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Minas desenvolve teste rápido para diagnóstico da dengue

25/01/2012

Fonte: Estado de Minas – 24/01/2012

A nova tecnologia de diagnóstico rápido da dengue, que poderá reduzir o tempo de análise de amostras de três dias para até 20 minutos, está sendo desenvolvida pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas). Se validado, o teste rápido da dengue deverá ser disponibilizado em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do país até 2013.

Para validação, a nova metodologia precisa passar por testes que garantam sua assertividade. Nessa fase, serão realizadas análises de amostras de pacientes cedidas pelo Hemominas. A praticidade e aparência do novo kit fazem lembrar os aparelhos de monitoramento de glicemia, usado no diagnóstico de diabetes. A diferença é que o sangue coletado do paciente não é aplicado diretamente no kit diagnóstico. O teste é realizado com o soro separado das células sanguíneas e, por isso, a metodologia ainda exigirá a coleta de sangue do paciente.

Para análise, o soro é colocado sobre a membrana – que integra a parte interna do suporte plástico que compõe o kit -, juntamente com o diluente. A reação, que pode indicar a presença de proteínas do vírus da dengue ou anticorpos produzidos, ocorre em 20 minutos.

Atualmente, os testes de diagnóstico da dengue são realizados a partir dos métodos MacELISA, que exige três dias de trabalho, e ELISA comercial, com duração de aproximadamente cinco horas. A metodologia MacELISA é considerada o padrão ouro do Ministério da Saúde no diagnóstico de dengue, sendo a técnica mais sensível utilizada atualmente, com maior índice de assertividade. Ela agora deve dar espaço ao novo e rápido diagnóstico. O projeto para desenvolvimento do Kit de teste rápido para diagnóstico da Dengue conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).

Em 2010, com a epidemia de dengue identificada em diversos estados do país, Minas Gerais chegou a contabilizar 261.945 notificações de suspeita de infecção do vírus. Neste período, a Funed realizou 22.000 análises de amostras. Em 2011, houve tanto queda no número de notificações da doença como no volume de análises realizadas pela Funed, sendo verificadas em torno de 5.000 amostras testadas pelas metodologias MacELISA e ELISA Comercial.

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