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ANM discute doenças transmitidas por mosquito e situação epidemiológica atual

27/09/2016

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Fonte: Jornal do Brasil

Em Simpósio realizado na última quinta-feira (22) na sede da Academia Nacional de Medicina, o Dr. David Uip, Secretário de Saúde do Estado de São Paulo, realizou conferência abordando a situação das principais arboviroses (doenças transmitidas por mosquito) circulantes no Brasil – Dengue, Zika e Chikungunya. O médico infectologista, Professor Titular de Doenças Infecciosas da USP, apresentou também o plano de combate e controle de arboviroses implementado no estado de São Paulo.

O Dr. David Uip iniciou sua exposição fazendo um importante registro acerca da precarização dos serviços de saúde no Brasil. Segundo o médico e gestor, o modelo de municipalização empregado atualmente prevê a seguinte distribuição: ao Governo Federal cabe a formulação de políticas públicas e o financiamento; ao Governo Estadual, a governança e o co-financiamento; e, ao Governo Municipal, o atendimento aos pacientes, o controle do vetor e a descoberta de novos focos. Tal distribuição gera uma expectativa de ação municipal em contrapartida a uma situação de subfinanciamento e má gestão. Para reverter este quadro, o Governo Estadual de São Paulo estabeleceu um pacto junto às prefeituras municipais, visando assumir protagonismo no controle e combate das arboviroses.

No que se refere às políticas públicas, o Dr. David Uip ressaltou que o trabalho que vem sendo desenvolvido com os vírus Zika e Chikungunya baseia-se em grande medida no que foi feito anteriormente, nas quase três décadas de combate à dengue, que, em São Paulo, alcançou uma redução de 77% na incidência da doença e uma redução de 84% nas taxas de mortalidade. O principal desafio a ser vencido, neste caso, foi o grande número de municípios existentes no estado de São Paulo (645) e as grandes diferenças existentes entre eles.

Apresentando o cenário atual da Dengue no Brasil, salientou a grande discrepância existente entre as diferentes regiões, apontando para uma concentração de 59,8% dos casos na região Sudeste, contra apenas 2,6% da região Norte, por exemplo. No caso específico do estado de São Paulo, uma das principais características da epidemia de Dengue é a heterogeneidade da distribuição da doença: ainda que haja 30,8% dos municípios em estágio inicial de transmissão, há também 24,5% em estágio de emergência.

Sobre Chikungunya, o Secretário de Saúde do Estado de São Paulo classificou-a como a arbovirose circulante com o quadro mais preocupante, principalmente por se tratar de uma doença insidiosa, prevalente e, o mais importante, no início do processo de ser causadora de mortes. Segundo especialistas, a cada epidemia a doença parece se tornar ainda mais severa. A prioridade, dentro deste cenário, é o estabelecimento de critérios rigorosos para o diagnóstico da Chikungunya, melhorando a discrepância que existe atualmente entre o número de casos notificados e os casos confirmados.

Para o médico, outra característica que torna a Chikungunya perigosa é seu caráter crônico: o tempo pelo qual os sintomas podem se estender varia muito de paciente para paciente, o que reduz as possibilidades de monitoramento desse paciente uma vez que ele sai da fase aguda. Em termos de gestão pública, a demanda por atendimento e os gastos provenientes do paciente com Chikungunya têm potencial para superarem em muito os gastos relacionados à dengue, por exemplo.

Situação completamente diferente se observa com relação ao Zika vírus, classificada pelo Dr. David Uip como similar a uma “tempestade” – a assustadora expansão da doença pelo país não deve se manter por muito mais que três anos, segundo o médico.

O principal desdobramento negativo associado ao zika vírus é o aparecimento da chamada síndrome congênita – dentro da qual se enquadra o surto de microcefalia registrado nos últimos meses. Os estudos apresentados indicam que, até o dia 13 de setembro de 2016, foram notificados 678 casos de microcefalia, dos quais 319 estão em investigação, 338 casos foram descartados, 14 sugestivos de infecção congênita e 07 casos confirmados com amostra positiva para Zika.

Em resposta ao atual cenário, o governo de São Paulo montou força-tarefa para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, da febre Chikungunya e do Zika vírus. Formado por policiais militares, agentes da defesa civil, médicos e enfermeiros da Polícia Militar, o grupo conta também com o reforço de 500 novos agentes comunitários de saúde. O objetivo do trabalho é localizar e eliminar os criadouros, uma vez que 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das casas.A estratégia faz parte do chamado Plano Estadual de Combate às Arboviroses. Entre outras medidas, o plano prevê treinamento de profissionais de saúde para diagnóstico e manejo clínico de casos suspeitos e realização de exames sorológicos.

Ao final de sua apresentação, o Dr. David Uip apresentou as ações de combate de arboviroses para o 2º semestre de 2016, que incluem a organização de mutirões em parceria com a Defesa Civil do Estado, com voluntários de entidades religiosas e organizações não-governamentais; a remuneração extra para agentes municipais que atuarem em mutirões de combate ao Aedes nos finais de semana; a coleta de pneus em parceria com a iniciativa privada em 300 municípios do Estado; o firmamento de parcerias com a iniciativa privada, ONGs e entidades de classe, além da mobilização para o Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti.

 

STF pode julgar aborto para grávidas com zika este ano

27/09/2016

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Fonte: Agência Brasil

A possibilidade de aborto para mulheres infectadas pelo vírus Zika pode ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ainda este ano. A questão foi levada à Corte em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), que questiona as políticas públicas do governo federal na assistência a crianças com microcefalia, malformção provocada pelo vírus.

A previsão de julgamento foi feita hoje (23) pela presidente do STF e relatora da ação, Cármen Lúcia, em conversa com jornalistas. “Chegou da procuradoria [Procuradoria-Geral da República] e agora tem a medida cautelar. Estou trabalhando nisso. Esse é um caso sério. Acho que dá [para julgar este ano], mas não sei. Ontem julgamos bem, julgamos oito processos, depende muito”, disse a ministra, referindo-se à pauta da Corte.

No começo de setembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF parecer favorável à autorização do aborto para gestantes com o vírus Zika, que pode causar microcefalia nos  bebês.

“A continuidade forçada de gestação em que há certeza de infecção pelo vírus da zika representa, no atual contexto de desenvolvimento científico, risco certo à saúde psíquica da mulher. Ocorre violação do direito fundamental à saúde mental e à garantia constitucional de vida livre de tortura e agravos severos evitáveis”, escreveu Janot no parecer.

Em 2012, o STF julgou uma ação levada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) sobre aborto em caso de anencefalia do feto. Por maioria dos votos, a Corte decidiu que a mulher pode interromper a gestação em caso de fetos anencéfalos.

Perguntada sobre semelhanças entre as ações sobre anencefalia e microcefalia, Cármen Lúcia disse que a discussão é muito diferente. “É outra coisa. É completamente diferente. Acho que é mais delicado até por causa do momento que estamos vivendo, em que aconteceu isso e que a sociedade quer participar”, disse.

Planos econômicos

Durante a conversa com os jornalistas, Cármen Lúcia também falou sobre a previsão de julgamento da ação que pede o pagamento da correção de planos econômicos da década de 1990. “Estou trabalhando na pauta agora. Primeiro limpando a pauta no sentido de ver o que realmente tem em cada tema e tentando juntar os temas. É claro que esse [correção dos planos] é um tema superimportante que tenho que considerar e estou tentando fazer isso junto com os relatores”, disse.

Peguntada sobre a presença de mulheres em altos postos do Judiciário, a presidente do STF disse que cada vez mais mulheres estão conquistando cargos importantes, em diversas áreas, e destacou a nomeação da nova ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Maria Fernandes Mendonça, primeira no cargo.

“É a primeira vez que nós temos uma advogada-geral da União, no entanto, todos já viram a Grace nos últimos 16 anos assumir todas as grandes causas. É bacana ver isso, que ela chegou por mérito.”

Apesar de considerar que houve um avanço com relação às mulheres na sociedade, a ministra reconhece o problema da desigualdade de gênero. “O preconceito contra a mulher na sociedade ainda é muito forte, e eu acho que é uma pena, porque pessoas que podiam conviver e até notarem que as duas visões de mundo, feminina e masculina, se completam muito”.

Cármen Lúcia tomou posse como presidente do STF no último dia 12 e terá mandato de dois anos. Ela substituiu o ministro Ricardo Lewandowski.

 

Mudanças climáticas trazem mais doenças, afirma projeto da Fiocruz

21/09/2016

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Fonte: ACritica

Malária, Dengue e Leishmaniose são doenças tropicais que deverão ter a dinâmica delas alteradas pelas transformações do clima e afetar um grupamento maior de pessoas, revela estudo feito em 62 municípios

As mudanças climáticas podem influenciar a dinâmica de algumas doenças, principalmente as infecciosas. Neste caso, as doenças transmitidas por vetores, a exemplo de Malária e Leishmaniose, podem ser especialmente influenciadas pelo clima, pois fatores como temperatura e precipitação são capazes de interferir no ciclo reprodutivo de insetos transmissores de doenças. A conclusão é de  uma pesquisa que identificou a vulnerabilidade à mudança do clima nos 62 municípios do Amazonas.

De acordo com o estudo, que faz parte do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), alguns municípios do Alto Rio Negro (região Norte), da calha do Solimões (Central), Região Metropolitana de Manaus (RMM) e porção Sul do Estado  foram considerados os mais vulneráveis à ocorrência desses eventos.

O município de São Gabriel da Cachoeira, no Norte do Estado, foi o que apresentou a maior vulnerabilidade à ocorrência das doenças avaliadas devido, principalmente, a maior frequência de dengue e acidentes por animais peçonhentos. Os outros municípios com elevada vulnerabilidade nesse item foram Tefé, com alta incidência de Leishmaniose Tegumentar, Manaus (Dengue) e Humaitá (Leishmaniose Tegumentar).

A pesquisa – que é realizada em mais cinco Estados brasileiros: Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e Pernambuco -, também avaliou aspectos relativos à população que pode aumentar sua vulnerabilidade em situações de mudanças do clima futuro, dentre elas, está o número de idosos, crianças e de população ribeirinha em cada município.

O que se observou foi que grande parte do Estado apresentou uma vulnerabilidade intermediária, com destaque para o município de Boa Vista do Ramos (calha do rio Amazonas), o mais vulnerável do Amazonas. Conforme o estudo, um dos fatores que contribuiu para esse resultado foi o elevado percentual de população com alguma deficiência e a presença de jovens como chefes de família.

Outros municípios, como os da Região Metropolitana (Manaus, Careiro da Várzea e Itacoatiara) e do Sul do Estado (Boca do Acre e Lábrea), também se apresentaram vulneráveis, por motivos diversos, dentre eles o elevado contingente de população idosa e infantil, de população ribeirinha e de mulheres chefes de família.

Integrante da equipe responsável pelo estudo, Júlia Menezes lembrou que a mudança climática é uma realidade e as perspectivas não são muito boas. Além disso, não tem como evitar à mudança do clima, mas pode trabalhar para se adaptar a ela. “O que podemos fazer agora é tomar medidas de adaptação para que a gente possa lidar com os impactos, se recuperar deles com facilidade e garantir a qualidade de vida para a população”.

Estimativas graves

No Amazonas, a região Nordeste do Estado poderá apresentar um aumento de 5°C na temperatura e uma redução de até 25% no volume de chuvas nos próximos 25 anos. Entre os municípios mais expostos à mudança do clima, nesse mesmo período, estão Careio da Várzea e Parintins, além da Região Metropolitana de Manaus, em virtude de desmatamentos, variações bruscas de temperatura e poluição.

Preparando a adaptação

Iniciado em 2014, o projeto “Construção de Indicadores de Vulnerabilidade da População como Insumo para a Elaboração das Ações de Adaptação à Mudança do Clima no Brasil” é um esforço conjunto do Ministério do Meio Ambiente e da Fundação Oswaldo Cruz para a elaboração de uma proposta de modelo de análise da vulnerabilidade dos municípios em relação aos impactos da mudança climática global.

Espera-se que seus produtos possam subsidiar a implementação do Plano Nacional Brasileiro de Adaptação às Mudanças Climáticas, sob a responsabilidade do Governo da União, e orientar as políticas públicas dos governos estaduais visando à proteção da população e seus territórios.

Informações importantes

Além da divulgação dos dados inéditos sobre as alterações climáticas no Amazonas, representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Minas Gerais e do Ministério do Meio Ambiente (MMA) estiveram em Manaus, na última quarta-feira, para apresentar o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima e debater sobre as mudanças do clima do País e questões relativas à vulnerabilidade das populações.

De acordo com o representante do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Christ, o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima foi lançado em maio deste ano e tem quatro anos para ser inteiramente implementado. “O objetivo dele é reduzir os riscos do País à mudança do clima pensando num horizonte a longo prazo”, contou.

E são exatamente através de informações de pesquisas científicas que o governo federal elabora as ações. “É por meio desse tipo de estudo que promovemos articulações entre atores sociais, setores de planejamento do governo e a sociedade para levar informações a fim de que municípios e Estados possam desenvolver suas estratégias para enfrentar as mudanças”, explicou.

Ainda conforme Christ, o interesse do Ministério do Meio Ambiente em apoiar estudos sobre as mudanças climáticas, como o que identificou a vulnerabilidade à mudança do clima nos 62 municípios do Amazonas, é para que consiga desenvolver dentro do País uma visão crítica dos Estados, municípios e da sociedade como um todo sobre a adaptação ao fenômeno.

“Dependendo da trajetória da emissão de gases de efeito estufa no mundo o clima vai se alterando e gerando impactos. A nossa preocupação é como se preparar para enfrentar esses impactos”, apontou. “A gente precisa saber quais são as mudanças para se preparar e antecipar soluções”, completou.

 

Butantan espera testar vacina de zika em humanos em dois meses

21/09/2016

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Fonte: G1

O Instituto Butantan pode começar, em dois meses, a testar em humanos uma vacina contra o vírus da zika. Esta é a expectativa do diretor da instituição, Jorge Kalil, que fez o anúncio em um evento nesta segunda-feira (19).

O projeto, que é resultado de uma parceria com um instituto americano, é de uma vacina de DNA, que usa um pequeno fragmento de DNA produzido sinteticamente em laboratório que codifica uma proteína do vírus da zika e por isso desperta a resposta imunológica contra o vírus no organismo.

“É uma tecnologia absolutamente revolucionária, mas a gente sabe que não tem nada de infeccioso e que não causa problemas para a grávida. Porque nós temos que proteger a mulher grávida”, disse Kalil. Uma das principais precupações em relação ao vírus da zika é o risco de ele provocar microcefalia em bebês cujas mães foram infectadas.

Segundo Kalil, o instituto tem uma reunião com a Anvisa ainda esta semana para discutir a aprovação dos testes clínicos. “A Anvisa e a Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa) estão muito sensibilizadas para a questão, então acho que vai ser uma questão de um ou dois meses para a aprovação”, afirmou o diretor do instituto.

As vacinas de DNA são vistas como uma tendência para o futuro, mas, até o momento, ainda não existe nenhum produto desse tipo aprovado para uso comercial.

O instituto também trabalha no desenvolvimento de um soro contra zika e de anticorpos monoclonais para combater o vírus, ambos com a função de neutralizar o vírus já presente no organismo da pessoa infectada.

Vacina de vírus inativado
Outra iniciativa em andamento no Instituto Butantan é um projeto de vacina de zika com vírus inativado para o qual centro de pesquisa recebeu US$ 3 milhões da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano (HHS).

Pesquisadores do centro já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório.

Vacinas em teste nos EUA
Nos EUA, existem pelo menos duas vacinas de zika em desenvolvimento. O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), já está fazendo testes em humanos com uma vacina de DNA. Também já recebeu autorização para realizar testes clínicos a vacina GLS-5700, dos laboratórios farmacêuticos Inovio, dos Estados Unidos, e do GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul.

 

 

 

Hemocentros adotam novas regras para doações

16/09/2016

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Fonte: EBC Rádios

O Jornal da Amazônia Segunda Edição desta quarta-feira (14), traz informações sobre novas regras que devem ser adotadas nos hemocentros. A partir de agora, que quiser doar sangue, vai ter que passar por uma triagem clínica. O objetivo é prevenir a transmissão do zika vírus e da febre chikungunya por meio de transfusão sanguínea.

Um questionário clínico realizado antes da doação vai trazer perguntas como se o doador teve sintomas ou diagnóstico das doenças ou se esteve recentemente em locais com número elevado de casos registrados. A medida está prevista em uma nota técnica assinada pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, divulgada nessa segunda-feira.

A decisão foi baseada nas evidências recentes de transmissão do zika e da chikungunya pelo sangue e da transmissão do zika pelo contato sexual com portadores do vírus. Com isso, uma série de requisitos deve ser adotada na triagem de doadores pelos serviços de hemoterapia de todo o País.

A partir desta nova orientação, quem for diagnosticado com um dos vírus ficará impedido de doar sangue por um período de 30 dias após a recuperação completa. Aqueles que tiveram contato sexual com alguém diagnosticado com zika, nos últimos 90 dias, deverão esperar ao menos 30 dias, após o último contato sexual, para doarem sangue. Já os moradores de regiões com alta incidência do vírus podem sofrer uma restrição de tempo maior para poder fazer a doação.

OMS: o mosquito é um dos seres mais mortais do mundo

16/09/2016

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Fonte: Rádio Vaticano

Cidade do Vaticano (RV) – A Organização Mundial da Saúde chama a atenção para algumas doenças transmitidas pelos mosquitos; somente em 2015, a malária causou a morte de 438 mil pessoas em todo o mundo. Com a habilidade de carregar e espalhar doenças entre humanos, os mosquitos causam milhões de mortes todos os anos.

Aedes aegypti

A incidência mundial de dengue subiu 30 vezes nos últimos 30 anos.  O Aedes aegypti, mosquito vetor da dengue, também pode transmitir zika, chikungunya e febre amarela.

Mais da metade da população mundial vive em áreas onde essa espécie de mosquito está presente. Esforços para controlar a população desse inseto são importantes para prevenir surtos dessas doenças.

Quanto ao vírus da zika, além dos sintomas mais comuns como febre, erupções cutâneas e inflamação dos olhos, há também o risco, para as gestantes, de o bebê nascer com microcefalia e outras deformações fetais. O Zika também pode causar a síndrome de Guillain-Barré, condição neurológica que pode levar à paralisia e até à morte.

Após serem contaminados pelos mosquitos, os humanos podem infectar uns aos outros através de relações sexuais. O zika já foi encontrado em amostras de sangue, saliva, sêmen, entre outros fluídos corporais. A transmissão de mãe para filho em momentos iniciais de gravidez também foi detectada.

O infectologista Dr. Pedro Luiz Tauil de Brasília (DF) nos dá mais informações sobre o vírus zika.

Culex

Além do Aedes aegypti, existem outros tipos de mosquitos perigosos  como o Culex e o Anopheles que têm a habilidade de carregar diversos tipos de doenças.

A fêmea Culex é um dos três mosquitos mais comumente encontrados no mundo. Esse inseto se alimenta de pássaros infectados com o vírus do Nilo Ocidental e transmite a doença a cavalos e a seres humanos.

O vírus é encontrado na África, na Europa, no Oriente Médio, na América do Norte e no Oeste da Ásia. O Culex também é responsável pela transmissão da encefalite japonesa.

O vírus do Nilo Ocidental pode causar uma doença neurológica fatal, e não há vacina contra a doença. As recomendações para não contrair o vírus são as mesmas para todos os tipos de mosquito: uso de repelentes e roupas que cobrem a pele exposta, uso de redes e telas, além da destruição de áreas favoráveis para a reprodução de mosquitos.

Anopheles

O mosquito fêmea Anopheles é responsável pela transmissão dos parasitas da malária. O Anopheles é um vetor eficiente que gosta de condições tropicais, rurais e urbanas. Na África Subsaariana encontra-se uma parcela desproporcionalmente alta dos casos da doença, com 88% das ocorrências e 90% das mortes por malária no mundo. (MJ/Rádio ONU)

Produzido na Bahia, teste rápido do vírus Zika é aprovado e já pode ser distribuído pelo SUS

14/09/2016

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Fonte: Mídia Bahia

Submetido à rigorosa avaliação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), órgão ligado ao Ministério da Saúde, o teste rápido para detecção de Zika vírus, do laboratório estatal Bahiafarma, obteve um dos melhores resultados já registrados para dispositivos do gênero no mundo.

Com a aprovação do INCQS, o teste está liberado para aquisição, por parte do Ministério da Saúde, e distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País. Estima-se que a demanda do SUS pelo dispositivo seja de 500 mil testes por mês – montante que, segundo o governo, a Bahiafarma está apta a produzir em 30 dias, bastando a ordem de compra ser emitida pelo ministério.

O kit do laboratório público baiano registrou índices de 97% de sensibilidade e 96% de especificidade para infecções recentes (IgM) e de 100% de sensibilidade e 98% de especificidade para infecções mais antigas (IgG).

Segundo o subsecretário de Saúde da Bahia, Roberto Badaró, os resultados obtidos pelo teste rápido de Zika vírus são “excepcionais”. “Um dos melhores testes rápidos do mundo, o de HIV de quarta geração, tem acurácia de 95%, e testes para diversas outras doenças, como sífilis e hepatite, registram abaixo de 85%”, justifica Badaró, que é professor titular de Infectologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e da Universidade da Califórnia, em São Diego (EUA). AgoranaBahia.