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Parasita da leishmaniose ‘enngana’ o sistema imunológico

06/05/2014

Fonte: Estado de Minas – 05/05/2014

Vacúolos parasitóforos desenvolvidos pelo protozoário Leishmania amazonensis (em vermelho)em macrófago de camundongo (cinza). Imagem obtida em microscópio eletrônico de varredura por emissão de campo a partir de amostra fraturada por fita adesiva. Dezenas de parasitas estão alojados em espaçosos compartimentos intracelulares do macrófago hospedeiro. Nesses vacúolos espaçosos o parasita se refugia do sistema imune do hospedeiro. Produzida por Fernando Real, um dos autores da pesquisa, a imagem ficou em segundo lugar na categoria Dimensãomicro da edição 2012 do Prêmio Fotografia/CNPq

Vacúolos parasitóforos desenvolvidos pelo protozoário Leishmania amazonensis (em vermelho)em macrófago de camundongo (cinza). Imagem obtida em microscópio eletrônico de varredura por emissão de campo a partir de amostra fraturada por fita adesiva. Dezenas de parasitas estão alojados em espaçosos compartimentos intracelulares do macrófago hospedeiro. Nesses vacúolos espaçosos o parasita se refugia do sistema imune do hospedeiro. Produzida por Fernando Real, um dos autores da pesquisa, a imagem ficou em segundo lugar na categoria Dimensãomicro da edição 2012 do Prêmio Fotografia/CNPq

Sequenciamento de um dos causadores da leishmaniose revela como o protozoário produz proteínas que impedem reação de proteção do organismo. Pesquisa é coordenada pela UFMG, com colaboração de outros laboratórios.

A identificação de duas proteínas produzida pelo parasita Leishmania amazonensis pode explicar por que ele consegue conviver harmoniosamente com células que deveriam matá-lo. O sequenciamento do genoma do Leishmania amazonensis, um dos causadores da leishmaniose cutânea e difusa, demorou quatro anos para ser concluído, mas viabilizou a identificação de proteínas que poderiam subverter as defesas do organismo hospedeiro, participando da evasão do seu sistema imunológico. O sequenciamento em si foi realizado de maneira automatizada em um equipamento de última geração nos Estados Unidos, mas todo o processamento e a análise dos genes envolvidos são mérito de pesquisadores brasileiros.

Coordenado pela doutora em bioquímica e biologia molecular Diana Bahia, do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o estudo é uma colaboração com o Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia (DMIP) da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), além de grupos do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), de Campinas, e do Laboratório de Genômica e Expressão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No artigo “The genome sequence of Leishmania(L.) amazonensis: functional annotation and extended analysis of gene models”, publicado na revista científica DNA Research, eles mostram como duas proteínas sintetizadas e secretadas pelo protozoário imitam a do hospedeiro.

Segundo Diana Bahia, essa imitação permite a ligação dessas proteínas a componentes do arsenal imunológico do indivíduo infectado, bloqueando sua ativação e silenciando a resposta inflamatória. O estudo também avançou na investigação dos genes relacionados à formação de um vacúolo (chamado vacúolo parasitóforo), bolsa que abriga o parasita no interior dos macrófagos, células de defesa que os englobam e tentam destruí-los (foto). Nela, o parasita se multiplica e resiste a eventuais ataques do sistema imunológico.

Segundo o doutor em Microbiologia e Imunologia Fernando Real, do DMIP, um dos pesquisadores e autores principais, no caso de Leishmania amazonensis e da sua espécie-irmã Leishmania mexicana, essa bolsa é bem mais espaçosa do que as formadas por outras espécies de protozoários causadores da leishmaniose. “Essa pode ser uma das maneiras de o parasita subverter e enganar o sistema imunológico do hospedeiro”, acredita. A motivação para o estudo, inclusive, veio do fato de a Leishmania amazonensis residir nesse vacúolo mais espaçoso dentro dos macrófagos, ao contrário da Leishmania major e da Leishmania braziliensis, que residem em vacúolos mais apertados, justapostos ao corpo do parasita.

“O vacúolo criado pelo parasita, quando está em sua forma amastigota, ou seja, intracelular, parece ser um mecanismo elaborado, usado para sua multiplicação e proteção contra o ataque do sistema imune do hospedeiro. Esse vacúolo largo é uma característica ainda pouco estudada, até o momento descrita apenas para as espécies do complexo mexicana”, explica Diana. Daí a importância do genoma, que proveu os pesquisadores de informações sobre proteínas expostas ou secretadas pelo parasita, principalmente na forma amastigota, que auxiliassem na formação desse vacúolo. Dessa maneira, seria possível entender o possível mecanismo biológico por trás de sua sobrevivência dentro do macrófago e, consequentemente, encontrar meios de neutralizar seu ciclo intracelular.

O genoma de um organismo funciona como um manual de instruções do seu funcionamento. Ele provê indicações de que genes estariam relacionados com problemas científicos e médicos na investigação desses parasitas. É preciso tomar toda a informação decorrente do sequenciamento e, pontualmente, investigar a participação efetiva dos genes preditos (aqueles anotados como tendo características de genes) na manifestação clínica da doença, por exemplo, ou na formação do vacúolo parasitóforo, para aqueles mais interessados na pesquisa básica. “O genoma ‘abre mais portas do que fecha’. Temos mais perguntas a investigar do que respostas”, acrescenta Diana.

No estudo, os pesquisadores buscaram identificar genes espécie-específicos em Leishmania amazonensis e Leishmania mexicana que poderiam estar relacionados à leishmaniose cutânea difusa. Segundo Diana, são pouquíssimos os genes encontrados apenas nessas duas espécies. Independentemente da manifestação da doença, as espécies de Leishmania são muitíssimo parecidas: mais de 90% dos genes fazem parte de um repertório comum ao gênero. Mas o que aparentemente faz a diferença é a quantidade de cópias de cada gene. “Encontramos muitos genes expandidos (aqueles que se apresentam em maior numero de cópias em dado organismo) em número de cópias nas duas espécies. Talvez esses genes estejam envolvidos nas peculiares manifestações clínicas provocadas por esses parasitas e na homeostase (condição de relativa estabilidade que o organismo necessita para realizar suas funções adequadamente) entre parasita e hospedeiro”, explica

Esses parasitas estão adaptados para viver silenciosamente no hospedeiro, até que alguma deficiência do sistema imune permita que ele saia de sua forma latente e desenvolva as lesões no mesmo. Umas espécies, contudo, parecem mais adaptadas do que outras – mais agressivas – a viver silenciosamente em determinados hospedeiros, fenômeno ainda pouco estudado. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), boa parte dos mamíferos reservatórios e de humanos infectados pela Leishmania amazonensis não apresentam lesões. “Por isso acreditamos que esse protozoário seja uma dessas espécies que evoluíram de modo a adquirir vantagens em uma vida intracelular e a se adaptar a viver silenciosamente no hospedeiro”, explica a pesquisadora da UFMG.

Do ponto de vista médico, o sequenciamento genômico possibilita a identificação de genes importantes para o estabelecimento do parasita e para sua disseminação pelo organismo. Alguns produtos desses genes preditos podem ser potenciais alvos de vacinação (profilática ou terapêutica) ou para desenho de drogas que impeçam a continuidade da doença. Do ponto de vista biológico, o genoma pode revelar fatores para a biogênese do vacúolo largo, no qual esses parasitas vivem, permitindo a investigação do estado de latência que esses parasitas podem atingir em infecções crônicas, e também para a investigação do tropismo (movimentação) do parasita do sítio da picada do inseto até outras regiões na doença disseminada.

A pesquisa foi realizada com financiamento do projeto Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e por meio de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

Melhor entendimento da comunicação celular

Com o genoma do parasita Leishmania amazonensis sequenciado, surgem mais possibilidades para a investigação da biologia dessa espécie, que pode ser feita, inclusive, em comparação com os genomas de outras espécies de Leishmania. A apresentação do genoma deve ser o início, e não o fim, de uma série de experimentações a fim de se checar a relevância médica e biológica dos genes preditos. Um dos próximos passos, segundo Diana Bahia, é, a partir do isolamento dos largos vacúolos parasitóforos formados por essa espécie, mapear que componentes do hospedeiro e que estruturas do parasita fazem parte dessa estrutura. Além disso, torna-se viável a identificação de proteínas do parasita que participam da sinalização celular, ou seja, fosforilam e ativam substratos, em uma cascata de eventos de comunicação celular. Essas proteínas têm sido amplamente estudadas como alvo de drogas para doenças proliferativas, como o câncer. Para os pesquisadores, a interferência em algumas dessas vias de sinalização, por meio de desenho de drogas específicas, poderá ser um futuro promissor para o controle da manifestação da doença causada pelo parasita.

 

Causador de graves lesões

Leishmania é um gênero de protozoários que inclui os parasitas causadores das leishmanioses. As espécies são transmitidas por mosquitos do gênero Phlebotomus, no Velho Mundo, e do gênero Lutzomyia, no Novo Mundo, e seus hospedeiros primários são mamíferos como cães e camundongos, além de répteis. Leishmania amazonensis faz parte do chamado “complexo mexicana”, também composto pela espécie Leishmania mexicana. A Leishmania mexicana foi classificada, em 1953, por Francisco Biagi, como agente causador da úlcera dos chicleros, lesão cutânea comum entre trabalhadores rurais da América Central. A Leishmania amazonensis foi descoberta pelos professores Jeffrey Shaw (da Universidade Federal de São Paulo) e Ralph Lainson (do Instituto Evandro Chagas), em 1972.

Das mais de 20 espécies descritas, as do complexo mexicana provocam lesões crônicas, nodulares e muitas vezes disseminadas em humanos. Já Leishmania amazonensis encontra-se predominante no Brasil, na Bacia Amazônica, e está envolvida em manifestações cutâneas que abrangem formas simples (nódulo ou lesão simples), difusas (vários nódulos na região infectada) e disseminadas (vários nódulos espalhados por outras regiões do corpo). Essa tem maior envolvimento em uma forma mais grave e de difícil tratamento dessas manifestações cutâneas disseminadas. A forma anérgica difusa leva a sérias lesões desfigurantes no indivíduo que se assemelham à lepra e é praticamente impossível de serem curadas.

Estudo internacional testa novo medicamento contra malária no AM

06/05/2014

Fonte: G1 – 05/05/2014

Uma nova droga destinada ao tratamento da malária, a Tafenoquina, começou a ser testada pela Fundação de Medicina Tropical Doutora Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD)

Uma nova droga destinada ao tratamento da malária, a Tafenoquina, começou a ser testada pela Fundação de Medicina Tropical Doutora Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD)

Uma nova droga destinada ao tratamento da malária, a Tafenoquina, começou a ser testada pela Fundação de Medicina Tropical Doutora Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus, desde o dia 25 de abril. O objetivo é avaliar a eficiência do medicamento que, se comprovada, deverá ser adotado pelo Ministério da Saúde. O teste deve durar um ano.

Segundo a diretora da FMT-HVD, Graça Alecrim, o uso do novo medicamento reduz o tempo de tratamento do paciente de sete para apenas um dia. Atualmente o tratamento da malária é feito com a terapia combinada de dois antimaláricos (cloroquina e a primaquina). A diretora esclarece que, se os resultados do ensaio clínico atestarem a eficiência da Tafenoquina, essa substância deverá substituir a Primaquina.

O teste faz parte de um estudo clínico de cooperação internacional, que tem participação de centros de pesquisa do Brasil, Peru, Índia, Bangladesh e Tailândia. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), a fundação é a primeira a testar o medicamento em seres humanos dentre as instituições envolvidas no estudo. Aida de acordo com a FMT-HVD, os países envolvidos têm grande interesse no estudo em virtude da alta incidência da doença nestes locais.

No Brasil, além da Fundação de Medicina Tropical, o projeto conta também com a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Porto Velho (RO). O ensaio é encabeçado pelas empresas Medicines for Malaria Venture (MMV) e Glaxo Smith Kline (GSK), que são financiadas pela Fundação Bill & Melinda Gates.

O teste em humanos teve início na sexta-feira (25) e deve durar cerca de um ano, no total, incluindo os seis meses de uso da nova droga e outros seis meses de acompanhamento clínico desses pacientes. O medicamento será testado inicialmente em 100 pacientes.

A FMT-HVD é referência em pesquisa e nas áreas de diagnóstico e tratamento de doenças infectoparasitárias e tropicais, como malária, no país e internacionalmente. A participação no estudo fortalece o caráter estratégico que o órgão assumiu nas últimas quatro décadas, no cenário da pesquisa internacional. A instituição tem sido também centro de referência para estudos encomendados pelo Ministério da Saúde, com foco em malária e outras doenças.

Cientistas criam versão transgênica do parasita da malária

02/05/2014

Fonte: Exame – 28/04/2014

São Paulo – Pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) desenvolveram uma versão transgênica do parasita causador da forma mais agressiva de malária humana – o Plasmodium falciparum – que poderá auxiliar na triagem de novos medicamentos contra a doença.

Os resultados da pesquisa – conduzida com apoio da FAPESP durante o doutorado de Lucas Borges Pereira – foram apresentados no dia 15 de abril no “Workshop at the Interface between Physics and Biology”, na sede da FAPESP, em São Paulo.Foi inserido no parasita um gene que, ao ser expresso, codifica um marcador de cálcio conhecido como GCaMP3, que é formado pela fusão do gene da proteína verde fluorescente (GFP, na sigla em inglês, originário de uma espécie de água-viva) com o gene da proteína calmodulina (CaM, capaz de se ligar ao cálcio) e com o peptídeo M13.

“Na presença de cálcio, ocorre uma interação e a GFP passa a emitir luz. Quanto maior a quantidade do íon maior a fluorescência. É um tipo de ferramenta já muito usada em pesquisas com células de mamífero. O fato de termos conseguido desenvolver uma versão para o parasita que mais mata no mundo é um grande avanço”, afirmou Célia Regina da Silva Garcia, orientadora de Borges e coordenadora do Projeto Temático “Genômica funcional em Plasmodium”.

O cálcio, explicou Garcia, é uma substância essencial para a reprodução do P. falciparum e para os processos de invasão da célula hospedeira.

“A grande vantagem do parasita transgênico é a possibilidade de medir cálcio em tempo real sem usar métodos invasivos, como a extração da célula hospedeira ou a marcação com compostos orgânicos. Dessa forma, podemos estudar [in vitro] os processos fisiológicos de controle de ciclo de vida com a célula intacta e o parasita vivo. Também será possível realizar triagem de novas drogas”, explicou.

Em um estudo anterior publicado no Journal of Cell Biology, a equipe da USP já havia desvendado como o parasita consegue sobreviver no interior das hemácias – as células vermelhas do sangue – onde há dez mil vezes menos cálcio do que o necessário para sua sobrevivência.No momento em que o parasita penetra na hemácia, parte da membrana da célula sanguínea se dobra e forma uma bolsa ao redor do protozoário chamada vacúolo parasitóforo. Dessa forma, o parasita cria um ambiente rico em cálcio ao seu redor. Uma proteína da parede dessa bolsa, a enzima Ca++ ATPase, exerce um papel essencial nesse processo, por captar cálcio do interior da hemácias.

Drogas como a artemisinina, por exemplo, causam a morte do parasita por inibir a sua capacidade de acumular cálcio. Outros antimaláricos também atuam sobre a via de sinalização por cálcio. Mas precisamos encontrar novas opções terapêuticas, pois os parasitas já estão resistentes às drogas existentes”, disse Garcia.

A ideia do grupo é usar o parasita transgênico como ferramenta no teste de drogas candidatas por meio de ensaios do tipo high-throughput screening (HTS), que usam um sistema automatizado para avaliar várias substâncias ao mesmo tempo. “Diversos inibidores podem ser colocados sobre os parasitas modificados e, pela intensidade da fluorescência, podemos identificar quais substâncias apresentam maior eficácia”, explicou Garcia.

Com auxílio de um equipamento conhecido como citômetro de fluxo (que permite identificar as células fluorescentes), o grupo de Garcia já realizou os primeiros testes para confirmar a sensibilidade do parasita transgênico à presença de cálcio.

“Mas o citômetro de fluxo permite apenas enxergar toda a população de parasitas dentro das hemácias. Para estudar o comportamento individual do Plasmodium necessitamos de equipamentos mais sofisticados, como um microscópio confocal, por exemplo. Somente assim conseguiremos analisar uma única célula e acompanhar a sinalização de cálcio”, disse Borges.

Para Garcia, ainda que seja possível realizar parcerias com equipes internacionais, é fundamental que os próximos experimentos sejam realizados no Brasil. “São esses testes que vão render resultados de alto impacto para nossa ciência”, avaliou.

Mosquito é animal mais mortal que existe

02/05/2014

Fonte: Exame – 29/04/2014

Esqueça cobras, leões e tubarões: o animal mais mortífero que existe é o mosquito. Por ano, são 725 mil mortes, em média. Os dados foram divulgados por Bill Gates.

 De acordo com levantamento divulgado por Gates, nem as mortes causadas pelo homem são tão numerosas quanto aquelas devidas aos mosquitos. “Apesar do nome inofensivo – que quer dizer ‘mosquinha’ em espanhol – os mosquitos carregam doenças devastadoras”, afirmou Bill Gates em seu blog.

Doenças

Entre as doenças causadas por mosquitos, a malária é a que mais mata. Só em 2012, foram mais de 620 mil mortes e cerca de 207 milhões de casos. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mapa abaixo com dados da OMS, quanto mais escura é a área, maior é a quantidade de casos de malária ali registrados.

 Entre as doenças causadas por mosquitos, a malária é a que mais mata.

Entre as doenças causadas por mosquitos, a malária é a que mais mata.

Outra doença causada por mosquitos é a dengue. Presente em cerca de 100 países, a dengue infecta de 50 milhões a 100 milhões de pessoas por ano – segundo levantamento da OMS. No mapa a seguir, os pontos vermelhos no mapa sinalizam os casos de dengue registrados ao redor do mundo nos últimos três meses. Centro de controle e prevenção de doenças

Outra doença causada por mosquitos é a dengue. Presente em cerca de 100 países, a dengue infecta de 50 milhões a 100 milhões de pessoas por ano - segundo levantamento da OMS.

Outra doença causada por mosquitos é a dengue. Presente em cerca de 100 países, a dengue infecta de 50 milhões a 100 milhões de pessoas por ano – segundo levantamento da OMS.

Por conta destes números, Bill Gates promoveu na última semana a Mosquito Week, durante a qual divulgou informações relativas ao perigo representado pelos mosquitos.

 

TEMPH 2014:Trends in Environmental microbiology for public health

26/04/2014

Fonte: site do evento

TEMPH 2014:Trends in Environmental microbiology for public health

TEMPH 2014:Trends in Environmental microbiology for public health

TEMPH2014 will be the first meet­ing where an inter­na­tional group of sci­en­tists from Europe and Amer­ica will con­vene to share and dis­cuss cutting-​edge envi­ron­men­tal micro­bi­ol­ogy research that empha­sizes sand and water habi­tats in tem­per­ate and trop­i­cal regions of the world.

TEMPH2014 will focus on the Bac­te­ri­ol­ogy, Mycol­ogy, Par­a­sitol­ogy and Virol­ogy, of recre­ational areas for the pur­pose of cre­at­ing syn­ergy between water qual­ity and pub­lic health pro­fes­sion­als. Reg­u­la­tory issues will be dis­cussed by the participants.

The com­bi­na­tion of inter­na­tional exper­tise, a pro­gram designed to pro­mote inter­ac­tion and problem-​solving, and the unique blend of emphases rep­re­sented by this con­fer­ence pro­vides the unique oppor­tu­nity to develop an intro­duc­tory white paper aimed at pro­vid­ing rec­om­men­da­tions with respect to address­ing the link between beach sands, water qual­ity, and poten­tial human health outcomes.

Ulti­mately the rec­om­men­da­tions will be sent to national and inter­na­tional reg­u­la­tory agen­cies and the World Health Organization.

The white paper will be pub­lished in a peer reviewed sci­en­tific jour­nal. Meet­ing par­tic­i­pants with exper­tise in recre­ational water qual­ity are invited to con­tribute towards the white paper

Saúde OMS lança manual para ajudar no combate à malária

26/04/2014

Fonte: Notícias ao Minuto – 24/04/2014

A Organização Mundial da Saúde assinala na sexta-feira o Dia Mundial da Malária com o lançamento de um manual para ajudar os países a avaliarem a exequibilidade técnica, operacional e financeira da eliminação daquela doença.

A OMS assinala na sexta-feira o Dia Mundial da Malária com o lançamento de um manual para ajudar os países a avaliarem a exequibilidade técnica, operacional e financeira da eliminação daquela doença.

Com o título “Do controlo da malária à eliminação: um manual para o planeamento da eliminação”, o documento fornece um quadro exaustivo para avaliar diferentes cenários e calendários para avançar em direção à eliminação, dependendo da cobertura dos programas e da disponibilidade financeira, escreve a OMS em comunicado.

“Um maior compromisso político e a expansão dos investimentos globais na malária permitiram salvar 3,3 milhões de vidas desde 2000″, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, citada no comunicado.”Os países onde a malária permanece endémica querem agora aproveitar esse sucesso”, acrescentou.

Segundo a agência da ONU para a saúde, as taxas de mortalidade associada à malária caíram 42% desde 2000 no mundo e 49% no continente africano. Este cenário levou alguns países onde a doença é endémica, mesmo alguns com altas taxas de malária, a começar a explorar a possibilidade da erradicação.

No entanto, apesar de alguns países terem a vontade política, permanecem obstáculos técnicos, operacionais e financeiros, particularmente em países onde a doença tem níveis elevados.

O guia da OMS visa por isso ajudar os países a avaliar de que recursos precisam para reduzir a transmissão da malária para níveis muito baixos, ou onde se pode começar a aplicar programas com vista à eliminação.

“Esta visão de longo prazo sobre a malária é crucial: É vital planear o período após a eliminação”, disse o diretor do Programa Global da Malária, John Reeder. “Se as intervenções forem facilitadas ou abandonadas, a transmissão da malária pode restabelecer-se relativamente depressa, levando a um ressurgimento das infeções e das mortes”, acrescentou, citado no comunicado da OMS.

Segundo a organização, há atualmente 19 países na “fase de pré-eliminação ou eliminação” e outros sete conseguiram reduzir as transmissões a zero e estão agora na “fase de prevenção da reintrodução”.

O Dia Mundial da Malária assinala-se a 25 de abril e é este ano dedicado ao tema “Investir no futuro. Vencer a malária”. A OMS estimou que em 2012 tenha havido 207 milhões de casos de malária e 600 mil mortes associadas à doença.

Pesquisa da USP cria aparelho de diagnóstico rápido da dengue

23/04/2014

Fonte: Portal Vermelho – 19/04/2014

Veja como evitar a dengue

Veja como evitar a dengue

Um aparelho portátil e de baixo custo, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP), é capaz diagnosticar com precisão os pacientes com o vírus da dengue em apenas 20 minutos, já a partir dos primeiros sintomas. A novidade está sendo possível porque um estudo mostrou alta concentração da proteína NS1, produzida pelo vírus.

A próxima fase da pesquisa é desenvolver biossensores que identifiquem o tipo de vírus da dengue.

Atualmente, o exame para detectar a doença só pode ser feito no sexto dia, o que faz com que ela seja confundida com outras infecções e nem sempre tratada da forma adequada. A demora no diagnóstico pode levar, especialmente nos casos de reincidência, à morte.

“O teste convencional não pode ser feito nos primeiros dias, porque ele mede a concentração de anticorpos. [O paciente] tem que ter quadro avançado de dengue. O novo aparelho detecta a proteína já nos primeiros dias”, disse o professor Francisco Guimarães, responsável pelo estudo.

O dispositivo, similar ao que é utilizado na medição de glicemia, funciona da seguinte forma: o anticorpo que reage à proteína NS1 é cultivado na gema do ovo. Em seguida, ele é colocado em alta concentração sobre uma membrana metálica, a qual em contato com o sangue infectado, reage eletricamente.

Guimarães destaca que a utilização de ovos de galinha para produzir os anticorpos foi uma das formas encontradas para baratear o custo do produto. “A gente gerou fora do corpo humano, sem usar animal, e isso faz com que o preço fique muito baixo. Apesar de o corpo ter milhões de proteínas, só aquela do vírus da dengue se liga ao anticorpo”, explicou.

O aparelho deve custar entre R$ 100 e R$ 200. “A ideia é que todo posto de saúde, mesmo em lugares mais remotos, possam fazer o teste rápido, sem que o sangue tenha que ser levado para grandes centros. Evita-se a demora no resultado, pois é um teste direto”.

O professor espera que, em no máximo dois anos, o dispositivo esteja disponível para venda. “Fizemos o protótipo, mas ele tem que passar ainda pela etapa de desenvolvimento do produto, de validação pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], de produção e só então a etapa de venda. Esse é o prazo mais otimista”, avaliou.

A próxima fase da pesquisa é desenvolver biossensores que identifiquem o tipo de vírus da dengue. “Se o paciente pegou o tipo 1 e na cidade está alastrando o tipo 3, a chance dele ter hemorrágica é grande, pois é preciso ser infectado por vírus distintos. Por isso a importância de identificar o tipo”.

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