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Pesquisa descobre que vírus da zika é transmitido por agulha e feridas

17/11/2016

Fonte: iBahia

A pesquisa foi apresentada na terça-feira, dia 15, na reunião anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos

Embora a forma mais comum de transmissão do vírus da zika seja pela picada de um Aedes aegypti infectado, cientistas acreditam agora que o vírus possa sobreviver por pelo menos oito horas em superfícies duras não porosas, como agulhas.

Segundo os pesquisadores, o vírus pode ser transmitido se um indivíduo é furado com uma agulha infectada ou se tem um corte aberto e entra em contato com o vírus vivo. A pesquisa foi apresentada na terça-feira, dia 15, na reunião anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos (AAPS, na sigla em inglês), em Denver, nos Estados Unidos.

Apesar de a grande maioria dos casos até hoje não estar associada a infecção de zika nesses contextos, houve pelo menos um caso documentado de vírus da zika adquirido dentro de um laboratório de coleta de sangue, diz a pesquisa. Quando o vírus está fora de um ser vivo, mas ainda em contato com sangue — numa pia suja de sangue, por exemplo —, ele pode sobreviver por até mais de oito horas e é mais difícil de se matar.

DESINFETANTES SÃO EFICAZES

O estudo analisou soluções de álcool isopropílico, lixívia diluída, amônio quaternário/álcool, ácido peracético e soluções de pH 4 ou pH 10, que são comumente usados em ambientes clínicos, laboratoriais e industriais.

Os resultados do estudo mostraram que quando o vírus estava em um ambiente sem sangue, todos estes métodos de inativar o zika foram amplamente eficazes — exceto pH 4 e pH 10. No entanto, em ambientes onde o vírus foi associado com sangue, os resultados foram bem diferentes. Neste caso, nem o alvejante nem o ácido peracético se mostraram eficazes para matar o vírus.

— O vírus da zika pode sobreviver em superfícies duras, não porosas durante oito horas, possivelmente mais tempo quando o ambiente contém sangue, o que é mais provável de ocorrer no mundo real — disse o principal pesquisador do estudo, Steve Zhou, diretor de virologia e biologia molecular dos Laboratórios Microbac.

— A boa notícia é que descobrimos que os desinfetantes, como álcool isopropílico e amônia quaternária, geralmente são eficazes para matar o vírus neste tipo de ambiente (com sangue) e podem fazê-lo em cerca de 15 segundos — completa ele.

A próxima etapa da pesquisa será um estudo aprofundado sobre quanto tempo o zika sobrevive em superfícies duras não porosas no calor e como melhor inativar o vírus.

Estudo que liga microcefalia e vírus do gado preocupa OMS

17/11/2016

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Fonte: Folha Nobre

A OMS (Organização Mundial da Saúde) abriu investigação sobre os resultados preliminares da pesquisa conduzida no Brasil que indica a possibilidade de a epidemia de microcefalia no Nordeste estar relacionada não apenas ao zika, mas também a um vírus que até então se imaginava afetar somente o gado. Os dados iniciais do trabalho, revelados ontem pelo Estado, já são considerados internamente pela OMS como “novas pistas” sobre o impacto da doença.

Pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio) e do Ipesq (Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto) encontraram em amostras de fetos com microcefalia provocada por zika traços do BVDV. Conhecido há mais de 50 anos por afetar rebanhos, como o gado, o vírus causa diarreia, problemas respiratórios, más-formações e abortos nos animais. “Fomos informados sobre esses resultados preliminares”, informou a OMS, em um comunicado enviado ao Estado. “Estamos levando a sério a questão, ainda que tenhamos muitas perguntas sobre as descobertas que ainda não foram respondidas.”

A OMS promete avançar no assunto, diante do que parece ser uma pista importante. “Estamos trabalhando com especialistas relevantes e com autoridades para encontrar respostas”, disse a agência de saúde da Organização das Nações Unidas.

No Brasil

Pesquisadores brasileiros se mostram igualmente cuidadosos. Eles alertam para o fato de que serão necessários estudos complementares, antes de fazer qualquer afirmação categórica sobre a relação entre o zika, o BVDV e a microcefalia no Nordeste. Ontem, resultados de novos exames trouxeram um pouco mais de segurança à equipe. Uma outra técnica de diagnóstico foi empregada e os resultados também foram positivos para o BVDV.

Para o grupo, no entanto, isso não basta. Maior certeza sobre a relação zika, BVDV e microcefalia somente será possível quando não apenas traços, mas o vírus inteiro for encontrado em amostras analisadas. “Além disso, é preciso verificar não apenas a presença do vírus, mas o seu papel no ataque das células do embrião infectado”, afirmou um integrante da equipe.

Pesquisadores estimam que nos próximos dias devam chegar a novas conclusões. No entanto, eles precisam de recursos para que a pesquisa siga em frente. Todos os recursos usados até o momento neste trabalho foram obtidos com outras linhas de estudo. Não houve nenhum financiamento específico para a pesquisa com zika.

O Ministério da Saúde, que recebeu o pedido de aporte de verbas, informou ontem que o assunto está sendo tratado como prioridade e uma liberação deverá ocorrer em breve. A fonte dos recursos, no entanto, ainda não foi definida.

A ideia de pesquisar uma eventual relação entre o BVDV e o surto de microcefalia no Nordeste não foi à toa. Além de os dois vírus pertencerem à mesma família (Flaviviridae), o BVDV provoca em embriões de gado infectados más-formações que se assemelham às que são constatadas em bebês com síndrome causada pela zika: microcefalia e artrogripose (problema que atinge as articulações).

Na OMS, em Genebra, grupos de especialistas nos últimos meses reforçaram as suspeitas de que microcefalia poderia estar associada a mais de um vírus, além do zika. Testes relacionados com vários cenários chegaram a ser feitos, incluindo com suspeitas de uso de fertilizantes. Até o momento, porém, nenhuma resposta convincente foi descoberta.

Emergência Internacional

Em uma reunião realizada no mês passado, a OMS reforçou a necessidade de se criar um plano de trabalho até 2017 para permitir que a pesquisa no setor seja incrementada, justamente para cruzar informações e realizar estudos sobre o impacto de outras doenças e vírus combinados com o zika vírus. Um dos obstáculos, porém, tem sido a falta de recursos e de doadores, que têm sido pouco solidários.

A esperança agora da diretora-geral da OMS, Margaret Chan, é de mobilizar governos e especialistas para que respostas comecem a ser encontradas. Esse foi, segundo a OMS, um dos motivos que levaram a entidade a declarar o zika, e não apenas a microcefalia, como emergência internacional.

Livro aborda parasitologia de forma lúdica e didática 

14/11/2016
convite-livroPedro Linardi lança seu terceiro livro “Fábulas parasitológicas – Lições Éticas e Bem-Humoradas para o Estudo de Parasitos”, que ocorrerá no dia 24/11/2016, às 16,30 horas, no Saguão do Auditório Nobre do Centro de Atividades Didáticas de Ciências naturais (CAD 1 UFMG) – Instituto de Ciências Biológicas (ICB) – Campus UFMG.

Trata-se de uma forma mais atraente e divertida de ensinar e aprender Parasitologia, bem como de pessoas leigas reciclarem os seus conhecimentos.

Fiocruz promove o 2º Seminário sobre dengue, zika e chikungunya

14/11/2016

Fonte: Fiocruz

Estão abertas as inscrições para o 2º Seminário Dengue, Chikungunya e Zika – Desafios na Atenção à Saúde na Chikungunya. No encontro promovido pela Fiocruz, serão debatidos temas como Situação epidemiológica da chikungunya nas Américas, no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro; Tríplice epidemia: o desafio na atenção à saúde; e Avanços e lacunas no diagnóstico laboratorial das arboviroses. O seminário será realizado nos dias 1 e 2/12, no auditório térreo da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), no Campus Manguinhos.

O evento é uma iniciativa da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e tem como objetivo discutir uma proposta para capacitação de profissionais da área de saúde na abordagem da dengue, zika e chikungunya, além de realizar uma ampla discussão sobre o assunto.

Clique aqui para se inscrever e conferir a programação.

Manifesto da SBP contra o contingenciamento do CNPq

08/11/2016
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A Sociedade Brasileira de Parasitologia (SBP) vem a público manifestar grande preocupação com a recente notícia de um possível contingenciamento de recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), divulgada como nota de protesto pelos membros dos Comitês Assessores. A redução do orçamento do órgão, que já impactou negativamente outros Programas, como as bolsas de iniciação científica, destinadas a estudantes de graduação e os Editais Universais, uma vez aplicado às bolsas de Produtividade em Pesquisa, poderia resultar em um efeito devastador para o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (CT&I) brasileira. Conforme reforçado na nota, os pesquisadores contemplados com esta bolsa são sistematicamente avaliados, possuindo altos níveis de produtividade acadêmica e científica de reconhecimento no Brasil. Deve ser destacado também que a concessão destas bolsas permitiu consolidar grupos de pesquisas, a formação de pessoal qualificado na âmbito da Pós-Graduação e estímulo para a inserção de estudantes de graduação ou pré-universitários na pesquisa, fundamentais alicerces para o avanço no desenvolvimento científico e tecnológico do país. Também contribuiu para dar maior visibilidade à ciência brasileira, em especial a Parasitologia, cuja produção está entre as primeiras colocações mundiais. Portanto, nesse momento que a CT&I brasileira está diante de medidas que podem resultar em estagnação dos avanços alcançados ao longo do tempo, a preservação das bolsas de Produtividade em Pesquisa se torna um fator fundamental, que assegura investimento nessa área. Por estes motivos, a SBP vem se associar as demais entidades científicas e solicitar às autoridades competentes a manutenção das bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq, visando atender ao protagonismo da ciência brasileira no cenário mundial e não comprometermos mais o futuro de nosso País.

José Roberto Machado e Silva

Presidente da Sociedade Brasileira de Parasitologia

Zika e doenças associadas deixam lições a cientistas

08/11/2016

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Fonte: Isto é

Às vésperas de completar um ano do estado de emergência em saúde pública no Brasil declarado por causa da microcefalia, o diretor do Instituto Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos, não hesita em afirmar: o zika, vírus associado ao aumento de casos da má-formação, trouxe várias lições para cientistas. “Não se pode desprezar nenhum agente infeccioso, mesmo aqueles que à primeira vista são considerados inofensivos.” Esse, completa Vasconcelos, foi o erro cometido com zika no Brasil e no mundo.

Descoberto na década de 40, o zika nunca despertou interesse de pesquisadores. “Até o início de 2015, ele era considerado um vírus de segunda categoria. Ele era pouco estudado, porque se imaginava que seria de pouco interesse para saúde pública.”

O baque, no entanto, não se resumiu ao fato de ele ser muito mais nocivo do que se pensava no início. “O zika rompeu um padrão. Ele representa uma revolução em termos de arbovírus. Até então, acreditávamos que esses agentes eram transmitidos pela picada de artrópodes infectados.” O zika veio mostrar que essa ideia era limitada e incorreta. Comprovou-se que ele pode ser transmitido por via sexual, transfusão de sangue. “E ele pode causar doença grave. Tanto na sua forma congênita quanto para pacientes infectados que já apresentam, por exemplo, falhas no sistema imunológico”, explica Vasconcelos.

Em virtude do alcance do vírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, em fevereiro, estado de emergência internacional em saúde pública. Vasconcelos defende que esse status seja mantido.

Estratégias

A equipe de Vasconcelos trabalha em várias frentes. Um dos braços considerados mais promissores é o que se dedica ao desenvolvimento de uma vacina, em parceria com a Universidade do Texas. Os resultados obtidos até agora são animadores. Nos próximos dias, a vacina será testada em primatas, em áreas controladas.

A vacina é desenvolvida com base em um vírus vivo enfraquecido. Por meio do uso de engenharia genética, pesquisadores procuram manter a capacidade do vírus de infectar células, sem, no entanto, que ele possa desenvolver a doença.

O diretor do Instituto Evandro Chagas avalia que há muito ainda que se descobrir sobre o zika. “Ele era praticamente desconhecido. Hoje temos algumas pistas. Mas é preciso muito mais”, disse. Uma das hipóteses que necessitam ser avaliadas ainda é o fato de a microcefalia não atingir todos os bebês cujas mães são infectadas pelo zika. “Há uma corrente que arrisca haver um papel protetor da vacina de febre amarela. Isso poderia explicar, por exemplo, o fato de que as regiões onde a microcefalia ocorreu de forma mais intensa no ano passado coincidir com áreas onde a vacina não é aplicada de forma rotineira. Mas são apenas suposições.”

Vasconcelos reconhece que, a partir da agora, os brasileiros começam a perder o protagonismo nas descobertas. Ele atribui essa mudança ao investimento realizado em outros países. “Nossa contribuição foi significativa. Mas há uma tendência de que outros centros passem a apresentar estudos.”

Pesquisas do PA inovam no combate a doenças e na nanotecnologia

02/11/2016

Campanha previne contra leishmaniose (Foto: Carlos Trinca/EPTV)

Fonte: G1

A patente é um mecanismo de proteção intelectual mais voltada para a atividade empresarial, sendo bastante utilizada no processo de inovação tecnológica. Esse título é concedido pelo Estado a quem inventa novos produtos ou aperfeiçoa algo já existente. A concessão de patente às três tecnologias ocorreu por intermédio da Agência de Inovação Tecnológica da UFPA (Universitec). As patentes que foram concedidas à UFPA são internacionais, no Brasil elas ainda estão em análise pelo INPI.

Nova alternativa contra a malária
A professora Fani Dolabela leciona na UFPA desde 2009 e trabalha com doenças negligenciadas, que são as que atingem principalmente os países em desenvolvimento. A pesquisadora desenvolveu um marcador farmacológico, presente em uma planta medicinal amazônica, que se mostrou promissor para o tratamento de malária. Fani fez o depósito da patente em 2012, no Brasil, e no ano seguinte, fez o depósito internacional. Em 2015, a patente foi concedida na África do Sul.

Durante o processo de análise, a professora já fez diversos estudos com o marcador e, segundo ela explica, a próxima fase é produzir um análogo sintético do marcador, testar seu potencial e então dar início aos estudos in vivo. Fani confessa que gostaria muito de ver o marcador transformado em medicamento, após todas as fases de análise. Ela explica que o processo para a produção de um novo medicamente é muito lento e, no seu caso, ainda existe o fato de que as doenças negligenciadas não são uma prioridade para a indústria farmacêutica. “Malária é uma prioridade para o governo federal, para a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), para a Organização Mundial de Saúde (OMS). Então nós vamos acabar envolvendo principalmente as organizações públicas, porque buscar alternativas para a malária é urgente”, conta a professora.

Fani expõe que o medicamento utilizado para o tratamento de malária, atualmente, é o Coartem, mas que já existem casos de resistência aos seus derivados em algumas regiões. Ela diz que, caso haja um aumento da disseminação de resistência ao medicamento, a consequência seria aumentar a taxa de mortalidade por malária. Por isso a professora frisa o quanto sua pesquisa é relevante, considerando que a malária é uma realidade em várias regiões do mundo, incluindo a Amazônia legal, “o que me motiva a estar aqui todos os dias é saber que o que eu estou fazendo é muito importante para a sociedade”, relata a professora.

Metabólitos contra a leishmaniose
O professor Alberdan Santos trabalha com química e biotecnologia, leciona na UFPA há 18 anos e coordena o Laboratório de Investigação Sistemática em Biotecnologia e Biodiversidade Molecular. O trabalho de Alberdan envolve a produção de micrometabólitos e macrometabólitos, que são substâncias produzidas por plantas e microrganismos que apresentam atividades biológicas. O professor explica que, por meio da investigação sistemática, o grupo chegou em um fungo, que produz um metabólito. Este metabólito mostrou um potencial contra leishmaniose cutânea. O professor depositou a patente nacional em 2008 e a internacional em 2009. Após isso, ela foi pedida na União Europeia, África do Sul, Aripo e Estados Unidos, os dois últimos já enviaram as cartas-patente.

Alberdan explica que a molécula encontrada pode ser utilizada no combate à leishmaniose cutânea em seu uso tópico, porém ainda são necessários muitos testes, além da intensificação das investigações. Um desses processos é a investigação in vivo, por meio do qual será possível conhecer a atividade da molécula, bem como seus efeitos em mamíferos.

O professor afirma que os medicamentos utilizados atualmente costumam apresentar efeitos colaterais muito danosos aos pacientes e que, por isso, a utilização da molécula como medicamento tópico, em alternativa aos tratamentos atuais, traria benefícios. Como explica o professor, “Nós não observamos, até o momento, nenhum efeito colateral. Mas logicamente que nós só vamos poder afirmar isso depois dos ensaios in vivo. Porque depois disso é que serão feitos os ensaios pré-clínicos, quando vamos avaliar esses efeitos adversos. ”

Nanotubos de carbono
O professor Marcos Allan trabalha na UFPA há 5 anos, atuando na área de nanotecnologia e produção de materiais. Ele desenvolveu um método de produção de nanotubos de carbono preenchidos por carbeto de alumínio. Os nanotubos de carbono representam uma nova classe de materiais com propriedades mecânicas e elétricas muito superiores aos atuais, podendo ser aplicados em têxteis, equipamentos eletrônicos, fármacos, entre outros. Segundo o professor, “os nanotubos produzidos pela técnica patenteada apresentam outras propriedades físicas que não são encontrados nos demais, como, por exemplo, maior resistência a tração quando incorporados em matriz metálica”, explica.

Marcos também demonstra que sua invenção pode ser aplicada em vários materiais para a melhoria de suas propriedades físico-químicas e para o desenvolvimento de produtos, como sensores para equipamentos eletrônicos. Marcos teve a ideia em 2006, durante seu mestrado, e a concessão veio em 2014 no Japão e, posteriormente, nos Estados Unidos. No Brasil e na União Europeia o pedido ainda se encontra em análise.

Patentes
Os pesquisadores da UFPA contam com a Coordenadoria de Propriedade Intelectual (CPINT) da Universitec para auxiliar nos processos referentes a depósitos de pedidos de patentes ou certificado de adição, ao registro de marcas e de programas de computador, direitos autorais e demais mecanismos de proteção. A coordenadora é Rosângela Cavaleiro, que explica a atuação da agência, “Nós trabalhamos na orientação e na efetuação do processo de depósito, fazemos o pedido e depois acompanhamos o processo junto ao órgão competente, que é o INPI”.

O processo para o depósito de patente é longo e burocrático e não é algo que seja concedido em poucos anos. O professor Marcos Allan, por exemplo, depositou seu pedido de patente nacional em 2006, a qual, após 10 anos, ainda está sendo analisada pelo INPI. Mesmo assim o pesquisador ainda tem oito pedidos em análise e afirma que recebeu amplo apoio da Universitec em todo o processo.

Assim como Marcos, os professores Alberdan Santos e Fani Dolabela também tiveram o auxílio da Universitec no depósito e concessão de suas patentes, através da orientação. Segundo Rosângela, o foco da CPINT é a orientação ao pesquisador, “nós explicamos como funciona o processo de depósito, a análise, damos orientações sobre o relatório descritivo, as reivindicações, as figuras, se houver, e o resumo, mostramos como fazer uma busca para ver se já não há nada parecido com o que ele (o pesquisador) está desenvolvendo, que é o estado da técnica”, explica a coordenadora.

O registro de produtos e processos no INPI, os pedidos de patentes, está no centro do debate sobre a inovação tecnológica e a contribuição da universidade para a competitividade da indústria brasileira.