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Professor da UFSC é premiado pelo Howard Hughes Medical Institute

27/01/2012

Fonte: Planeta Universitário – 26/01/2012

O professor André Luiz Barbosa Báfica, 36 anos, do Departamento de Microbiologia, Imunologia & Parasitologia (MIP) do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Santa Catarina, foi um dos 28 cientistas selecionados para receber o prêmio International Early Career Scientist (IECS), do Howard Hughes Medical Institute.  O HHMI é uma das mais importantes instituições que apóiam pesquisas na área de saúde e biologia dos Estados Unidos. O prêmio foi divulgado (www.hhmi.org/news/iecs20120124.htm) na segunda-feira, 24 de janeiro. A seleção foi feita dentre 760 jovens pesquisadores do mundo inteiro. André foi o único brasileiro a receber o prêmio de 650 mil dólares ao longo de cinco anos para desenvolver uma vacina mais eficaz para tuberculose.

Para ser escolhido pelo HHMI, André passou por um amplo e rigoroso processo de seleção, sendo seu projeto avaliado por 50 cientistas. O principal critério para a escolha foi a excelência científica: as conquistas de cada jovem pesquisador em sua carreira, seu potencial e a clareza para explicar suas pesquisas. Os pesquisadores – que coordenam seu próprio laboratório há menos de sete anos – serão integrados à comunidade científica do Instituto, participando de encontros e fazendo palestras a outros pesquisadores e cientistas em começo de carreira do HHMI. Dentre os 375 pesquisadores patrocinados pelo HHMI, 13 são ganhadores do Prêmio Nobel e 147 membros da Academia de Ciências dos EUA. O financiamento de André começará em fevereiro de 2012.

Pesquisa de André Báfica investiga como bacilo da tuberculose se esconde do corpo

Desde 2007, quando começou sua pesquisa na UFSC, Báfica e seus colegas focalizaram os potenciais pontos fracos do bacilo causador da tuberculose. Em 2011, eles descobriram que o micróbio fabrica uma proteína chamada SMTL-13 que o sistema imunológico humano consegue reconhecer. O laboratório está trabalhando agora para identificar a relação entre a bactéria e o hospedeiro, não como se fosse uma relação de inimigos e sim de coabitantes. Querem saber se a proteína da bactéria pode aumentar a eficácia das vacinas contra a tuberculose.

O bacilo da tuberculose infecta cerca de um terço da população mundial, sendo que apenas 5 a 10 por cento desenvolvem a doença. O pesquisador quer entender por que a maioria das pessoas infectadas não adoece. Essa descoberta pode levar a tratamentos melhores. “O grande desafio é entender o que acontece com as pessoas que controlam a enfermidade”, diz Báfica.

 Sobre André Báfica

André Báfica é médico e professor adjunto de Imunologia do Departamento de Microbiologia, Imunologia & Parasitologia da UFSC, pesquisador do CNPQ e credenciado nos programas de pós-graduação em Farmacologia e Biotecnologia & Biociências. Em 2008 fundou o Laboratório de Imunobiologia (LIDI) (www.lidi.ufsc.br), associado ao Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC, que desenvolve atividades de ensino e pesquisa relacionadas à resposta imune a patógenos e imunofarmacologia.

Iniciou-se nas pesquisas quando ainda era estudante de medicina na Universidade Federal da Bahia. Embora planejasse tornar-se um médico na área de emergência, ele passou a fazer parte do laboratório de imunobiologia. “Tudo que você pensar pode testar por você mesmo”, afirma. “Não é um trabalho. É simplesmente um prazer”.

Trabalhou com pesquisas sobre doenças tropicais, em especial leishmaniose. Fez parte de um projeto de pesquisa médica, sobre supervisão de Aldina Barral e Jackson Costa, que ajudou a mostrar que a droga prescrita para circulação lenta cura as úlceras associadas à leishmaniose.

A experiência convenceu André que poderia ter o melhor dos dois mundos: medicina tropical e pesquisa básica. Durante o período de doutorado, realizado na Fundação Oswaldo Cruz, sob a orientação de Manoel Barral-Netto, trabalhou com os mecanismos inatos de indução e regulação da Interleucina-12 na infecção por Mycobacterium tuberculosis

O pós-doutorado, sob a supervisão de Alan Sher, foi realizado, também em Imunologia  como bolsista Fogarty Fellowship, na Fogarty, Estados Unidos.

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