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5TH Congresso Mundial de Biotecnologia e 8ª Conferência Internacional sobre Descoberta e Terapia de Drogas

14/09/2018

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Fonte : Biotechnology World Congress

5th Biotechnology World Conference that will continue for three days, will provide you an opportunity to both foster collaborations and learn about the biotechnological advancements taking place in the global academic and corporate biotechnology communities.

This international conference organized by Eureka Science, is unique in bringing state-of-the-art in the field of biotechnology. It will provide an excellent opportunity to scientists to benefit from the lectures of a number of Nobel laureates and other top scientists on the current state of developments and the new challenges facing the scientists. The event is scheduled to be held at the United Nations Conference Centre (UNCC), in Bangkok, Thailand.

The conference aims to shed light on the translational nature of biotechnological research, with emphasis on both the basic science as well as its applications in industry and academia. Latest researches, business development, strategic alliances, partnering trends, product opportunities, growth business models and strategies, licensing and pharmaceutical biotechnology (e.g. vaccines, CNS, cancer, antibodies), medical biotechnology, industrial biotechnology, bioprocess engineering, protein engineering, plant and environmental technologies, transgenic plant and crops, bioremediation, and microbial diversity research will be the topics of discussion.

DEADLINE FOR EARLY BIRD DISCOUNT ON REGISTRATIONS: September 15, 2018

DEADLINE FOR ABSTRACT SUBMISSION TO PRESENT LECTURE / POSTER: December 31, 2018

Contato:

[http://globalbiotechcongress.com/archive/]

Global Biotechnology Congress 2017 [http://globalbiotechcongress.com/gbc2017/]

http://www.icddt.com;  http://www.biotechworldcongress.com

CORTE NA EDUCAÇÃO AMEAÇA 80% DAS PESQUISAS DO PAÍS

14/09/2018

Luto pela cienciaFonte: Jornal da Ciência Hoje

Programas de universidades, principais desenvolvedoras de tecnologia, podem receber R$ 580 milhões a menos. A SBPC faz contínuos alertas há dois anos sobre os cortes orçamentários. “Cortes em pesquisas têm efeito grande na economia”, aponta Ildeu Moreira, presidente da entidade. No Brasil, 80% das pesquisas em ciência e tecnologia estão ligadas a programas de universidades.

Apesar disso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do governo federal mostra que o setor receberá R$ 580 milhões a menos no ano que vem. Isso pode impactar 200 mil alunos, professores, assistentes e coordenadores da área de pós-graduação brasileira, além de devastar com a pesquisa no País.

O número é apresentado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes), a agência que administra a verba. Em documento publicado em 1º de agosto, alerta ao Ministro da Educação, Rossieli Soares, que a partir de agosto de 2019 todas as bolsas não seriam mais pagas: os 93 mil estudantes de pós-graduação – mestrados, doutorados e pós-doutorados, e os 105 mil bolsistas de formação de professores ficarão sem o recursos.

CHAMADA DO CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO (CNPQ) DESTINA R$ 3,5 MILHÕES PARA APOIAR FEIRAS E MOSTRAS CIENTÍFICAS.

14/09/2018
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Jornal da Ciencia

Fonte: Jornal da Ciência Hoje – Edição 5972, 24 de agosto de 2018

 

Data-limite para a submissão de propostas  – 24 de setembro.

Resultado final, juntamente com a contratação das propostas, está previsto para o início de dezembro. A íntegra da seleção está disponível no site do CNPq.

Objetivo: Popularizar a ciência, melhorar o ensino e identificar jovens talentos para que sigam carreiras científicas.

4º Simpósio Brasileiro de Toxoplasmose

10/09/2018

 180910 - Simposio de Toxoplasmose

A Rede brasileira de Pesquisa em Toxoplasmose tem o prazer de convidar pesquisadores e estudantes para o 4º Simpósio Brasileiro de Toxoplasmose, cujo tema é Os 10 anos da Carta de Búzios. Outras informações:

https://rbpt.net.br/programacao/

A carta de Búzios foi escrita no ano de 2008 durante o primeiro Simpósio Brasileiro de Toxoplasmose, ocorrido na cidade de Búzios no RJ em setembro daquele ano.

A carta sinalizou sobre a necessidade da criação da Rede Brasileira de Pesquisa em Toxoplasmose e também pela implementação de políticas públicas específicas para a toxoplasmose gestacional e congênita no país.

Durante o 3º Simpósio Brasileiro de Toxoplasmose ocorrido em São Paulo na USP em março de 2013, a criação da Rede foi novamente debatida e criada uma comissão para viabiliza-la juridicamente.

Em maio de 2015, durante o V Congresso Internacional em Toxoplasmose Congênita ocorrido em Belo Horizonte, o estatuto da Rede Brasileira de Pesquisa em Toxoplasmose foi aprovado.

Recentemente um avanço significativo nas políticas de saúde foi alcançado com a publicação da portaria – 204, de 17 de fevereiro de 2016, declarando a notificação da toxoplasmose gestacional e congênita como compulsória em regime semanal. Entretanto precisamos avançar ainda mais. Nesse contexto, a Rede vem trabalhando na construção conjunta com o Ministério da saúde pela elaboração de documentos e proposições que possam fundamentar a plena notificação da doença conforme requer a portaria de consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017, que ratificou a Portaria n. 204 de 2016.

O 4º Simpósio Brasileiro de Toxoplasmose conta com o apoio e participação substancialmente importantes de autoridades de saúde e do corpo técnico do Ministério da Saúde, por meio da equipe de Vigilância de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da Coordenação Geral de Doenças Transmissíveis, além de representantes estaduais que desenvolvem atividades relacionadas à doença.

Centro de Zoonoses participa de pesquisa sobre leishmaniose com Fiocruz e UFPB

10/09/2018

Foto: Secom/JP

Fonte: Paraíba Online

O Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (CVAZ) de João Pessoa está participando de uma pesquisa em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para o controle da leishmaniose em humanos e cães. Para desenvolver o estudo, o CVAZ vai contribuir na identificação das áreas com maior presença do mosquito palha, transmissor da doença também conhecida como calazar.

De acordo com o projeto, durante dois anos serão monitoradas as populações desses mosquitos em casas da Capital para identificar como eles estão distribuídos pela cidade. Além disso, a pesquisa busca verificar em quais períodos do ano há maior quantidade do vetor e quais são as características físicas das áreas endêmicas.

A bióloga e pesquisadora Bruna Queiroz explica que o estudo será um importante instrumento para controlar a disseminação da leishmaniose em João Pessoa, como também em outros municípios. “Atualmente, caso o cão esteja infectado por calazar, ele precisa ser eutanasiado. Com o conhecimento sobre a distribuição e o comportamento do mosquito, será possível tomar medidas para evitar a contaminação dos cães e seres humanos pelo protozoário causador”, afirmou.

Segundo o gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, Nilton Guedes, o estudo deverá propiciar a elaboração de novos métodos e estratégias de combate ao mosquito palha. “Teremos oportunidade de direcionar melhor nosso trabalho educativo e realizar as ações de combate ao vetor nos momentos mais oportunos, devido à sazonalidade do mosquito”, observou.

A pesquisa está sendo desenvolvida pelo Laboratório Interdisciplinar de Vigilância Entomológica em Díptera e Hemíptera da Fiocruz e o Laboratório de Mamíferos da UFPB. “Após o estudo, poderemos evitar que cães sejam sacrificados e que pessoas sejam acometidas pela doença”, concluiu a pesquisadora.

Casos – Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que casos de leishmaniose em humanos estão controlados em João Pessoa. Este ano, foram notificados cinco casos da doença e apenas um foi confirmado até o momento.  No ano passado, foram registradas 12 notificações, sendo seis casos confirmados. Nos últimos dez anos, o ano com o maior número de notificações foi 2012, com 11 casos confirmados.

Leishmaniose  – A transmissão da leishmaniose visceral acontece quando fêmeas de insetos flebotomíneos infectados, conhecidos como mosquito palha, picam cães ou outros animais contaminados e depois picam o homem, levando  o protozoário para a corrente sanguínea humana.

No homem, a doença tem sua evolução longa, podendo durar alguns meses ultrapassar o período de um ano. Provoca febre irregular e prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele ou das mucosas, falta de apetite, perda de peso e inchaço do abdômen, devido ao aumento do fígado e do baço.

Serviço – A Rede Municipal de Saúde fornece exame para os animais de forma gratuita através do CVAZ. A população pode levar o animal na unidade para a coleta do sangue e o resultado e entregue em aproximadamente 30 minutos. Como se trata de uma doença de risco à saúde pública, é realizado também o controle por meio de demanda ativa nas áreas que tenham a presença do flebótomo, inseto transmissor da doença.

O serviço está localizado na Rua Walfredo Macedo Brandão, nº 100, no bairro dos Bancários e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A população também pode entrar em contato por meio dos telefones: 3218-9357 ou 3214-3459.

Brasil tem queda de até 60% nos casos de doenças do Aedes, mas dengue ainda atinge 193 mil pessoas

03/09/2018
Mosquito Aedes Aegypti é alvo de campanha em todo país para combater dengue, chikungunya e zika (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

 

O Brasil apresentou uma redução de 57% nos casos de zika, 60% nos de chikungunya e 5% nos de dengue até agosto deste ano em relação ao mesmo período de 2017. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Ministério da Saúde. Mesmo com uma queda no número de infecções, as três doenças somam 269 mil casos suspeitos e 117 mortes.

Zika, dengue e chikungunya são doenças causadas por vírus. Os micro-organismos de cada doença usam o mosquito Aedes aegypti como vetor. No caso da zika, a transmissão também ocorre de mãe para filho durante a gravidez, podendo causar problemas como a microcefalia. A dengue representa a maior parte dos casos atualmente no Brasil: 72% das suspeitas e 78% das mortes.

Nenhuma das três doenças tem uma vacina disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em julho de 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a venda da primeira vacina contra a dengue, a Dengvaxia. No início deste ano, o próprio laboratório anunciou que o produto só deveria ser aplicado em quem já teve a doença para evitar riscos à saúde. A Organização Mundial da Saúde confirmou a recomendação.

Por isso, pelo menos por enquanto, existem saídas mecânicas de combate às doenças. Passar repelente, não deixar água parada, projetar versões transgênicas do mosquito.

A febre amarela também é considerada uma “doença do Aedes”, mas apenas quando está em sua versão urbana – não registrada no país desde 1942. A doença apresentou um surto novamente no ano passado e início deste ano, mas do tipo silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes.

Recorte por estado

Ao olhar para cada uma das regiões do Brasil, e depois por estado, é possível ver uma mudança na região onde ocorre o ciclo de transmissão das doenças. No caso da dengue, o Centro-Oeste registra o maior número de casos neste ano, seguida pelo Sudeste. O estado mais afetado é Goiás, com 60.804 casos – 31% de todo o país.

Em 2017, o cenário era um pouco diferente: a maior parte dos casos foi registrada no Nordeste, número puxado pelo Ceará, com 37.661 infecções suspeitas, e pela Bahia, com 8.266. Ano passado, no entanto, já era possível prever que o Goiás estava com um foco de dengue e já apresentava 55.415 casos.

No caso da chikungunya, o ano de 2017 atingiu o Nordeste: foram 137.033 suspeitas da doença até agosto, contra 9.108 em 2018 – uma queda de 93%. Neste ano, o foco está no Sudeste, com 41.115 casos neste mesmo período (59% do total do país), sendo que dois terços (29.619) estão no Rio de Janeiro.

O zika foi a surpresa de 2015. Em abril daquele ano, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) detectaram pela primeira vez o vírus em amostras de sangue e, em setembro do mesmo ano, médicos de Pernambuco e da Paraíba começaram a notar casos de microcefalia. Em março de 2016, o vírus já estava em todo o país. O Brasil teve 214 mil infecções naquele ano, uma taxa de 104,8 casos por 100 mil habitantes.

Neste ano, a situação é bem diferente: 6.685 suspeitas, uma taxa de 3,2 por 100 mil habitantes. O Nordeste é a segunda região mais atingida. Em primeiro lugar está o Sudeste e, assim como no caso da chikungunya, o Rio de Janeiro é o estado mais afetado.

Cerca de 10% dos alimentos à base de açaí no PA e RJ apresentaram DNA do parasito que transmite Chagas

03/09/2018

O barbeiro (Rhodnius prolixus), inseto transmissor da doença de Chagas (Foto:  AXS)

O estudo analisou 140 amostras de alimentos à base de açaí e que foram coletadas em feiras e supermercados do Pará (2010 à 2015) e do Rio de Janeiro (2010 à 2012). A presença do material genético do parasito Trypanosoma cruzi foi detectada em 14 produtos, ou seja, 10% do total das amostras. O DNA do inseto que transmite o parasito, conhecido como barbeiro, também foi identificado em uma das amostras.

Segundo a Fiocruz, a contaminação foi verificada em produtos comercializados nos dois estados, sendo que o DNA do parasito foi detectado em diferentes alimentos, incluindo frutos frescos, sucos de açaí e polpas congeladas, misturadas ou não com xarope de guaraná e frutas.

Açaí é um dos produtos mais consumidos e procurados no mercado (Foto: Tarso Sarraf / Arquivo Pessoal)

 

Açaí é um dos produtos mais consumidos e procurados no mercado (Foto: Tarso Sarraf / Arquivo Pessoal)

A Fiocruz destacou que a identificação do DNA do parasito nos alimentos não implica, necessariamente, no risco de transmissão da doença de Chagas, porque o material genético pode ser detectado mesmo se o organismo estiver morto e, com isso, incapaz de provocar infecção. Mesmo assim, a Fundação alerta para a necessidade de reforço das boas práticas de higiene e manufatura dos produtos derivados do açaí.

“Reforçamos que, como não foi avaliado o potencial de infecção dos microrganismos, é provável que eles estivessem mortos e não pudessem provocar o agravo. Mas a simples presença do DNA do parasito mostra que houve contato com o alimento, apontando para falhas no processo de produção que podem levar à transmissão da doença de Chagas”, afirmou Otacílio Moreira, pesquisador do Laboratório de Biologia Molecular de Doenças Endêmicas da Fiocruz.

Os pesquisadores ressaltaram que o DNA do parasito foi encontrado em itens produzidos por indústrias de alimentos, que deveriam aplicar normas rígidas para garantir a segurança dos produtos.

“Apesar de existirem importantes estratégias sendo implementadas, o Brasil ainda está num estágio embrionário e pontual no combate à doença de Chagas transmitida pelo consumo alimentar, incluindo o açaí. As boas práticas de higiene e de manufatura, assim como a aproximação entre instituições de ciência e os produtores de açaí, são essenciais para contribuir na solução deste problema”, disse a pesquisadora Renata Trotta Barroso Ferreira.

Doença de Chagas

Dados do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2016, o Brasil registrou, em média, 200 casos agudos de doença de Chagas por ano. Destes, 69% foram causados por transmissão oral, derivada da contaminação de bebidas e comidas.

Embora casos de infecção já tenham sido ligados ao consumo de outros alimentos, o açaí é o item mais frequentemente associado a essa rota de transmissão do Trypanosoma cruzi. Entre as notificações registradas de 2007 a 2016, cerca de 95% ocorreram na região Norte, com 85% no estado do Pará, onde o consumo do suco fresco de açaí é um item tradicional da cultura alimentar.

Casos recentes no Pará

Açaí (Foto: Divulgação)

O Instituto Evandro Chagas confirmou no dia 20 de agosto a contaminação de 20 pessoas com a doença de Chagas em Acará, no nordeste do estado. Os casos foram confirmados após dois surtos da doença terem ocorrido em duas famílias após terem ingerido o açaí contaminado.

Em Tucuruí, sudeste do Pará, a Secretaria de Saúde do município confirmou no dia 7 de março três de casos de doença de chagas. As vítimas são da mesma família e a suspeita de contaminação teria sido pelo consumo do açaí.