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Oportunidade de bolsa

17/03/2017
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Fonte: Vale
O Instituto Tecnológico da Vale para Desenvolvimento Sustentável – ITV DS, localizado em  Belém, Pará, está com uma vaga para pós-doutor junto ao grupo de pesquisa em Genômica Ambiental a ser preenchido por uma das duas áreas:
• Bioinformática (Aprendizado de Máquinas, Visualização Computacional, Computação de Alto Desempenho, Algoritmos)
• Doutorado em Bioinformática, Estatística ou Ciência da Computação
• Genômica (sequenciamento genômico de plantas e invertebrados, RNASeq, metagenômica)
• Doutorado em genética, bioquímica, ou áreas afins com experiência na montagem de bibliotecas e sequenciamento NGS.

Malária: evento na Fiocruz debate resistência a medicamento

17/03/2017

150622 - Malária

Fonte: Fiocruz

A resistência à artemisinina, principal droga utilizada para tratar a malária, é um dos principais pontos que serão debatidos no seminário Clinical tropical medicine and antimalarial resistance on Thailand, evento promovido pelo Laboratório de Doenças Febris Agudas do INI, em parceria com o Centro de Pesquisas, Diagnóstico e Treinamento em Malária (CPD-Mal/Fiocruz). A atividade está marcada para o dia 20 de março, a partir das 14h30, no Auditório do Pavilhão de Ensino do INI e é aberta a todos os interessados.

O infectologista e pesquisador do INI, André Siqueira, explicou que os palestrantes convidados trabalharam em clínicas de doenças tropicais, com foco na avaliação do tratamento da malária. “É um grupo com bastante produção científica e que que auxilia nas políticas públicas regionais e também com a Organização Mundial de Saúde. Estamos estabelecendo uma parceria nessa área com eles e o objetivo deste evento é fazer uma apresentação da situação na Tailândia, que tem muita semelhança com o Brasil”.

Participarão do evento, como expositores, a professora Sasithon Pukrittayakamee, da Mahidol University/Tailândia, o professor Charlie Woodrow, da Mahidol Oxford Tropical Medicine Research Unit (MORU) e Georgina Humphryes, da Worldwide Antimalarial Research Network (WWARN).

Pesquisa divulgada em 2016 no periódico New England Journal of Medicine constatou que a resistência da malária à artemisinina cresceu em regiões da Ásia e da África. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária afetou 214 milhões de pessoas no mundo, em 2015, e deixou 438 mil mortos, a maioria delas crianças na África subsaariana.

Fiocruz contribui para esclarecimento de casos de febre amarela

09/03/2017

Exame de diagnóstico para febre amarela

Fonte: Fiocruz

A confirmação laboratorial dos casos de febre amarela, tanto em pacientes como em primatas, é fundamental não apenas para orientar o tratamento da doença, mas também para a vigilância da circulação do vírus e adoção de medidas de controle através da vacinação. Referência Regional para febre amarela junto ao Ministério da Saúde, o Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) atua regularmente desde a década de 1990 no diagnóstico laboratorial de amostras de pacientes com suspeita da doença provenientes dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Também realiza análises de amostras de primatas desde 2014. Além disso, com o aumento do número de casos suspeitos desde o início do ano, o laboratório também foi designado pelo Ministério da Saúde para processar amostras do Ceará e Rio Grande do Norte.

“Sempre prontos para contribuir com respostas rápidas nas emergências de saúde pública no país, estamos considerando essa situação como prioridade. Temos recebido amostras de casos suspeitos de infecção em humanos, além de material relativo a primatas não humanos. Estamos analisando as amostras de forma rápida e com o cuidado necessário, para permitir que as medidas de controle da doença possam ser adotadas imediatamente pelas autoridades”, pontua a virologista Ana Maria Bispo de Filippis, chefe do Laboratório de Flavivírus.

O diagnóstico
Considerando que a febre amarela é uma doença grave, mas que é possível prevenir a infecção por meio da vacinação, torna-se necessária uma resposta rápida tanto do diagnóstico laboratorial quanto das medidas de bloqueio. Quando uma amostra chega ao Laboratório, diferentes metodologias podem ser adotadas para confirmar se o caso é de febre amarela. O método escolhido depende do momento da doença em que as amostras são coletadas. Para diagnóstico de casos agudos da febre amarela, até sete dias após o início dos sintomas, é usada a técnica de PCR em tempo real para a detecção do material genético do vírus a partir de fluidos e tecidos (tanto amostras de tecido frescas quanto amostras de tecido embebidas em blocos de parafina). O Laboratório foi o primeiro no Brasil a utilizar métodos moleculares no diagnóstico de febre amarela, no ano 2000 – até então, o método de diagnóstico utilizado no país para confirmação de casos agudos ou óbitos era limitado à técnica de isolamento viral, que tem procedimentos mais demorados, podendo levar em média até 14 dias para liberação do resultado. Outra metodologia adotada para o diagnóstico são os testes sorológicos, que identificam a presença de anticorpos contra o vírus produzidos pelo organismo do paciente em resposta à infecção. No caso dos testes sorológicos, eles não são indicados para o diagnóstico da fase aguda da doença, mas apenas a partir do sexto dia após o início dos sintomas ou após o final dos sintomas, permitindo dizer se o paciente foi infectado anteriormente.

Devido ao risco da presença de outros patógenos que possam representar uma ameaça à saúde humana, as amostras de primatas não humanos são processadas em laboratório de nível de biossegurança 3. Nos casos de óbito de humanos ou primatas, o diagnóstico pode adotar testes de histopalogia e imunohistoquímica, que usam amostras de tecidos acondicionadas em uma substância chamada formalina. Nessa situação, as amostras são analisadas pelo Serviço de Anatomia Patológica do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).

Desafios

O fato de o vírus da febre amarela pertencer ao mesmo gênero do vírus da dengue, conhecido como gênero Flavivirus, representa um desafio a mais para o diagnóstico. Uma vez que os anticorpos produzidos pelo organismo contra os vírus da febre amarela, dengue e outros vírus do mesmo gênero possuem algumas semelhanças – eles têm alguns sítios antigênicos em comum –, os testes sorológicos podem apresentar uma reação cruzada. Isso significa que, durante o exame, anticorpos contra o vírus da febre amarela podem reagir com o vírus dengue, indicando um resultado falso positivo. Para minimizar esse problema, todas as amostras são testadas em paralelo para os dois vírus, tanto o da febre amarela como o da dengue. No caso de resposta imune cruzada, o resultado para febre amarela pode ser confirmado considerando o título de anticorpos, que deve ser, pelo menos, três vezes maior para este vírus do que para o vírus da dengue. Também são levadas em consideração as informações clínicas e epidemiológicas do paciente.

Considerando a função de pesquisa desempenhada pelos centros de referência, os pesquisadores do Laboratório de Flavivírus também têm a responsabilidade de monitorar os genótipos dos vírus da febre amarela circulantes, através do sequenciamento parcial ou total do genoma dos vírus detectados durante surtos. “Além de identificar qual o genótipo associado aos casos, analisamos a presença ou não de mudanças no genoma do vírus. A caracterização molecular é importante para entender a disseminação e o impacto da doença na população”, explica a virologista.

Acre discute combate à malária com Ministério da Saúde

09/03/2017

Fonte: Agência Acre

A Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) recebe desde a segunda-feira, 6, a nova interlocutora do Ministério da Saúde com o estado.

A visita de Camila Damasceno, que faz parte do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária do governo federal, tem como objetivo conhecer o trabalho desenvolvido entre Estado e união e definir novas estratégias de combate à doença no Acre.

As principais ações contra a malária são os exames de diagnóstico, a borrifação intradomiciliar, que elimina o mosquito transmissor da doença, e as atividades educativas que buscam a orientação e a prevenção.

“Fazemos esse trabalho em parceria com o governo federal em busca de reduzir cada vez mais os índices de malária no Acre, principalmente na região do Juruá onde estão quase todos os casos”, destaca Dorian Jincks, técnico do sistema de informação da malária da Sesacre.

Apesar de uma redução de 8% no índice da doença em relação ao ano passado, o número ainda é grande. De janeiro a fevereiro de 2017 foram registrados 5.096 casos da doença. Desses, 98,8% estão concentrados em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

“Estamos tendo a apresentação da Camila como nosso novo apoio técnico no Ministério da Saúde. Nesse primeiro encontro estamos apresentando um panorama da situação da malária no Acre. Depois, estaremos visitando os municípios do Juruá, onde as ações são ainda mais necessárias, para manter conversas com os gestores de endemias e secretários municipais de saúde”, afirma Albertina Costa, departamento de vigilância em saúde da secretaria.

Estudo aponta que dois remédios contra câncer agem também contra ebola e dengue

02/03/2017

Fonte: G1

Em novo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Stanford, os remédios erlotinib e sunitinib, usados há mais de uma década para o tratamento de câncer, foram testados em camundongos e se mostraram eficientes para enfraquecer os vírus do ebola e da dengue.

Os pesquisadores usaram a combinação destes dois fármacos durante vários dias — em doses equivalentes àquelas declaradas seguras para pacientes com câncer. Os resultados demonstraram que tais doses melhoraram substancialmente as taxas de sobrevivência entre os camundongos infectados por dengue ou ebola.

De acordo com os cientistas, esses remédios funcionam contra vírus tão diferentes porque o erlotinib e o sunitinib inibem duas enzimas (AAK1 e GAK). Elas não são o alvo primário dos dois fármacos, mas eles prejudicam a sua função. A questão é que muitos vírus — não apenas o ebola e a dengue — utilizam essas enzimas para conseguir infectar as células humanas.

Desta forma, inibindo as enzimas GAK e AAK1, a dupla de remédios consegue fechar o processo de infecção viral. Os pesquisadores de Stanford também testaram a combinação dessas drogas contra o zika, a hepatite C e o vírus da febre do Nilo Ocidental, mas apenas em laboratório, sem o uso de camundongos. Ambos remédios também foram efetivos nestes casos.

“Mostramos que uma única combinação de drogas pode ser eficaz para uma ampla gama de vírus, mesmo que eles sejam amplamente separados em sua árvore evolutiva”, disse Shirit Einav, autor do estudo.

Surtos de febre amarela acontecem a cada oito anos

02/03/2017

Fonte: O Liberal

Com o surto de febre amarela que acometeu diversas regiões do Brasil desde o final do ano passado, muito se pergunta sobre qual teria sido o motivo da volta da doença após tantos anos sem notícias de vários casos registrados em um mesmo período.

De acordo com a médica infectologista Valéria Cassettari, de São Paulo, mesmo sem confirmação de surtos em outras épocas, a febre amarela sempre existiu em regiões de matas e florestas e, se observada a periodicidade da volta dos casos em grande escala, nota-se que os surtos da doença retornam em um período de oito anos, aproximadamente.

“A gente repara que a cada oito anos, mais ou menos, tem um aumento no número de casos de febre amarela e acontece assim uma epidemia. A gente sabe que as doenças infecciosas, que acometem a população, elas têm ciclos que têm muita relação até com o número de pessoas que já estão naturalmente imunizadas pela infecção mesmo. Por exemplo, a dengue, pode ser que chegue um momento em que tantas pessoas já tiveram dengue que isso tenha algum impacto na transmissão. Essas coisas são dinâmicas e muitas vezes a gente não consegue prever exatamente o que vai acontecer”, explicou a infectologista, esclarecendo ainda que a febre amarela que vem atingindo a população de diversas regiões brasileiras é a chamada silvestre, transmitida por algumas espécies de mosquitos que estão nas matas e florestas, uma vez que a transmissão urbana, que seria feita pelo Aedes aegypti não acontece desde 1942 no Brasil.

Vacina

Sobre a imunização, a médica explica que os órgãos de Saúde do Brasil afirmam que, quando uma pessoa toma uma segunda dose da vacina contra a febre amarela, ela já está imunizada de forma permanente.

“Atualmente se acredita que depois de duas doses da vacina a pessoa está imunizada permanentemente, então essa é a recomendação atual do Ministério da Saúde. Até um tempo atrás, se recomendava vacinar a cada dez anos, mas agora se recomenda vacinar, repetir depois de dez anos e então não precisa mais repetir”, destacou Valéria, lembrando que, em alguns casos específicos, como o de crianças entre que moram em áreas de risco da febre amarela, o período para vacinar a primeira e segunda vez pode ser menor, com a primeira dose entre seis e nove meses e a dose de reforço aos quatro anos de idade.

Número de doenças emergentes quadruplicou em 60 anos

23/02/2017

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Fonte: O Globo

Um levantamento realizado pela Aliança EcoHealth, organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo de doenças emergentes, afirma que o surgimento de novas enfermidades quadruplicou nas últimas seis décadas. Vinte e sete foram identificadas na América Latina e no Caribe entre 1940 e 2013. O Brasil lidera o ranking — oito delas estão presentes no território nacional.

A cada ano, as doenças infecciosas provocam a morte de mais de 15 milhões de pessoas no mundo — a maioria das vítimas são crianças de menos de 6 anos de idade.

Diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde da Organização Pan-Americana de Saúde, Marcos Espinal sublinha que a América Latina e Caribe registram um “número crescente de eventos de possível interesse para a saúde pública internacional”. Só em 2014 foram identificados e avaliados 93 eventos com estas características.

O prejuízo causado pelas enfermidades é visível em muitos países e exige grandes investimentos dos governos. O combate à dengue custa, em média, US$ 2,1 bilhões por ano na região. Em 2009, o surto da gripe H1N1 afastou 500 mil turistas do México, provocando uma perda estimada de US$ 2,8 bilhões no setor turístico.

Entre as doenças infecciosas emergentes estão casos novos e outros já conhecidos pelos cientistas. Alguns deles são registrados pela primeira vez em determinado lugar. É o caso do vírus zika, que se espalhou pela América Latina em 2016 e levou a uma emergência de saúde global. Ele foi identificado pela primeira vez na Floresta de Zika, em Uganda em 1947. A novidade foi sua chegada e expansão pelo continente americano.

De fato, segundo um estudo da Universidade Brown (EUA), o número de surtos por ano quase triplicou desde a década de 1980.

— Surtos não respeitam fronteiras — disse Espinal, em entrevista à BBC Munddo. — Vivemos em um mundo globalizado, onde você pegar um avião em Nova York e chegar oito horas depois em Moscou.

Além da globalização, outros fatores devem ser considerados, como as mudanças climáticas, a resistência de micro-organismos a determinadas terapias e a falta de serviços básicos, como saneamento.

Vice-presidente de pesquisas da Aliança EcoHealth, Kevin Olival ressalta que, em diversas ocasiões, estas doenças surgem devido a “alterações realizadas pelo ser humano no meio ambiente”.

O desmatamento, a destruição de habitats naturais, a agricultura e a caça aumentam o contato humano com áreas inexploradas e, portanto, aumentam nossa aproximação a determinadas doenças. Portanto, a América Latina, que apresenta grande diversidade ecológica, teria também uma diversidade maior de patógenos.

Embora haja um grande número de focos infecciosos que não podem ser evitados, Espinal afirma que o principal desafio é evitar que sejam a origem de epidemias. Para isso, é importante que os governos invistam em prevenção e tratamento, assim como a colaboração da sociedade civil.