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Fiocruz discute impacto das fake news na saúde das pessoas

21/03/2019
A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio,  participa da roda de conversa Morar em Liberdade: 15 anos do Programa de Volta para Casa, no Memorial do MPF.

Fabiana Damásio: é preciso refletir sobre
a divulgação instantânea de
informações nas redes sociais  – Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil

Fonte: IstoÉ

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) discute nesta semana como as chamadas fake news – informações falsas veiculadas sobretudo em redes sociais – afetam a saúde das pessoas. O II Seminário Internacional Relações da Saúde Pública com a Imprensa: Fake News e Saúde, que começou hoje (19) em Brasília, conta com mesas redondas e rodas de conversa entre jornalistas, pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes e interessados no tema.

Na cerimônia de abertura, a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, lembrou da necessidade de se criar espaços cada vez mais abertos em torno de debates sobre fake news e destacou o desafio de comunicar algo tão importante e complexo como os temas envolvendo a saúde pública. “No momento em que organizamos um evento como este, é exatamente reforçando a comunicação como um espaço estratégico”.

“Precisamos refletir sobre o que está acontecendo hoje no Brasil em termos de proliferação e divulgação instantânea de informações por meio de dispositivos e redes sociais”, disse, ao citar especificamente um áudio que circulou nas redes sociais no ano passado e que pedia às pessoas que não se imunizassem contra a febre amarela. “Precisamos abordar a questão de forma ética, crítica e vigilante”.

Para a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz Rio de Janeiro, Elisa Andries, a comunicação, no âmbito da saúde pública, deve ser vista como uma questão prioritária e fundamental para que instituições como a própria Fiocruz sejam tidas como uma espécie de agente de checagem de informação. Ela citou áudios veiculados em redes sociais, em 2015, com informações falsas sobre infecções pelo vírus Zika no Brasil.

“As fake news na saúde são muito associadas ao medo. Elas se disseminam muito por conta do medo que as pessoas sentem em relação a doenças e patógenos”, disse. “A imprensa livre e forte também é importante para lutarmos contra as fake news. Vejo o jornalismo como um apoio importante pra trabalharmos juntos contra a disseminação de notícias falsas”, concluiu Elisa.

Dois tipos de mosquito foram responsáveis por transmitir Febre Amarela no Brasil

13/03/2019

Fonte: Jornal Nacional

Reportagem do Jornal Nacional de 11 de março revela que dois tipos de mosquitos são os responsáveis por transmitir a Febre Amarela no Brasil.

Link do vídeo: Vídeo Globo Play da Febre Amarela

Estudo aponta dados clínicos de casos mais graves de febre amarela

13/03/2019

Vírus apresenta taxas de letalidade similares ao ebola, exigindo atenção aos casos de maior carga viral

Fonte: Jornal da USP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) eleva o alerta sobre a febre amarela no Brasil e amplia a área onde a vacinação é recomendada a estrangeiros e turistas que visitem o País. Para a entidade, existem indícios de que uma “terceira onda” de contaminação esteja sendo iniciada, numa progressão do surto em direção ao Sul e Sudeste do Brasil. A iniciativa foi tomada depois que casos em humanos foram notificados de julho de 2018 a janeiro de 2019 em nove municípios do Estado de São Paulo, bem como a confirmação de casos humanos e epizootias (mortes de macacos) por febre amarela no Estado do Paraná. Imunização é a medida mais importante, segundo a OMS. Um seminário na Faculdade de Medicina (FM) da USP irá discutir o tema.

O professor da unidade, infectologista Esper Kallás, surpreende-se com a falta de tratamentos relativos à doença, ainda que descoberta há mais de século. A faculdade, então, reuniu esforços junto ao Hospital das Clínicas (HC) e ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas, com o intuito de pesquisar sinais e sintomas de piora nos quadros, além de propor medidas que inibam a multiplicação e diminuam a quantidade de vírus no organismo (os antivirais).

A febre amarela manifestou-se no Brasil pela última vez na década de 40. Só agora, em 2013, voltou a aparecer. Apesar de ressaltar a eficácia da vacina, o médico (especialista em imunologia clínica e alergia) afirma a necessidade de salvar aqueles já infectados. Os casos relatados e analisados apresentam mortandade de cerca de 30% entre aqueles já doentes, em algumas séries estatísticas até de 40%. O avanço dos estudos indica que pessoas mais velhas, com maior índice inflamatório, estágios avançados de lesão hepática e genética mais suscetível são aquelas em maior risco. O principal alvo do vírus é o fígado, órgão vital.

A ética médica exige atenção àqueles mais vulneráveis, identificá-los é o primeiro passo. Mesmo assim, nas avançadas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) do HC e Instituto de Infectologia Emílio Ribas, os óbitos ocasionalmente não podem ser evitados. Foram tentados em quadros gravíssimos o transplante de fígado no contaminado. Além disso, “pesquisadores das três instituições juntaram-se para testar a ação de medicamentos indicados no combate da hepatite C, com o fim de limitar a ação viral da febre amarela”, informa Kallás.

A prevenção continua sendo o melhor remédio, de qualquer maneira. A doença é, sobretudo, relativa aos macacos. Acompanhar a infecção nesses animais é fundamental para se descobrir a direção das futuras ondas. Advinda do Norte e Nordeste, passou pelos estados de Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, e agora está no Paraná. Em vista disso, deve-se acelerar as campanhas de vacinação, visando ao próximo período entre dezembro deste ano e maio que vem, dada a sazonalidade da febre amarela (época de reprodução dos mosquitos transmissores).

Organismo exposto à dengue pode estar imune ao zika vírus

19/02/2019
Em parceria com um laboratório, Instituto Butantan deve começar a produzir imunização ainda em dezembro

Em parceria com um laboratório, Instituto Butantan deve começar a produzir imunização ainda em dezembro

Fonte: Hoje em Dia

Dores no corpo e de cabeça, febre e dias de cama. Muitas pessoas tiveram esses sintomas após contrair dengue. Mas uma pesquisa, publicada recentemente na revista Science, sugere que quem passou por esse transtorno pode, no final, ter tido um benefício: produzido anticorpos que neutralizam a ação do zika vírus, causa em potencial para o nascimento de crianças com microcefalia.

O estudo foi feito por brasileiros em conjunto com institutos norte-americanos. Para se chegar ao resultado, eles analisaram a reação de anticorpos no organismo de moradores do bairro Pau da Lima, em Salvador (BA), bastante afetado pelo surto de zika em 2015. 

Inicialmente, o levantamento buscou entender os impactos da enfermidade no organismo de uma pessoa que já tinha previamente contraído dengue. Coordenador da pesquisa, o professor Frederico Costa, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explicou que havia um receio de que uma segunda infecção, dessa vez por zika, piorasse o estado de saúde do doente. 

O temor fazia sentido. Tanto a dengue quanto o zika são transmitidos por vírus “parentes” – os flavivírus –, com genéticas semelhantes. Por isso, uma nova contaminação poderia ser sinônimo de complicações parecidas com as de quem teve dengue mais de uma vez, evoluindo para a forma hemorrágica.

Esse resultado decorre de um processo chamado “potencialização dependente de anticorpos” (ADE, na sigla em inglês). “No caso da dengue acontece da seguinte forma: a pessoa contrai um dos quatro tipos do vírus e o corpo produz anticorpos contra ele. Mas, quando ela contrai a enfermidade novamente, de outro tipo, os anticorpos anteriormente produzidos não conseguem combatê-lo. Pelo contrário, acabam ajudando-o a entrar mais rapidamente nas células, gerando o quadro mais grave da doença”, explica Frederico Costa.

“O estudo permite compreender a associação entre a dengue e o zika, ambos transmitidos pelo Aedes aegypti. Outro ponto destacado é que os vírus causadores das doenças são de mesmas famílias, o que pode impactar nas estratégias de combate e prevenção a elas”

Constatação

Entretanto, o que se observou na pesquisa foi o contrário. Segundo o virologista Ernesto Azevedo Marques, do Departamento de Doenças Infecciosas da Universidade de Pittsburgh (EUA), 73% dos moradores do Pau da Lima contraíram zika em 2015. Seis meses depois, a transmissão caiu a quase zero.

Os especialistas, então, foram atrás de respostas para a queda dos números, uma vez que a taxa de contágio da doença era extremamente alta na época. “Observamos que muitas pessoas que haviam contraído dengue não foram infectadas por zika. À medida que elas tinham mais anticorpos contra a primeira infecção, menor a possibilidade de contágio da segunda”, afirmou. 

“A conclusão sugere que cada duplicação dos níveis de anticorpos contra dengue corresponde a uma redução de 9% no risco de infecção pelo zika”, disse Marques, que também participou do levantamento.

Estratégias de vacinação

O estudo pode impactar na estratégia de vacinação contra a dengue no Brasil. Uma vez que a doença é endêmica e há interesse nacional na produção do imunizante, especialistas estão ansiosos por resultados de novos testes envolvendo a associação do vírus com o zika.

Coordenador do grupo de pesquisa da proteção contra a dengue em desenvolvimento na UFMG, o professor Flávio da Fonseca reforça dois pontos. “Se antes havia um temor de que a manipulação desses anticorpos (da dengue) no paciente poderia ser maléfica em caso de contato com o zika, isso está sendo refutado”, frisa.

Outra questão levantada pelo especialista é que a conclusão da pesquisa pode aumentar o interesse do poder público na produção da imunização. “E, quem sabe, mais pesquisas indiquem, num futuro próximo, que uma vacina acabe ajudando a proteger contra outras doenças”, diz o docente.

Entretanto, tanto Flávio da Fonseca quanto os pesquisadores envolvidos no estudo pedem cautela na análise da descoberta. “Tudo ainda está no início. Precisamos de outros trabalhos e mais pesquisas para termos certeza dos resultados”, ponderou o professor Frederico Costa, da Fiocruz.

Em dezembro

Até lá, a expectativa está voltada para o início da produção de uma vacina contra a dengue pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, em parceria com um laboratório de medicamentos. A previsão é a de que a fabricação seja iniciada em dezembro deste ano.

De acordo com a instituição, atualmente os trabalhos concentram-se nos testes em humanos. O próximo passo já será o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a distribuição e comercialização das doses.Editoria de Arte

Dengue zika

Febre amarela: OMS alerta para possível terceira onda de surto

19/02/2019
A Organização Mundial da Saúde, baseada nos casos recentes de infecção pelo vírus da
febre amarela, pede para o Brasil reforçar as medidas de prevenção

Fonte: JP News

Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em seres humanos entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O país registra, segundo a entidade, oito mortes confirmadas por esse vírus no mesmo período.

As infecções se concentram em 11 municípios de dois estados. Em São Paulo, foram confirmados casos em Eldorado (16 casos), Jacupiranga (1), Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1). No Paraná, duas pessoas apareceram com a doença – uma Antonina e outra em Adrianópolis. O local de infecção de mais um último episódio confirmado de febre amarela está sob investigação.

De acordo com a OMS, 89% dos afetados foram homens, com média de idade de 43 anos. Ao menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais.

“Embora seja muito cedo para determinar se esse ano apresentará os altos números de casos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.

Em outras palavras, a febre amarela também estaria avançando para regiões com menor adesão à vacina Atualmente a recomendação de vacinação vale para o Brasil inteiro.

O passado recente da febre amarela.

Dados da OMS apontam que, na primeira onda de febre amarela, entre 2016 e 2017, foram confirmados 778 casos e 262 mortes. Já na segunda, entre 2017 e 2018, foram contabilizadas 1 376 infecções, com 483 óbitos. O período classificado como sazonal para o aparecimento ou aumento de casos da doença no Brasil geralmente ocorre entre dezembro e maio.

Mosquito da dengue também ataca em noites quentes, conclui pesquisa

30/01/2019
Laboratório da Fiocruz: destaque em vários estudos sobre o Aedes

Laboratório da Fiocruz: destaque em vários estudos sobre o Aedes – FOTOS DE Divulgação/Fiocruz

Fonte: O Dia IG

Rio – Antes conhecido apenas por seus ataques diurnos, o Aedes aegypti — vetor da dengue, zika e chikungunya — também ataca à noite, se a temperatura ambiente estiver alta. A descoberta inédita é de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que concluíram uma pesquisa sobre o assunto. Pelo estudo, que durou nove anos e envolveu seis cientistas, comprovou-se que os mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus (o popular pernilongo ou muriçoca) apresentam reações diferentes aos estímulos de luz e calor, fatores fundamentais na regulação do relógio biológico dos seres vivos. Enquanto o Culex guia seus ciclos de atividade e repouso principalmente pelas variações de luminosidade, o Aedes sofre maior influência da temperatura.

“Ao contrário do que se pensava, o Aedes — que se alimenta e coloca preferencialmente seus ovos durante o dia, enquanto usa a parte da noite para repousar — pode estender suas atividades noturnas, caso haja elevação da temperatura. Ou seja, num país em que noites são quase tão quentes quanto os dias, especialmente em regiões como o Sudeste, as possibilidades de transmissão das doenças no período noturno se potencializam”, adverte a pesquisadora Rafaela Vieira Bruno, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos do IOC e coordenadora do estudo.

O resultado do trabalho, único do tipo no mundo, acabou de ser publicado na revista científica ‘Journal of Biological Rhythms’. De acordo com especialistas, o achado pode ter impacto significativo em dados sobre a disseminação das doenças, uma vez que os padrões de locomoção interferem em aspectos importantes da biologia dos insetos, incluindo metabolismo, gasto energético, bem-estar e eficiência para transmissão de patógenos.

Em quase uma década, os observadores simularam diferentes condições de luz e calor. “Observamos que o Culex, a exemplo de outros insetos, mantém seu padrão noturno de locomoção, independentemente das mudanças de temperatura. Por outro lado, o Aedes troca o dia pela noite, quando confrontado com um dia frio e uma noite quente”, detalha a bióloga.

A pesquisa contou com a colaboração dos laboratórios de Biologia Molecular de Insetos, de Mosquitos Transmissores de Hematozoários e de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores do IOC, além do Instituto de Biologia do Exército (Ibex) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular (INCT-EM).

Ritmos diários

Todos os seres vivos contam com mecanismos para ajustar seus comportamentos aos ciclos diários. A alternância entre vigília e sono é o exemplo clássico do ritmo circadiano (período completo de 24h), mas diversos outros comportamentos são regulados pelo relógio biológico. Nos mosquitos, os mais importantes são atividade locomotora, reprodução, busca pelo criadouro, postura de ovos e busca pelo hospedeiro — ou seja, fonte de sangue para alimentação.

Esses comportamentos são orientados por moléculas conhecidas como genes de relógio, que atuam no cérebro e nos tecidos dos insetos. “O relógio biológico é ajustado pelas condições ambientais. Os ciclos de claro e escuro e de temperatura são, geralmente, os fatores mais importantes para regular os genes de relógio. Na presença das variações ambientais, os ritmos circadianos são sincronizados”, diz Rafaela.

Em uma incubadora, os insetos foram submetidos a condições variadas de luz e calor. A locomoção foi monitorada por sensores de infravermelho.

Teste nos mosquitos misturou situações de luz

Para investigar estímulos de comportamento dos mosquitos, os pesquisadores utilizaram condições conflitantes de luz e calor. Em ciclos de claridade a 20ºC e escuridão a 30ºC, o Aedes ajustou seu relógio biológico pela temperatura e passou a se movimentar mais durante a noite.

A chikungunya e a febre amarela apresentaram um aumento substancial em 2018 no estado do Rio. Em comparação a 2017, os casos de chikungunya foram 770% maiores, e podem até chegar ao nível epidêmico ainda neste verão. Já a febre amarela, que era tida como erradicada no país, cresceu 870% nos municípios fluminenses. Sua alta letalidade (30% dos pacientes) preocupa. A dengue, por sua vez, matou de 400 a 2 mil pessoas em 2018, segundo dados da Superintendência de Vigilância em Saúde.

“Cerca de 80% dos focos do mosquito estão nas casas. Ou seja, a redução de doenças está nas mãos de cada morador. Não há melhor solução ainda do que eliminar recipientes com água parada”, insiste o infectologista da Fiocruz, Rivaldo Venâncio.

Este mês também, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram a criação de uma armadilha para o Aedes. Trata-se de uma caixa com lâmpadas de LED nas cores azul, amarela e verde, que atraem e matam as fêmeas do mosquito.

Vacina experimental contra zika evita microcefalia em cobaias

30/01/2019
Vacina experimental contra zika evita microcefalia em cobaias

Fonte: Diário da Saúde

Vacina sem ovos e sem refrigeração

Cientistas da Universidade Católica de Lovaina (Bélgica) afirmam ter desenvolvido uma nova vacina contra o vírus zika.

“Para isso, nós nos baseamos na vacina contra a febre amarela. O vírus da febre amarela está intimamente relacionado ao vírus zika e é transmitido pelo mesmo mosquito. A vacina é muito segura e oferece proteção vitalícia,” garante o professor Johan Neyts.

O principal benefício será evitar que o vírus cause microcefalia e outras condições graves em bebês.

“Nós substituímos um pedaço da informação genética da vacina contra a febre amarela com o código correspondente do vírus zika. Para projetar a vacina, nós usamos uma nova tecnologia que desenvolvemos anteriormente em nosso laboratório e que possibilita produzir a vacina em fermentadores, em vez de em ovos de galinha fertilizados.

“Outra vantagem importante é que a vacina permanece estável mesmo em altas temperaturas, o que faz muita diferença para uma vacina que também se destina a ser utilizada nos cantos mais remotos das áreas tropicais e subtropicais,” disse Neyts.

A vacina mostrou-se eficaz em camundongos prenhes. Os filhotes das mães vacinadas desenvolveram-se normalmente e o vírus também não foi encontrado em seus cérebros ou outros órgãos.

“Essa proteção completa é notável,” disse o Dr. Kai Dallmeier, membro da equipe: “Agora pretendemos desenvolver ainda mais a vacina, que poderá então ser usada para vacinar rápida e efetivamente a população em caso de um novo surto do vírus zika. Isso deve evitar muito sofrimento”.

Antes disso, porém, será necessário passar por todas as etapas de avaliação de segurança e, a seguir, de testes em humanos.