo crescente de internacionalização da revista, de aperfeiçoamento de seus protocolos de garantia da ética na publicação e da editoria criteriosa para os artigos que são publicados”, comentou.

Já entre os periódicos da área de parasitologia, a revista aparece entre as 12 mais citadas e de maior fator de impacto. “Existe um componente recente com papel fundamental para esse resultado, o protocolo de fast track, que consiste na publicação acelerada, em até 24 horas após a submissão, de artigos em temas críticos da saúde pública, como foi adotado para a zika, a chikungunya e, no início de 2016, da febre amarela”, explicou Claude. “Tudo isso, é claro, sem abrir mão da gratuidade para acesso e para publicação, que é um dos alicerces da revista”.

Criada pelo cientista, médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz em 1909, a revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz tem digitalizado o acervo de todas as publicações, com acesso e publicação gratuitos. A submissão online de artigos conta com o sistema DOI, um identificador internacional de artigos científicos, que confere mais credibilidade ao conteúdo. Todo o material publicado em suas páginas pode ser acessado pelo site memorias.ioc.fiocruz.br .

Recentemente, todos os artigos também estão acessíveis nos bancos de dados do Scielo e do Pubmed, permitindo o acesso de pesquisadores de todo o mundo.

Fator de impacto

O número total de citações e o cálculo do fator de impacto levam em consideração as referências ao periódico presente na base de dados Journal Citation Reports, organizada pela Thomson Reuters. O fator de impacto é calculado dividindo as citações à publicação pelo número total de itens citáveis, incluindo artigos e revisões, publicados no periódico nos últimos dois anos.

Vaga para Doutorado em Virulência de Tripanosomatídeos

22/06/2017

Resultado de imagem para LOGO UFSC CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - CCBFonte: UFSC

Informações Institucionais e do Laboratório:
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) localizada em Florianópolis, SC, Brasil, é a 10a melhor universidade Brasileira segundo o The World University Rankings 2016. O Laboratório de Protozoologia do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (MIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC desenvolve pesquisas de biologia celular e molecular com diferentes espécies de protozoários parasitos humanos e animais e seus vetores, utilizando como modelos experimentais o Trypanosoma cruzi, o Trypanosoma rangeli e Leishmania spp. São duas as principais linhas de pesquisa do laboratório: i) Biologia celular e molecular de protozoários patogênicos e, ii) Atividade antiparasitária de produtos naturais e sintéticos.

Requerimentos:
Proficiência em língua Inglesa (Leitura e escrita), experiência em técnicas de cultura celular, em técnicas básicas de biologia celular e molecular e em metodologias básicas de análise filogenética in silico. Conhecimento em análise computacional de genoma/transcriptoma/proteoma, em análise estatística e experiência prévia de estudo com protozoários patogênicos serão vantajosos.

Descrição dos interesses e expectativas do grupo de pesquisa:
É esperado do Doutorando selecionado que estude, de forma comparativa, as vias de defesa antioxidante de tripanosomatídeos patogênicos e não patogênicos. O estudo de genes de função central nesse sistema envolvendo desde a clonagem e sequenciamento até a expressão/silenciamento e estudo de atividade são esperados. A busca de novos alvos para o desenvolvimento de drogas e/ou vacinas é encorajado. Este estudo deve considerar análises de genômica e proteômica comparativas visando a compreensão da evolução do parasitismo e dos mecanismos de infectividade, virulência e/ou patogenicidade, dentre outros.

Publicações recentes/relevantes na área:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27036062
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21390155
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24761813
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26033728
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27840574

Como aplicar:
O ingresso como estudante de Doutorado no laboratório é realizado através de processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biociências (PPGBTC) da UFSC. Os editais de seleção usualmente são lançados entre setembro a outubro de cada ano, podendo haver outros editais em função da disponibilidade de bolsas. A realização de estágio prévio no laboratório é condição para a emissão de carta de aceite exigida pelo PPGBTC para inscrição no processo seletivo. Neste estágio serão trabalhados conceitos relacionados aos requerimentos acima. A concessão de bolsas de estudo é regulada pelo PPGBTC, sendo descrita nos editais de processo seletivo. Somente estudantes classificados com bolsa no processo seletivo serão aceitos no laboratório. Interessados em realizar estágio prévio devem enviar por email ao Prof. Edmundo C. Grisard (E-mail: edmundo.grisard@ufsc.br) uma carta explicando sua motivação e disponibilidade, apontando sua posição atual, experiências prévias e atendimento aos requerimentos acima descritos.

Para maiores informações visite:
http://www.proto.ufsc.br
http://www.biotecnologia.ufsc.br

Pesquisador alerta para risco de nova epidemia de zika em 3 anos

20/06/2017

Fonte: GazetaWeb

O neurologista e pesquisador da Universidade de Liverpool (UK), Tom Solomon, alertou para o risco de um novo surto do vírus da zika na América Latina, nos próximos três anos. A declaração foi feita durante uma palestra entre profissionais de saúde sediada no Hospital da Restauração (HR), área central do Recife, na manhã desta quinta-feira (8). A preocupação dos cientistas está associada ao fenômeno climático El Niño.

Segundo o pesquisador, em 2015 e 2016, houve uma uma explosão das infecções pelo vírus. Solomon ressaltou que muitas pessoas foram infectadas nesses anos e ponderou que, uma vez expostas, as vítimas não serão mais atingidas. “O fenômeno El Niño se apresenta a cada dois ou três anos com maior ou menor intensidade. Isso ocasiona o aumento da temperatura e também da umidade, que são propícios para a proliferarão do mosquito transmissor”, afirma.

No início deste ano, pesquisadores da universidade inglesa publicaram um artigo a respeito dessa ligação entre o vírus da zika e o El Niño, um dos mais fortes já registrado nos últimos anos. O cálculo foi feito pelos cientistas para determinar um risco de transmissão do vírus Zika. Segundo a conclusão fo estudo, em 2015, esse risco foi o maior na América do Sul, desde 1950.

El Niño é um aquecimento das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno é responsável por causar impacto no clima na América Latina como também em todo o mundo, já que tende a aumentar a temperatura global, liberando calor do mar para a atmosfera. O artigo foi publicado pela universidade na revista Proceedings of the Nacional Academy of Sciences (PNAS).

Para a médica e pesquisadora da Fiocruz em Pernambuco Fátima Militão, a única forma de prevenir uma nova epidemia é controlar o vetor. “O controle é a única maneira, realmente, de diminuir a transmissão pelo Aedes aegypti. Em termos de diagnóstico, universalidades estão desenvolvendo testes rápidos para detecção do vírus”, disse.

Transmitido por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, o vírus da zika chamou a atenção da sociedade científica por causa dos casos de microcefalia em bebês e problemas neurológicos associados. A microcefalia em bebês foi considerada questão de Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional pela Organização Mundial da Saúde.

Fortaleza recebe projeto piloto de vacinação

20/06/2017

Fonte: Diário do Nordeste

Fortaleza e Brasília foram selecionadas para implantação do projeto piloto de vacinação contra a Leishmaniose (Calazar), autorizado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura. A parceria da Prefeitura de Fortaleza com o laboratório Ceva vai permitir a imunização de 800 animais, em média. As doses foram doadas pela entidade para o desenvolvimento da pesquisa sobre a doença, em áreas da Capital, por meio da imunização e o controle do mosquito transmissor. A vacinação acontece nesta terça-feira (13/06), a partir das 9h30, nos animais do Abrigo São Lázaro.

A capital cearense foi escolhida devido às políticas públicas adotadas pela Célula de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com atividades de prevenção, controle e educação desenvolvida na área. Serão aplicadas três doses em cada animal, divididas em intervalos de 21 dias entre elas. Foram escolhidas, ainda, duas áreas para a intervenção da pesquisa: os bairros Boa Vista e Cajazeiras. Ao todo, o projeto irá imunizar aproximadamente 2 mil animais.

Doença 
A Leishmaniose é causada por um protozoário flagelado do gênero Leishmania, transmitido na picada de fêmeas do Lutzomyia longipalpis, conhecido como mosquito-palha. Os cães são as principais fontes de infecção para o vetor. Ele se reproduz em materiais orgânicos e úmidos. Nos casos dos animais doentes, a orientação do Ministério da Saúde é a eutanásia, uma vez que não existe cura para esta enfermidade. O tratamento apenas atenua os sintomas, deixando o animal como recipiente da doença, para infestação de outros cães. O teste para confirmação acontece gratuitamente por meio dos boxes de zoonoses.

A leishmaniose de humanos é uma doença que pode levar a morte. Entre os principais sintomas estão a febre, perda de peso, anemia, perda de apetite, modificações dos glóbulos brancos e das plaquetas, hemorragias e imunidade baixa.

O Brasil está entre os cinco países onde residem 90% dos casos de leishmaniose do mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A cidade de Fortaleza registrou 87 casos humanos com oito óbitos e 5.101 casos caninos em 2016. Brasília foi a outra cidade  selecionada pelo projeto.

Pesquisador alerta para risco de nova epidemia de zika em 3 anos

13/06/2017

Fonte: Gazeta de Alagoas

O neurologista e pesquisador da Universidade de Liverpool (UK), Tom Solomon, alertou para o risco de um novo surto do vírus da zika na América Latina, nos próximos três anos. A declaração foi feita durante uma palestra entre profissionais de saúde sediada no Hospital da Restauração (HR), área central do Recife, na manhã desta quinta-feira (8). A preocupação dos cientistas está associada ao fenômeno climático El Niño.

Segundo o pesquisador, em 2015 e 2016, houve uma uma explosão das infecções pelo vírus. Solomon ressaltou que muitas pessoas foram infectadas nesses anos e ponderou que, uma vez expostas, as vítimas não serão mais atingidas. “O fenômeno El Niño se apresenta a cada dois ou três anos com maior ou menor intensidade. Isso ocasiona o aumento da temperatura e também da umidade, que são propícios para a proliferarão do mosquito transmissor”, afirma.

No início deste ano, pesquisadores da universidade inglesa publicaram um artigo a respeito dessa ligação entre o vírus da zika e o El Niño, um dos mais fortes já registrado nos últimos anos. O cálculo foi feito pelos cientistas para determinar um risco de transmissão do vírus Zika. Segundo a conclusão fo estudo, em 2015, esse risco foi o maior na América do Sul, desde 1950.

El Niño é um aquecimento das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno é responsável por causar impacto no clima na América Latina como também em todo o mundo, já que tende a aumentar a temperatura global, liberando calor do mar para a atmosfera. O artigo foi publicado pela universidade na revista Proceedings of the Nacional Academy of Sciences (PNAS).

Para a médica e pesquisadora da Fiocruz em Pernambuco Fátima Militão, a única forma de prevenir uma nova epidemia é controlar o vetor. “O controle é a única maneira, realmente, de diminuir a transmissão pelo Aedes aegypti. Em termos de diagnóstico, universalidades estão desenvolvendo testes rápidos para detecção do vírus”, disse.

Transmitido por mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, o vírus da zika chamou a atenção da sociedade científica por causa dos casos de microcefalia em bebês e problemas neurológicos associados. A microcefalia em bebês foi considerada questão de Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional pela Organização Mundial da Saúde.

 

Professora do CCS lança 2ª edição do livro Parasitologia na Medicina Veterinária

08/06/2017

Resultado de imagem para Parasitologia na Medicina Veterinária Silvia Gonzalez Monteiro

Fonte: UFSM

Foi lançada na semana passada a segunda edição do livro “Parasitologia na Medicina Veterinária”, com o selo editorial Roca. A autoria da obra é de Silvia Gonzalez Monteiro, professora de Parasitologia Veterinária do Departamento de Microbiologia e Parasitologia do CCS.

O livro destaca os principais parasitos encontrados no Brasil e tem como intuito auxiliar a compreensão e tornar seu estudo mais agradável, apresentando temas como taxonomia, morfologia, biologia, patogenia e controle dos ecto e endoparasitos.

A obra está disponível no site da editora e, em breve, em livrarias do país.

 

Invenção espanhola busca revolucionar combate a zika e outros vírus

08/06/2017

Fonte: Terra

Um método inovador, elaborado por um grupo de cinco cientistas espanhóis, busca revolucionar a luta contra diferentes vírus transmitidos por mosquitos, como zika, dengue e chicungunha.

Trata-se de uma máquina desenvolvida em Valência, no leste da Espanha, capaz de separar de forma automática, com ajuda de um laser, as pupas de mosquitos machos das fêmeas, um processo-chave para reduzir a população de insetos com tecnologia nuclear.

A pupa é o estado pelo qual passam alguns insetos durante a transformação de larva a adulto.

A chamada Técnica do Inseto Estéril (TIE) consiste em esterilizar com radiação ionizada os mosquitos machos. Dessa forma, apenas as fêmeas picam os humanos e transmitem doenças.

Os machos esterilizados são liberados em áreas de risco para que se acasalem com as fêmeas, que assim deixam de se reproduzir, causando uma redução da população de mosquitos perigosos.

Uma das principais dificuldades desta técnica é a separação de sexos, um complicado e custoso processo, que é realizado até agora de forma manual, com o uso massivo de água e com uma porcentagem de erro que chega a até 6%, segundo dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A nova tecnologia, desenvolvida por uma equipe de cientistas da empresa pública espanhola Tragsa, consegue eliminar com absoluta precisão e em pouco tempo os mosquitos fêmeas, cujo tamanho é maior que o dos machos.

O biólogo Carles Tur é um dos responsáveis deste método, que está a ponto de ser concluído para a sua comercialização. “Esperamos poder conseguir com a nossa máquina um milhão de mosquitos machos por dia”, explicou à Agência Efe o cientista da Tragsa.

“Na China, o país que mais gente emprega para separar mosquitos pelo seu sexo, conseguem reunir cinco milhões de machos por semana. Estamos nos saindo muito bem com nossa maquina”, afirmou Tur.

Segundo a AIEA, para poder combater doenças como a zika com a TIE são necessárias dezenas de milhões de mosquitos esterilizados.

O novo método de seleção de sexos consiste em colocar os insetos sobre um prato pequeno transparente que gira como um toca-discos.

Uma câmera de vídeo registra em questão de milissegundos o tamanho de cada um dos insetos e envia a informação a um aparelho laser, que em seguida dispara contra as pupas maiores, deixando ao final apenas os machos.

“Desta forma, alcançamos uma separação muito precisa, sem ter de recorrer a funcionários e sem erros possíveis”, destacou Nacho Plá, outro dos responsáveis pela nova máquina.

“Buscamos algo matemático, que fosse padrão, que trabalhasse com estatísticas e que fosse o mesmo para todos os usuários e garantisse um bom resultado”, resumiu esse engenheiro agrônomo.

Este projeto tem sido desenvolvido sob os cuidados da AIEA, uma das principais impulsoras da técnica do inseto estéril, que já é aplicada em 40 países, não só contra mosquitos, mas também contra outros insetos como a mosca da fruta e a mosca tsé-tsé.

Ainda que o uso desta técnica já funcione com grande sucesso há décadas contra a mosca da fruta, a sua aplicação contra o mosquito que transmite a zika é mais recente.

A epidemia deste vírus causou pânico na América Latina em 2015 e 2016, principalmente no Brasil e na Colômbia, pela transmissão de diversas doenças aos fetos.

Com a ajuda da AIEA, o Brasil está aplicando a TIE, mas necessita de dezenas de especialistas para separar os mosquitos machos das fêmeas, o que encarece muito o processo.

O fator econômico e a precisão na hora de separar as pupas por sexos é o que destaca também Aldo Malavasi Filho, diretor-geral adjunto da AIEA para assuntos científicos.

“A separação é a parte crítica deste processo. O que fazem em Valência com o laser é grandioso, é precioso”, destacou o especialista brasileiro em declarações à Efe.

“Precisamos de um processo mais eficaz, já que a separação de mosquitos constitui entre 20% e 30% da despesa total da TIE”, ressaltou Malavasi, que estima que a máquina da Tragsa estará disponível “dentro de um ano”.

O preço estimado deste equipamento estará “abaixo de US$ 1 milhão”, segundo previu o diretor adjunto da AIEA.

Dessa forma, os países interessados poderão adquiri-lo diretamente ou a AIEA os distribuirá no marco de seu programa de cooperação técnica com Estados com poucos recursos.