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Plantas do Pantanal combatem a dengue

21/01/2014

Diário do Grande ABC – 19/01/2014

Num acervo de 4.400 plantas coletadas no Pantanal Mato-Grossense, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz encontraram três espécies que inibem a replicação do vírus da dengue.

Pesquisadores da Fiocruz Cruz encontraram três espécies que inibem a replicação do vírus da dengue.

Num acervo de 4.400 plantas coletadas no Pantanal Mato-Grossense, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz encontraram três espécies que inibem a replicação do vírus da dengue. Os extratos vegetais foram testados em células infectadas com os vírus dos tipos 2 e 3. A pesquisa caminha agora para nova fase, a de testes em animais, para avaliar a toxicidade.

O trabalho se tornou possível por causa de uma estratégia que tomou fôlego nos últimos cinco anos na Fiocruz – a de descentralizar as atividades e fazer ciência no interior do País, aproveitando as diferenças regionais. A instituição já está em nove Estados, além do Rio de Janeiro – Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Amazonas, Rondônia, Ceará, Mato Grosso do Sul e Piauí. Está em negociação a abertura de um polo no Rio Grande do Sul.

No Mato Grosso do Sul, os trabalhos se dividiram em várias linhas de pesquisa – da saúde indígena à busca por novas moléculas a partir da flora local, além da formação de mão de obra.

O diretor da Fiocruz-MS, Rivaldo Venâncio da Cunha, diz que a primeira etapa do trabalho em Campo Grande foi identificar as instituições que poderiam ser parceiras da Fiocruz. “Não vamos repetir o que eles já estão fazendo. A história não começa com a chegada da Fiocruz.” Nessa busca por parceiros, chegaram à Universidade Anhanguera-Uniderp, onde o curso de Agronomia já tinha catalogado 4 mil plantas do Pantanal Mato-Grossense.

Ao testarem as possibilidades terapêuticas das plantas, os pesquisadores chegaram a três famíliascapazes de inibir a replicação do vírus da dengue. “Uma delas teve atividade fenomenal. Vamos tentar sintetizar a molécula e testar em modelo vivo”, disse a pesquisadora Jislaine Guilhermino. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram escolhidas como prioritárias por causa de “vazios de desenvolvimento de ciência e tecnologia”, diz o presidente da instituição, Paulo Gadelha.

Tecnologia

Se no início do século 20 cientistas como Oswaldo Cruz, Carlos Chagas e Artur Neiva deixavam o Rio para desbravar o País e desvendar as doenças que assolavam os cantos mais distantes, hoje o que se tem é investimento em tecnologia de ponta. Como a que está sendo levada para o Ceará. A Fiocruz começará a construir no Polo Tecnológico de Euzébio a primeira plataforma para a produção de medicamentos biológicos a partir de células vegetais. O processo de produção a partir da extração vegetal é uma novidade no País.

A tecnologia garante mais segurança do que os remédios produzidos a partir de vírus e bactérias – produz menos efeitos colaterais. E requer menos investimentos. “Vamos usar a célula do tabaco para expressar a proteína do envelope do vírus da vacina da febre amarela”, exemplifica o presidente do conselho Político e Estratégico de Bio-Manguinhos, Akira Homma.

A fábrica também produzirá medicamentos para doenças raras, como a doença de Gaucher. O remédio será fabricado a partir da célula da cenoura

USP estuda dar anticoncepcional às capivaras para conter febre maculosa

21/01/2014

Fonte: G1 – 18/01/2014

Capivara é hospedeira do carrapato-estrela, transmissor da maculosa (Foto: Edijan Del Santo / EPTV)

Capivara é hospedeira do carrapato-estrela, transmissor da maculosa (Foto: Edijan Del Santo / EPTV)

Para conter o crescimento da população de capivaras no campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP) e reduzir o registro de casos de febre maculosa no município, a instituição começou a estudar medidas que incluem a esterilização dos animais. Uma das linhas de pesquisa prevê até fornecimento de anticoncepcionais aos bichos, segundo o prefeito da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), Fernando Seixas.

A capivara é hospedeira do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, doença que já matou ao menos 19 pessoas em Piracicaba desde 2009, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde. A Esalq estima que existam entre 250 e 300 capivaras no campus.

“Já temos medidas como a colocação de cercas e alambrados na instituição e agora iniciamos as pesquisas sobre como pode ser feita a esterilização de alguns animais. É estudada inclusive a aplicação de anticoncepcionais. Esta seria uma alternativa para conter o aumento da população de capivaras sem eliminar indivíduos”, afirmou Seixas.

A Esalq criou uma comissão para debater e definir formas de contenção da maculosa. Entre as medidas avaliadas existem também ações de combate ao carrapato-estrela. Uma delas seria o uso de um tipo de “isca viva”, que consistiria em deixar um cavalo, por exemplo, solto no ambiente e, após um período, pulverizar o animal com produto para matar o carrapato.

Doença letal
Também de acordo com informações da Secretaria Municipal da Saúde, o índice de letalidade da febre maculosa, ou seja, o percentual de mortes entre o total de casos registrados na cidade é maior que a média nacional. Segundo a pasta, no Brasil o índice é próximo dos 40%, mas em Piracicaba a média de mortes é de 55%.

Dados parciais do governo municipal apontam nove casos de maculosa registrados em 2013 com cinco mortes. Em 2012 foram 11 casos, sendo oito óbitos. As duas pessoas que adoeceram em 2011 morreram. Em 2010 não houve mortes. Já em 2009, das cinco pessoas que pegaram a doença, quatro morreram, segundo apurou a reportagem da EPTV.

Mortes por leishmaniose em 2013 superam casos de 2012 em MS

14/01/2014

Fonte: G1 – 09/01/2014

Conheça o Ciclo da Leishmaniose

Conheça o Ciclo da Leishmaniose

Em Mato Grosso do Sul, 23 pessoas morreram em 2013 por causa da leishmaniose, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES). O número de ocorrências aumentou em comparação a 2012, quando 20 pessoas morreram.

Manter o terreno de casa limpo, por exemplo, é uma medida que pode ser adotada para afastar o transmissor da leishmaniose, o mosquito palha. O inseto prefere locais úmidos, escuros e com muitas plantas. Gatos e cachorros são hospedeiros da doença e precisam de tratamento adequado, caso apresentem alterações no comportamento. O tratamento para seres humanos costuma ser doloroso, pode durar até 30 dias e é oferecido na rede pública de saúde.

Quando o assunto é limpeza de quintais e terrenos, o aposentado Angelo Saraiva do Santos faz questão de dar exemplo. O idoso, que vive em Corumbá (MS), diz que não gosta de ver nada sujo e usa a foice para limpar o terreno de 1,5 hectare na propriedade dele. “Minha mãe dizia ‘meu filho, com a casa limpa, pode ser velha, mas você se apresenta bem’”, conta.

No ano passado, ainda de acordo com a secretaria, 207 casos de leishmaniose foram registrados no estado.

Estado enfrentou, em 2013, a maior epidemia de dengue da história e secretaria se mantém alerta

09/01/2014

Fonte: Capital News – 08/01/2014

Mato Grosso do Sul enfrentou em 2013 a maior epidemia de dengue de todos os tempos. No ano passado, 102 mil sul-mato-grossenses tiveram a doença e 31 morreram por conta da dengue.

Mato Grosso do Sul enfrentou em 2013 a maior epidemia de dengue de todos os tempos. No ano passado, 102 mil sul-mato-grossenses tiveram a doença e 31 morreram por conta da dengue.

Mato Grosso do Sul enfrentou em 2013 a maior epidemia de dengue de todos os tempos. No ano passado, 102 mil sul-mato-grossenses tiveram a doença e 31 morreram por conta da dengue. A diretora de Vigilância em Saúde do Estado, Bernadete Lewandowisk, afirma que não tem como prever se, neste ano, haverá surto de casos novamente, mas diz que é preciso manter o alerta e, claro, as ações de combate ao mosquito transmissor.

A circulação dos quatro tipo de vírus causadores da dengue e a realização da Copa do Mundo no Brasil são os dois fatores que preocupam a Secretaria de Estado de Saúde (SES), segundo Bernadete.

“Não temos muito o que fazer. As pessoas têm consciência, sabem o que deve ser feito para não põem em prática. Vamos continuar com as capacitações para os municípios, continuar com a distribuição de medicamentos, equipamentos e inseticida, mas a população tem de fazer sua parte”, afirma a diretora da Vigilância.

Segundo Bernadete, o vírus tipo 4, que apareceu no Estado em 2013 e foi responsável por boa parte dos casos, continua circulando e continuará infectando mesmo quem já teve dengue, causada pelos outros três tipos de vírus.

Outra preocupação é com a vinda de turistas para o Brasil e, consequentemente, para Mato Grosso do Sul, por conta da Copa do Mundo. “Nos preocupamos com as doenças que podem ser reinseridas no País, mas também com as pessoas que vierem para cá”.

Embora o mês de junho, quando acontece a competição, não esteja no período que mais registra casos de dengue, estrangeiros, em geral, nunca tiveram contato com o vírus causador da patologia. Por isso, em tese, são mais propensos a contrair a doença.

Epidemia

No ano passado, foram notificados 102.328 casos de dengue, 22% a mais que em 2010, quando foi registrada a penúltima epidemia e 83.351 pessoas tiveram a doença.

Em relação à 2007, quando o Estado também enfrentou surto, com 75.321 casos, o aumento é de 36%.

Óbitos

Neste ano, 12 pessoas morreram por conta da dengue em Campo Grande. As outras mortes aconteceram em Aquidauana, Bandeirantes, Camapuã, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Fátima do Sul, Miranda, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranaíba, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora, Três Lagoas e Vicentina.

Janelas contra a malária

09/01/2014
por

Fonte: Sol – 07/01/2014

Confira o ciclo de vida da Malária

Confira o ciclo de vida da Malária

Uma equipa portuguesa apresenta uma nova abordagem para a criação de uma vacina contra a malária, que todos os anos infecta e mata milhões de pessoas, com especial incidência nas crianças da África subsariana. A ideia valeu-lhes o apoio da fundação do criador do sistema informático Windows, Bill Gates.

A vacina contra a malária está para a comercialização como os títulos nacionais do futebol português estão para o Sporting ou o Benfica. A cada temporada que passa, autoridades, cientistas e financiadores dizem ‘este ano é que é’. Seja como for, todos sabem que esse ano há-de chegar, de facto, só não sabem quando.

Não é assim que pensa a equipa de Miguel Prudêncio e António Mendes, que há três anos explora uma nova ideia de combate contra a malária, no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa. A doença, própria dos países subtropicais, infecta anualmente mais de 200 milhões de pessoas e mata à volta de 600 milhões, a maioria das quais crianças com menos de cinco anos, na África subsariana.

Os números impressionantes têm inspirado várias equipas de cientistas a aventurarem-se na investigação de uma vacina. A mais recente dessas tentativas terapêuticas está em fase de licenciamento e “está em desenvolvimento há cerca de 20 anos”, diz Miguel Prudêncio. A sua eficácia é “moderadíssima”, continua o investigador, situa-se entre os 30 e os 40%.

Outra tentativa famosa foi a de um médico colombiano, Manuel Patarroyo, que nos anos 80 estudou um antigénio (definido de forma simples, é uma substância que provoca a formação de um anticorpo específico, ou seja, reforça-nos a imunidade) e aplicou-o a uma vacina cuja patente doou, num acto raro de altruísmo, à Organização Mundial de Saúde. Após uma euforia inicial, a fraca eficácia da vacina também adiou as esperanças para mais tarde.

O que a equipa da dupla portuguesa experimenta, desde há três anos, é uma abordagem diferente, numa espécie de regresso às origens da vacinação. Esta aproximação ao problema valeu-lhes o entusiasmo da Fundação Bill e Melinda Gates, organização sem fins lucrativos do fundador da Microsoft (e respectiva esposa), que há anos persegue e financia boas ideias nesta área. E que apoiou a ideia.

A boa ideia de Jenner

A lógica é então a mesma de Edward Jenner, médico britânico que em finais do século XVIII criou o princípio deste tratamento. A tratar uma comunidade rural fortemente atacada pela varíola, “reparou que as mulheres que ordenhavam vacas infectadas com a variante bovina da varíola estavam protegidas contra a varíola humana”, explica António Mendes. “Através desta observação, ele propôs que se poderia usar um patogénio que, por ser ‘parente’ do patogénio humano, conseguia estimular uma resposta em seres humanos, sem causar a doença. E essa resposta, depois, era suficiente para proteger contra a variante humana desse vírus”.

Dois séculos e pouco depois, nada como ir buscar inspiração ao passado para tentar corrigir o futuro. Prudêncio concretiza: “O que temos aqui é exactamente isso, um patogénio que não causa a doença em seres humanos, mas em roedores, e que nós queremos usar como plataforma de vacinação contra o patogénio em seres humanos”. Mas querem, também, dar-lhe uma ‘segunda camada de protecção’. A diferença, agora, ao contrário do que se passava no tempo de Jenner, em que nem sequer se sabia o que era um gene, quanto mais pensar-se em manipulação genética, é que “podemos modificar esta variante não-humana do patogénio, introduzindo-lhe proteínas que são do seu ‘primo’ humano e desta maneira, esperamos nós, aumentar a potência imunogénica do parasita não-humano”.

Por outras palavras, usamos as características do parasita como arma contra ele próprio, com um upgrade que cruza as variantes dos ratinhos e a humana. E não seria possível fazer tudo isto só com a variante dos roedores? Afinal de contas, Jenner usou um processo ‘natural’, sem manipulação genética. “Essa questão é, aliás, querida à Fundação Gates, que quis saber até que ponto é que o parasita dos roedores, por si só, seria capaz de criar essa capacidade”, adianta Prudêncio. Mendes completa com a ideia de que um acréscimo de protecção é sempre melhor: “Temos indicações de que a resposta é melhorada com a introdução destes novos antigénios”.

Dinheiro extra

Para esta fase da investigação, os norte-americanos acabaram por deixar o grupo português à porta dos ensaios clínicos. Os testes feitos até agora limitaram-se a culturas celulares e aos roedores, em laboratório. A equipa do IMM está preparada para dar os passos seguintes, completando a fase pré-clínica com as experiências em macacos. O conjunto de resultados vai depois ser submetido às autoridades competentes, holandesas neste caso. Os ensaios clínicos – tal como os testes em primatas –, se aprovados, serão realizados na Holanda, onde já existe longo historial de competências nestas áreas.

A equipa pode contar também com um financiamento extra, pois venceu o prémio BES Inovação por esta abordagem. A maquia vai-lhes permitir avançar para outra estirpe do parasita da malária, menos letal mas não menos abrangente, o Plasmodium vivax, mais comum na América Latina e na Ásia. Querem aplicar-lhe o mesmo princípio que usaram para combater o Plasmodium falciparum, a tal variante mortal, que se concentra essencialmente no continente africano.

Mas o dinheiro extra vai permitir ainda dar outro passo importante, a obtenção da patente, que garante que esta tecnologia terapêutica fica nas mãos de quem pertence, ou seja, de quem a criou. Não se pense que os autores de uma descoberta ou de um invento ficam automaticamente protegidos por lei, na lógica do seu a seu dono. O ‘mercado’ também manda aqui, implacável – “É um processo caríssimo”, reconhece António Mendes. E como a Fundação Gates não paga patentes, consegue completar-se o ciclo.

Formados na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (com doutoramento na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova) e Instituto Superior de Ciências da Saúde-Sul, respectivamente, Prudêncio e Mendes completaram pós-graduações fora de Portugal e ‘aterraram’ no IMM para se dedicarem ao estudo da malária. Vieram, como muitos investigadores, à procura de uma resposta que garantisse o combate à doença, define Mendes, “que mais crianças mata até aos cinco anos, e mais crianças tira da escola”. Mesmo que as hipóteses de sobrevivência sejam maiores se se superar a passagem dos cinco anos de idade, o foco da doença fica no organismo – continua-se com surtos frequentes, que se medem pelas febres altas –, e é terrível não só para a saúde pública dos africanos como para a produtividade e, em última análise, para a economia de países já por si debilitados.

O parasita da malária tem no mosquito um hospedeiro privilegiado, sem o qual não completa o seu ciclo de vida. É que este insecto funciona para o Plasmodium como uma espécie de motel da Linha de Sintra – é lá que se dá o acasalamento entre machos e fêmeas, que depois se vão replicar sem quaisquer pudores no organismo humano, dada a picada do mosquito. Não é, por isso, doença que se propague de pessoa para pessoa, como uma gripe. Enquanto aguardamos pela vacina, às autoridades convém redobrar cuidados, sobretudo em regiões de águas paradas, consideradas idílicas pelos mosquitos.

Vaga para professor de parasitologia na PUC-RS

07/01/2014
Vaga para professor de parasitologia na PUC-RS

Vaga para professor de parasitologia na PUC-RS

A PUC-RS está selecionando professores de parasitologia,  em regime de trabalho horista, na Faculdade de Biociências da PUCRS. Currículos podem ser enviados até 10 de janeiro, pelo email: biociencias@pucrs.br.

Dengue passa a ter uma nova classificação

07/01/2014

Fonte: A Tribuna – 05/01/2014

Veja como se prevenir contra a dengue

Veja como se prevenir contra a dengue

A partir deste mês, o Ministério da Saúde passa a adotar a nova classificação de casos de dengue, revisada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As modificações passam a classificar os casos como dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave.

Segundo a gerente de Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Auxiliadora Satélis Taques, mesmo com nova classificação, os casos continuam com as seguintes observações: casos suspeitos - pessoas que vivam ou tenham viajado nos últimos 14 dias, para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti, que apresentam febre, usualmente entre 02 e 07 dias, e apresentem duas ou mais das seguintes manifestações: náusea ou vômitos; erupção cutânea, geralmente avermelhada; dores musculares e nas articulações; dor de cabeça; dor no fundo dos olhos; manchas avermelhadas na pele; e redução dos glóbulos brancos do sangue.

“Também pode ser considerado caso suspeito, toda criança proveniente ou residente em área com transmissão de dengue, com quadro febril agudo, usualmente entre 02 a 07 dias, e sem foco de infecção aparente”, alertou.

Nos casos suspeitos de dengue com sinais de alarme, no período de efervescência da febre, a pessoa apresenta dor abdominal intensa e contínua, ou dor à apalpação do abdômen; vômitos persistentes; acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdico); sangramento de mucosas; letargia ou irritabilidade; hipotensão postural (lipotímia); hepatomegalia maior do que 2 cm; e aumento progressivo do hematócrito.

Já os casos suspeitos de dengue grave, apresentam um ou mais dos seguintes resultados: choque devido ao extravasamento grave de plasma evidenciado por taquicardia; extremidades frias e tempo de enchimento capilar igual ou maior à três segundos; pulso débil ou indetectável; pressão diferencial convergente maior ou igual 20 mm Hg; hipotensão arterial em fase tardia; acumulação de líquidos com insuficiência respiratória; sangramento grave do sistema nervoso central; e comprometimento grave de órgãos tais como: dano hepático importante, sistema nervoso central (alteração da consciência), coração (miocardite) ou outros órgãos.

Com as modificações, a Vigilância Epidemiológica realizará treinamento para os profissionais de saúde da rede municipal, para que não haja dúvidas sobre o preenchimento da nova ficha de notificação.

 

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