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Fiocruz vê risco controlado da dengue durante Copa do Mundo

27/05/2014

Fonte: Terra – 24/05/2014

Fiocruz vê risco controlado da dengue durante Copa do Mundo

Fiocruz vê risco controlado da dengue durante Copa do Mundo

Em resposta às publicações estrangeiras alertando para o risco de surto de dengue no Brasil durante a Copa do Mundo, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fizeram um estudo que apontou que a probabilidade de uma epidemia de dengue é pequena.

O relatório indica que no período do Mundial teremos uma incidência menor do que 100 casos por 100 mil habitantes em Brasília, Cuiabá, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, considerada baixa incidência. No Rio de Janeiro, e Belo Horizonte, em Salvador e em Manaus há um risco de média incidência de dengue, entre 100 a 300 casos.

Já as capitais Recife, Fortaleza e Natal, têm um risco alto, com probabilidade de mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes. Apesar disso, a probabilidade de acontecer uma alta incidência nestas três capitais é considerada baixa pelos pesquisadores, 19%, 46% e 48%, respectivamente.

De acordo com um dos autores da pesquisa, Christovam Barcellos, a situação está controlada. “As previsões são muito mais baixas do que falam os jornais do mundo inteiro”, avaliou o pesquisador. Ele acrescentou ainda que com o estudo é possível agir pontualmente nos locais de maior risco.

Para a pesquisa, que foi publicada esta semana na revista científica inglesa The Lancet Infectious Deseases,  foram avaliados fatores que influenciam na proliferação do mosquito e na transmissão da doença, como o número de casos registrados nas cidades nos últimos 12 anos, volume de chuvas e temperatura no período da competição, além de questões sociais e ambientais.

Segundo Barcellos, houve uma redução de 80% no número de casos de dengue considerando o verão de 2014 com relação ao de 2013. “Tivemos este ano um verão atípico, muito quente e seco, clima pouco propício para a proliferação do mosquito”.

 Os últimos números do Ministério da Saúde mostram que até o dia 3 de maio, foram notificados 394.614 casos de dengue, contra 1.218.306 em 2013 – queda de 67,6%. Os casos graves da doença também caíram 56% no período – foram confirmados 2.478 casos graves da doença, contra 5.674, em 2013.

Apesar disso, na capital paulista o número de casos saltou de 2.617 em 2013 para mais de 5 mil casos considerando os registros feitos até a primeira semana de maio.

Nova vacina aprisiona malária em glóbulos vermelhos

23/05/2014

Fonte: Exame – 22/05/2014

Confira o infográfico sobre a malária

Confira o infográfico sobre a malária

Washington – Cientistas que pesquisam uma vacina contra a malária, que mata uma criança por minuto na África, desenvolveram uma nova e promissora abordagem que pretende aprisionar os parasitas que causam a doença nos glóbulos vermelhos que infectam.

Os pesquisadores disseram nesta quinta-feira que uma vacina experimental baseada nesta ideia protegeu ratos em cinco testes e será testada em macacos de laboratório nas próximas quatro a seis semanas.

O diretor do Centro para Pesquisas Internacionais de Saúde do Hospital de Rhode Island, doutor Jonathan Kurtis, afirmou que se os testes com os macacos correrem bem, o chamado teste clínico Fase I que testará a vacina em um pequeno grupo de pessoas poderá começar em um ano e meio.

Usando amostras de sangue e dados epidemiológicos coletados de centenas de crianças na Tanzânia, onde a malária é endêmica, os pesquisadores isolaram uma proteína, chamada PfSEA-1, que os parasitas precisam para escapar de dentro dos glóbulos vermelhos que infectam quando causam malária.

Em seguida, os pesquisadores descobriram que os anticorpos enviados pelo sistema imunológico do corpo para agir contra a proteína conseguiram aprisionar os parasitas dentro dos glóbulos vermelhos, impedindo a progressão da doença.

Os cientistas vêm lutando há anos para criar uma vacina eficiente contra a malária, uma doença transportada por mosquitos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima matar 627 mil pessoas por ano, a maioria crianças na África subsaariana.

“É profundamente importante desenvolver uma vacina eficiente contra a malária”, disse o doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, classificando o estudo como “um tipo novo e diferente de abordagem para obter uma vacina”.

“Como o parasita da malária tem um ciclo de replicação tão complexo, há múltiplos pontos nesse ciclo que são vulneráveis à interferência de um anticorpo ou a alguma reação que pode ser induzida por uma vacina”, disse Fauci à Reuters.

Duas abordagens existentes para o desenvolvimento de uma vacina tentaram bloquear a entrada dos parasitas no fígado ou nos glóbulos vermelhos. A nova abordagem tenta contê-los nos glóbulos vermelhos – ou, como disse Kurtis, “prendê-las em uma casa em chamas”.

Se os parasitas ficarem presos, podem ser absorvidos inofensivamente pelo baço por células do sistema imunológico chamadas macrófagos, disse Kurtis.

Inscrições para o Curso de Extensão Universitária SBPC/ML-UERJ

23/05/2014
Estão abertas as inscrições para os módulos II e III do Curso de Extensão Universitária Tópicos Especiais em Medicina Laboratorial, que a SBPC/ML oferece em convênio com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Parceria entre SBPC/ML e UERJ oferece cursos de extensão

Estão abertas as inscrições para os módulos II e III do Curso de Extensão Universitária Tópicos Especiais em Medicina Laboratorial, que a SBPC/ML oferece em convênio com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Pode se inscrever mesmo quem não fez o módulo I, realizado em abril. As próximas aulas serão em agosto e outubro, respectivamente. Os três módulos são independentes e os alunos recebem os certificados daqueles que participaram.

A turma é formada pelos alunos do curso e os que fazem o Mestrado Profissional em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense, da UERJ.

As aulas do curso de extensão são realizadas na sede da SBPC/ML (R. Dois de Dezembro, 78, sala 909, Catete), no Rio de Janeiro. Para participar é preciso ter graduação universitária na área da Saúde.

Confira a programação

Módulo II – Tópicos Especiais em Medicina Laboratorial II (30 horas) – Inscrições abertas
Em agosto, nos dias 5, 12, 19 e 26 (terça-feira), das 9h às 17h.
Validação e Comparabilidade de Métodos Analíticos
– Conceitos para avaliar a eficácia de um Programa de Controle Interno da Qualidade (CIQ).
– Estatística aplicada ao CIQ.
– Controle interno Gráfico de Levey Jennings.
– Análise de causas e ações corretivas.
– Regras de Westgard.
– Exigência normativa para o CIQ, sobretudo das Normas do Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos (PALC) da SBPC/ML e da Resolução da Diretoria Colegiada – RDC 302, da Anvisa, de 13/10/2005 que dispõe sobre o Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos.
– Conceitos de erro aleatório, erro sistemático e coeficiente de variação analítica.

Módulo III – Tópicos Especiais em Medicina Laboratorial III (30 horas) – Inscrições abertas
Em outubro: dias 2, 9, 16 e 23 (quinta-feira), das 9h às 17h.
Auditoria da Qualidade. Auditor Interno da Qualidade
– Termos e definições, tipo, princípios e programas
– Competência e avaliação de Auditores
– Plano de Auditoria
– Lista de Verificação
– Condução da Auditorias
– Técnicas de auditoria
– Reunião de Abertura
– Reunião de Encerramento
– Relatórios
– Não-conformidades: investigação, disposição, ação corretiva, avaliação eficácia
– Avaliação: exercícios práticos e escrita

Investimento
O valor para cada módulo é R$ 500.

Como se inscrever
Para fazer a inscrição em cada módulo clique no nome correspondente abaixo.

Tópicos Especiais em Medicina Laboratorial 2

Tópicos Especiais em Medicina Laboratorial 3

Mais informações
Tels. (21) 3077-1400 e 3077-1409, eventos4@sbpc.org.br, com Daniela Queiroz

Cetes oferece curso a distância sobre malária

20/05/2014

Fonte:  Faculdade de Medicina UFMG – 16/05/2014

Cetes oferece curso a distância sobre malária

Cetes oferece curso a distância sobre malária

O Centro de Tecnologia em Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG (Cetes) dá início, no dia 19 de maio, ao Curso Básico à Distância de Malária, que será oferecido a profissionais e gestores da saúde de áreas endêmicas da doença, na região Pan-Amazônica.

Além do Brasil, o treinamento online abrange vários países: Venezuela, Peru, Equador, Colômbia, Suriname, Guiana e Bolívia. Ao todo, 893 profissionais já se inscreveram no curso, sendo 307 brasileiros.

 O público-alvo compreende profissionais de nível superior da área da saúde que atuam nos serviços de atenção básica, como médicos e enfermeiros, ou profissionais que atuam diretamente no processo de diagnóstico e tratamento da malária, como bioquímicos e farmacêuticos.

O curso será oferecido dentro de uma plataforma de ensino a distância (Moodle), que prevê realização de exercícios, fóruns de discussões com monitores e tutores, além de videoconferências.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Rede Pan-amazônica de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, a Universidade do Estado do Amazonas e a Faculdade de Medicina da UFMG, por meio do Centro de Tecnologia em Saúde (Cetes).

Malária
A malária é uma doença de alta prevalência em muitos lugares do planeta e continua sendo um importante problema de saúde pública mundial. Ela tem cura, mas ainda produz profundo impacto social e econômico, especialmente entre os moradores da região Pan-amazônica.

O controle da doença depende do conhecimento dos principais aspectos que determinam a presença da malária nas áreas endêmicas, assim como dos principais aspectos biológicos, clínicos, terapêuticos e epidemiológicos, que permitam um adequado manejo dos pacientes.

Assessoria de Comunicação Social da Faculdade de Medicina da UFMG
jornalismo@medicina.ufmg.br

 

Vacina contra a dengue pode ser excesso de prevenção, alerta SBMFC

20/05/2014

Fonte: Segs – 19/05/2014

Vacina contra a dengue pode ser excesso de prevenção, alerta SBMFC (Thinkstock)

Vacina contra a dengue pode ser excesso de prevenção, alerta SBMFC (Thinkstock)

Ainda em fase de testes, a vacina contra a dengue promete reduzir 56% dos casos, porém a doença é considerada benigna e apresenta queda na taxa de mortalidade em 87%

Depois de décadas de estratégias insuficientes para eliminar o mosquito da dengue, encontra-se em fase de teste uma vacina que promete reduzir 56% das infecções da doença, maior índice preventivo já obtido em estudos para a imunização contra o vírus. Rodrigo Lima, membro da Sociedade de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), explica que a popularização da vacina pode implicar em excesso de prevenção, já que a dengue pode ser considerada uma doença benigna e mostra queda na taxa de mortalidade de 87%, comparado ao ano passado, a cada 100 casos, ocorrem apenas 0,03 óbitos, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com Lima, é importante ressaltar que as mortes relacionadas à dengue estão diretamente ligadas ao diagnóstico tardio da doença e às suas complicações, não ao vírus em si. “Dizemos que há prevenção quaternária (P4), ou seja, excesso de prevenção, quando desenvolvem-se ações direcionadas para prevenir condições que não necessariamente trariam malefícios ou quando os benefícios da ação preventiva não estão bem fundamentados, é o que aconteceria com a popularização de tal vacina”.
Como a expectativa de viabilização no mercado da vacina é prevista para o ano que vem, é provável que os estudos sobre seus resultados e efeitos sejam publicados em breve para análise e avaliação da SBMFC sobre a pertinência de adotá-la em escala populacional. “No momento atual da medicina, o ceticismo é a posição mais sensata, hoje ainda não é possível afirmar se essa nova imunização será benéfica ou não”.

A atuação dos médicos de família (MFCs) que atuam no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) é fundamental para o diagnóstico da doença, pois estão mais próximos da comunidade e costumam ser o primeiro contato destes pacientes com os sistemas de saúde. “O MFC saberá diferenciar a dengue de uma febre alta ou de uma forte dor de cabeça relacionados a outra doença, que são muito comuns ao ponto de pacientes se automedicarem ao ter estes sintomas”.

Quem é o médico de família e comunidade (MFC)?
A Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade médica assim como Cardiologia, Neurologia e Ginecologia. O médico de família e comunidade é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da Atenção Primária à Saúde. O MFC acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade ou possível doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Este profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, por isso, realiza diagnósticos precoces e os protege de intervenções excessivas ou desnecessárias.

É um clínico e comunicador habilidoso, pois utiliza abordagem centrada na pessoa e é capaz de resolver pelo menos 85% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecíficos e realizar ações preventivas. É um coordenador do cuidado, trabalha em equipe e em rede, advoga em prol da saúde dos seus pacientes e da comunidade. Atualmente há no Brasil mais de 3.200 médicos com título de especialista em Medicina de Família e Comunidade.

Justiça proíbe Fiocruz de realizar testes em cachorros em Salvador

15/05/2014

Fonte: Correio 24h – 14/05/2014

O juiz Ricardo D’Ávila, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, proibiu, em decisão liminar, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de continuar testes experimentais em cães, depois de denúncias de maus-tratos

em decisão liminar, a Fiocruz foi proibida de continuar testes experimentais em cães.

O juiz Ricardo D’Ávila, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, proibiu, em decisão liminar, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de continuar testes experimentais em cães, depois de denúncias de maus-tratos. A ação foi movida pelo Ministério Público da Bahia (MP) e ONGs de proteção ao direito dos animais.

A instituição nega maus-tratos aos animais. “Não maltratamos os animais. Temos todo um cuidado para não causar estresse, dor ou qualquer outro tipo de desconforto aos cães. Tomamos todos os cuidados devidos”, afirmou o pesquisador da Fiocruz Washington Luís Conrado, que participa da pesquisa.

Segundo ele, há 15 anos a instituição desenvolve uma pesquisa para a criação de uma vacina de combate à leishmaniose, doença que infecta cães e seres humanos e que pode matar. Durante os experimentos, os cães são inoculados com a doença. De acordo com a decisão judicial, 48 cães chegaram a ser contaminados e seis iriam ser sacrificados.

Na decisão, o juiz determina que a Fiocruz “se abstenha de realizar testes em animais, mais especificamente os cães utilizados nos experimentos de leishmaniose”, afirmou  Ricardo D’Ávila

A liminar obriga ainda a instituição a tratar dos animais contaminados e autoriza a vistoria do canil por integrantes do MP e das ONGs. Caso a medida não fosse cumprida, a Fiocruz terá que pagar multa de diária de R$ 3 mil, a partir do dia 30 de abril, cinco dias após a decisão.

Ontem, a assessoria da instituição informou, em nota, que foi notificada e que o caso está sendo  analisado. “A Fiocruz tomou ciência da liminar e encaminhou o documento à Procuradoria da Fiocruz e à Procuradoria Federal para avaliação e procedimentos legais”, disse a nota.

Denúncias
Segundo o vereador Marcell Moraes (PV), um dos autores da denúncia, as ONGs resolveram procurar a Justiça depois que denúncias anônimas apontaram maus- tratos durante o processo de pesquisa da Fiocruz.

“Recebemos fotos de animais maltratados e procuramos a Fiocruz, mas não houve diálogo. Pedimos para o Ministério Público nos ajudar, mas ainda assim não houve acordo. Por isso acionamos a Justiça”, disse.

Janaína Rios, responsável pela ONG Célula Mãe, uma das autoras da ação, se disse contrária às pesquisas científicas em animais e pediu que todos os testes fossem suspensos.

Retrocesso
Para Conrado, a medida representa um retrocesso e impede o avanço da ciência. “Todos os anos de 5% à 12% das pessoas infectadas com leishmaniose morrem no mundo. As principais vítimas são crianças de 0 à 14 anos. Estamos falando de um problema de saúde pública sério”, afirmou.

Ele explicou ainda que os animais são insdispensáveis nesse tipo de pesquisa. “Um animal vivo tem um nível de complexidade que não  dá para substituir por um programa de computador ou pelo estudo de células isoladas”, disse. Cerca de 40 cães são usados nas pesquisas da Fiocruz.

A militante Janaína Rios questionou a eficácia das pesquisas. Para ela, o estudo é dispensável. “Já existem drogas e tratamentos contra a doença. Eles recebem recursos públicos para fazer um trabalho que não é necessário”, afirmou.

Segundo Conrado, porém, as drogas que existem atualmente no mercado não resolvem o problema. “Nos testes com essas drogas percebemos que os animais aparentemente curados voltavam a desenvolver a doença cerca de seis meses depois. Estamos em busca da cura para a doença”, explicou.

Doença
A leishmaniose é transmitida pela picada de um mosquito que previamente tenha picado um cão contaminado. Ela pode se manifestar de diferentes maneiras a depender do sistema imunológico das vítimas.

Nos seres humanos, pode causar lacerações na pele, atacar as mucosas do nariz e da boca e atingir órgãos como fígado e a medula óssea. A doença pode provocar ainda febre, anemia, emagrecimento, inchaço do fígado e hemorragia.

A estudante de enfermagem, Adriele Cruz, 20 anos, teve a doença há dois anos. “Começou como uma ferida pequena, no joelho. Pensei que não fosse nada demais, mas começou a doer bastante, por isso procurei um médico”, contou ela, que mora em Santo Antônio de Jesus.

O tratamento incluiu 60 injeções. Ela contou que na época existiam muitos cachorros no bairro e ela não foi a única contaminada.

Testes com cães viraram caso de polícia em São Paulo
Em São Paulo, o uso de animais em testes virou caso de polícia, em outubro do ano passado, quando um grupo de cem ativistas invadiu o laboratório do Instituto Royal, no município de São Roque, a 66 quilômetros da capital, e retirou 178 cães da raça Beagle.

Os ativistas acusavam o instituto de maus-tratos aos animais, usados em testes para desenvolvimento de medicamentos para a indústria farmacêutica. Depois da invasão, a diretoria do instituto registrou ocorrência por furto, mas admitiu que realizava os testes, destacando, no entanto, que respeitava as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a empresa, desde 2005,  realizava testes pré-clínicos de remédios usados no tratamento de doenças como câncer, diabete, hipertensão e epilepsia, entre outros. Três semanas depois do episódio, o instituto anunciou que encerraria as pesquisas na unidade de São Roque.

Em nota, a direção apontou como motivos para o fechamento o “ambiente de insegurança” e “elevadas e irreparáveis perdas sofridas”. A empresa tem também uma unidade no Rio Grande do Sul, embora esta não faça experimentos.

Morre médico venezuelano que criou vacina contra a leishmaniose

15/05/2014

Fonte: I Online – 12/05/2014

O médico venezuelano Jacinco Convit Garcia, que descobriu as vacina contra a lepra e a leishmaniose, morreu hoje em Carcas aos 100 anos de idade, anunciou hoje a fundação com o seu nome.

O médico venezuelano Jacinco Convit Garcia, que descobriu as vacina contra a lepra e a leishmaniose, morreu hoje em Carcas aos 100 anos de idade, anunciou hoje a fundação com o seu nome.

O médico venezuelano Jacinco Convit Garcia, que descobriu as vacina contra a lepra e a leishmaniose, morreu hoje em Carcas aos 100 anos de idade, anunciou hoje a fundação com o seu nome.

“No dia de hoje, aos 100 de vida e dedicação à humanidade através da medicina, o Dr. Jacinto Convit Garcia faleceu”, lê-se num comunicado de imprensa divulgado pela Fundação Jacinto Convit.

Nascido a 11 de setembro de 1913 em La Pastora, Caracas, e doutorado em Ciências Médicas em 1938, Jacinto Convit Garcia foi distinguido em 1987 com o Prémio Príncipe de Astúrias de Investigação Científica e Técnica e candidato, em 1988, ao Prémio Nobel de Medicina.

Dedicado à prática da medicina sem fins lucrativos, trabalhava numa vacina experimental contra o cancro, baseada em terapias imunológicas e publicou 345 trabalhos científicos especializados, o mais recente em 2013.

Foi criador do Instituto de Biomedicina de Caracas e da Rede Nacional de Dermatologia Sanitária, tendo sido ainda distinguido com o Prémio Ciência e Tecnologia, do México, a medalha da Saúde da Organização Panamericana da Saúde e a insígnia Oficial da Ordem da Legião de Honra, a mais alta distinção do Governo francês (2011).

Com vários títulos Honoris Causa de universidades nacionais e internacionais, foi condecorado com a Ordem do Libertador, e distinguido com o Prémio José Gregório Hernández, a medalha da Federação Médica Venezuelana e a Medalha Naval Almirante Luís Brión, entre outras honrarias.

Em 2013, o parlamento venezuelano aprovou por unanimidade um projeto para solicitar que fosse distinguido com o Prémio Nóbel da Medicina, com motivo do centenário do seu nascimento.

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