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Unesp Bauru abre nove vagas para professor substituto por prazo determinado

08/01/2019

Vagas contemplam o período até o dia 25 de janeiro

Fonte: JCNET

A Faculdade de Ciências do Câmpus de Bauru da Unesp está com inscrições abertas para concurso para contratação de “Professor Substituto” até o dia 25 de janeiro

O concurso público de Provas e Títulos para contratação de Professor Substituto, por prazo determinado, em caráter emergencial, para atender excepcional interesse público, no ano letivo de 2019, em 12 horas semanais de trabalho, sob o regime jurídico da CLT e legislação complementar.

Uma vaga na área Ciências Biológicas, sub-área de conhecimento Morfologia e no conjunto de disciplinas: “Biologia Celular; Fisiologia Celular; Histologia Básica e Comparada”. Uma vaga na sub-área de conhecimento Botânica e no conjunto de disciplinas: “Biogeografia; Fisiologia Vegetal: Metabolismo; Fisiologia Vegetal: Desenvolvimento; Mediadores Químicos da Interação Planta/Animal”. Uma vaga na área de conhecimento Ecologia e no conjunto de disciplinas: “Ecologia de Campo; Estrutura de Organismos Aquáticos e Meio Ambiente; Ecologia de Ecossistemas; Biodiversidade de Insetos”. Uma vaga na área de conhecimento Evolução e Embriologia e no conjunto de disciplinas: “Evolução; História e Filosofia das Ciências Biológicas; Embriologia Comparada; Evolução da Diversidade Biológica”. Uma vaga na área de conhecimento Microbiologia e Parasitologia e no conjunto de disciplinas: “Microbiologia Básica; Farmacodinâmica e Toxicologia Ambiental; Parasitologia Geral e Humana; Microbiologia Ambiental”, vagas pertencentes ao Departamento de Ciências Bilógicas.

Para o Departamento de Educação Física as vagas são para o  conjunto de disciplinas: “Concepções Teórico Metodológicas no Ensino da Educação Física; Educação Física para Pessoas com Deficiência; Práticas Formativas para Pessoas com Deficiência; Capoeira; Práticas Formativas em Capoeira”. Uma vaga no conjunto de disciplinas: “Tecnologias da Informação e Comunicação, Mídias e Educação Física; Práticas Formativas em Tecnologias da Informação e Comunicação, Mídias e Educação Física; Estrutura e Funcionamento dos Serviços de Saúde; Fisiopatologia e Tratamento pelo Exercício: Distúrbios do Aparelho Locomotor II; Estágio Supervisionado em Fisiopatologia e Tratamento pelo Exercício: Distúrbios do Aparelho Locomotor II”.

Uma vaga para o Departamento de Física e em 24 horas semanais de trabalho, sob o regime jurídico da CLT e legislação complementar, na área Física, sub-área de conhecimento Física Geral e no conjunto de disciplinas: “Física I a IV; Laboratório de Física I a IV; Física Aplicada; Laboratório de Mecânica Aplicada; Física Geral”. Uma vaga com 12 horas na sub-área de conhecimento Física Geral e no conjunto de disciplinas: “Física I; Física II; Física III; Física IV; Laboratório de Física I; Laboratório de Física II; Laboratório de Física III; Laboratório de Física IV; Física Aplicada, Laboratório de Mecânica Aplicada, Física Geral”.

Os interessados podem se inscrever em: https://sistemas.fc.unesp.br/econcurso/

Menos mortes por malária em Moçambique com introdução de novo método de diagnóstico.

08/01/2019
Menos mortes por malária em Moçambique com introdução de novo método de diagnóstico


Fonte: Lifestyle
A diretora-nacional de Saúde Pública assinalou que o combate à malária foi marcado, em 2018, pela introdução do diagnóstico baseado na densidade parasitária.

Maria Benigna Matsinhe, citada pelo diário Notícias, afirmou que o número de casos de malária diagnosticados também baixou em 2018, atingindo 7,1 milhões contra 9,98 em 2017.

As províncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte, e Zambézia, no centro, foram as mais afetadas pela doença.

A diretora-nacional de Saúde Pública assinalou que o combate à malária foi marcado, em 2018, pela introdução do diagnóstico baseado na densidade parasitária, o que terá ajudado a diminuir o número de infeções.

No âmbito da nova abordagem, todo aquele que tiver 100 mil parasitas no sangue é considerado doente grave e deve ser internado e o que tiver abaixo dessa quantidade está sujeito ao regime ambulatório.

Nota de Falecimento: Vicente Amato Neto

21/12/2018

Morreu na cidade de São Paulo, no dia 11 de dezembro, o infectologista Vicente Amato
Neto, Professor Emérito da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Nascido em 24
de julho de 1927, em São Paulo, Amato Neto graduou-se em Medicina em 1951 na
FMUSP. Professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da
FMUSP, foi superintendente do Hospital das Clínicas da FMUSP, entre 1987 e 1992. O
médico também foi secretário de Estado da Saúde de São Paulo, entre 1992 e 1993. Sua
profícua produção intelectual na área tem como destaques a caracterização da forma
aguda e da transmissão transfusional da doença de Chagas, a caracterização clínica da
toxoplasmose adquirida, aspectos diagnósticos e terapêuticos das enteroparasitoses e as
imunizações.

Uso de radiação para impedir reprodução do Aedes aegypti é aposta do Recife no combate ao mosquito

19/12/2018
O laboratório funciona no Controle de Zoonoses (CVA) do Recife. Foto: Leo Malafaia/Esp.DP.
A estratégia faz parte do Plano de Enfrentamento às Arboviroses 2019 da capital pernambucana

O Recife será a primeira grande cidade do mundo a usar a física nuclear na luta contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de 24 arboviroses, entre elas dengue, febre chikungunya e o zika vírus. Raios gama, tipo de radiação eletromagnética capaz de alterar organismos, serão usados para tornar os mosquitos machos incapazes de se reproduzir e, com isso, controlar a população do inseto na capital pernambucana. A aplicação da radiação será feita no Centro de Mosquitos Estéreis do Recife (Cemer), inaugurado na manhã desta terça-feira (18). A unidade faz parte do Plano de Enfrentamento às Arboviroses 2019, uma das estratégias utilizadas pela Prefeitura do Recife para o controle do vetor.

O estudo para o uso de radiação em mosquitos teve início em 2013, quando o número de casos de dengue no país aumentou quase 200%. Em 2016, após a epidemia da síndrome congênita do zika, um teste com machos estéreis de Aedes aegypti foi feito no arquipélago de Fernando de Noronha. A partir de março do próximo ano, populações dos mosquitos que receberam a radiação serão liberadas em dois bairros do Recife: Macaxeira e Mangabeira, na Zona Norte da cidade. “Até o surto de chikungunya, microcefalia e zika, o brasileiro convivia com a dengue como se fosse uma gripe. Tivemos que aprender a lidar com os novos desafios e, hoje, somos referência mundial no combate ao mosquito”, afirmou o prefeito do Recife, Geraldo Julio.

Por ter sido epicentro mundial dos casos de zika vírus em 2015, o Recife foi escolhido pela Agência Internacional de Energia Atômica, entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), para ser o primeiro centro urbano do mundo a receber o laboratório de esterilização dos mosquitos. Enquanto o Brasil ficou com o projeto voltado para a área urbana, o México recebeu iniciativa semelhante, mas voltada para a zona rural. “A situação atual é de diminuição no número de casos e óbitos, mas não podemos baixar a guarda. Temos que continuar no combate, e novas tecnologias são fundamentais nesse sentido”, pontuou o secretário municipal de Saúde, Jailson Correia. Outra ação prometida pela Secretaria de Saúde do Recife para o próximo ano é aumentar o número de bairros – passando de 45 para 94 – com ovitrampas, equipamento que ajuda a monitorar mosquitos e eliminar ovos.

No laboratório recém-inaugurado, localizado no Controle de Zoonoses (CVA) do Recife e que conta com apoio científico da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Ministério da Saúde, as pupas – fase de desenvolvimento do mosquito – são irradiadas em larga escala por um equipamento de radiação, modificando o esperma dos insetos, deixando-os estéreis. A expectativa é produzir, por semana, 250 mil machos modificados. As fêmeas, únicas que transmitem doenças, usam o esperma no processo de liberação dos ovos. No entanto, no caso dos machos estéreis, não são geradas novas larvas do inseto. O acasalamento ocorre apenas uma vez ao longo da vida da fêmea do Aedes aegypti. Assim, o cruzamento com os machos modificados bloqueia a reprodução.

Com a liberação dos machos estéreis, é esperada a diminuição da densidade populacional do Aedes na cidade. Em laboratório, foi observada uma queda de 70% na viabilidade dos ovos com a inserção dos mosquitos que passaram pelo processo de radiação. Em campo, na experiência em Fernando de Noronha, a Fiocruz Pernambuco registrou uma redução de cerca de 30% de ovos viáveis. “Essa é uma solução capaz de ser reproduzida em qualquer lugar do mundo, e o Recife será a primeira grande cidade do mundo a exportar esse modelo”, ressaltou o presidente da Biofábrica Moscamed, Jair Virgínio, empresa que tem convênio de cooperação técnica com a Prefeitura do Recife para o projeto de combate ao mosquito.

Governo libera R$ 12 milhões para implantação de unidade da Fiocruz em Ribeirão Preto, SP

19/12/2018
Prédio da Faculdade de Medicina, na USP de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Rodolfo Tiengo/G1

Unidade deverá ser instalada no Supera Parque Tecnológico e será voltada a pesquisas de inovação e desenvolvimento tecnológico para a área da saúde.

O governo de São Paulo liberou um aporte de R$ 12 milhões para a implantação de um núcleo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), autarquia de inovação em saúde ligada ao governo federal, em Ribeirão Preto (SP). Essa será a primeira unidade da Fundação no Estado.

O documento foi assinado na última segunda-feira (10), durante uma reunião no Supera Parque Tecnológico, dentro da USP de Ribeirão Preto, onde o núcleo deverá ser instalado.

O recurso será repassado pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCET), iniciativa ligada à Agência Desenvolve SP. De acordo com o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Silva, o valor não se trata de um empréstimo.

“Falei diretamente com o governador Márcio França sobre a importância da Fiocruz para nossa região e ele autorizou imediatamente. É o primeiro projeto aprovado para investimento em pesquisa científica que não terá que ser pago de volta ao Estado”, afirmou o secretário.

Segundo o governo, os recursos serão destinados à implantação de projetos de pesquisa e desenvolvimento de dispositivos voltados ao diagnóstico rápido de zika, dengue e chikungunya, além de outras pesquisas voltadas à área da saúde. Os serviços serão disponibilizados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Em entrevista concedida ao G1, em março deste ano, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, informou que a Fundação planejava inaugurar a unidade no primeiro semestre deste ano, com investimento de R$ 7 milhões a serem usados na reforma e mobiliário de um prédio da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e para a manutenção das atividades no laboratório por ao menos quatro anos.

Questionada sobre nova previsão de início das atividades e a diferença de valores do anunciado anteriormente, a Fiocruz não respondeu. A Fundação disse, em nota, que os recursos serão alocados pelo Funcet ao longo de dois anos.

“Os recursos a serem alocados a fundo perdido pelo Funcet-SP da Secretaria de Ciência e Tecnologia somam R$ 12 milhões ao longo de 2 anos. Neste projeto já houve um aporte do BNDES no valor aproximado de R$ 6 milhões e que ampara o desenvolvimento do projeto”, informou.

Em nota, a Fundação também disse que o governador de São Paulo assinou documento que autoriza a utilização do fundo, mas o processo, para efeito de contratação, ainda não foi finalizado.

“Por se tratar de dispensa de contratação e financiamento a fundo perdido, o processo foi encaminhado para a Procuradoria-Geral do Estado, onde está nesse momento. Após o parecer da Procuradoria, o processo deve retornar para a Secretaria de Ciência e Tecnologia concluir e formalizar a contratação da Fiocruz através do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, vinculado à Fiocruz e com sede em Curitiba, e iniciar a operação”, informou a Fiocruz.

A Fiocruz informou que vai operar no Supera Parque a partir do Instituto, com uma plataforma de desenvolvimento tecnológico e de produção com um projeto lab on a chip, um pequeno dispositivo que integra e automatiza todas as etapas de análise laboratorial convencional em sistema que cabe em um chip.

“A expectativa é que a tecnologia venha a produzir diagnóstico rápido, sendo plataforma tanto para doenças infecciosas quanto para doenças crônicas não transmissíveis, além de reduzir o desperdício e a exposição a substâncias químicas perigosas”.

A Fundação Oswaldo Cruz está presente em 11 estados do país e existe há 116 anos, quando iniciou suas atividades no combate da febre amarela e da peste bubônica.

Acordo de cooperação

A Fiocruz já havia anunciado a instalação em fevereiro do ano passado. A iniciativa estava sendo negociada há 16 anos, entre a autarquia e a USP de Ribeirão Preto e foi aprovada após um acordo de cooperação técnico-científica.

O objetivo da iniciativa é integrar esforços e conhecimento na produção de novas tecnologias voltadas para a saúde pública, além de estabelecer parceria com empresas de biotecnologia locais para reduzir o déficit na balança comercial brasileira gerado pela importação de diferentes medicamentos para o SUS.

O acordo ainda prevê parcerias com empresas voltadas ao setor de saúde abrigadas no Supera, parque tecnológico que apoia projetos de inovação em diferentes áreas.

Zika vírus pode provocar infertilidade em homens, indica estudo

12/12/2018

14 homens infectados pelo vírus participaram do estudo; cinco deles fizeram o exame de espermograma e, em quatro, os resultados foram anormais

Fonte: OTempo

Um novo estudo, promovido pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, sugere que a infecção pelo vírus Zika também possa trazer complicações para os homens. Segundo a pesquisa, liderada pela Infectologista Vivian Avelino-Silva, da Faculdade de Medicina da  Universidade de São Paulo (USP), o zika pode causar infertilidade.

Quatorze homens infectados pelo vírus em 2016 participaram do estudo. Cinco deles fizeram o exame de espermograma e, em quatro, os resultados ficaram fora dos parâmetros de normalidade estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Observamos que, dentre os cinco homens em que fizemos a coleta de sêmen, quatro tinham o valor fora do normal, considerando a normalidade com referência da OMS. Isso sugere que pode existir um efeito de infecção por Zika que a gente ainda não conhecia, que é uma alteração prolongada, talvez até permanente, de infertilidade entre os homens”, disse Vivian em entrevista à Agência Brasil.

O estudo não é conclusivo e aponta a necessidade de que novas pesquisas sejam feitas. A pesquisadora destacou que a amostra era pequena e que a equipe não tinha exames desses cinco homens antes da infecção para comprovar que a alteração foi feita pelo zika.

“Não conseguimos provar, mas já existem estudos em animais que sugerem resultados semelhantes. Por isso achamos que o resultado é importante para que seja feito um estudo com um número maior de homens”, ressaltou a pesquisadora do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias.

Cientistas elaboram nova estratégia para combater a disseminação da malária

12/12/2018

Equipe americana identifica 631 compostos com potencial para agir sobre o parasita causador da doença antes de ele se replicar no sangue do indivíduo infectado

Fonte: Correio Braziliense

A malária é uma das enfermidades caracterizadas pela escassa quantidade de medicamentos disponíveis para o tratamento. Além disso, os protozoários responsáveis pela transmissão da doença tropical — geralmente, o Plasmodium falciparum ou o Plasmodium vivax — têm ficado resistentes a boa parte dos remédios disponíveis. Para resolver esse problema, cientistas americanos saíram em busca de moléculas que pudessem prevenir o contágio. Após uma triagem, encontraram mais de 600 compostos com potencial para evitar que a infecção atinja a corrente sanguínea de humanos. As descobertas foram publicadas na última edição da revista Science.
Os autores do estudo explicam que prevenir a malária é uma estratégia mais inteligente do que tratá-la. Entre as vantagens está o menor uso de medicamentos e a redução de chances de que o indivíduo infectado dissemine a doença. “Se você não desenvolver a malária, não poderá espalhá-la para seus vizinhos. Algumas das drogas atuais, como a cloroquina, permitem que você repasse a enfermidade mesmo enquanto está sendo tratado”, detalha ao Correio Elizabeth Winzeler, professora de farmacologia na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo.

A cientista explica que avanços tecnológicos recentes podem ajudar na criação de uma opção terapêutica protetora para a malária. “É caro e pouco prático tomar comprimidos todos os dias. No entanto, os métodos de entrega de medicamento estão ficando mais sofisticados. Você pode criar remédios injetáveis de ação prolongada ou distribuir medicamentos em adesivos, como os de controle de natalidade e nicotina. Essas tecnologias nos inspiraram a procurar novos compostos que pudessem prevenir a malária”, conta.

Segundo a cientista, a maioria das drogas para malária é projetada para reduzir os sintomas após a infecção. Elas trabalham bloqueando a replicação dos parasitas causadores da doença no sangue humano, mas não impedem a infecção ou a transmissão via mosquito. “Elas são usadas para eliminar parasitas depois de o indivíduo ter desenvolvido os sintomas da malária. Portanto, já existem bilhões de parasitas no corpo dele”, frisa Winzeler. “De muitas maneiras, a procura por novos remédios para malária tem sido uma busca por algo parecido com a aspirina: faz a pessoa se sentir melhor, mas não necessariamente vai atrás da raiz do problema”, compara.
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Dados compartilhados

A cientista e sua equipe adotaram uma abordagem diferente: atacar o parasita da malária em um estágio anterior — quando ele infecta o fígado humano, em vez de esperar até que se replique no sangue. A equipe passou dois anos extraindo parasitas da malária de mais de um milhão de mosquitos e usando tecnologia robótica para testar sistematicamente mais de 500 mil compostos químicos, avaliando se as moléculas eram capazes de interromper o parasita da malária no estágio do fígado. Depois de uma série de testes, eles reduziram a lista a 631 compostos promissores. Segundo os investigadores, essas moléculas podem formar a base para novos medicamentos para prevenção da malária.

A fim de agilizar o desenvolvimento desses remédios, os cientistas disponibilizaram os resultados para outros pesquisadores. “Uma vez que não estamos patenteando esses compostos, muitos outros cientistas em todo o mundo vão pegar essas informações e usá-las em seus laboratórios. Nossa esperança é de que isso impulsione o desenvolvimento de medicamentos antimaláricos”, justifica Winzeler.

Alberto Chebabo, infectologista do Laboratório Exame, em Brasília, acredita que o trabalho americano é interessante e surge em um momento extremamente oportuno. “Temos poucas opções médicas para a malária, e as usadas não estão mais rendendo o resultado obtido. Principalmente na Amazônia, essa resistência tem sido muito alta. Por isso, novas opções são extremamente necessárias”, frisa. O especialista também destaca que o compartilhamento de dados é um dos pontos mais interessantes da pesquisa. “Isso aumenta a chance de que novos medicamentos surjam com o foco na prevenção da malária em menos tempo”, diz.

A equipe de cientistas pretende aprofundar o estudo das 631 moléculas selecionadas e realizar testes com animais. “É difícil para muitas pessoas dormir constantemente sob redes mosquiteiras ou tomar uma pílula diária. Já desenvolvemos muitas outras opções para questões como controle de natalidade. Então, por que não a malária? A comunidade que pesquisa sobre essa doença sempre foi particularmente colaborativa e disposta a compartilhar dados e recursos, e isso me faz otimista de que logo chegaremos lá”, ressalta Winzeler.

Elas (as drogas disponíveis) são usadas para eliminar parasitas depois de o indivíduo ter desenvolvido os sintomas da malária. Portanto, já existem bilhões de parasitas no corpo dele”
Elizabeth Winzeler, professora da Universidade da Califórnia e principal autora do estudo